Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra

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⁠Há mais de uma maneira de esfolar um gato

Inserida por marianafpfp

⁠onde há fumo, há fogo

Inserida por marianafpfp

MELHOR COISA QUE FAÇO
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Tem um ditado que diz:
quem com porcos se mistura
Farelos há de comer
Daí optei pela clausura
Pra poder me proteger.
Melhor coisa que faço
Sozinho no meu espaço
Evito me aborrecer!

Inserida por AirtonSoares1952

⁠O QUE ME IRRITA MESMO...
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Há certas coisinhas que acontecem no nosso dia a dia que nos deixam visivelmente irritados: ir ao cinema e ter o azar de sentar ao lado do indivíduo que nos antecipa as principais cenas do filme.
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Ou, então, uma pessoa bem alta senta na poltrona à nossa frente; o mastigado crocante - também no cinema - dos comedores de pipoca ou do ploc-ploc dos chicletes; rangido de porta, nos escritórios, enquanto aguardamos ser atendidos; em casa, apressado para sair, na hora de pôr perfume, a tampa do frasco escorrega, rodopia no chão e vai repousar lá no cantinho embaixo do guarda-roupa ou de outro móvel qualquer; concordar com pessoas que nos pedem opinião, mas que, na verdade, precisam é de apoio moral.
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O que irrita mesmo é subir no ônibus e aguentar, sem poder dizer nada, aquelas pessoas que demoram uma eternidade na roleta pagando a passagem.
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Um dia desses, final de tarde, observei: uma senhora gorda, bem parecida, apresentado sinais visíveis de neurose, aproximou-se da roleta e tentou nervosamente abrir a primeira bolsa.
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Depois dessa, havia aquela bolsinha onde elas guardam moedas. Mexeu, remexeu, e nada de as moedas aparecerem.
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Em cima da gaveta do trocador havia de tudo. Um verdadeiro bazar: amostra de tecidos, grampos enferrujados, pente, botões, sianinhas, carnê do Baú da Felicidade. O que se pudesse imaginar estava ali exposto na mesinha do trocador.
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O tempo foi passando, passando (como é seu costume), e eu me enervando. A essa altura, já me sentia uma bomba. Só faltava explodir. Não demorou muito. Chovia e ainda não me encontrava sequer dentro do ônibus. Muni-me de paciência - qualidade rara hoje em dia - e suportei heroicamente a primeira etapa dessa angustiante maçada.
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A segunda etapa vai do momento em que ela retira a moeda da bolsinha, até o pagamento propriamente dito.
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Não entrarei em minúcias, por questão de brevidade. Bom, depois da longa "lengalenga", pudemos respirar naturalmente. Pensamos nós, passageiros.
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Mas que nada. Aconteceu o inesperado: a bolsa da dita enganchou na roleta e começou o puxa-puxa. Puxa daqui, puxa de lá, e eu sei, gente, que finalmente chegou a minha vez de pagar.
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Meti a mão no bolso para tirar a carteira, tentando ser mais rápido que todo mundo, querendo, com isto, me vingar mentalmente... Não a encontrei. Se não fosse minha timidez congênita, teria feito aquele escândalo.
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Pior do que tudo isso, e já não era pouco, os outros passageiros, saturados pela gorda, não compreenderam meu problema - o roubo da carteira - e começaram a me xingar deliberadamente.
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Essa não! Aí não prestou! Um verdadeiro disparo - de blasfêmias - cruzou no ar, juntamente com bofetes e encontrões. Estava todo mundo ababelado, à mercê do que desse e viesse, quando de repente ouviu-se o disparo de um revólver. Ficamos estáticos, pálidos, mal respirávamos.
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Poucos minutos depois, cada um de nós olhou para a cara do outro, meio sem jeito. Era como se quiséssemos inquirir: - Precisava de tudo isso!? Um pouco mais de calma não teria resolvido a questão? Mas agora é tarde demais.
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O silêncio é rompido pelo autor do disparo, um guarda da Polícia Civil, que falou com aspereza:
- O coletivo está detido e vai agora mesmo para a delegacia!
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Chegamos. O delegado, como sempre, fez perguntas de praxe e no final não deu em nada. Algumas multas, advertências e pronto. Uma história a mais dos propalados transportes coletivos. Fim de linha, fim de conversa!
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1977

Inserida por AirtonSoares1952

Só há como descobrir o caráter real de um homem, dando-lhe possibilidades.

Inserida por danmelga

Só há como ter uma morte calma e serena, sabendo o que provém dela.

Inserida por danmelga

Há um vírus infectando o planeta, chama-se: ser humano.

Inserida por danmelga

Há duas formas de se elogiar: tanto individual, quanto comparativamente.

Inserida por danmelga

Há dois tipos de opiniões: pessoais e gerais.

Inserida por danmelga

Há pessoas que são como trens seguindo por trilhos, já impossibilitadas de mudar o próprio destino.

Inserida por danmelga

Há dois motivos pelo qual você respeita alguém: educação ou medo.

Inserida por danmelga

Só há como eliminar todos os sentimentos ruins de si mesmo: saindo de casa. Quando saímos de casa, também saímos de nós mesmos.

Inserida por danmelga

Há pessoas que morrem bem antes de morrerem de verdade.

Inserida por danmelga

Há pessoas que têm medo da vida. Há pessoas que têm medo da morte. Há pessoas que têm medo da vida e da morte. Mas o mais essencial é não ter medo de viver e viver sem medo de morrer.

Inserida por danmelga

Por trás de toda frase há uma reflexão indigesta.

Inserida por danmelga

Por trás de todo drama há uma necessidade exorbitante de este ser correspondido para tornar-se efetivado.

Inserida por danmelga

Apenas há dois caminhos a se seguir: alegrar-se com as alegrias do outro; e se entristecer com suas tristezas. Qualquer um dos opostos apresenta um grande desvio.

Inserida por danmelga

Há muita diferença entre evoluir e deixar de ser quem você é.

Inserida por danmelga

As frases de um escritor também servem para o aconselhar. Quase sempre há uma distância entre o que se faz e o que se diz.

Inserida por danmelga

Há sempre algo novo a se escrever.

Inserida por danmelga