Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
As vezes tá pesado demais,
A vida as vezes pesa demais,
Tudo se torna uma fadiga sem fim
E não há, no mundo, descanso certo para mim
Queria largar tudo, mesmo não tendo nada,
Já que de mim tudo tiraram,
E ir-me embora para pasárgada.
"Há muitos que tem os seus olhos abertos, mas não o seu coração; foram iluminados, mas não santificados. O conhecimento que faz com que os homens se tornem envaidecidos pelo orgulho serve somente para inflamá-los para o inferno, para onde muitos vão de olhos abertos."
Nosso amor não acabou e ainda digo mais
Vou te fazer lembrar de tudo que me prometeu há dez anos atrás
Amor e muito mais
To pagando pra ver se você é capaz de me esquecer
Não há nada a louvar, nada a amaldiçoar, nada a condenar, mas muito há de ridículo; tudo é ridículo quando se pensa na morte.
O que aconteceu no seu passado já está registrado na sua história, e não há como voltar atrás. Você deve se preocupar com o que está fazendo hoje, porque o que você faz hoje determinará o seu futuro.
É tão claro quanto o sol e tão evidente quanto o dia que não há Deus e que não pode haver nenhum.
Há quem pense que a razão é capaz de controlar tudo.
Ledo engano daqueles que ainda não presenciaram os fenômenos advindos da força do coração.
Não há necessidade de se entrar em discussão quando alguém falar algo errado, nem ainda trair a verdade, há um caminho intermediário. Você pode simplesmente dizer: "Eu creio de outro modo; mas penso e deixo que pensem; não sou a favor de contendas sobre este ou outro assunto”.
corrompido, corrompido, corrompido, eu me odeio tanto, não há nada que eu possa fazer, já era, estou condenado.
RECOMEÇO
Não há tempo de suspirar saudade
Tenho muito à sentir, querer ainda
Prosas na ventura, quimera infinda
Pois, no amor eu tenho imensidade
Toda sensação é mais e bem vinda!
Em cada emoção uma sublimidade
Felicidade do coração com vontade
Há tanto afeto e tanta ternura linda
Já andejei em dezenas de direções
Tropiquei em vacilos e nos senões
Tive a solidão, e a lição da vaidade
E, agora com o sentimento consolado
Vivo o momento, não mais o passado
A saudade, decorrida, a deixo de lado!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
31, outubro, 2021, 08’40” – Araguari, MG
Onde os sonhos moram
O sonho saiu
Não de ir embora
Mas de encontrar
Aquele algo
Que há muito estava lá
Emoção, arrepio, suspiro
Hoje, e amanhã, e depois
Para isso, e aquilo, me viro
O que quer me dizer, ora pois?!
Observo, pra compreender
O que pulsa aqui dentro de mim
Os sinais estão a me dizer
Aos meus sonhos, devo dizer sim
Se é o que anseio, devo ir em frente
Mas o novo pode amedrontar!
Mesmo com medo me ponho a andar
A cada passo, um plantio de semente
E as sementes insistem em brotar
Nesse terreno aqui dentro de mim
Quando aos meus sonhos ouso dizer sim
Quando com eles passo a caminhar
Há coisas que demoram mesmo, mas não falham e, aliás, demoram porque são tão importantes que seria leviano da parte do Universo fazê-las acontecer sem cuidado nem amadurecimento.
Tiramos os olhos do nosso trabalho e percebemos que não há como ganhar no sistema quando o próprio sistema está quebrado.
A educação não tem formação. Não quer dizer que uma pessoa bem formada é bem educada! Há professores e alunos com má educação mesmo formados excelentes instituições. Logo, não se pode confundir formação acadêmica com comportamento e valores!
Aqui jazz aquele que não é, por nunca ter sido
agora entendo
estou morto há muito tempo
por isto não consegui me fazer ouvir
a força do desejo do que deixei de viver e Amar é que me faziam acreditar estar vivo
não percebi o último despedaçar das minhas asas e estava de coração quente e cheio de esperanças demais para perceber a queda
quando morri, não houve tempo para me despedir, levantar um clamor ou dirigir alguma súplica
estava vivo demais para isto, inclusive para morrer, mas minha morte não dependia somente de mim
faz alguns dias, talvez semanas, não sei, faz tempo, parece fazer séculos...
ainda suspiram em mim mim os fluídos das almas deitadas na grama olhando a lua
do desabrochar das pétalas de Lótus Líricas que insistem em me acariciar
do aroma da canção que não quer ir embora
olhei para uma estrela longínqua para sentir seu perfume
mas não consegui manter-me vivo
afoguei-me em suas águas lodosas, de sede fui morrendo enquanto te recolhestes da natureza a que pertencias para habitar em algum vaso mundano de cor rubra
o universo é imensidão
nós nos fizemos apequenados demais para sermos notados quando desprezamos o Amor por não aprendermos a Amar
morri antes de acenar uma despedida para teus olhos profundos e delicados
não transbordei teus desejos e nem extasiei seus Amores
a isto, mesmo morto, acreditava estar vivo
não pude fazer com que me lesse
e em sua morte adormecida, fatalmente vim a morrer
e ja não tenho de onde tirar ânimo para ressuscitar outra vez...
enfim, aceito a morte..
Não tenha medo de ir, quando ficar já não faz sentido. Não tenha medo de um fim que já há muito acabou. Não olhe para o passado a menos que queira se prender as dores que lhe levaram o sentido de sua alegria. Recomece, hoje, agora, logo!
