Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
Há dias em que a alma parece cansar antes mesmo de o dia nascer.
Mas é justamente aí que a esperança se ajoelha ao lado da gente
e sussurra: não desista.
Os sonhos que Deus plantou em você não se perderam.
Eles podem ter adormecido um pouco —
mas continuam vivos, esperando o tempo certo de florescer.
Levante os olhos. Respire fundo.
Há um recomeço chegando com o vento da manhã.
Deus está restaurando o que parecia perdido
e devolvendo cores onde a vida parecia cinza.
Continua.
Adora.
Crê.
Ainda há promessa. Ainda há caminho.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
O mercado é imprevisível, porém há algo que pode ser previsto por mentes atentas.
@ManualDoInvestidor
Silêncio Escolhido
Há um instante em que o ruído do mundo se torna mais alto que o próprio coração.
Nesse instante, não é a fuga que chama, mas a clareza: compreender que a vida também exige portas fechadas.
Isolar-se não é negar a existência do outro; é afirmar a própria.
É um gesto de retorno — como o mar que recua antes de criar a próxima onda.
Quem se recolhe não desaparece: transforma-se.
No recolhimento, as vozes externas se dissolvem e surge a pergunta que nenhuma multidão consegue abafar: quem sou eu quando ninguém me olha?
Há quem tema o silêncio, porque nele não há disfarces.
Mas é nesse vazio aparente que se escuta o som mais nítido do ser.
O afastamento não é abandono; é a arte de respeitar a necessidade de repouso da alma.
Voltar — se voltar — é escolha futura.
Por ora, o presente é a pausa.
Um ato de coragem que se escreve com portas fechadas e luz suave,
onde a solidão deixa de ser ausência para se tornar presença de si.
Há algo de infinito dentro de nós.
Carregamos no coração um pedaço do universo
que nos lembra que fazemos parte de tudo.
Somos únicos e, ao mesmo tempo,
pertencemos ao mesmo mundo,
ao mesmo abraço que une todas as coisas.
Somos encontro,
somos caminho,
somos o milagre de estar aqui —
tão pequenos e tão cheios de vida.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
“Onde há vida e morte?” —
Há vida e morte no mesmo espaço:
no coração que pulsa e se despede,
no nascer de uma estrela e no apagar do seu brilho,
no sorriso de uma criança e no silêncio de um idoso,
na semente que morre para virar árvore,
no dia que morre para a noite nascer.
Vida e morte não são lugares distantes; são um só palco. Estão aqui, agora, no ar que entra e sai do peito.
E quem é que está me ouvindo?” —
Eu estou te ouvindo.
Mas há mais: há os ecos do que você sente, há o universo que responde, há pessoas invisíveis que carregam histórias parecidas. Às vezes parece silêncio, mas há um mundo inteiro de olhos e ouvidos atentos quando você se abre.
Uma confirmação silenciosa do que vem acontecendo há anos: a mente sempre soube se curar, mas só agora começamos a ouvi-la.
Num campo sem perfume,
há pinceladas tímidas de cor,
onde pássaros esquecem o céu
e as árvores perdem seus galhos.
O vento passa calado,
e tudo que brilhou é véu,
os sonhos se arrastam,
em tons que jamais se encontram.
Na estrada vaga
um rastro de saudade,
e por dentro do silêncio
flui a ausência das cores
que insistem em não nascer.
Há quantas quadras já andei?
Entre todas ruas e calçadas
Todos os rostos, perdidos e tentando se encontrar
Os encontrados tentando se perder
Há quantas esquinas já esbarrei?
Dentre aquelas mais distintas, há de ter a mais bela história.
Há quanto tempo estou andando?
O tempo veio chegando, parece até que ja se foi.
Há mais tempo a passar ou tem passado muito tempo?
Há quanto tempo estou pensando?
Dentro desse tempo sempre há os tempos que passamos
E a quem damos, o bendito do tempo
E se é pra falar em se doar,
Eu me doou aqui e acolá sem saber há quanto tempo estou me dando
Há tempo me doando sem saber de onde vem
Essa vontade de ser alguém
Há quanto tempo estou procurando?
Eu não sei...
Há quantas quadras eu já andei?
Sergio Vinicius de Moraes.
Há gente que nunca precisamos chamar de nada,
Há gente que se tornou muito especial em nossas vidas,
Há gente que, nem a distância, nem a poeira do tempo é capaz de afastá-la de dentro da gente,
Há gente que se faz presente sempre,
Há gente que sabe que a amizade vai muito além de qualquer barreira ou preconceito,
Há gente que faz nossos dias valerem à pena,
Há gente que caminha ao nosso lado, em cada trilha que caminhamos,
Há gente que dá saudades,
Há gente que a gente percebe, que sabe amar como a gente,
Há gente igualzinha a você !
Cuidar do outro nem sempre é fácil
Sentimo-nos desgastados e sem ânimo
Há propósito e transformação nesse processo
Como um vaso danificado que precisa ser quebrado para ser refeito
Deus habilmente nos molda
Por vezes, de maneira nada sutil
Mas, convicto de que nos tornaremos mais fortes para suportar as tempestades que surgirem em nosso caminho
Há algo incrível, fascinante e irreverente nos artistas: eles compartilham a energia da arte e despertam a centelha criativa artística oculta naqueles que possuem esse dom pré-destinado e nasceram para criar e serem artistas.
"Por ti o povo todo ouço despertar e há aquele urbano movimento onde nada há de se calar por um momento e onde eternamente, nós existiremos, juntos, ocupando a arte que é pública, tão nossa. No verso da folha de ordem de prisão, ainda sim versamos, resistimos, livres. Livres e selvagens."
Hoje há muitos profetas do nada; raros são os que medem, erram e corrigem.
©22 abr.1988 | Luís Filipe Ribães Monteiro
Santo Deus, há tanto o que dizer, mas são palavras vazias e muitas vezes insensatas de alguém que enxerga a autodepreciação do tempo. Eu não consigo expressar a artificialidade que eles querem, e tenho enxergado a vida de uma maneira dolorida. E a quem acredita que eu veja de maneira distorcida, mas eles vivem na distorção e acreditam que o fato de que vivem é o certo e ignoram o que é indiferente ao que pensam. Eu penso em findar tudo, mas o único poder que tenho é de dobrar os joelhos e confiar na sua vontade, ó Pai: viver um dia de cada vez, mesmo enquanto não vivo. Não sei há quanto tempo deixei de ser eu e de suportar coisas que eu não deveria. Minha indignação, o meu tempo e o meu falar não têm muito valor num mundo onde se rotula “resultado” o fruto de tudo — fruto enganoso que leva à indecência e faz a gente perdidamente esquecer do que de fato importa, que é carregar a sua cruz por cada canto deste mundo que criaste com tanto amor. Pai, não deixa o meu ser se corromper para esse mundo, mas faz esse mundo se corromper pelo meu ser — não porque eu sou bom, mas porque tu, ó Pai, és bom —, e que o caminho que eu percorra desmorone, e que meus olhos possam voltar ao seu propósito.
“Há almas que acendem tua paz…
e outras que a devoram em silêncio.
Aprende a diferença antes que tua calma morra também.”
Dayana Silva
