Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
ÁGUA NOSSA
Água nossa, que estás na terra,
Vivificado seja o teu nome,
Venha a nós o teu manancial,
Seja feita a nossa vontade
Assim sempre neste mal.
A água pão de cada dia nos dai hoje.
Perdoa-nos os crimes cometidos
Contra a natureza-mãe,
Que nós não sabemos perdoar
Aos ofendidos;
Nunca nos deixes sem uma gota
Que seja do teu bem.
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E o povo rezava e o mundo orava
Aos deuses da água...
Mas a água não não veio.
Voltou o povo a rezar e o mundo a orar
Às luas das águas...
Mas as águas fugiram.
Então, o povo e o mundo não rezou mais!
Vieram todos e choraram,
Carpiram ao mesmo tempo
Em louco lamento...
Depois, a terra seca
Ficou inundada de água
Das lágrimas caídas
Vertidas
Pelo povo infecundo
E pelo mundo.
Amém!
(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 16-08-2022)
Tome um pouco de sol
Tire as sandálias
Ande na terra
Respire sem desejar
Deseje "sem esperar"
Sinta o chão pulsar
e veja as cores que se abrem
na escuridão debaixo do sol
Por alguns minutos seja ...
apenas parte do plano, e o plano se revelará..
Tome a si mesmo como água ..
Se o vinho te saciar serás mais um ébrio..
Se tua porta estiver aberta tua janela se fechará
Se conseguir abrir a janela, a porta fecharás
e entrarás no teu aposento.
Bata e se abrirá..
Ritmos ...
O ritmo da vida na Terra, é alterado diariamente pela rotação da Terra e pela posição lunar .A lua,exerce influência nos corpos físicos,nas suas reações químicas e, nas posições das marés.
Zele pela Terra, pelo solo, pelas águas e pelo mar.
Veja como o sol aquece as aguas e à noite a lua brilha e enaltece e nos acalma. As estrelas cintilam e surgem cometas errantes.
E as marés no litoral? Formam ondas, vagas flutuantes...
Sinalizador natural do fenômeno
de forças mutantes, são a
Preamar e a Baixa-mar
E quando a terra exala seu cheiro terroso, me lembro que amor também floresce na chuva.
Nosso toque, como a água, é instante e eterno,
e cada gota sela o pacto de nossos corações
Chove lá fora, mas dentro de mim chove mais,
O aroma da terra desperta o que ninguém mais faz.
É teu corpo, teu cheiro, teu calor escondido,
Que vem junto da chuva, silencioso, contido
A chuva cai e traz teu rastro no ar,
O cheiro da terra molhada me lembra teu olhar.
Cada gota que toca o chão é um segredo teu,
Que meu coração guarda, silencioso, fiel.
O vento sussurra teu nome entre folhas e flores,
Misturando o aroma da chuva aos nossos amores.
Fecho os olhos e respiro teu abraço distante,
Sentindo que estás aqui, mesmo que hesitante.
O perfume da terra desperta memórias antigas,
Como o primeiro toque, o primeiro sorriso, as brigas.
Tudo se mistura, chuva, saudade e desejo,
Transformando a distância em um doce ensejo.
E assim, sob o céu cinza e molhado,
Meu coração te procura, meu corpo fica encantado.
O cheiro da chuva é ponte entre nós dois,
E cada gota caindo me lembra o que sou a sós.
Semente do Amor
Nos teus braços, encontro o universo inteiro,
como a terra que recebe a semente,
teu ventre, jardim que floresce silencioso,
onde o tempo se curva em paciência e ternura.
Teu olhar é farol que guia almas pequenas,
rios de cuidado que correm sem cessar,
e cada suspiro teu é vento suave
que embala sonhos ainda por nascer.
Ser mãe é tecer estrelas no escuro,
é transformar lágrimas em rios de esperança,
é dar vida ao infinito em cada gesto,
e carregar o mundo inteiro dentro de um abraço.
Terra Dourada
Terra dourada.
Tem frutos.
Tem animais bonitos.
Tem uma mata incrível.
Mas o seu povo dorme.
Está na hora de acordar
e olhar pra essa terra
que é belíssima.
Chega de olhar o terreno do lado
enquanto o nosso apodrece
por falta de cuidado.
Vamos olhar pra cultura local,
praquilo que nasceu aqui,
pro que tem cheiro de chão,
de sol, de história.
Estamos matando a nossa origem
cada vez que copiamos
o que não fala a nossa língua.
Não precisamos copiar.
Precisamos criar.
Criar com o que somos,
com o que temos,
com o que sempre esteve aqui
e nos ensinaram a ignorar.
Essa terra não é pobre.
Ela é esquecida.
E quando o povo acordar,
a origem volta a respirar.
Brasil, tu és braseiro
Brasil, tu és braseiro,
terra onde o calor se
mistura à esperança.
Teus rios correm como lava silenciosa, eas matas respiram fumaça e perfume, guardando segredos que só o vento entende.
No teu ventre, sementes queimam e germinam, raízes firmes entre brasas e pedras, e o povo, feito labareda, sobe em canções e lutas,
acendendo o mundo com o próprio ritmo.
Brasil, tu és braseiro,
mas não deixas que
o fogo consuma tudo.
Entre chamas,
brilhas em cores vivas,
mostrando que até a ardência
pode se tornar calor que abraça.
Canção do Exílio
Minha terra mora em ti,
no jeito que teu riso me chama de volta.
Longe de você, tudo é ausência,
até o tempo aprende a doer.
As noites aqui não sabem teu nome,
o vento não traz teu cheiro,
e o coração anda estrangeiro
num lugar que não me reconhece.
Sonho com o dia do retorno,
quando teus braços serão porto
e não haverá mais distância
entre o que sou e o que desejo.
Se amar é exílio, aceito ficar,
desde que teu amor seja morada.
Pois longe de ti não há chão
— há apenas saudade tentando sobreviver.
A natureza pede socorro, e é urgente que a ouçamos. A Terra é nossa única casa. Tantos buscam por um Deus em tantos lugares, mas não entendem que sua maior representação é a natureza. Ela dá e tira a vida. Mata o velho, e faz nascer o novo. Nos dá comida quando plantamos a semente. Quanto mais damos a ela, mais ela nos dá. Toda a vida só existe em decorrência dela.
Porém, há algo que ela não dá, a outra face. Não é covarde. Toda ação gera consequências, e se não reanalisarmos nossas atitudes, sua próxima fúria pode ser a causa da nossa última respiração, ou da de pessoas queridas. Enquanto o capitalismo selvagem mata e destrói, o dinheiro continua sendo o papel vindo das árvores, e segue mantendo-se impossível retirar dele o oxigênio que nos permite ter vida.
Se continuarmos explorando, poluindo, queimando e destruindo Gaya, nada nos restará. Se ignorarmos os alertas, com toda razão seremos engolidos. Se não mudarmos logo, talvez não haja mais como fazer qualquer mudança.
A natureza pede socorro. O planeta pede socorro. Logo, nós pediremos socorro, mas da mesma forma que a ignoramos, ela nos ignorará.
Não há um terrível apocalipse vindo. Não é culpa de nenhum Diabo, e nem algo que não poderia ser evitado. Não aparecerá nenhum suposto deus no céu arrebatando pessoas. Temos que assumir a responsabilidade e mudar as coisas.
Esse é o único caminho.
- Marcela Lobato
Somos os seres mais teimosos da face da Terra. Dotados de inteligência, consciência e linguagem, ainda assim insistimos em negar o encerramento dos ciclos. Aceitamos o fim das estações, das histórias alheias, das coisas, mas resistimos quando o ciclo fala de nós. Quando o fim nos inclui, quando aponta para a nossa própria vida, criamos ilusões de permanência.
Talvez porque admitir o fim seja admitir limites. E limites ferem o orgulho de uma espécie que se acostumou a se ver como centro, não como passagem. Mas a vida não é feita para durar, é feita para significar. O ciclo não se fecha como punição, mas como conclusão. O fim não anula o que fomos; ele sela o que deixamos.
Negar a finitude não nos torna eternos, apenas nos impede de viver com profundidade. É quando reconhecemos que o tempo é finito que cada gesto ganha peso, cada escolha ganha verdade, e cada amor deixa de ser adiado. O fim não é o oposto da vida. O fim é aquilo que dá valor a ela.
A pele negra é quente…
quente como a terra que guarda o sol mesmo depois do entardecer.
É quente de história, de resistência, de memória que pulsa.
Carrega a ancestralidade de um continente que ensinou o mundo a dançar, a lutar, a sobreviver.
É quente porque não é ausência de luz,
é excesso de vida.
É cor que abraça, que envolve, que acolhe.
A pele negra é quente como abraço demorado,
como tambor que vibra no peito,
como raiz que não se curva ao vento.
E quem aprende a enxergar além da superfície
descobre que essa temperatura não queima,
aquece.
Que dia Maravilhoso!
Parabenizo hoje àquela que na face da terra, Deus me apresentou como mãe...
Na vida encontramos amores...
amores que chegam e ficam, amores que passam, que marcam e se eternizam...Amores que não se mede, não se comparam e não se condicionam a nada...
Amor de TER e de SER mãe.
Á minha mamãe Raimunda Enes Carvalho, mulher guerreira e vitoriosa de muitas lutas, toda minha gratidão!
Em seu aniversário desejo o suficiente para que sejas feliz...Emmeio ás alegrias e sofrimentos, o gosto da vitoria e a certeza do seu dever cumprido.
Parabéns minha flor, do jeito que somos, ás vezes distantes, mas sempre antenadas...
Que Deus em Sua infinita graça e sabedoria lhe cubra de paz, saúde e vida longa.
#amoessaveinhalindaquechamodemamãe!
18/11/2015
