Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra

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Medo, incerteza e angústia: crise existencial

Há dias que estamos mergulhados no oceano da melancolia
Numa tristeza tão grande a vivenciar
A apatia nos faz ficar bem quietos
Até que apareça algo para a crise amenizar

A tristeza e o medo teima em dominar o meu ser
Clamo forças busco alento e sustentação
Não adianta desejar, querer ter
Se não consigo da alegria viver, minha emoção

Solidão no meio de tanta gente
Almejo meus problemas solucionar
Acudir também quem está sofrendo
E acabo por sofrer e me angustiar

Não adianta na vida ter saber
Não adianta ter o que consumir
Não adianta ter bens e dinheiro
Se não tiver saúde para construir

Clamo pelo poder Cósmico máximo
Que esta fase seja logo superada
Que tudo volte ao normal
Que eu tenha forças para ser a crise enfrentada
Então volto-me para dentro de mim
No silêncio secreto de minha alma
No questionamento analisar, angústia
Ouço, faço uma prece que acalma

A depressão tento então dominar
Levando sério o caminho sem rumo
Respiro um pouco de ar puro
Volto para fora e me arrumo

De súplicas vivo os meus dias
O homem não tem poder sobre o destino
Temos algum poder para mudar o agora
Superar a solidão e o desatino

Quando a gente ama
Tudo é mais difícil de questionar
Nenhuma teoria ou técnica ajuda
O coração grita mais alto a desejar

Muitas vezes parece que há uma pedreira
O coração sofre tanto que parece inchado
A angústia se faz companheira
Nenhuma solução, nada é encontrado


As forças físicas se vão
O desânimo toma conta de mim
Ajoelho, olho para o infinito, peço ajuda
Este sofrimento não pode continuar assim

Por fim ainda encontro alguma alegria
Quando os amigos me reanimam
Suas preces me fortalecem
Encontro arrimo, me empurram

Porém logo a seguir
Fecho a janela da alma novamente
E retorno para dentro de mim mesma
Não consigo sufocar o pranto presente

Hó padecer, vai-te embora
Procure o seu rumo tão sinistro,
Esta energia negativa abatendo meu viver
Traga minha essência positiva, sincronismo

Preciso vencer esta mais esta crise existencial
Encontrar a força que me fortalece
Sou alma livre num corpo cativo
Desejando um bem que me enobrece


Crises passam para todos
Fazem parte da existência humana, do viver
São pesadelos que circundam
Mas logo tudo voltará a florescer...

A vida é feita de altos e baixos
É o que nos fazem vencer
É a fé de dias melhores
Conseguir com um novo amanhecer

O sofrimento é inerente a condição humana
Na luta para vencer cada dificuldade
No paradoxo das escolhas
Em meio a tanta possibilidade

A incerteza do caminho a seguir
De saber se é certo ou errado, auto conhecer
É assim o viver como humano
Na luta para superar, ter auto domínio, ser

Enfim sigo o meu rumo incerto
Até que passe essa tempestade no meu coração
Até que o Sol volte a brilhar novamente
É na esperança que viverei esta emoção


“A vida é assim: um vai e vem na viagem, com momentos mais
fáceis e, por outras vezes encontramos algumas pedras que devem ser removidas para que possamos seguir novamente até chegar ao destino”

A morte tem dessas coisas: desperta o sentimental que há em nós. Diante de um túmulo vemos apenas o bom, ou o que queremos ver.

Há algo na masculinidade que nasce antes mesmo das palavras, um instinto silencioso, quase ancestral, que faz do homem um guardião natural do que ama.
Não é sobre força bruta; é sobre presença.
Sobre o modo como ele observa antes de agir, como se posiciona mesmo quando ninguém pede, como estende o braço antes que o perigo toque.


A proteção masculina não grita.
Ela se manifesta no jeito firme de segurar uma porta, no cuidado disfarçado de quem diz “vai com calma”, no olhar atento que vigia sem invadir.
É uma força que não pesa, mas ampara.
Uma coragem que não exibe, mas oferece.


E, quando ama, o homem protege até no silêncio.
Protege com o corpo, com o gesto, com o instinto
como se carregasse no peito a certeza de que sua presença deve ser abrigo.


Não é sobre ser herói.
É sobre ser porto.
Sobre reconhecer que, mesmo diante das próprias dores, ele ainda encontra espaço para guardar o outro dentro de um mundo que nem sempre acolhe.


Ser homem, na sua forma mais bonita, é ser teto.
É ser chão firme.
É ser alguém que se coloca entre o caos e quem ele escolhe proteger
não por obrigação, mas porque sua natureza nasceu para isso.

⁠Vocês podiam calar a boca. Eu tô tentando me afundar na minha sofrência aqui.

(Takemichi Hanagaki)

Há uma diferença entre ter arrependimentos e questionar decisões que você tomou e valores que defendeu. Arrependimento é em relação a algo que você gostaria de anular, que você gostaria que nunca tivesse acontecido. Já questionar decisões passadas e valores que você um dia adotou é um ato de reflexão – de reavaliar o que importa na vida e dizer para si mesmo: "Muito bem, talvez aquele não tenha sido o melhor caminho, mas eu vou aprender com a experiência

⁠Seu destino é determinado pelas escolhas que você faz, mas há momentos em que seu destino escolhe você

Destino

Quem disse à estrela o caminho
Que ela há-de seguir no céu?
A fabricar o seu ninho
Como é que a ave aprendeu?
Quem diz à planta -"Floresce!"-
E ao mudo verme que tece
Sua mortalha de seda
Os fios quem lhos enreda?

Ensinou alguém à abelha
Que no prado anda a zumbir
Se à flor branca ou à vermelha
O seu mel há-de ir pedir?

Que eras tu meu ser, querida,
Teus olhos a minha vida,
Teu amor todo o meu bem...
Ai! não mo disse ninguém.
Como a abelha corre ao prado,
Como no céu gira a estrela,
Como a todo o ente o seu fado
Por instinto se revela,
Eu no teu seio divino
Vim cumprir o meu destino...
Vim, que em ti só sei viver,
Só por ti posso morrer.

"Na vida,há momentos que parecem que estamos dentro de um tunel. Porém,ao atravessa-lo podemos ver novamente uma maravilhosa paisagem. O que não podemos fazer é parar no meio."

Há coisas encerradas dentro dos muros que, se saíssem de repente para a rua e gritassem, encheriam o mundo.

Há ainda tardes lindas,
tardes cheias de flor,
se sol,
de mar,
de margaridas...
Há sim,
tardes cheias de vida!

O ser sempre transcende a aparência. Assim que você começa a descobrir o que há por trás de um rosto muito bonito ou muito feio, de acordo com seus conceitos e preconceitos, as aparências superficiais somem até simplesmente não importarem mais.

Como sabeis, há vários motivos que, ao escolher o meu nome, me levaram a pensar em Francisco de Assis. Um dos primeiros é o amor que Francisco tinha pelos pobres.
Mas há ainda outra pobreza: é a pobreza espiritual dos nossos dias, que afeta gravemente também os países considerados mais ricos. É aquilo que o meu Predecessor, o amado e venerado Bento XVI, chama a «ditadura do relativismo», que deixa cada um como medida de si mesmo, colocando em perigo a convivência entre os homens. E assim chego à segunda razão do meu nome. Francisco de Assis diz-nos: trabalhai por edificar a paz. Mas, sem a verdade, não há verdadeira paz. Não pode haver verdadeira paz, se cada um é a medida de si mesmo, se cada um pode reivindicar sempre e só os direitos próprios, sem se importar ao mesmo tempo do bem dos outros, do bem de todos, a começar da natureza comum a todos os seres humanos nesta terra.

Há alguns anos, nas olímpiadas especiais de Seattle, nove participantes, todos com deficiência mental, alinharam-se para a largada da corrida de 100 metros rasos. Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.
Um dos garotos tropeçou no asfalto, caiu e começou a chorar. Os outros ouviram o choro, diminuíram o passo e olharam para trás.
Então viraram e voltaram. Todos eles.
Uma das meninas com Síndrome de Down ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse: - Pronto, agora vai sarar! E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minhutos...
Talvez os atletas fossem deficientes mentais....
Mas com certeza, não eram deficientes espirituais...
"Isso porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta vida, mais do que ganhar sozinho é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir os nossos passos..."

Que nunca me falte motivos para acreditar que apesar de tudo, ainda há esperança e sorrisos me esperando logo ali.

Eu conheço um planeta onde há um homem vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: "Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!" e isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!

Em todos os poemas há lobos, exceto em um. O mais lindo de todos:
Ela dança num anel de fogo e rejeita o desafio com um encolher de ombros.

Jim Morrison

Nota: Poema "All the Poems" de Jim Morrison

Alguém disse um dia que para todo erro há perdão. Você também acredita nisso? Será que perdoar incondicionalmente é o melhor caminho para se resolver as contendas humanas, ou é apenas uma forma da gente justificar a nossa incapacidade de sufocar o mal que há em nós e oferecer aos outros só aquilo que temos de melhor?

Por que fazemos tanta questão de exaltar os nossos erros como um “aprendizado necessário”? Pensando assim, aos poucos a humanidade vai assumindo uma explícita falta de vergonha em agir sem pensar nas conseqüências. Os seres humanos saem por aí “atropelando” pessoas e sentimentos, e depois simplesmente pedem perdão e seguem suas vidas como se tudo fosse normal.

Eu sei que errar faz parte da bestial natureza humana, e os nossos deslizes, geralmente, são passíveis de reconsideração, mas a maldade premeditada, a meu ver, tem uma conotação muito mais grave do que um simples erro de conduta. Maldade é uma coisa que eu não consigo relevar assim, a toque de caixa.

Na verdade há certos pecados que talvez eu nunca consiga perdoar. Existe uma crueldade irretratável na brutalidade sanguinária dos homens; nas mentiras que são levadas adiante; nos enganos oferecidos como se fossem a salvação; nas ilusões travestidas de falsas esperanças; nas promessas vazias que nunca irão se cumprir e nas traições engendradas para enganar as pessoas que dizemos amar.

Juro que eu até já tentei ser uma pessoa mais evoluída, “dar a minha outra face”, “acolher os meus inimigos” e “perdoar erros imperdoáveis”, mas esses adágios beneditinos são maiores do que eu e superam todos os meus esforços em ser bonzinho e tolerante com os pulhas de plantão.

Esse tabu parnasiano que nos obriga a perdoar a quem quer que seja, sob pena de sermos desqualificados como demônios rancorosos, ataca frontalmente um direito legítimo de não querer perdoar a quem nos feriu de alguma forma. Através dessa teoria do perdão incondicional, somos praticamente constrangidos a acreditar desde cedo que o dever de perdoar é muito mais importante do que o mandamento sagrado de jamais fazer mal a alguém.

Mas não me vejam como um rancoroso qualquer... O meu coração perdoa fácil a palavra mal colocada, o julgamento precipitado, a ofensa na hora da raiva, o grito no meio da discussão, ou a incapacidade que muitos podem ter de compreender as minhas razões. O meu perdão está pronto para acolher aqueles que me atingem por ignorância, e não por mera crueldade.

Uns dirão: “Mas se até Cristo perdoou”! Que Cristo me perdoe então por todas as vezes que eu não conseguir perdoar a quem me causou algum dano. É que eu sou verdadeiro demais para fingir as coisas que eu sinto, e eu não consigo enganar ninguém com o meu jeito transparente de me posicionar diante da vida. Sou uma pessoa com a essência à flor da pele, e eu não permitirei jamais que a minha integridade e a minha honra sejam alvos da iniqüidade de ninguém.

Que me perdoem também aqueles a quem o perdão é conveniente ou serve de muletas, mas eu creio que a teoria do perdão incondicional é apenas uma fábula inventada para confortar os desprovidos de amor próprio e os canalhas que nos espreitam. Não sou nem um, nem outro. Trago comigo gentilezas nos bolsos e me antecipo com bom senso a qualquer tentação de fazer o mal a alguém.

Mas, se mesmo depois de sofrer uma injustiça qualquer, a minha vontade de perdoar se fizer tão grande quanto o meu amor pelo próximo, que o meu perdão seja dado ao meu tempo, e não no tempo da leviandade de quem me prejudicou e agora quer a minha reconsideração. Na verdade, é essa tal garantia de perdão incondicional que encoraja o injusto a atentar contra os seus semelhantes.

Enfim, não temam as minhas mágoas... No final eu sempre hei de voltar atrás. Apesar de rancoroso eu sei que existe uma certa nobreza em mim, mas o meu perdão é apenas a esmola mais chinfrim que eu posso oferecer aos pobres de espírito que trocaram o imenso valor do meu apreço, pela mais reles das moedas que é o meu pequeno e mísero dom de perdoar.

Há muita verdade nessa afirmação. Todos já viram alguém “envelhecer da noite para o dia” ao passar por uma crise financeira ou emocional.

O que é exatamente esse padrão de pensamentos a que chamamos preocupação, e que parece ter o poder de envenenar nossa existência?

É possível até mesmo afirmar que a preocupação causa o envelhecimento, pois ela acelera o tempo. A preocupação é obviamente um hábito. O hábito de se atormentar por coisas que já passaram ou pelas que ainda podem acontecer. Ela não tem nada a ver com o presente.

Analisemos primeiro o passado. Ainda não se conhece nenhum meio de mudar o que passou. O passado é irrevogável; o tempo anula todas as possibilidades de torná-lo diferente. Viver em meio aos enganos e mágoas do passado é totalmente improdutivo.

Além do mais, esse tipo de atitude é nocivo, pois libera no organismo substâncias tóxicas que aumentam a pressão arterial e sobrecarregam o coração. A melhor postura é reconhecer os erros passados, aprender com eles e deixá-los ficar em seu devido lugar, no passado.

Para dedicar toda a atenção ao presente é preciso a percepção sadia de que o passado se foi para sempre. A preocupação é a recusa psicológica de aceitar esse fato.

E o que a torna parte aparentemente inevitável da vida é o fato de os erros, as mágoas, os ressentimentos e as injustiças deixarem na mente vestígios que afetam o organismo através da conexão psicofisiológica.

Há um segundo tipo de preocupação que se ocupa de tentar evitar a dor pelo controle do futuro. Um de meus colegas me deu um bom exemplo desse modo de agir. Ele tratou uma paciente durante vinte anos, e, nesse período, ela o visitava duas vezes por ano para fazer exames físicos completos.

Sempre que aparecia, demonstrava grande preocupação com a possibilidade de ter um câncer. Embora não tivesse nenhum sintoma da doença, ela inventava uma série de queixas que obrigava o médico a pedir uma bateria de exames apenas para assegurá-la de que não tinha câncer. Essa cena se repetia ano após ano.

A cada consulta o médico fazia o que podia para convencê-la de que estava livre da doença, e todas as vezes ela perguntava: “Tem certeza?” Certa vez, porém, depois de analisar o resultado dos exames, o médico veio com más notícias.

Disse à paciente que ela tinha câncer. Ao que ela respondeu, com uma espécie de expressão de triunfo: “Não falei? Faz vinte anos que venho dizendo a mesma coisa!” Em sua preocupação, essa mulher imaginou uma doença que ela temia mais que tudo. De tanto dar atenção a esse medo, ele acabou se tornando realidade.

A consciência tem meios de alterar os fatos. Nosso subconsciente pode transformar aquilo que imaginamos em realidade. As pessoas que se preocupam se convenceram de que a preocupação é, de certo modo, o modelo correto de pensamento para evitar que coisas ruins aconteçam. Entretanto, atenção é atenção.

Se ficamos imaginando coisas que não queremos ver acontecer, é quase certo que o resultado será o oposto. Talvez algo “igualmente ruim” ocorra, o que dá no mesmo. Se queremos imaginar o futuro, que ele seja repleto de alegrias e coisas boas.

Mas as pessoas saudáveis não vivem nem no passado nem no futuro. Elas vivem no presente, no agora, que acaba tendo sempre o gosto da eternidade, pois nenhuma sombra paira sobre ele. Quando se presta atenção ao momento presente, ele se faz em toda a plenitude.

Ao vivermos apenas de momento em momento, o tempo deixa de ser nosso inimigo. Os efeitos nocivos da preocupação são eliminados através da valorização do que a vida nos oferece hoje.

Eu desço dessa solidão espalho coisas sobre um chão de giz.Há meros devaneios tolos a me torturar...

Compreender as coisas que nos rodeiam é a melhor preparação para compreender o que há mais além.

hipatia

Nota: Citação atribuída a matemática grega Hipátia, mas não há provas para confirmar a autoria.