Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
ODE AOS PEIXES DE VERA CRUZ
Aos peixes em solo firme eu digo:
Saltou para a terra em criatividade
Rastejou em lama em sua vitalidade
Sempre esteve comendo fora d'água comigo.
Esperançosos ao rio do futuro
Elegem anzóis ao topo da cadeia
Lembram-se e esquecem-se que já foi de aldeia
Adaptam-se milhões de anos ao muro.
Permanecem na esperança desde os antepassados
Antigos que um dia nas águas rasas nadaram
Ancestrais que todos os dias aos poucos andaram
Nas azedas poças estavam sempre adoçados.
O samba na nadadeira antes do pé!
A novidade das mãos sempre em toque
Afluentes culturais do Chuí ao Oiapoque,
Folclore, danças polonesas e arrasta-pé.
Tantas cores no manto verde e o cantar alto,
Falam como araras, e que saudade da ararinha azul
Reco-reco forte como vós do norte ao sul
Amo odiar e odeio amar este mar alto.
Vontade tenho de puxar-lhes as escamas
Comem iscas na água, comem incas no solo
Pirajuçara do bem, fisgada no no colo
Namorado nas ideologias em chamas.
Em redes antes dos coronéis
Pescas nas caravelas de Portugal
Escravidão em embarcação surreal
Repetem golpes nos futuros papéis.
Ó peixe que usa calças e é anfitrião
Simpático este cardume que agrada
Criatura gloriosa que por troca degrada
Luta lá de longe sem ver que é em vão.
Com cuidado, elevados peixes, sobreviveremos!
Brigamos, amamos, será que também sou assim?
Como os ratos de Noronha, a dor terá um fim
Cuide das águas, Linguados terrestres, pois evoluímos!
A oração me ajuda a ver como todas as coisas aqui na terra são inúteis — nada parece importante, senão, a santidade de coração e a salvação de todos que amo.
Nem no céu, tão pouco na terra. Nunca na vida, muito menos na morte... Intensifique a importância de alguém no último suspiro de sua partida.
Reflexão
Um produtor rural
Antes de fazer sua plantação
Ele passa o arado sobre a terra
E logo após o preparo do solo
Semeia-se as sementes
Para poder colher bons frutos do que ele plantou
Resumindo
Plante boas sementes para colher seus bons frutos
Sonho
Procurei você minha vida
Inteira.
Por todos os lugares da
Terra...
Nunca vi seu rosto
Apenas a sentia bem perto
Sentia sua presença em minha
Vida.
Esse dia chegou te conheci
E me apaixonei senti que era
Você
ao vê-la tive a certeza que és
Meu presente.
Meu coração dispara
Corro em sua direção e nesse
Momento vou ao chão.
Foi aí que percebi que ainda é
Meu.sonho maior.
Continuarei procurando pelo
Resto de meus dias
Meu eterno sonho maior.
As extremidades e os fundamentos da Terra se abalarão, por causa do grande estrondo do poder tonitruante de Sua voz e da Sua assombrosa manifestação.
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Eu sou Janiara, filha da terra, descendente tupi-guarani, como vocês.
Eu sou Janiara, filha do sol , prima da lua, como vocês, que se materializa aqui no Brasil.
Daqui a pouco volto pra terra e misturo com o mar. No mar do Brasil.
Tô na Terra de passagem. Me encontro na viagem, paisagem e miragem; refletindo sobre o destino. Sou eu, ou Deus quem abre os caminhos? Deveres no raciocínio, afazeres que antecedem o declínio; plano de fuga; galho de arruda. O mundo é um Deus nos acuda; dedo que aponta, acusa. Mente pensante, da alienação não tá exclusa. Na mesa pega e debruça, com a refeição se empapuça. Quem se ofende veste a carapuça - de lança cutuco a consciência da onça na seção de kama Sutra.
Alguns dizem que a morte nivela todos mas, de que adianta nivelar embaixo da terra?
Eu acho que o sofrimento e a constatação da nossa impotência diante da Vida é o que nos nivela.
Quando compreendemos, não no intelecto mas, nas visceras, que não temos nenhum poder sobre nada e o próximo instante pode ser o último, então nos sabemos humanos e iguais.
Tudo que da terra nasceu ou a ela pertenceu até ao dia em que morreu,
É criatura. E ao Criador pertence junto com a terra que o concebeu
Sozinhos nós apenas vagamos por essa terra, mais juntos caminhando ao seu lado o mundo se transforma em um lugar fantástico , e deixa de ser vazio e sombrio e voltamos a ter aquela velha fé , que de nós um dia foi arrancada .
Eu estava dançando descalça com o vento entre terra firme e a água fria do rio São Francisco em pleno fim de tarde de uma sexta-feira, eu girava com aquele vestido azul, aquele que adorava, e a cada rodada que eu dava mais parecia ser a última, e a criança que habitava dentro de mim se pôs naquele momento liberta, agora se encontra correndo atrás daqueles sonhos perdidos, a felicidade estampada no rosto ecoa agora no peito num ritmo interminável de completude insana.
Posso sentar aqui e admirar a beleza ser engolida pela vasta escuridão da noite, mas antes de findar apenas me deixe ficar mais um pouco, não quero perder nenhum segundo o show de cores que vem por aí nesse céu gigante.
Posso deitar minha cabeça em suas pernas, enquanto me conta sobre seus sonhos, estou sentindo a brisa abraçar meus pés como uma mãe abraça um filho, apenas acompanhe comigo a viajem das nuvens pra chegada das pequenas estrelas, se quiser cantar sinta-se em casa, mas não vou prometer manter-me acordada, porque o que eu quero mesmo é me perder na infinidade desse sonho.
Quando tiver caminhando pela terra continue, quando tiver no céu pense, quando tiver no inferno examina-te a ti mesmo
Quando sentires que sua energia está acabando, pise descalço a terra.
Ela entende de renascimentos.
