Nao Ligo pra o que Voce Pensa
Bom dia
Eu queria te dizer
Que você são flores
Que nascem dentro de mim
Floresce no meu jardim
e floreia meu dia
e deixa tudo a florir
Florifica e flori
Vocé é minha flor
A flor que eu elegi
Num dia qualquer
Você finalmente percebe
Que a sua vida foi algo
Que você mesmo complicou
Você não precisa
Ter tudo que quer
Porém, se mesmo assim o quiser
Agradeça antes aquilo que recebe
Desobedeça as suas vontades
de vez em quando
E talvez até descubra
Que não eram suas
Tua visão
Não dobra nenhuma esquina
Portanto
Você precisa ir até lá
O teu olhar, às vezes
pode te levar até a Lua
Mas quando chegar lá
Finalmente você vai descobrir
Que é aqui neste lugar
Que a sua vida continua.
Um dia um amor existiu
como flor que ninguém nunca viu
uma flor por você, que partiu
E esse amor foi maior do que eu
uma flor que você não colheu
e que só por você insistiu
e que eu não dividi com ninguém
um amor que você não sentiu
uma flor que era sua também
um jardim que criei só pra nós
e esperei por você que não veio
pra poder dividir meio a meio
foi assim que deixei de cuidar
de um amor que você não sentia
uma flor que você não queria
um jardim que existiu e era seu
agora escrevi pra avisar
Que hoje essa flor morreu.
Minha irmã Rosely,
Hoje, tudo que eu queria
Era que você estivesse
pertinho, a fazer o café
com seu jeito carinhoso
de sorrir e pegar no meu pé
meu Deus, que tempo precioso
e eu fico desconcertado
tentando me recordar
se alguma vez fui mal-educado
com irmã tão primorosa
o tempo passa e eu fico assim
na saudade que vem de você
também sinto saudades de mim
e no quão bem que me sentia
em acordar e te ver, todo dia
Minha irmã, Rose Graniso
Tem dias que fico triste
de saudade tão doída
você que sumiu no mundo
por mim, nunca foi esquecida.
Talvez você leia meus pensamentos e me julgue um poeta medíocre, outros lêem e podem me achar profundo. Não escrevo nem para um e nem para outro. Escrevo pelo prazer que sinto em escrever e saber que amanhã poderei voltar aqui e sentir por um instante aquilo que sentia no momento em que escrevi: Tristeza, alegria, esperança, raiva...tudo é sentimento e é melhor sentí-los de que não sentir nada.
Se os traduzo em poemas bons ou ruins, não sei, o que me dá prazer são as imagens que vão surgindo em minha mente enquanto eu escrevo e que sei que também poderão surgir na sua. As palavras podem vir e ir ao vento, da mesma maneira que se vão, haverão de voltar daqui à 200 anos. Eu não estarei mais por aqui, mas as palavras, estas permanecem igual à árvores centenárias. Pode ser que uma criança do futuro sente-se em sua sombra e me dirija uma oração.
O trêm partiu
e mesmo sabendo
que o caminho
já esta traçado
você nunca esteve lá
Ele voltou vazio
Voce embarcou
e agora sente frio
o mesmo frio
do qual fugia
vai guardando a paisagem
na retina
Colinas, campos,
chuva fina
dias de Sol
e tempestades
Ontem era muito cedo
hoje é tarde
Se a viagem
apenas te sujasse
estaria tudo bem
Mas o tempo
a tudo encarde
Não há retina que guarde
tantas paragens
pode até parecer muito
mas é uma só viagem
é uma estrada só
onde você embarca,
viaja, deseja, teme, treme, geme,
espera, desespera, dança e se cansa
só.
Você estará pra sempre vivo
enquanto alimentar seus sonhos
e enquanto sonhares
sua alma poderá seguir
pra conhecer, ser e estar
em todos os lugares
Se souber sonhar
Sonhar de verdade
Seu corpo poderá, então
estar junto
Sonhe grande
e deixe de pensar pequeno
o desânimo
é um veneno pra alma
pois mesmo quando
não se concretizam
foram eles que alimentaram
seus dias, seus passos, sua vida
foram os sonhos que sonhou
tua alma viva
A alma que se priva de sonhar
sufoca
esmaga, estraga
tanta coisa ali, contida
Continue, então...querendo
saber e conhecer e tocar
e provar e abraçar e ir
aonde teus pensamentos
ainda não sonharam
Corações, cujas almas
não sonham
Páram.
Você olha pro Céu
de vez eu quando
e a claridade
a vista ofusca
há coisas que a Luz oculta
e depois nem vai saber
Se foi rápida ou lenta
essa busca
Senta-se em frente
a um pedaço de papel
não sabe se desenha
ou escreve
viver
simplesmente tornou-se
uma espécie
de doença sem cura
Uma empreitada sem ganho
Uma janela onde se olha
e a paisagem é muito escura
Não há mais
porque prosseguir
na infinda procura
pela alegria sem tamanho
que sabes não existir
assim como a busca
Pelo lugar
onde nascem os sonhos
levou-te então a encontrar
apenas e tão somente
O ponto
Aonde morre a esperança
Você olha para o Céu
e descobre simplesmente
haver chegado finalmente
ao dia
Em que novamente
nasce o Sol
Porém
Não nasce alegria.
Se você muito reclama da claridade, aguarde. Deus vai te mandar a escuridão e, talvez, tudo se esclareça.
Talvez seja verdade
Que eu e você sejamos
Apenas mais um
Apenas um, num Mundo cego
Ou, quem sabe
Eu não chegue nem ao menos
A Ser Um
Antes, Metade
Mesmo assim
Eu não me entrego
Pois eu sou Um
do qual se pode, realmente
Extrair tão somente a verdade
Não sou uma gota d'água na chuva
Uma areia na praia
Ou mais um Inseto na Terra
Eu sou mais uma Estrela
A brilhar no Infinito
Eu sou um Astro no Universo
E, mesmo que você
Pense o Inverso
Meus Versos são Escritos
Para ser lidos por Deus
E Ele Lê, tenho Certeza
Talvez, por isso
Você não enxergue a Beleza
Neles contida
É preciso saber
Enxergar muito além
das coisas que vão e vem
É preciso ver a Luz
Na Luz contida,
Que apesar de proeminente
Tem sempre o poder
de permanecer escondida
Para aqueles, cujos olhos
Só aprenderam a ver
As coisas
que vemos em vida.
Antes de dizer coisas que realmente vale à pena ouvir, verifique se as pessoas a quem você pretende dizer não estão usando fones de ouvido, conversando com o umbigo, contando dinheiro ou admirando-se diante do espelho. Às vezes também pode acontecer de elas ouvirem mas não estarem preparadas para compreender.
Você tentou dormir
Sorriu e sonhou acordado
desistiu da vida
A noite inteira
É manhã, outra noite está morta
De manhã tem jornal na porta
Más notícias na soleira
Por mais que você queira
Ficar assim, pra sempre triste
A tua alegria resiste
Você tentou e ficou
Sozinho assim, sem ninguém
Do alto da tristeza onde subiste
Você olha pra estação
Daqui à pouco há de partir
O último trem
Com medo de ficar até o fim
Sem nada, parado e olhando
tua vida estagnada
Num lampejo
desce correndo as escadas
Corre em busca do infinito
deseja mais depressa
que teu grito pode alcançar
e passa pela porta
no momento do último apito
agora você está na estrada
No passado que ficou
Não há mais nada em que pensar
De hoje em diante,
daqui pra frente
Sua vida estará sempre rumo
a alguma paisagem bela
Nem é preciso olhar pelas janelas
Pra entender que até hoje viveu
Uma vida plena de ilusão
Agora, adormeça
de forma serena
Não te esqueças que está a caminho
De um lugar
Sem rádio, televisão
ou jornais com notícias sombrias
Quando amanhecer um novo dia
Você já terá chegado
Ao Mundo dos teus sonhos
Tão profundamente
desejados.
A festa já está acabando
Você fica se perguntando
Que será que ainda dá tempo
de participar da dança
Poema sem asa
Canção sem vitrola ou viola
Menino sem casa ou escola
Será que tudo se perdeu
No tempo em que não tinha tempo
de pensar na vida
Será que você se esqueceu
Que a gente nasce nesta vida
Pra que ela não seja perdida
Ou será que o tempo escondeu
Aquilo tudo que era seu
Pra que você encontrasse
na próxima partida?
Sabendo agora
Que no Céu há algo escrito
Você olha o infinito
Mas o excesso de destreza
Te afastou dessa Maravilha
Na medida
Em que ofusca-te a pureza
Necessária
Para ter tanta certeza
Realmente
Não há como haver grandeza
Quando ser grande
é um desejo consciente
Será que aquela Estrela
Oscila tanto enquanto brilha
Pulsa a Constelação da Ursa
Ou será que seu olhar
vacila?
Quando a noite chegar
Trazendo infinitas respostas
E as flores bonitas
das quais você gosta
E que não abrem-se ao Sol
Noturnas iguais você e eu
Misteriosas
Quais livros que a gente não leu
Relembre as promessas
que nós não cumprimos
incrustadas
No seu coração e no meu
hoje mais nada restou
Mas te peço que leves
Aonde quer que fores
A nossa lembrança guardada
E mais nada
Além do perfume das flores
Agora a gente pode
Pode rir e viver
Agora a gente pode ir
Agora você pode mostrar
Aquele sorriso pronto
Eu conto as horas, todo dia
Agora a gente pode contar pra todo mundo
Que não tem lugar nenhum onde ir
Agora a gente pode rir
Mas a vida fez tanta coisa da vida
Que embora podendo sorrir
A gente não ri, nem chora
Hoje, agora, chegou a hora
Finalmente, hoje é aquele grande dia
Que a gente tanto esperava
Num tempo em que podendo rir, não ria
Alegremos nós, aos nossos corações
Aquela linda oração foi ouvida
Hoje a gente sabe
O que a vida espera da gente
Justamente agora
Que não se espera mais nada da vida.
Edson Ricardo Paiva
Um dia você vai perceber
Que viveu a maior parte do tempo que havia
Sem se dar conta ou prestar atenção
Ao alcance do seu passo
Quantos lances de escada você galgava
E nunca se preocupou
Com a firmeza do seu traço
Era tão natural pra você
Não atentar para o tempo que corria
Que nem percebia
A alegria que causava
Com o calor de um simples abraço
Tudo era normal
Força, beleza, atitude
Você não desperdiçou
Seu precioso tempo pensando
E o tempo corria
Lento, vagaroso
Mais dia, menos dia
Você acaba prestando atenção
Que assim como sopra o vento
E a chuva cai
E ao final do dia
A chuva cessava
O Céu se abria
Ingrata vida
Que ainda há pouco lhe sorria
Lentamente te derruba
E você, sem chão
Desaba, como nunca imaginou
Você pode até dizer que sabia
Mas no fim
Há de também reconhecer
Não esperava que fosse assim.
Edson Ricardo Paiva
Pode acontecer
Um dia você desejar
o Céu cinzento
E enxergá-lo
insuportavelmente azul
Pode ser que aconteça
Olhar a robusteza das árvores
E pensar na ansiedade
da verdade que o outono revela
Em sua sala iluminada
Lembrar-se com muita saudade
do tempo do candeeiro
ou da vela
Cada momento difícil
dessa antiga caminhada
Pode acontecer de um dia
Olhar com imensa nostalgia
pela janela à própria alma
descobrir que não viu quase nada
Reclamou, perdeu a calma
Pagou pela viagem
Porém não suportava
A distância, a passagem do tempo
... a paisagem
A jornada da vida
Cuja partida
Ocorrida lá na infância, hoje distante
pode acontecer
Um dia você finalmente se dar conta
Que o caminho era só de ida.
Edson Ricardo Paiva
Contas.
E então
Você pega um lápis
e aponta
Faz de conta que é poeta
Numa folha de papel
Faz cair as letrinhas do Céu
E depois pega as letras
e as conta
E conta como foi a vida
E sobre as coisas que o tempo faz
Logo após, o aponta novamente
E desenha um poeta
Faz a conta
das vezes que errou
e divide
Pelos erros que acerta
E os soma às manobras do tempo
O que sobra
Empunhar a um lápis sem ponta
Examina o corte da lâmina
As marcas que a vida fez
Galvanizadas
Pelos golpes que o tempo deixa
e de novo o aponta
Esvaindo seu tempo sem conta
Tentando outra vez
Apontar uma estrela
Entre o Céu e a Terra
Faz as contas de novo
e novamente erra
Fazendo de conta que sabe exatamente
Qual era o mês que o calendário indicava
Admite que o poeta mente
Se escreve bonito
Mas escreve pra acalmar a vida
Pois a vida é brava
Cruel servidora do tempo,
Pois o tempo é o que conta
Escreve, pois acredita
Que um dia hão de cessar
Todas as contas
Inclusive a contagem do tempo
Quando as letras, enfim
Se combinarem
E o poema escrito
Mais bonito que a própria vida
O lápis, já sem ponta
Aponta o dia que passou
A oportunidade que foi perdida
E as coisas que o tempo leva
Sendo bem ou mal aproveitadas
Pode ser até que ninguém
Não tenha entendido nada
Daquilo que esteja escrito
Feio ou bonito
Não há meio de apagar
O feito, o dito, o efeito causado
A lâmina gasta
Uma vaga lembrança
Que contrasta
Uma vasta esperança perdida
As arestas ... mais nada
O lápis se acabou
Passou-se a vida
A luz se apaga
Tudo mais o tempo faz
do jeito que sempre o fez.
Edson Ricardo Paiva.
Você, parado
Sentado ou de pé
Olhando um lugar onde havia Sol
Recorda com saudade
O brincar de esconder-se
debaixo da pia
na casa da tia
Uma corda, uma árvore
As moedas tilintando
Era o troco da hora que foi à venda
A graça de olhar ao longe
A fumaça se esvaindo
Saindo da chaminé do trem da vida
Na estrada do tempo
O alegria da hora da saida
Correria no portão da escola
na hora da entrada
A festa na igreja
Veja que naquele tempo
Os sinos dobravam
E eu, na minha inocência de menino
não via e não perguntava por quem
Assim são as coisas
Eu olhando o lugar que havia Sol
Agora sei que era por mim
Que os sinos dobravam assim
Os adeuses e despedidas
Acenos sem lenço que ao longe sumiam
Sem saber em qual tempo
E nem mesmo a estação
Fui vivendo sem noção da vida
Penso que dormia
E quando a gente desperta
Pensa que pode ter se dado ao luxo
de nem ao menos espiar pela janela
Pra saber que paisagem
era aquela
Nas cartas que a vida põe
Não se encontra curingas
O caminho de volta pra casa
é descida
E olhar pra trás, dá tempo de ver ainda
A fumaça que ao longe se dissipa
A presença, que de tanto se ausentar
Tornou-se ausência
As cascas de amendoim espalhadas
Lá no chão da saída
As figurinhas do álbum
Mal coladas, perdidas
A festa, a escola, o dia de Sol
O menino que brincou de vida
E que foi perceber só no fim
Que os sinos dobravam por mim.
Edson Ricardo Paiva.
Conforme o passar dos dias
Depois de algum tempo
Você passa a compreender
Que os dias passam
E as pequenas coisas mudam
E se a gente pudesse mudar
As grandes coisas de lugar
A gente as mudaria
Talvez seja este o motivo
Porque Deus as fez tão grandes
Veja que na verdade
Toda a grandeza do Universo
Mil vezes multiplicada
Pela duração da eternidade
Quando pra bem se quer
Pode caber no espaço
De um pequeno pensamento
E se o pensamento acontecer
Numa noite de frio
Há de restar pra sempre
Um lugar vazio.
Edson Ricardo Paiva
- Relacionados
- Frases para namorada que mostram o quanto ela é especial para você
- Frases de motivação: palavras para encontrar o incentivo que você precisa
- Você é especial para mim: frases que tocam o coração
- Frases de Amor Não Correspondido
- Frases de desprezo para quem não merece mais a sua atenção
- Amor não correspondido
- Frases de raiva que dizem o que você não consegue falar
