Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
“Há quase um século que a Parapsicologia desafia dois médiuns a psicografar, cada um, cinco linhas alternadas de um mesmo texto. Um escreve a primeira linha, o outro escreve a segunda, depois o primeiro escreve a terceira linha, e assim sucessivamente, até que cada um tenha escrito cinco linhas.”
“Assombrações e almas penadas são uma grande mentira. Há décadas desafio qualquer pessoa a provar uma legítima manifestação de espíritos num raio de 50 metros longe de qualquer ser vivo em troca de US$ 10 mil (ou até muito mais). Até hoje não desembolsei um centavo.”
“Ler a Bíblia ao pé-da-letra é falta de respeito. Há que estudá-la para ver o que significava na ordem religiosa. Não na ordem científica, porque ela não se mete em Ciência, e usa a cultura ou a incultura das épocas em que foi descrita. Não é que a Bíblia induza a erros. Ela estava esclarecendo, explicando, com aquela mentalidade. E agora, com a mentalidade ocidental, com o vocabulário do século 21, não se pode dizer: ‘ah, mas está na Bíblia’. Ora, isso é falta de respeito à Bíblia.”
“Desde 1986 há o desafio da ‘senha’. Antes de morrer, a pessoa deixa uma senha num envelope fechado e não conta pra ninguém. Se depois de morrer, ele puder se comunicar tem que aparecer a ‘senha’, senão imitaram o estilo, adivinharam. Isso se fez milhões de vezes com vários parapsicólogos e espíritas. Todos deixaram uma senha e a senha nunca apareceu! Essa experiência foi feita com Chico Xavier. Monteiro Lobato, antes de morrer, deixou duas senhas. Um espírita e Chico Xavier psicografaram mensagens dele, mas em nenhuma delas estavam as senhas.”
“Há mais de mil casos no mundo de cadáveres há séculos incorruptos, que conservam sangue líquido, transpiram, apresentam crescimento de unhas e cabelo. Há também estátuas de madeira em que as unhas crescem. Não há explicação pra isso. Um louco cortou com faca um quadro com a imagem da padroeira de Bolonha. A pintura da tela cicatrizou com cicatriz humana! Deus ri das nossas leis! Há casos em que o crucifixo de madeira abraçou o Santo e não se quebrou a madeira!”
MENOS MI MI MI
MAIS HA HA HA
Menos mí mi mi
Mais ha há ha
Saiba que essa noite vou te fazer pirar
Eu saio do serviço vou direto bar
Beber com os amigos pra comemorar
Quando tem churrasco
Não tem hora pra acabar
Já passou das dez
Estou louco de amor
Quando chego em casa
A mulher feito uma maritaca
Não para de falar
Então eu vou dizendo
Meu bem ti um veneno
Pode se aproximar
Que eu vou te fazer calar
Menos mí mi mi
Mais ha há ha
Saiba que essa noite vou te fazer pirar
Poeta Antonio Luís
10:43 AM 6 de maio de 2015
Por volta da 2° série, eu percebi uma coisa. Há dois tipos de pessoas nesse mundo. As pessoas que irradiam confiança e naturalmente se sobressaem na vida.
E aquelas que esperam que toda essas pessoas morram em uma grande explosão.
Orvalho
Há uma calma umidade que se detém,
silenciosa, atrás das cercas — nas tramas do mato,
onde o peso das horas mal se sente.
Não teve o tempo de ser apenas água,
carregou-se de sentido ao escorregar da
folha na sombra fria da noite.
Segue um curso que não escolheu,
um fio d’água, sentimento indefinido
que se perde nas dobras do ser.
Será lágrima do mundo ou suor da terra?
A incerteza do líquido que se dissolve é a mesma
da superfície breve de tudo o que vive.
Do gotejar ao chão, desfaz-se em ser,
água que se entrega ao jardim sem mágoa,
rompe as raízes, dissolve o silêncio,
sempre sendo outra, sempre fugindo de si.
Nas bifurcações da vida, onde tudo se entrelaça,
dilui-se para que a essência se revele,
ciclo de entrega e retorno, onde a fragilidade
se faz força.
Inquilina da própria queda,
desce da folha como do cílio uma lágrima,
com o gosto salgado do mar que nunca viu,
e o peso de todos os sonhos que se
perderam.
Não é a mesma lágrima de outrora,
não é a mesma gota que escorreu um dia,
quando despejada tocou as pedras que
chamei de peito.
Ano novo.
O tempo
empilha dias como quem constrói algo.
No calendário, há um rumor divino,
intervalo entre o que fomos
e o que fingimos ser. Fim.
O ano velho, cansado e curvado,
esconde no bolso sua última promessa,
deixa sobre a mesa o peso dos sonhos,
riscados por mãos que tremem.
Meia noite.
No salto do instante que vira página,
nos descobrimos novos,
ainda que usados. Recomeços.
No limite do voo,
não há destino:
apenas um céu que ainda não sabemos ler.
Carrego nas costas algumas décadas e, no peito, a certeza de que há muito a caminhar. Desejo ainda ser lido, mesmo depois de, enfim encontrar minhas origens. Até lá, espero que meus olhos pareçam mais sábios aos que me descobrirem. Não sou proprietário do que é meu. Tudo o que tenho e fiz só faz sentido se puder ser apropriado pelos outros, de alguma forma. Sou poeta, e a poesia não tem dono; cada um que a ressignifica torna-se coautor. Essa é a forma que encontrei para me tornar eterno, cada vez que for recontado.
Estrelas que me lembram
Trago no sangue o ferro
que já foi coração de planeta.
E há, na minha espinha,
o cansaço milenar das galáxias.
Não nasci hoje.
Nasci quando Deus ainda aprendia
a escrever luz nos espaços.
Sou poeira antiga,
com nome recente.
Memória estelar em movimento —
não de um astro,
mas do instante em que o amor
acendeu o primeiro fogo.
O imediato me fere,
como quem tenta cortar o infinito
com o fio cego da pressa.
Há milênios dentro de mim.
Olho o eterno
porque só ele me reconhece.
Tem muitas criaturas que regridem para se manter numa escuridão, e há poucas criadores que progridem para se manter numa iluminação.
Se sentir flutuar...
Voar sobre as nuvens
no céu de alguém.
Passear pelas belezas que há.
Avistar um sorriso... de canto talvez.
Já é uma dádiva.
E por fim, acampar no abraço
de quem te faz bem!
Quero esta paz que há dentro de cada ser..
Esta paz que habita dentro de mim e de você.
Este sentimento sublime que sentimos e ninguém vê.
Ao sair mostrando a porta de saída da sua vida, tenha em mente que alguém já pode estar há algum tempo procurando por ela.
