Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
A vilania, mesmo oculta, há de vir à luz do dia.
Você está reclamando por quê? Enquanto um reclama, há agora outros cinco vivendo numa situação mais precária, com necessidades urgentes, sem saber como solucionar os problemas nas suas pobres vidas e você sempre perguntando bobagens do tipo “como viver bem” ou “aproveitar a vida”.
A vida é um lindo circo. Temos que ser mágicos, equilibristas e há momentos que fazemos o papel do palhaço. Mas fique preparado, porque o leão sempre entra no picadeiro.
Há aqueles que num minuto fazem uma leitura precisa da vida de alguém, mas vivem uma vida inteira sem decifrar a décima parte de si mesmos. Observar é um exercício interessante, calar, ouvir, perceber, é possível aprender muito convivendo de coração aberto com pessoas de bem, tão sujeitas a falhas como qualquer outro ser humano, aprende-se muito também mantendo olhos atentos ao mundo que nos cerca, nem sempre se encontra o bem em toda parte. Mas o aprendizado proveniente do olhar de si a si mesmo é realmente infinito, entre falhas e virtudes, garimpar-se é, sem dúvidas, a força motriz do desenvolvimento humano. "Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta." Esse Jung sabia das coisas...
Há indivíduos tão barulhentos que se incomodam até com o silêncio alheio, fantasiando e atribuindo perfis e tramas a quem se aquieta.
Arautos do bom senso berrando alto sua sofisticada sapiência, tão distantes dos meros comedores de feijão.
Apresentam uma utópica luta de ferro e fogo em defesa da democracia, como se fosse algo tão frágil. Ou de uma rígida ordem, como se fosse a última oportunidade que temos.
A necessidade de ser visto e ouvido explode no ego a tal ponto que embaça a visão, fazendo enxergar no mesmo balaio, do outro lado, é claro, toda sorte de ignorantes, medrosos, iludidos e homens médios ou inferiores ainda.
Mas a história é cíclica e as coisas ganham a devida direção.
Por isso, eu sigo adiante, comendo meu feijão na companhia de bons amigos enquanto exerço meu secreto sufrágio, assim previsto na Magna Carta, e observo a onda passar, porque sempre passa.
E o que ficam são as palavras ditas, a energia trabalhada, por vezes transmitida de tal forma que logo encontra as linhas de retorno ao canal transmissor. É bom estar preparado.
Por graça, há um governante em quem eu realmente confio e a quem rendo meus mais sinceros votos, o qual também atende pelo nome de Tempo, justo e sóbrio Mestre.
Há ocasiões em que precisamos mudar a direção de nossas
vidas para alcançar o caminho CERTO, da felicidade e
de dias melhores. Se estamos andando por lugares tortuosos,
sem alegria, sem satisfação e sem rumo, por que insistir?
Por que teimar em continuar? Por que não reconhecer o erro e
recomeçar?
Muitos dizem que estão acostumados daquela forma e que não
adianta rever os conceitos. Muitos dizem que foram criados
dessa ou daquela maneira e que é tarde para uma mudança.
Muitos sabem que estão perdidos e preferem se acomodar às
murmurações e frustrações. Mas essa não é a decisão certa!
Se existe esperanças de um novo dia, devemos investir nele
com todas as nossas forças, com toda a nossa fé, com a
confiança de que o sol voltará a brilhar no meio da
tempestade.
De que adianta andar e andar e não sair do lugar? Que nos
aproveita persistir no que não nos agrada? Por que
permanecer dentro de um ônibus que não nos levará ao destino
almejado?
A nossa direção deve ser aquela que Deus traçou para nossas
vidas, com independência. O destino de nossa caminhada deve ser aquele que o Senhor Jesus escolheu para sermos felizes. Queremos chegar
lá… não queremos marcar passo sem sair do lugar.
Não queremos seguir os caminhos determinados pela vontade alheia a nossa. Queremos seguir o caminho que nos leve a felicidade. Devemos obedecer somente ao Criador porque sua vontade é a melhor para todos nós. Queremos deixar o lugar de derrotas e decepções e chegar ao lugar de vitórias para todos. Chega de seguirmos regras ditadas por pessoas inconsequentes e sem Deus no coração...
Somos e nascemos livres para sermos o que quisermos ser, livres para tomarmos nossas decisões, livres para as escolhas, livres para sonhar, livres para nos livrarmos de tudo o que nos impede de crescer...
Vou mudar o meu caminho, vou mudar a minha vida, afinal sou livre para isso, e Você está no caminho certo?
Se a resposta é não, mude já de direção você também é livre!
nene policia
Há um lugar secreto dentro de você, que só Deus conhece. Tem aquela mágoa, que só vocês dois sabem. Tem aquela ferida que você não sabe cuidar, mas Ele sabe sarar. Tem aquele dia que você acorda não querendo nada. Dias que você vai durmir querendo esquecer tudo. Mas olha, quem está contigo, é Deus.
Depois de quase vinte e oito anos assistindo a Chaves, percebi que Dona Clotilde está aí há décadas nos ensinando a como não persistir em algo que a gente já sabe que não vai acontecer. Não importaram quantos bolos, frangos assados e águas de colônia foram entregues, não importaram os cuidados, a dedicação exclusiva, o sentimento oferecido e implorado, Dona Clotilde nunca deixou de ser coadjuvante na sua própria história de amor.
A Bruxa do 71 é o retrato de nossas ligações não atendidas, de nossos convites ignorados, de nossas mensagens visualizadas e não respondidas. Somos nós esperando aqueles amores que a gente costura sozinhos rolando a noite na cama, deixando nosso sono sufocado junto a nossa paz de espírito no travesseiro. Quantos amores deixamos de viver enquanto insistimos em bater cheios de mimos na porta errada, sabendo que o Impossível é que vai nos atender?
Talvez ela pudesse ter se casado com o Sr. Barriga ou outro homem. Ou até aprendido a como é bom viver sozinha…morando em Acapulco.
É muito arriscado o caminho que a gente segue na direção contrária do nosso destino. É muito doloroso insistir em estradas erradas, quando é o coração que caminha descalço no asfalto.
Meu recado hoje é para você garota que está em uma porcaria de relacionamento.
Até quando você vai viver essa farsa de relacionamento?
O que te prende em um relacionamento infeliz?
Nem sempre persistir significa insistência, nem sempre amar significa confiar sempre que vai dar certo lá adiante.
Desista do que é preciso. Recalcule o que não faz questão de entrar na sua rota. Jogue para o alto o que está querendo voar por ai, sozinho. Você não precisa do que te diz “não”, a gente nem sabe muito bem o que fazer com as coisas que não se encaixam.
Ah, meus caros, amor não é uma coisa para viver controlando a porta, amor é liberdade de ir e vir, é tranquilidade de saber que o outro quer entrar e ficar.
Não caia nessa de que tem que sofrer para ter, que tem que suar para conquistar.
Ame alguém que você não tenha que puxar pelos braços. Ame alguém que esteja, que saiba se deixar ocupar, que você não precise matar um leão para conseguir um abraço.
Não ame o que te cansa para ter. Você precisará muito ainda do seu fôlego, vai por mim, não o desperdice no que já está fracassado.
Pesquisando pela internet descobri que há apenas um episódio que exibe cenas de casamento entre a Bruxa do 71 e o seu amado. Mas, era um sonho.
Na verdade, Dona Clotilde nunca se casou com seu Madrugada… só na sua ilusão.
E a gente precisa de um amor que corresponda nossos planos, que responda o que plantamos.
A gente precisa muito mais do que um sonho. A gente precisa viver um amor acordado.
O único caminho dos justos é a solidão, pois, no esforço de manter-se imaculado, há uma resistência viva que persiste na alma — mesmo após cada filetamento causado pelo repúdio dos homens e da própria existência.
...Há entre mim e o tempo, uma refazença.
Uma compreensão de que quimera serei,
Um tão só colhedor de caminhos...
O Coração Gigante de Débora
Por Diane Leite
Há pessoas que atravessam a vida como cometas: enfrentam tormentas, cruzam céus nublados e iluminam tudo ao seu redor com uma força que só pode vir do coração. Minha tia Débora é uma dessas pessoas. Sua história é um épico de resiliência e amor, com capítulos marcados por desafios imensuráveis e superações que só alguém de alma gigante poderia conquistar.
Débora nasceu em um lar de dificuldades. Ainda menina, perdeu o pai e foi acolhida por um orfanato, pois sua mãe, com muitos filhos e poucos recursos, não conseguia cuidar de todos. Desde cedo, aprendeu que a vida exigiria força e determinação. Trabalhou em casas de família, enfrentando responsabilidades maiores do que qualquer criança deveria carregar. Mas Débora nunca reclamou. Em vez disso, escolheu o amor como sua bandeira.
Ela foi mãe de cinco filhos e, sozinha, os criou com um amor que transbordava. Quando a vida lhe trouxe uma filha inesperada, ela a acolheu sem hesitação. Débora não sabia amar pela metade. Seu coração era um refúgio para quem precisasse, e sua casa, por mais humilde que fosse, sempre tinha espaço para mais alguém.
Mas a vida testou Débora de formas inimagináveis. Ela perdeu um filho de maneira brutal, uma dor que nenhum coração deveria suportar. Enfrentou enchentes que destruíram tudo o que havia construído. E, ainda assim, ela se levantou. Reconstruiu, recomeçou, amou. Sua capacidade de superar tragédias era como uma chama que nunca se apagava.
Débora não teve sorte no amor, mas isso nunca a impediu de amar. Carregou decepções que teriam endurecido muitos corações, mas o dela só crescia. Ela era o ponto de equilíbrio em meio às tempestades familiares, sempre buscando apaziguar conflitos, sempre desejando que todos ficassem bem.
Para mim, Débora foi mais que uma tia. Foi uma segunda mãe. Trabalhamos juntas por quase 20 anos, e ela esteve ao meu lado nos momentos mais difíceis e nas maiores conquistas. Brigávamos, como mãe e filha costumam brigar, mas o amor sempre nos trazia de volta. Ela acreditava em mim de um jeito que, às vezes, eu mesma não conseguia.
Nesta semana, o destino trouxe um golpe cruel. Um segundo AVC a colocou em uma batalha que parece maior do que ela. Passou por uma cirurgia delicada, e os médicos falam de morte encefálica. Mas, mesmo diante desse diagnóstico, minha fé permanece inabalável. Débora é uma guerreira. E guerreiros, mesmo quando partem, deixam sua luz.
Se ela acordar, quero que saiba que escrevi estas palavras para ela. Quero que saiba que, em cada linha, está o amor e a gratidão que sinto. Se ela não acordar, que estas palavras sejam um tributo eterno à mulher incrível que ela foi.
Débora é amor, força e luz. Sempre será.
A Singularidade que Move o Mundo
Autoria: Diane Leite
Há algo de extraordinário no mundo que ainda é ignorado por muitos. São pessoas que, no silêncio de suas existências, carregam um poder que não pode ser medido pelos padrões típicos. São os autistas, especialmente os de nível 1, aqueles que um dia foram conhecidos como portadores da Síndrome de Asperger. E enquanto muitos tentam moldá-los para caber em caixas que nunca foram feitas para eles, a verdade é que essas caixas nunca foram grandes o suficiente para conter sua genialidade.
O que seria da nossa sociedade sem eles? Pense na internet que usamos diariamente, nas redes sociais que conectam bilhões de pessoas ao redor do mundo, no avanço tecnológico que nos coloca em contato com o futuro. Quem você acha que está por trás disso? Não precisa ir longe: Elon Musk, considerado um dos maiores visionários da atualidade, é autista. Ele não foi moldado para ser "como todo mundo". Ele é o que é porque aceitou sua diferença como sua maior força.
Mas antes de falarmos dos grandes nomes, olhemos para dentro de casa. Meu filho mais velho, aos 3 anos, lia e escrevia; aos 10, falava várias línguas sem nunca ter tido uma aula formal. Meu filho mais novo seguiu o mesmo caminho. E eu, com 4 anos, já estava anos-luz à frente do que se esperava de uma criança comum. Somos autistas. Não encaixamos. Não seguimos a manada. Mas isso não é um defeito. Isso é nosso poder.
Por que a sociedade insiste em ver o autismo como algo a ser "consertado"? Por que as escolas reclamam da dificuldade em lidar com essas crianças, ao invés de enxergarem o potencial que elas trazem? Um autista pode ter dificuldade em amarrar os cadarços, mas pode criar uma nova tecnologia que mude a forma como vivemos. Ele pode parecer alheio às conversas sociais, mas está hiper focado em algo que revolucionará o mundo.
A sociedade precisa parar de tentar tornar o autista um típico. Inclusão não é moldar; é respeitar e utilizar as habilidades únicas de cada indivíduo. Nos Estados Unidos, as escolas estão anos-luz à frente nesse quesito. Elas identificam as altas habilidades dessas crianças e as direcionam para áreas em que podem brilhar. Enquanto aqui muitos autistas ainda precisam provar que são "bons o suficiente", lá, eles são incentivados a serem exatamente quem são.
O hiperfoco de um autista é sua maior arma. Enquanto um típico se distrai com questões sociais, o autista vai fundo, termina o que começou, e faz isso de forma brilhante. É assim que grandes mentes mudaram o mundo. Pense em Temple Grandin, que revolucionou o manejo de animais com sua sensibilidade e visão única. Pense em Anthony Hopkins, cuja profundidade como ator é incomparável.
E é justamente essa singularidade que precisa ser respeitada. Não precisamos de pena. Não somos vítimas. Somos geniais à nossa maneira, e o mundo só tem a ganhar se aprender a nos respeitar e utilizar nossas habilidades de forma inteligente.
Querem inclusão? Então entendam que o autista não foi feito para ser igual. Ele foi feito para ser extraordinário. Aceitar isso é o primeiro passo. Respeitar é o segundo. E, por fim, permitir que floresçamos em nosso próprio ritmo e com nossas próprias cores é o que realmente mudará o mundo.
Aos pais, professores, e à sociedade como um todo, digo isso: parem de reclamar. Observem. Incentivem. Não tentem nos encaixar em moldes. Deixem-nos ser quem somos. Porque enquanto vocês se preocupam em nos corrigir, nós estamos ocupados mudando o mundo.
E que um dia, as futuras gerações não precisem gastar energia provando seu valor. Que elas possam ser quem são, desde o início, e que sejam vistas, não como desafios, mas como presentes. Porque é isso que somos: presentes únicos, destinados a transformar tudo ao nosso redor.
E o que resta a vocês é apenas uma coisa: respeitem-nos. Porque o futuro que tanto desejam já está sendo construído por nós.
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Nota da Autora: Essa crônica é uma celebração da singularidade dos autistas, um chamado à empatia e à admiração por aqueles que veem o mundo de uma forma única. Que ela inspire reflexão, respeito e ações que realmente façam a diferença.
Gratidão e Luz
Por Diane Leite
Em cada passo, há um traço de fé,
Um eco do passado que nunca se desfaz.
Das sombras que um dia pareciam tão grandes,
Hoje são memórias que deixei para trás.
Do jornalismo às redes, da mãe à mulher,
De quem cria, cuida e também floresce.
Nunca deixei meu dom se apagar,
Pois quem sabe o que planta, sempre agradece.
Os monstros eram sombras, nunca reais,
Descobri a força que em mim sempre morou.
Não nasci para o silêncio, mas para expandir,
Meu intelecto é a luz que Deus me entregou.
Cada projeto é um sonho que ganha asas,
Cada batalha, uma lição para crescer.
Ser grande não é o que os outros enxergam,
Mas o quanto escolho de mim reconhecer.
Divina justiça, clara e fiel,
O amor que plantei, sei que virá.
Pois a unidade somos todos nós,
E na luz do outro, minha alma brilhará.
Gratidão à vida, ao dom, à jornada,
Ao lixeiro, ao vendedor, ao comunicador.
Pois cada um tem seu brilho e seu papel,
E juntos criamos um mundo de amor.
Que as críticas não pesem mais que os louvores,
E os elogios não me façam perder o chão.
Quem conhece o próprio caminho,
Sabe que as respostas estão no coração.
Sou Diane Leite, centelha divina,
Caio e levanto, mas nunca desisto.
O universo me dá o que é justo,
E no amor que cultivo, persisto.
Assim caminho com fé e certeza,
De que tudo que é belo me pertence, enfim.
Só quero o que nutre minha alma,
E faz do meu espírito um jardim.
PREFÁCIO
Crônicas de Diane Leite
O Chamado para a Transformação
Há histórias que nascem no silêncio.
Como aquela tarde em que me sentei à beira do rio, observando as folhas caírem na água, e percebi que elas não lutavam contra a correnteza – apenas seguiam. Assim como eu, anos atrás, quando a vida me levou a lugares que jamais imaginei pisar.
Este livro não é sobre respostas.
É sobre perguntas que ecoam no escuro do seu quarto, quando o mundo dorme e só resta o bater do seu coração. Aquela dúvida que você não ousa compartilhar, a saudade que não tem nome, o vazio que insiste em sussurrar: "E se houver mais?"
Escrevi essas palavras não como autora, mas como alguém que já se perdeu no próprio labirinto.
Como a mulher que carregou 35 quilos de dor nas costas e descobriu que leveza não está no corpo, mas na forma como olhamos para o espelho da alma. Você sabe do que falo. Todos temos nossos 35 quilos.
Aqui, não há lições.
Há espelhos.
Frases que vão se infiltrar em você como a luz da manhã entra pela fresta da janela – sem pedir licença, sem fazer barulho. Até que, de repente, você percebe: está vendo partes de si que nem sabia existirem.
Não me importo se você acredita em destino, ciência ou magia.
Importa-me apenas que, ao virar estas páginas, você sinta.
Como sente o cheiro da chuva antes da tempestade.
Como reconhece o gosto amargo da despedida antes mesmo de ela chegar.
Isso é o que importa: o que habita nas entrelinhas da sua existência.
Se algo aqui tocar você, não fui eu quem escreveu.
Foi a parte sua que ainda lembra como é ouvir a própria voz em meio ao ruído do mundo.
Com fé e autenticidade,
Diane Leite
"O Chamado do Eu Interior
Há momentos na vida em que algo dentro de nós se agita de forma inexplicável. Não é apenas um pensamento insistente, nem um desejo passageiro. É um chamado. Uma força silenciosa, mas poderosa, que nos impulsiona para além do que conhecemos, desafiando certezas, ruindo alicerces e nos fazendo encarar o que antes parecia intocável."
Quando o Cuidado é um Abraço em Si
Autoria: Diane Leite
Há quem ache que ser firme é ser duro. Que ter razão exige calar o outro. Que posicionar-se é gritar mais alto. Mas há uma força muito mais rara — e muito mais corajosa: a de se manter gentil mesmo quando é preciso discordar.
Quando você escolhe falar com cuidado, mesmo diante da insegurança do outro, não é só o outro que está sendo acolhido. É aquela criança dentro de você — a que foi ignorada, desacreditada, mal compreendida — que está sendo finalmente ouvida.
É como se, ao falar com doçura com o mundo, você sussurrasse para sua alma: "Eu vejo você. Eu acredito em você. Eu te protejo agora."
E isso muda tudo.
Porque, no fundo, cada gesto de ternura é uma chance de reparar o passado — não só o seu, mas o de quem está diante de você também.
A gente não precisa diminuir ninguém para mostrar que tem valor. O erro das pessoas é achar que só há espaço para uma verdade. Mas o mundo é feito de muitos caminhos, muitos ritmos, muitas dores. Não somos ilhas. Somos pontes.
Precisamos uns dos outros para tudo. Para o pão na mesa, para o cuidado no hospital, para o sorriso no dia difícil, para chegar ao destino. Cada ser humano carrega uma peça do que sustenta a vida.
Por isso, respeitar o outro é respeitar a si. E se posicionar com amor é honrar não só a própria verdade, mas a dignidade de todos que cruzam o seu caminho.
No fim, quando você cuida do outro com gentileza, mesmo na divergência, você está, na verdade, cuidando da parte mais valiosa dentro de você: a sua integridade.
