Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
Manhãs que se renovam...
Esperanças...alegrias...fé... recomeços.
Há muito que apreciar.
Há muito que se viver.!
__________FranXimenes(autora)
21*10*15
Quanto tempo dura um amor?
Talvez um dia, uma semana, um mês, anos, séculos?
Há quem diga que ele seja eterno
mas, somente enquanto dure
Eu acredito em todas as possibilidades
mas, há aqueles amores que duram uma vida inteira dentro da gente
Mesmo havendo outros "amores"
São aqueles, os quais vão nos acompanhar para sempre
E mesmo tudo der errado, vamos nos lembrar dele dando certo, mesmo q assim não tenha sido
São os nossos amores de alma
Amores os quais nos fazem melhores
Amores que nos deixam muito de si e que também levam muito de nós
Amores que nos modificam como seres humanos
Amores aos quais não sabemos viver sem, mesmo que seja só em lembrança
Amores esses nos quais nos encontramos em verdade
Eu o amei
Foi um amor daquele que nos bambeiam
Que nos fazem satisfeitos em nós mesmos
Eu o amei
E o amando pude sentir meu coração se expandir
Haviam momentos que até doía e parecia querer explodir
Eu o amei
E o amando vou carregar te comigo
Pq já não sou mais minha e sendo assim dou me o direito de ter um pouco de você também para mim
Por favor se cuide, e sendo assim também cuide de nós pois, a muito que deixei de mim aí em você.
A Urna Veio?
Há uma pergunta que se faz sempre que alguém morre. Tão simples, breve, quase automática: “A urna veio?”
À primeira vista, trata-se de uma questão de gestão de tempo: as pessoas precisam livrar-se logo da urna, pois ela pesa na consciência dos que ficam. No fundo, porém, é uma das perguntas mais metafísicas que a linguagem humana já forjou.
Quando alguém morre, algo inusitado sucede: o seu nome passa a ser insuficiente. Aquele que, há horas, era chamado pelo nome próprio — repleto de história, afectos, memórias e conflitos de legitimação — hoje é reduzido a um objeto. Ninguém ousa perguntar por ele ou por ela; pergunta-se pela urna. Pior ainda, pergunta-se se ela veio. O nome cede lugar à coisa.
A morte não sacrifica apenas a vida biológica; ela opera uma transmutação simbólica. O sujeito transforma-se em conteúdo da urna. A pessoa converte-se em recipiente prestes à decomposição. Aquilo que foi presença temida, respeitada, amada ou odiada torna-se restos mortais. A linguagem segue com fidelidade fria esse processo: deixa de nomear identidades de excitação e passa a rotular objetos de repulsa. São poucos os que se aproximam da urna, ainda mais quando ela contém restos mortais em avançado estado de decomposição. Até os perfumes teimam em desempenhar o seu papel com zelo.
Esse desvio de eixo gravitacional não é um acidente aristotélico. É a revelação do quanto nos é difícil lidar com a substância finita. Dizer “a urna veio” é mais consolador e aconchegante do que dizer o nome daquele que já se tornou autenticamente mudo. A urna veio — eis um termo técnico que nos protege do abismo existencial. É uma forma de anestesia simbólica. A sociedade precisa refinar a absurdidade da morte para continuar a funcionar; do contrário, ela se tornaria tão insuportável quanto a pedra de Sísifo.
Mas há algo de profundamente angustiante nisso. Durante toda a vida, lutamos para afirmar quem somos, para deixar marcas, para sermos reconhecidos como seres singulares. No fim, essa singularidade dissolve-se numa designação coletiva. A urna é sempre igual, apesar de conter restos mortais de seres irrepetíveis. A morte, nesse sentido, nivela desigualdades que nem a Declaração Universal dos Direitos Humanos consegue suprimir: ela é radicalmente igualadora.
A pergunta “A urna veio?” diz mais do que se imagina. Ela diz que o corpo (matéria) derrotou o nome (ideia); que a ciência da vida (biologia) venceu a ciência das vivências (biografia); que a história pessoal foi brutalmente encerrada e substituída por um banho colectivo. O ser humano deixa de ser projecto — como diria Heidegger — e passa a ser coisa disponível, transportável, administrável.
No entanto, algo permanece. Mesmo quando dizemos “urna”, sabemos que ali está alguém. Só que é um alguém que já não responde. Há quem responda por ele lá fora. A linguagem tenta coisificá-lo, mas a memória insiste em humanizá-lo. Em surdina, o nome continua a ecoar na mente dos seus. É assim que nasce o luto: no intervalo entre o objeto dito (urna) e a pessoa lembrada (nome).
Por isso a pergunta incomoda tanto, talvez. Porque ela expõe, sem disfarces, o absurdo da condição humana: não é apenas o corpo que apodrece; é também a forma como o mundo nos nomeia quando já não temos possibilidade de responder. E quando o nome se revela insuficiente, resta a urna.
A morte, afinal, não é apenas o fim da vida. Nem é o início da briga pelo espólio.
É o começo do momento em que o humano deixa de ser chamado e passa a ser levado.
Há momentos na vida pelos quais temos a sensação de uma derrota ancorada, mas esses momentos também podem servir de inquietação e base para o nosso próprio crescimento futuro se soubermos acompanha-los com o olhar clínico.
Sem abrigo
Há um sentido profundo em ignorar aquilo que é tão transparente,
Nós herdamos o que representamos na memória falha do outro,
Se na história vivida não foi construído um abrigo para suportar os momentos difíceis do inverno, então o esquecimento logo vai se apoderar do que não deixou raízes,
Éramos tão íntimos, depois completos estranhos.
Há quem detenha sapiência e ainda assim careça de sabedoria; mas todo sábio carrega em si a inteligência que floresce na prática da vida.
Há momentos em que a gente acredita que tudo acabou.
Olha para os lados, compara a própria idade com a de alguém próximo e pensa no quanto essa pessoa já alcançou sucesso. E então vem o pensamento: “oxi… estou atrasada.”
A gente se olha no espelho e duvida. Acha que não vai conseguir, que talvez não seja bom o bastante para realizar aqueles sonhos que sempre carregou no peito. Muitas vezes, é mais fácil se diminuir do que acreditar que pode vencer.
A gente se compara com quem já chegou lá e esquece daqueles que demoraram, tropeçaram, recomeçaram — e mesmo assim conquistaram.
A verdade é que se sentir triste e fraco é humano. É normal. Mas isso precisa ser passageiro. O que devemos manter em mente é que sonhos não acontecem do dia para a noite. Eles são construídos a longo prazo, com esforço, paciência e coragem.
O que não podemos fazer, por mais difícil que seja, é desistir deles. A conquista vem. E vem no tempo certo.
"Há Flores em tudo que eu Vejo"
Até na pedra fria mora um ensejo.
O olhar que planta é o que colhe cor,
quem semeia dentro, floresce ao redor.
Há beleza na constância de quem permanece em si mesma,
e há poder em aceitar que algumas pessoas não nasceram para andar ao nosso lado,
mesmo que já tenham
compartilhado passos conosco.
"INTERVALO ENTRE O GRITO E O RISO"
Há dias em que o caos veste perfume
e passa por paz, só pra te confundir..
Você olha o céu, ele tá bonito demais
mas sabe que amanhã chove, e tudo bem.
porque no fim, o que salva não é o sossego,
é o intervalo entre o grito e o riso,
onde a alma respira, meio cansada,
meio viva, totalmente sua.
Gosto dos meus finais, do jeito que os traço, e gosto quando gosto disso!
há beleza no adeus quando sigo meu passo.
Deixo pro último dia, veneta que vem,
“deu na telha”, eu rio.. Loucura faz bem.
Louca?.. Talvez. Mas quem é são de verdade,
se conter o transbordar é negar liberdade?
Encerrar minha participação especial na vida de alguém
é arte que dói, mas que dá no que falar
porque até no adeus, eu sei me reinventar.
Às vezes é preciso se perder no ruído,
pra achar o sentido há tanto perdido.
Entre telas e vozes, distantes,
encontrei no silêncio, o que é importante.
Há vínculos que acabam antes do adeus.
Quando o respeito sai pela porta, o afeto já foi pela janela.
Há propósito em tudo,
até nas pequenas ações.
No ato de respirar fundo
quando algo aborrece tanto
que puxar o ar te realinha,
te devolve ao eixo,
e impede que o erro escape
pela boca.
Respirar, às vezes,
é escolher não ferir.
Nem o outro.
Nem a si mesma.
As pessoas passam quando veem flores.
Param quando há festa, riso fácil, promessas leves.
Mas desviam o olhar diante da cadeira, do silêncio,
do corpo que pede cuidado e não encanto.
Fico.
Não por vocação ao sacrifício,
mas porque amor não negocia presença.
Ser só eu e ela pesa,
não pelo caminho em si,
mas pela constatação de que poucos sabem caminhar
quando o chão exige firmeza.
Aprendi a ser suave sem ser frágil,
a seguir sem plateia,
a entender que quem vai embora
não falhou comigo,
apenas revelou seus limites.
E sigo.
Com menos mãos ao redor,
mas com a consciência limpa
de quem não trocou amor por facilidade.
Onde estás?
Sinto a tua presença, você acordou há vinte cinco anos e eu sinto suas batidas do coração,
Por onde andas que ainda não apareceu para continuarmos a viver o nosso amor de vidas,
A distância machuca, mas saber que você reascendeu me dá esperança,
Não sei em que lugares te procurar, não sei em que rua ou estrada vamos nos achar, só posso afirmar que vai ser lindo quando nos reencontrarmos neste plano de vida.
Tudo nessa vida há um processo. Seja ele ruim, ou bom. Seja forte nos momentos difíceis, pois a recompensa chegará no tempo certo.
