Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
Há que se ter muita coragem para levantar-se da cama todos os dias e encarar um mundo completamente destituído de sentido como o nosso, dá até um frio na barriga ao se saber que tanto esforço vai acabar em nada, no túmulo...por que isto é assim?
Há um preço para o Espírito vencer o Eu (Ego Inferior, a persona, a máscara egóica). É um preço terrível, o sujeito será odiado e incompreendido pelo resto da Eternidade. Sente-se a solidão mais terrível do Universo, mesmo quando se está acompanhado.Ninguém compreenderá uma pessoa cujo Espírito libertou-se e tornou até o corpo espiritualizado. Não pensem que o Espírito Liberado é mansinho, isso de mansuetude é com a alma e a alma não é o Espírito. O Espírito é forte, quer destruir. Violência e força, o lema do Espírito... Mas não é uma violência gratuita, não é uma força idiota. Os idiotas não o compreendem, são rasos demais para compreender a profundeza pelágica do Espírito.O Espírito é um Super-Homem. O Espírito é um raio, um raio humano fulminante, é o raio fulminante da sabedoria. Raio da minha sabedoria fulmina-os!
A alma é como uma bela laranja, deve-se espremer para obter o melhor, e o que há de melhor nunca se acaba, sempre se renova.
Nada é certo, nem a certeza de que há incertezas.
Somente uma coisa é certa.
A de que tudo é perfeito e nada é errado.
**Escolho a Paz**
Há quem nunca conheceu o verdadeiro significado da paz. Gente que, quando tudo está tranquilo, parece ter um demônio quase incontrolável de quebrar essa serenidade.
Aprendi, a duras penas, que não importa o quanto você tente construir algo sólido, se o outro vive em meio ao caos, tudo será instável.
Já abandonei grandes oportunidades e até sonhos por insistir em continuar com quem carrega o caos no coração.
E hoje sei: nunca vou construir algo sério, algo que realmente tenha valor, com quem faz questão de cultivar o desassossego.
Não importa o quão tentadora sejam as riquezas deste mundo, nada é mais valioso para mim do que a minha paz.
Entendi que algumas batalhas não são sobre mim, mas sobre a essência de quem escolhe o conflito como estilo de vida.
E nessas situações, não hesito em sacrificar planos, relacionamentos e até o conforto, se isso for o preço para preservar minha paz interior.
Porque a paz, para mim, não é só uma escolha; é a base de tudo. Sem ela, não há amor, não há prosperidade, não há vida plena.
Então, escolho a paz, ainda que isso signifique abrir mão do que parece grandioso. Afinal, o que adianta conquistar o mundo, se dentro de mim tudo está em ruínas?
O discurso é doce, mas o coração é amargo.
Há quem fale tanto sobre amor, empatia e acolhimento, mas na prática carrega pedras nas mãos.
É fácil pregar o amor nas redes, difícil mesmo é estender a mão quando alguém precisa. A hipocrisia mora nesse abismo entre o que se diz e o que se faz.
Amor de verdade não exclui, não julga, não vira as costas. Amar é mais do que palavras é atitude quando ninguém está vendo.
"E com minhas minhas palavras digo amor se ensina sim"
By Evans Araújo
Uma leve onde me leva a descobrir os mistérios do mundo, pois sei q há muitos, sei q há mistérios ocultos e por propósito próprio de governos, estados e de desenganados que por proposito deste principio de engajamento global, nós sabemos existir, a existência humana se baseiam em historias esquecidas porem estamos vivenciando causas que dificilmente seriam enganadas por esses estados, mas temos culhao pra sabermos da mentira por trás disso tudo." não sabeis que sois deuses" .. Salmo
Lembre-se: por trás de cada amostra colhida, há uma vida, uma história, uma família. A vida dela está em nossas mãos, se será abreviada ou prolongada.
“Viver é como a luz do sol, há momentos que a luz brilha incessantemente e outras é oculta pelas nuvens, mas sabemos que a cada entardecer a vida renascerá ao amanhecer, viver é a arte de “morrer” e renascer.”.
Na caminhada cristã, há momentos que nos deixam em dúvida, mas essa incerteza, por si só, já é uma resposta. Não precisamos de confirmação adicional.
Bosch e eu: entre a crítica e a ferida colonial
De todos os artistas europeus, há apenas um que ainda me atravessa: Hieronymus Bosch. Ele me coloniza — não pela forma, não pela técnica, mas pela crítica feroz que carrega. Bosch é o único colonizador que ainda habita meus delírios, talvez porque a acidez do seu olhar sobre o mundo medieval encontre eco no que eu também preciso denunciar.
Ele pintava o colapso moral da Europa — os vícios, o poder podre, a queda da alma. Eu pinto outro colapso: o da terra invadida, dos corpos silenciados, da memória arrancada pela violência da incursão portuguesa.
Se Bosch mostrava o inferno como consequência do pecado, eu mostro que o inferno chegou com as caravelas. Não há punição futura — o castigo já está aqui: na monocultura do eucalipto, na esterilização do solo, na morte do camponês brasileiro , no apagamento dos povos indígenas.
Há em nós uma fúria semelhante, mas nossos mundos são outros. Ele critica o homem que se perde da alma. Eu denuncio o sistema que rouba a alma dos povos. Bosch pinta o desejo que conduz à danação. Eu pinto a resistência que surge depois do desastre.
E, mesmo assim, ele me coloniza. Como assombro. Como espelho invertido. Às vezes penso que sua crítica me provocou antes mesmo de eu saber meu nome. Ele habita uma parte do meu gesto. Um inimigo íntimo. Uma fagulha que queima, e que às vezes me ajuda a incendiar o que precisa cair.
No silêncio que antecede o nascer do dia,
há um registro escrito sem tinta nem voz,
onde o tempo se curva em linhas invisíveis
e o espaço se descortina como uma página em branco.
Cada instante é uma letra que se inscreve
no vasto compêndio da existência,
um sinal de que o agora é eterno
e o futuro, ainda por decifrar.
Em cada partícula, há uma história não contada,
um universo pulsante de possibilidades latentes,
onde a matéria se faz verso e a energia, refrão
de um cântico que transcende a lógica do olhar.
Não há fronteiras entre o ser e o nada,
apenas a dança contínua dos elementos
que se entrelaçam como pensamentos
na imensidão de um cosmos que se recria a cada sopro.
As ideias fluem como rios sem destino,
modelando pontes entre o que é e o que pode ser,
num diálogo silencioso entre o intangível
e o palpável, onde o querer se transforma
na matéria bruta da realidade.
E a mente, esse espaço em constante mutação,
se expande para abarcar horizontes inéditos,
desafiando o próprio conceito de limite.
Há, na cadência das estrelas, um compasso
que não se faz medido por relógios ou calendários,
mas pela sutileza de cada respiração,
pelo encontro espontâneo entre o sonho e o despertar.
E assim, o universo se revela em fragmentos
de pura possibilidade, onde cada suspiro
é uma nota em uma sinfonia sem partitura,
um convite para que o ser se reinvente.
Quebrar as barreiras do conhecido
é mergulhar no oceano profundo da incerteza,
onde o risco e a descoberta se fundem
num único impulso, num salto de fé
que reescreve as regras do existir.
Não há verdades fixas, apenas o movimento
incessante de transformar o que foi em novo,
de encontrar, no caos, a ordem que se oculta.
E se a razão, por vezes, se mostra insuficiente,
que seja então a intuição a bússola do espírito,
guiando-nos pelos caminhos inexplorados
da imaginação e da contemplação.
Pois cada pensamento é uma semente
de um futuro que ainda se faz presente,
um reflexo do universo que se recria
no mistério de um agora que nunca se repete.
Neste manuscrito do infinito,
onde a existência se desdobra em versos silenciosos,
a cada página virada, surge o convite
para que o ser se descubra e se renove,
para que o enigma do próprio estar se descifre
na simplicidade de um momento,
na grandiosidade de um suspiro compartilhado
com o cosmos em sua eterna dança de possibilidades.
