Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
A natureza pede socorro, e é urgente que a ouçamos. A Terra é nossa única casa. Tantos buscam por um Deus em tantos lugares, mas não entendem que sua maior representação é a natureza. Ela dá e tira a vida. Mata o velho, e faz nascer o novo. Nos dá comida quando plantamos a semente. Quanto mais damos a ela, mais ela nos dá. Toda a vida só existe em decorrência dela.
Porém, há algo que ela não dá, a outra face. Não é covarde. Toda ação gera consequências, e se não reanalisarmos nossas atitudes, sua próxima fúria pode ser a causa da nossa última respiração, ou da de pessoas queridas. Enquanto o capitalismo selvagem mata e destrói, o dinheiro continua sendo o papel vindo das árvores, e segue mantendo-se impossível retirar dele o oxigênio que nos permite ter vida.
Se continuarmos explorando, poluindo, queimando e destruindo Gaya, nada nos restará. Se ignorarmos os alertas, com toda razão seremos engolidos. Se não mudarmos logo, talvez não haja mais como fazer qualquer mudança.
A natureza pede socorro. O planeta pede socorro. Logo, nós pediremos socorro, mas da mesma forma que a ignoramos, ela nos ignorará.
Não há um terrível apocalipse vindo. Não é culpa de nenhum Diabo, e nem algo que não poderia ser evitado. Não aparecerá nenhum suposto deus no céu arrebatando pessoas. Temos que assumir a responsabilidade e mudar as coisas.
Esse é o único caminho.
- Marcela Lobato
Ser Lagoense é andar por este mundão a fora e encontrar produtos da terra e dizer: É fabricado em Lagoa.
Ser Lagoense é dizer tô nos pé da égua,pretiô zóio da gateada,so da capela dos mico,do cachorro sentado,da gaucha ,da Rodrigues,da Suzana,da Oliveira nos Carepa e nunca da guampa.Ser Lagoense é dizer pros magrão tá tri,massa véio,é gastar gastrol na avenida Afonso Pena, é sentar no Oro e remoer um cafezinho éser gente da melhor qualidade.
Esta é minha terra meu chão.
Consertei meu jardim —
as flores voltaram a sorrir,
o vento brinca entre os ramos
e a terra respira por vir.
Mas hoje há muros altos,
feitos de calma e cautela;
onde antes havia frestas,
agora há grades, sentinelas.
Entre as rosas, pus tranças,
raízes firmes, seguras;
nenhuma lagarta ousada
ultrapassa minhas muralhas puras.
O jardim segue belo, enfim,
mas aprendeu com a dor:
flores que um dia sofreram
agora florescem com amor —
sem deixar de lembrar
quem tentou roer seu florir interior.
CONDEÚBA, TERRA DO BISCOITO
Por Leandro Flores
Condeúba é conhecida,
em toda a região,
como a terra do biscoito,
feito com fé e tradição.
Ao lado de Conquista,
cidade do interior,
duas filhas da mesma terra,
símbolo de trabalho e valor.
Da mandioca em terra seca,
nasce o pão do trabalhador,
que alimenta a mesa farta,
recheada de puro sabor.
É tradição que move a história,
e adoça o paladar,
gera renda, traz sustento,
pra quem se dispõe a trabalhar.
Do vendedor na rua,
à barraca no pavilhão,
o biscoito cruzou fronteiras,
sem perder a tradição.
Hoje é marca condeubense,
razão de satisfação,
que espalha renda e orgulho
por toda a região.
De janeiro a janeiro,
a produção não pode parar,
lá vêm os festejos de junho
e o fim do ano pra animar.
Chegam logo os são-pauleiros,
com saudades e com dinheiro,
levam biscoito e lembrançinha,
pra comer o mês inteiro.
Tem xiringa e tem palito,
cozido, assado e pão de queijo,
aqui o povo chama chimango,
feito no modo sertanejo.
Igual o biscoito de polvilho,
que em outros cantos é avoador,
cada terra tem seu nome,
aqui se diz xiringa, orgulho do interior.
Na sexta tem feira boa,
com cheiro de pastel frito,
café torrado na hora,
biscoito, casadinho e palito.
Tem balaio na calçada,
prateleira de farinha,
trempe quente e fogão a lenha,
e aquele sabor gostoso
que vem da cozinha.
Tem biscoito de tapioca,
de manteiga e de fubá,
de queijo, crocante e macio,
feito pra gente degustar.
Tem redondo, anelzinho e bolinha,
comprido, torrado pra provar,
de sabor pra todo gosto,
e café coado na hora pra acompanhar.
É sabor que faz história,
gera emprego e união,
sustenta mesa e a memória,
desse povo do meu sertão.
Condeúba é terra mãe,
da fartura e do sabor,
cidade boa e acolhedora,
de um povo trabalhador.
E quem prova das suas delícias,
nunca mais esquece o gosto,
porque nelas tem a vida,
a lembrança e o rosto.
De um povo simples, feliz,
orgulhoso do que é seu,
que aprendeu a ser feliz,
com o pouco que a vida lhe deu.
Um cordel em homenagem à cidade de Condeúba Bahia (terra do biscoito)
Tudo o que temos na Terra — objetos, coleções, lembranças guardadas em caixas e prateleiras — um dia deixará de ser nosso. Por mais que cuidemos com carinho, nada disso nos pertence de verdade. São coisas que o tempo devolve ao mundo, e que, depois de nós, talvez caiam nas mãos de pessoas que nem saibam o valor que tiveram para o nosso coração.
Aquilo que um dia foi precioso, para outros pode ser apenas um objeto qualquer. Podem rir, vender, ou simplesmente deixar de lado algo que, para nós, tinha história, afeto e significado.
É então que a gente entende que o que realmente vale é o que o tempo não pode levar — o amor que cultivamos, as palavras boas que deixamos, os gestos de bondade que florescem em outros corações. Essas são as verdadeiras riquezas: invisíveis, mas eternas.
Os objetos ficam, mas o amor caminha conosco — e é a única coisa que segue além da Terra. 🌸
Pensei em você por toda a cidade. A cada passo que dei, pisando em terra, pedra, grama ou asfalto, se deixei alguma pegada impressa ou apenas solado, não me importa. Mesmo que meus passos, por tantas vezes, me distanciem de você, sinto, todo o tempo, sua presença por perto.
Acredite em Mim até o seu último dia na terra, e verás, ó filho, o que tenho para ti.
Descansarás sobre as Minhas nuvens, e Eu carregarei todo o seu júbilo.
Cruzaste a jornada da vida Comigo em teu peito, e Eu cruzarei a eternidade com você em Meu coração.
És o Meu filho. Não temas o mal — ele jamais encostará em ti, pois Eu habito em ti.
O nome de Jesus é singular, porque na Terra carrega a autoridade de salvar a humanidade. Nenhum outro é capaz de tamanha obra.
"Deus, eu também Te amo"
Se eu fosse Yuri Gagarin,
ao romper os céus e ver a Terra suspensa no nada,
não teria hasteado apenas a bandeira do meu país.
Eu teria aberto um pergaminho eterno
com letras de fogo a declarar:
Deus, eu também Te amo.
Se eu fosse Isaac Newton,
ao calcular a força que prende as maçãs ao solo,
teria confessado que a força do Teu amor
me atrai muito mais que a gravidade.
Nenhuma lei dos homens ou da natureza
supera a Tua graça que me eleva ao céu.
E eu diria: Deus, eu também Te amo.
Se eu fosse Albert Einstein,
ao escrever que tempo e espaço se dobram,
teria proclamado que o Teu amor
é a única constante imutável no universo.
Luz maior que qualquer relatividade.
E eu diria: Deus, eu também Te amo.
Se eu fosse Martin Luther King,
antes de sonhar com mesas de igualdade,
teria lembrado o sonho eterno do Cordeiro:
um banquete real onde todas as nações,
sem cor, sem divisão,
se sentam diante do Rei.
E minha última frase seria:
Deus, eu também Te amo.
Se eu fosse William Shakespeare,
antes de dar voz a Romeu e Julieta,
teria escrito que o maior drama de amor
foi o Teu sangue derramado
que não terminou em tragédia,
mas em ressurreição.
E eu diria: Deus, eu também Te amo.
Se eu fosse Homero,
cantando epopeias de heróis e guerras,
teria narrado a Tua vitória na cruz,
o herói que venceu a morte sem espada,
o canto eterno da graça.
E eu diria: Deus, eu também Te amo.
Se eu fosse Leonardo da Vinci,
ao pintar a Mona Lisa,
teria parado diante do rosto humano
para confessar:
nenhuma beleza criada se compara
à luz do Teu semblante.
E eu diria: Deus, eu também Te amo.
Se eu fosse Thomas Edison,
ao inventar a lâmpada,
teria lembrado que a verdadeira lâmpada
já brilhava antes de toda criação.
A Tua palavra: “Eu sou a Luz do mundo”.
E eu diria: Deus, eu também Te amo.
Se eu fosse Agostinho de Hipona,
ao confessar minhas inquietações,
diria que o coração do homem
permanece inquieto
até descansar no Teu amor.
E eu repetiria: Deus, eu também Te amo.
Antes de Darwin falar da evolução,
o Alfa e o Ômega já tinha escrito a vida
no pó da Terra e no sopro divino.
Antes de Galileu olhar os astros,
Tu já tinhas contado as estrelas pelo nome.
Antes de Confúcio ensinar virtudes,
a Tua sabedoria já habitava os séculos.
Antes de Buda falar do desapego,
Tu já tinhas revelado
que quem perde a vida por amor, a encontrará.
Antes de Rumi cantar sobre o vinho do espírito,
o Teu amor já transbordava em cálices eternos.
E por isso eu digo, diante de tudo:
Deus, eu também Te amo.
Tu és meu Criador, meu Salvador,
meu Consolador.
Foste antes de tudo, serás depois de tudo.
E a única resposta que me resta,
entre ciência e fé,
entre história e eternidade,
é esta:
Deus, eu também Te amo.
Criado por Dhones Raurison, um verdadeiro adorador.
Quando entendemos que tudo aqui na terra é passageiro e sem importância, e que nada supera a esperança do reino com Cristo, entendemos o real propósito de estarmos aqui e todo o sistema de engano é desmascarado.
Lembre-se!?
Em terra de cego;
Coalho é rei...
Quanto mais longe da manada você estiver;
Mais fácil será enxergar o abismo.
MARTINS -RN
TERRA DO POVO TRABALHADOR
Martins das manhãs frias.
Martins da serração.
Martins das noites enluaradas.
Martins com seus chalés.
Martins com seus hotéis.
Martins com as suas pousadas.
Martins com as suas casas alugadas por temporada.
Martins com seus museus localizados no centro da cidade.
Martins com a queima de fogos desejando felicidade para o ano que se renova.
Martins com o Museu Manoel Lino Localizado na Serra Nova.
Martins das missas dos cultos e das santas Missões.
Martins das festas na praça pública arrastando multidões.
Martins da Lagoa do Rosário rodeada de calçadão.
Martins e o festival de gastronomia, movimentando a economia da região.
Martins da Lagoa Nova do Caminho do Cemitério e do Porção.
Martins que recebe milhares de visitantes.
Martins do canto do jacu e seus mirantes.
Martins com a culinária tradicional.
Martins com o comércio noturno cada vez mais forte.
Martins com o maior Parque Aquático do Rio Grande do Norte.
Martins e seus empreendimentos.
Martins do Canto da Cohab e dos Loteamentos
Martins onde a vida melhorou.
Martins que está crescendo e não perdeu a tranquilidade de cidade do interior.
Poeta Adailton
A semente dorme escondida,
Mas traz força no seu ser.
Mesmo em terra endurecida,
Ela insiste em florescer.
