Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
"Eternal Flame"
Há um fogo que arde, oculto em mim,
Um eco profundo, sem fim.
Sob o véu da noite, ouço a canção,
Do caos que pulsa no meu coração.
Uma estrela vaga no céu ancestral,
Solitária, dança em espiral.
Na vastidão, o mistério a chamar,
Um farol perdido, a me guiar.
Correntes de medo querem me prender,
Mas nas chamas encontro o meu renascer.
Cicatrizes marcam o que já vivi,
E no fogo vejo o que há por vir.
No espelho quebrado, visões surgirão,
Fragmentos de sonhos em nova canção.
Cada caco guarda uma verdade,
Uma voz oculta, de eternidade.
Se o véu cair e a luz escapar,
Que o caos nos ensine a criar.
Das cinzas, ergue-se o espírito,
Na dança eterna, o infinito.
"Trono Oculto"
No nevoeiro, onde os deuses se escondem,
Há um trono que os séculos respondem.
Oh! Trono oculto, de poder não visto,
Ah! Guardião do mistério jamais previsto.
Os ecos das eras sussurram segredos,
As sombras revelam seus decretos.
Oh! Sentar-se nele é perder a razão,
Ah! Trono oculto, devora o coração.
Trono oculto, véu da verdade,
Oh! Chamado por almas na eternidade.
Ah! Quem o busca jamais retorna,
Trono oculto, destino que transtorna.
Coisas Que Partem do Coração
Há palavras que nunca se dizem,
Segredos que o vento levou.
Há silêncios que gritam no peito,
Memórias que o tempo apagou.
Um olhar que se perde na brisa,
Um suspiro que não tem razão.
São pedaços da alma escondida,
Coisas que partem do coração.
São vozes suaves, são sombras e luz,
São dores antigas que ainda reluz.
São marcas na pele, são gestos no ar,
Coisas que partem, sem nunca voltar.
[Verso 2]
Há promessas deixadas ao vento,
Sonhos que ficam pela metade.
Há amores que duram um instante,
Mas queimam por toda a eternidade.
Cada lágrima é um rio que canta,
Cada riso, um eterno refrão.
E no fim, tudo o que nos encanta
São coisas que partem do coração.
São vozes suaves, são sombras e luz,
São dores antigas que ainda reluz.
São marcas na pele, são gestos no ar,
Coisas que partem, sem nunca voltar.
Tchê, todos nós temos um valor
muito especial, alto demais
para se calcular; e alguém há de
perceber isso. Então, não fique
te humilhando por quem não te quer,
não fique correndo atrás de quem
não está nem aí pra ti. Erga a cabeça,
siga em frente, "ceve um novo mate" e
permita ao seu coração a busca de um novo amor.
Há Seres Humanos Que Quando Nascem São Rotulados Para Serem o Pior. Mas Deus é Quem Determina.
Não Permaneça Onde Sua Presença é Tolerada Pela Sua Insistência.
Saiba se Retirar de Ambientes Onde Sua Dignidade Não é Respeitada!
E Lembre-se de Onde Deus te Exaltou Quando Tentarem Te Diminuir!
Há Podas Que Doem, Porém São Necessárias Para Que Não Destruam Sua Alma.
Há sempre o seu cheiro no meu lençol… A cada encontro, eu fico cada vez mais impregnado de amor e desejo… É uma vontade de estar ao seu lado que não cessa, que não tem fim! Teu cheiro no meu lençol é como uma semente do amor plantada em meu coração! Só faz crescer a cada vez que eu te encontro e te sinto perto de mim, a cada vez que eu sinto o teu cheiro aqui.
Bosch e eu: entre a crítica e a ferida colonial
De todos os artistas europeus, há apenas um que ainda me atravessa: Hieronymus Bosch. Ele me coloniza — não pela forma, não pela técnica, mas pela crítica feroz que carrega. Bosch é o único colonizador que ainda habita meus delírios, talvez porque a acidez do seu olhar sobre o mundo medieval encontre eco no que eu também preciso denunciar.
Ele pintava o colapso moral da Europa — os vícios, o poder podre, a queda da alma. Eu pinto outro colapso: o da terra invadida, dos corpos silenciados, da memória arrancada pela violência da incursão portuguesa.
Se Bosch mostrava o inferno como consequência do pecado, eu mostro que o inferno chegou com as caravelas. Não há punição futura — o castigo já está aqui: na monocultura do eucalipto, na esterilização do solo, na morte do camponês brasileiro , no apagamento dos povos indígenas.
Há em nós uma fúria semelhante, mas nossos mundos são outros. Ele critica o homem que se perde da alma. Eu denuncio o sistema que rouba a alma dos povos. Bosch pinta o desejo que conduz à danação. Eu pinto a resistência que surge depois do desastre.
E, mesmo assim, ele me coloniza. Como assombro. Como espelho invertido. Às vezes penso que sua crítica me provocou antes mesmo de eu saber meu nome. Ele habita uma parte do meu gesto. Um inimigo íntimo. Uma fagulha que queima, e que às vezes me ajuda a incendiar o que precisa cair.
Há muitas estradas a serem desbravadas, também a muitas vidas para viver, a diversidades de fé credos incompreendidos por não entender a lição do começo e fim, a também aqueles que são felizes por ter nada.
Há um mar de tortura invisível na vida humana, se afogando num oceano sem fim onde nem as lágrimas sofridas alagam a mente vazia, a segurança do porto não o faz firme, forte, feliz, na imensidão devastada não há um acolhimento.
Um pouco é muito também há muito sem nada, o mundo vive a empatia mesmo sem conhecer o viver, a dor e o caos vivido, sem o conhecimento necessário não há dignidade pra assumir outros valores por orgulho ou vaidade.
Há dois mundos vivendo no mundo dos que vivem a vida vivida, há também aqueles que vivem uma desilusão, viver uma vida de trabalho justo honesto comendo o pão de cada dia ganho com justiça integridade é viver a vida vivida multiplicada de bênção, há também aqueles que vivem numa bolha uma utopia onde o sonho permanece em sonho longe da realidade, quem vive, trabalha feliz vivendo a verdade vivida, já os sonhadores vão continuar vivendo a utopia de pesadelos embrulhado no caos, acordados na realidade sem limites, presos em liberdade.
Há tantos caminhos na vida tão bem disfarçados, que poucos percebem ser o caminho para conhecer a Deus.
O livramento percorre caminhos que nem sempre compreendemos, pois há causas ocultas na conquista da vitória. Ainda assim, permanece atento, quando o livramento chegar, os dias melhores não tardarão a florescer.
Ainda há tempo, mesmo quando o tempo é curto para viver.
Embora o trajeto pareça distante, os dias se renovam a cada amanhecer,
como um lembrete silencioso de que tudo é apenas a rotação dos mundos.
