Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
Divergências / (060417)
Num recinto onde há várias pessoas, de certo, haverá ideias diferentes. Se as tais não divergirem , retire-se imediatamente. Significa que neste ambiente ninguém pensa!
Chegamos a um ponto que nos sentimos cansados de tudo!!!
Será mesmo?
O trabalho é muito?
Há quem está sem nenhum.
Está insuportável a jornada? Há alguém que suporte.
A remuneração é pouca?
Há quem seria extremamente feliz com a metade do que pra ti é pouco!!!
210223
Cada minuto contigo é breve demais, mas dentro dele cabe uma eternidade. Rimos da dor, e no riso há ternura, há a prova de que o amor pode nascer no intervalo entre a raiva e a esperança.
Há corações que pedem validação a cada instante, como se o amor fosse um espelho que precisa refletir segurança o tempo todo. Mas quando o sentimento precisa ser confirmado a cada hora, ele deixa de ser encontro e se torna cobrança.
A insegurança veste a relação com correntes invisíveis, fazendo do outro não um companheiro, mas um guardião de certezas. E o amor, que deveria ser liberdade, se transforma em prisão de expectativas.
Quem exige presença constante esquece que maturidade é saber suportar o silêncio, é confiar mesmo quando o outro não está ao alcance da mão. Sem essa maturidade, o vínculo se desgasta, porque nenhum coração pode carregar sozinho o peso da insegurança alheia.
O estranho sentimento que nasce é o reflexo da desarmonia: um lado sufocado pela cobrança, o outro perdido na própria carência. E assim, o amor se torna frágil, não por falta de afeto, mas por excesso de exigência.
Amar não é pedir validação a cada segundo, é aprender a confiar naquilo que já foi dito, naquilo que já foi mostrado, naquilo que pulsa mesmo na ausência.
Que o amor seja chama que aquece, não fogo que consome. Que a presença seja escolha, não obrigação. Que a maturidade seja o solo onde o vínculo cresce, e não a insegurança que o corrói.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Há relações que se constroem em torno da necessidade constante de validação, como se o amor precisasse ser confirmado a cada instante, em cada gesto, em cada palavra. O coração inseguro pede provas sem cessar, não por falta de afeto recebido, mas por não saber confiar no que já foi dado. E assim, o vínculo se torna frágil, porque nenhum sentimento resiste ao peso da cobrança incessante. O outro, sufocado, carrega uma responsabilidade que não lhe pertence: sustentar a insegurança alheia, preencher vazios que não são seus, ser presença mesmo quando precisa de ausência. Surge então o vitimismo, essa máscara que transforma carência em acusação, que coloca a culpa no outro por amar e não saber amar. O amor vira palco de exigências, e cada ausência é interpretada como abandono, cada silêncio como desamor. Mas amar não é vigiar, não é exigir, não é transformar o outro em espelho da própria falta. Amar é liberdade, é maturidade para suportar o silêncio, é confiança que se sustenta mesmo na distância. Quem não sabe amar acaba confundindo entrega com posse, e presença com obrigação. E nesse labirinto de insegurança, o sentimento estranho cresce, até se tornar insuportável. Só quando se entende que o amor não pode ser prisão, que o outro não é responsável por validar a cada segundo o que já existe, é que nasce a possibilidade de um encontro verdadeiro. Amar é caminhar lado a lado, sem correntes, sem culpas, sem cobranças. É deixar que a chama aqueça sem consumir, que a presença seja escolha e não sentença, que o vínculo seja poesia e não peso. Porque amar de verdade é saber que o outro é livre, e ainda assim escolher ficar.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Há em nós um desejo profundo de sermos vistos, reconhecidos, aceitos. Esse desejo é humano, legítimo, mas quando se transforma em necessidade constante de aprovação, ele nos aprisiona. Passamos a medir cada palavra, cada gesto, como se estivéssemos diante de um tribunal invisível que decide se somos dignos ou não.
E nesse palco, a insegurança veste máscaras. Negamos a fragilidade, fingimos confiança, mas por dentro trememos diante da possibilidade de rejeição. O elogio se torna alimento, a crítica uma ferida aberta. Vivemos como se o valor pessoal fosse um reflexo nos olhos dos outros, esquecendo que o espelho mais verdadeiro está dentro de nós.
A vida, porém, não foi feita para ser vivida em função da plateia. A autenticidade é um ato de coragem: dizer o que pensamos, sentir o que sentimos, mesmo que não agrade a todos. É nesse espaço de verdade que nasce a liberdade.
Quando aprendemos a nos aprovar, a nos acolher com compaixão, descobrimos que não precisamos da permissão alheia para existir. A crítica deixa de ser sentença, o silêncio deixa de ser ameaça, e o elogio passa a ser apenas um presente — não uma necessidade vital.
A maior vitória é perceber que o valor não está em agradar, mas em ser. Ser inteiro, ser imperfeito, ser humano. E nesse reconhecimento, a aprovação externa perde o poder de nos definir.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Nos corredores invisíveis do tempo, há portas que nunca abrimos, caminhos que se perderam na poeira das decisões.
Cada escolha é um fio, tecendo destinos possíveis, bordando silêncios e futuros não vividos.
E penso: quem seria eu, se tivesse seguido outra estrela, se tivesse dançado em outra música, se tivesse ousado dizer “sim” quando o medo me ensinou o “não”?
Há um universo onde sou viajante, outro onde sou poeta, outro ainda onde sou apenas sombra do que poderia ter sido.
Mas todos esses eus coexistem, como constelações em um céu secreto, lembrando-me que a vida é feita não só do que escolhi, mas também do que deixei escapar.
E nesse espelho de possibilidades, descubro que o verdadeiro milagre não está em viver todos os mundos, mas em acolher o que sou, sabendo que dentro de mim habitam infinitas versões de mim mesmo.
“Há experiências que carregam em si um direito sagrado: o de serem reveladas no tempo escolhido por quem as vive. A pressa alheia, quando invade esse espaço, não fere apenas a ordem dos acontecimentos, mas a dignidade de sentir cada etapa em sua plenitude. O silêncio, a espera e a delicadeza são guardiões da intimidade. Rompê-los é negar ao outro a liberdade de florescer no seu próprio ritmo. Respeitar o tempo de alguém é mais do que cortesia — é reconhecer sua humanidade.”
“Envelhecer é destino; amadurecer, conquista. Há pessoas que atravessam meio século de existência sem jamais alcançar o limiar da consciência. Permanecem presas a jogos de vaidade, disputas mesquinhas e gestos que revelam mais capricho do que lucidez. A infantilidade, nesse estágio, já não é inocência: é recusa deliberada. Recusa em assumir o peso das próprias escolhas, em reconhecer que o tempo exige profundidade, em aceitar que a vida não se sustenta em provocações rasas. O corpo carrega cinquenta anos, mas o espírito permanece raso, buscando o deleite de aborrecer ao invés da sabedoria de compreender. É o retrato de quem envelhece sem se tornar inteiro.”
Entre o Espetáculo e o Silêncio
Há existências que se erguem sobre o palco. São vidas que se alimentam da visibilidade, que transformam cada gesto em performance e cada instante em proclamação. Cercadas de amigos, festas e aplausos, parecem plenas de movimento e alegria. Mas por trás da música alta e das luzes cintilantes, há um vazio que não se confessa: a solidão.
Nessa vida, as necessidades pessoais tornam-se supremas, superiores a qualquer vínculo — filhos, pais, companheiros. O mundo gira em torno do desejo de ser visto, desejado, celebrado. A festa é refúgio, mas também prisão: companhia efêmera, vínculos superficiais, afeto substituído por euforia. No fim da noite, quando o silêncio retorna, resta apenas a ausência. A afirmação de que se está só “por opção” é narrativa defensiva, sustentada por padrões inalcançáveis de um parceiro ideal. O brilho fora compensa o vazio dentro, e a superioridade proclamada é apenas máscara para a fragilidade interna.
Mas há também outra forma de existir: aquela que se retira do palco e encontra força no silêncio. Essa vida não precisa de plateia, não depende de aplausos, não busca confirmação externa. Cada instante é vivido em sua plenitude, não como espetáculo, mas como presença. A viagem não é conteúdo, é vivência. O encontro não é performance, é intimidade. O cotidiano não é vitrine, é verdade.
Na sociedade da visibilidade, escolher a invisibilidade é um ato de resistência. É afirmar que nem tudo precisa ser mostrado, que há dimensões da vida que só fazem sentido no silêncio. Quem não precisa ser visto é livre: livre das expectativas, dos julgamentos, das comparações. Livre para errar sem plateia, para acertar sem aplausos, para existir sem máscaras.
Assim, temos dois modos de ser:
O da festa interminável, que parece abundância, mas termina em solidão.
O do silêncio autêntico, que parece ausência, mas revela plenitude.
Entre o espetáculo e o silêncio, cada um escolhe o modo como deseja existir. Mas é no silêncio, e não na festa, que a vida encontra sua densidade mais profunda. Pois o verdadeiro sentido não está em ser visto, mas em ser.
Tatianne Ernesto S. Passaes
A Felicidade Entre a Declaração e o Silêncio
Há vidas que se sustentam no brilho da superfície. São existências que proclamam, com voz firme, estar felizes, como se a repetição da palavra fosse capaz de transformar o vazio em plenitude. Mas a felicidade que precisa ser dita é, muitas vezes, apenas máscara: uma narrativa construída para convencer os outros — e a si mesmo — de que há sentido onde, na verdade, há apenas vertigem.
Essa felicidade declarada é feita de festas intermináveis, de aplausos que ecoam por instantes, de conquistas que se dissolvem tão rápido quanto surgem. É uma felicidade que depende do olhar externo, da plateia que valida cada gesto, da confirmação que nunca é suficiente. Quando as luzes se apagam e o silêncio retorna, resta apenas a solidão. A companhia efêmera se desfaz, os vínculos superficiais evaporam, e o afeto é substituído por euforia passageira. A narrativa de que se está só “por opção” é escudo contra a dor de não encontrar alguém que corresponda às exigências de uma lista impossível. O brilho fora compensa o vazio dentro, mas não o elimina.
A felicidade autêntica, ao contrário, não precisa ser proclamada. Ela não se sustenta em discursos, mas em presenças. É discreta, mas sólida. Não nasce da necessidade de ser vista, mas da profundidade dos vínculos, da intimidade preservada, da paz que não depende de testemunhas. É uma felicidade que resiste ao silêncio, que permanece quando não há plateia, que não se desfaz quando o mundo se recolhe.
Declarar-se feliz pode ser, paradoxalmente, sinal de fragilidade. É como repetir uma frase para convencer-se de sua veracidade. A felicidade verdadeira não precisa de palavras: ela se reconhece no olhar sereno, na tranquilidade dos gestos, na ausência de necessidade de afirmação. É uma felicidade que não teme a invisibilidade, porque encontra sua força no íntimo.
Assim, distinguem-se dois modos de viver: o da felicidade declarada, que brilha intensamente, mas se apaga quando a energia externa se esgota; e o da felicidade silenciosa, que não precisa de palco, porque encontra sua plenitude no silêncio. Entre o parecer e o ser, cada um escolhe o caminho que deseja trilhar. Mas é no silêncio, e não na proclamação, que a felicidade revela sua densidade mais profunda. Pois o verdadeiro sentido não está em dizer “sou feliz”, mas em não precisar dizê-lo.
Tatianne Ernesto S.Passaes
Estou em uma fase em que as lembranças perderam o brilho e a inspiração se escondeu, mas há esperança de que, com pequenos gestos imaginativos, elas voltem a dançar e iluminar os pensamentos. No momento me dou o direito de plagiar plágio de alguém...
Só há uma inequívoca igualdade entre os homens e entre os homens e os demais seres vivos , a saber, a luta pela sobrevivência.
Há olhares que revelam o que palavras escondem, é notório!
E quem carrega escuridão,
se incomoda com a luz que vem de você.
Há quem trate o outro(a) como um acessório: usam para compor o cenário, mas guardam na caixa assim que o interesse acaba. Está na hora de assumir a direção da sua vida e dizer um NÃO para o radar dessas relações.
