Nao Gosto do que Vejo
"A eficiência e a excelência dão trabalho. Estas não simbolizam
valores, mas a dedicação e o poder de se sacrificar por algo
maior que a concepção geral da sociedade: o mediano."
O Duque
Voo do Regresso
O amor não morre, ele apenas muda de tom.
Deixa o fogo que queima e vira farol:
guia manso, atento, sutil e bom.
Para o peito cansado de novo se abrir,
as asas não têm pressa, promessa ou refrão.
O afeto renasce no passo que sabe aonde ir.
Menos urgência, mais direção.
Sem o vento heróico da antiga paixão,
mas com o gesto maduro que sabe cuidar.
Cessa o exagero, o drama, o rascunho.
O amor agora se escreve com calma,
na lógica exata de quem cura a alma.
Marcelo HB
"Não necessitamos saber tudo ou os pensamentos do outro, apenas estarmos prontos para o infinito, pois é o que cabe em nós, o infinito."
Marcelo HB
"A retórica não deve conhecer como as coisas são
em si mesmas, mas descobrir algum mecanismo
persuasivo de modo a parecer, aos ignorantes,
conhecer mais do que aquele que
tem conhecimento".
Platão
.Em termos simples, essa passagem significa que a
retórica (a arte da persuasão por meio de palavras,
ou seja, o conjunto de técnicas para organizar ideias
e convencer um público) é a arte de parecer sábio
para quem não entende do assunto, sem precisar
conhecer a verdade sobre o que se fala.
O Lírico Amar
"Não me importa agora
Quem acaricia teus cabelos e
Se desfruta do corpo quente,
Vibrante, que também é vida,
Pois o que a mim fora prometido
Já não mora mais em ti,
Mas a mim pertence e
Comigo está.
Nesta resignação, diante do fato,
Simplesmente lustro-lhe
A lembrança que de minha mente,
Trancafiada nos jardins desta,
Em meio às lindas rosas brancas e vermelhas
Vives harmoniosa para sempre."
Jorge B Silva
"O Lírico Amar" é um mergulho poético na sutil arte da
resignação. Diante do fim e da ausência física, o eu
lírico não escolhe o rancor, mas o acolhimento da
memória. O amor que já não habita o outro éresgatado
e eternizado em um jardim particular da mente, onde
o que foi vivido permanece intocado, belo e harmonioso
para sempre. Um relato delicado e potente sobre o desapego
e a imortalidade dos sentimentos - isto é vida, amor e poesia. Jorge B Silva
“Não há necessidade de se apressar, muito menos de brilhar; não precisa ser ninguém além de você mesmo”.
Virginia Woolf
Mercadores da Simplicidade
Ele estende as mãos com o que tem,
não é o ouro que o mundo idolatra,
mas o zelo que de uma alma emana,
a lealdade que o tempo não destrata.
Uma pequena oferta, um quase nada,
que carrega o peso de uma vida inteira.
Mas o mundo passa, ruidoso e veloz,
cego para o brilho do que é discreto.
Muitos pisam a entrega, sem notar a voz,
com o olhar perdido no que é estéril e teto.
Pois decifrar a intenção e o cuidado
virou luxo em solo desertificado.
Viver, afinal, é este imenso mercado
onde cada postura nasce de uma escolha:
uns preferem o brilho falso e vitrificado,
outros, a verdade escrita na folha.
O valor permanece em quem sabe ofertar,
pois o mundo escolhe o que quer enxergar.
Marcelo HB
Cristo não esperou que os seus inimigos se tornassem merecedores para morrer por eles; morreu por pecadores, e pela cruz transformou a inimizade em reconciliação, porque a graça não encontrou homens dignos, encontrou pecadores e lhes abriu, em Cristo, o caminho de volta para Deus.
Romanos 5:8 ,10
O EGO ESPIRITUAL: A MÁSCARA MAIS BONITA DA VAIDADE.
A mais sofisticada das vaidades talvez não seja aquela que deseja ser admirada pela aparência, pelo dinheiro, pelo poder ou pelo conhecimento. Há uma vaidade ainda mais difícil de reconhecer: aquela que se veste de humildade, fala em amor, utiliza palavras de paz e acredita já ter alcançado uma consciência superior.
É o ego espiritual.
O ego não desaparece simplesmente porque alguém começa a buscar a espiritualidade. Ele pode apenas mudar de linguagem, de vestimenta e de objeto. Aquilo que antes desejava possuir pode passar a desejar compreender. Aquilo que antes queria exibir como riqueza pode querer exibir como sabedoria. E a antiga necessidade de superioridade pode reaparecer sob uma aparência aparentemente mais nobre.
Por isso, o autoconhecimento verdadeiro exige uma vigilância que não se limita àquilo que fazemos de errado. É preciso observar também aquilo que fazemos de certo e, sobretudo, o sentimento que nasce dentro de nós quando percebemos que fazemos alguma coisa considerada boa.
ELE NÃO MORRE: MUITAS VEZES, APENAS TROCA DE ROUPA.
O ego pode abandonar a necessidade de ser o mais rico, o mais bonito, o mais desejado ou o mais poderoso e começar a desejar ser o mais consciente, o mais desperto, o mais evoluído, o mais puro ou o mais espiritualizado.
A estrutura permanece.
Antes, queria estar acima dos outros pelas posses. Agora, quer estar acima deles pela suposta evolução espiritual.
Antes, buscava reconhecimento pelo que possuía. Agora, pode buscá-lo pelo que acredita ter compreendido.
A mudança verdadeira não está em trocar o objeto da vaidade, mas em transformar a necessidade íntima de superioridade.
A espiritualidade não deveria constituir um novo degrau para o orgulho. Deveria justamente revelar ao Espírito a necessidade de descer do pedestal em que ele próprio se colocou.
QUANDO A ESPIRITUALIDADE PRECISA DE PLATEIA.
Existe uma diferença profunda entre compartilhar uma experiência espiritual e necessitar que os outros reconheçam nossa espiritualidade.
Quando a vivência interior depende constantemente de aprovação, elogios, reconhecimento ou admiração, talvez ainda estejamos mais preocupados com a imagem que construímos de nós mesmos do que com a transformação que precisamos realizar.
A verdadeira renovação moral não necessita de testemunhas permanentes.
Quem realmente procura melhorar não precisa anunciar a cada instante que está melhorando.
Há virtudes que amadurecem justamente no anonimato: a paciência que ninguém percebe, o perdão que não é publicado, a renúncia que não recebe aplausos, a caridade que não precisa de fotografia e a luta íntima contra um defeito que somente a própria consciência conhece.
É nesse território silencioso que a espiritualidade começa a deixar de ser discurso para tornar-se experiência.
QUANDO UM DOGMA É TROCADO POR OUTRO.
Também existe o risco de abandonar uma estrutura religiosa apenas para construir outra dentro de nós.
Mudam-se os símbolos, os hábitos, as palavras e as referências, mas permanece a necessidade de determinar quem está certo e quem está errado; quem despertou e quem ainda dorme; quem conhece a verdade e quem permanece na ignorância.
A prisão pode mudar de aparência sem deixar de ser prisão.
O problema não está necessariamente no ritual, na alimentação, na roupa, na prática espiritual ou em qualquer escolha pessoal. O problema surge quando essas coisas deixam de ser instrumentos e passam a funcionar como critérios para medir o valor espiritual das pessoas.
A forma não pode ocupar o lugar da essência.
O Espírito não se torna moralmente superior porque adotou determinado comportamento externo. A transformação espiritual precisa alcançar a consciência.
A SUPERIORIDADE DISFARÇADA DE COMPAIXÃO.
Talvez uma das máscaras mais delicadas do ego espiritual seja aquela que se apresenta como compaixão.
É possível olhar para alguém e pensar: “Ele ainda não despertou.”
Pode-se dizer que determinada pessoa está “adormecida”, “inconsciente” ou “em uma vibração inferior” e, sem perceber, transformar uma ideia espiritual em instrumento de superioridade.
A compaixão verdadeira não contempla o outro de cima para baixo.
Ela reconhece que cada Espírito possui seu próprio caminho, suas próprias lutas, suas limitações e suas possibilidades de crescimento.
Aquele que compreende alguma coisa não se torna proprietário da verdade. Torna-se, antes, responsável pelo modo como utiliza aquilo que compreendeu.
Quanto maior o conhecimento, maior deveria ser a responsabilidade.
Quanto maior a percepção das próprias imperfeições, menor deveria ser a necessidade de julgar as imperfeições alheias.
QUANDO A ESTÉTICA OCUPA O LUGAR DA ÉTICA.
Há uma espiritualidade que pode ser reconhecida pelos objetos que utiliza, pelas palavras que pronuncia e pelas imagens que produz.
Mas a verdadeira espiritualidade precisa ser reconhecida principalmente pela maneira como alguém trata as pessoas quando não está sendo observado.
Incensos, livros, símbolos, pedras, orações, meditações, roupas, ambientes silenciosos e paisagens contemplativas podem acompanhar uma busca interior. Nenhum desses elementos, porém, substitui a transformação moral.
É relativamente fácil falar sobre paz.
Mais difícil é permanecer pacífico diante de uma provocação.
É fácil falar sobre perdão.
Mais difícil é não alimentar ressentimento quando somos feridos.
É fácil defender o amor.
Mais difícil é praticá-lo quando o outro pensa diferente de nós.
É fácil contemplar uma paisagem em silêncio.
Mais revelador é lavar a louça sem reclamar, ouvir alguém sem interromper, admitir um erro sem criar justificativas e fazer o bem quando ninguém saberá que fomos nós.
A espiritualidade verdadeira não precisa de cenário extraordinário.
Ela precisa de consciência.
O PERIGO DE TRANSFORMAR O AUTOCONHECIMENTO EM AUTOADORAÇÃO.
O autoconhecimento pode tornar-se outra forma de narcisismo quando a pessoa passa a observar a si mesma não para corrigir-se, mas para admirar a própria suposta profundidade.
É possível conhecer os próprios mecanismos psicológicos e continuar escravo deles.
É possível falar incessantemente sobre consciência e permanecer inconsciente diante das próprias atitudes.
É possível estudar espiritualidade durante anos e ainda não ter aprendido a pedir desculpas.
O conhecimento de si somente se converte em crescimento quando produz consequência moral.
Não basta descobrir quem somos.
É necessário perguntar o que estamos fazendo com aquilo que descobrimos.
A ESPIRITUALIDADE QUE DEVOLVE O SER AO MUNDO.
A espiritualidade autêntica não nos retira da realidade para criar uma identidade superior. Ela nos devolve à realidade com maior responsabilidade.
Depois da oração, ainda existe a família.
Depois da meditação, ainda existem os conflitos.
Depois do estudo, ainda precisamos conviver.
Depois de uma experiência profunda, ainda precisamos trabalhar, cumprir compromissos, enfrentar limitações, cuidar dos outros e lidar com nossas próprias imperfeições.
É justamente aí que a espiritualidade demonstra sua autenticidade.
Não naquilo que conseguimos sentir durante alguns minutos de elevação, mas naquilo que conseguimos modificar quando a vida volta a nos contrariar.
A prova da transformação espiritual não está somente na experiência extraordinária.
Está no cotidiano.
UM ALERTA À CONSCIÊNCIA.
O ego espiritual pode fazer-nos acreditar que sempre falta alguma coisa para nos tornarmos especiais: mais conhecimento, mais iniciações, mais experiências, mais práticas, mais reconhecimento, mais sinais de evolução.
A espiritualidade, porém, não deveria alimentar a necessidade de sermos especiais.
Deveria ensinar-nos a sermos verdadeiros.
Se precisamos provar que somos espirituais, talvez ainda estejamos preocupados demais com a aparência daquilo que desejamos ser.
Se precisamos provar que despertamos, talvez ainda devêssemos perguntar por que precisamos que os outros reconheçam o nosso despertar.
Se precisamos anunciar que somos paz e amor, talvez seja justamente nesse momento que devamos silenciar e observar nossas próprias reações.
O ego também sabe falar mansamente.
Também sabe utilizar palavras bonitas.
Também sabe citar a paz.
Também sabe vestir-se de humildade.
Por isso, a vigilância interior precisa ser mais profunda do que a aparência.
A verdadeira espiritualidade é simples porque não precisa construir um personagem.
É silenciosa porque não depende de aplausos.
É humilde porque não necessita sentir-se superior.
É prática porque não se satisfaz com conceitos.
E é profundamente humana porque não nos afasta do mundo, das pessoas e das responsabilidades.
Ao contrário: quanto mais o Espírito compreende a própria realidade, mais aprende a servir sem ostentação, amar sem posse, perdoar sem humilhar e caminhar sem precisar colocar-se acima de ninguém.
Talvez o sinal mais seguro de uma transformação espiritual não seja a pessoa dizer que encontrou a luz.
Talvez seja simplesmente perceber que ela já não precisa convencer ninguém de que a encontrou.
Imagem ilustrativa: uma pessoa sentada em silêncio diante de um espelho, em um ambiente sereno e iluminado por uma luz suave. No reflexo, a aparência exterior se desfaz gradualmente, revelando uma expressão humilde e consciente. Ao fundo, há elementos discretos de espiritualidade, como uma vela acesa e uma paisagem natural, simbolizando a busca interior sem ostentação.
Marcelo Caetano Monteiro.
#vaidade #ego #Falsidade #doencas #sociedade #euinterior
Cuide!
Me leve para casa,
Não estou bem.
Preciso de um caminho,
Perdi minha bússola,
Ou talvez, nunca a tive.
Não consigo dormir,
Cochiche em meu ouvido,
Faça-me cafuné,
Beije-me a meia noite.
Faça a mim o que quiser,
Só não me deixe só.
Não sei quem sou
Fraude de mim mesmo
Espaço vazio.
Tudo que eu quero
É não querer.
Não há escolha
Sacrifiquem-me!
Não sou imaculado
Mas de algo deva valer.
Não há culpados.
Conflitos internos.
Só tenho um pedido
Não tenham pena.
Estou aqui há muito tempo
Este é só mais um dia.
De volta a margem.
Degrau por degrau.
Cuidado com as quinas.
Você não é o culpado.
O pôr do sol que traz lembrança
Renova então, a esperança
De um dia enxergar
A vida que não sei viver
Incertezas
Não há compreensão,
nunca houve meio termo.
As dúvidas crescem
como ervas daninhas
no solo árido da mente,
raízes que se entrelaçam
em pensamentos turvos,
sufocando a razão
até que tudo se torne sombra.
Lacunas permanecem abertas,
como feridas que rejeitam o tempo,
casos interrompidos,
histórias sem ponto final,
rastros apagados
por tempestades de incerteza.
Não há culpados,
não há suspeitos,
apenas eu,
rodeado por um tribunal vazio,
onde o silêncio se ergue
como juiz implacável,
condenando-me
por crimes que desconheço.
Não há em quem confiar,
pois até meus próprios olhos
me traem,
distorcendo reflexos
num espelho que fragmenta
quem penso ser
no caos que persiste,
como se eu mesmo fosse
o enigma que busco resolver.
O incerto sempre é certo.
Não temos domínio do depois.
A cada segundo, vivemos um milagre.
A insegurança bate forte.
A pressão imposta.
A necessidade do imediato.
Tudo satura, desgasta.
Só nos resta viver
Ou sobreviver,
Um dia de cada vez,
Pois é o que temos.
Não há momento ideal.
O amor não é um mar de rosas.
Amizades podem ser passageiras.
E nós, passageiros de um tempo sem regresso,
Desenhamos caminhos sobre o desconhecido.
Nenhum destino nos pertence por inteiro,
Nem o mundo obedece à nossa vontade.
E, enquanto esperamos a certeza de um porto,
A vida segue, indiferente à nossa espera.
Talvez o maior naufrágio
Seja nunca ter partido.
Um menino inocente
Habita um jardim vazio.
O sol já não brilha,
E as estrelas perderam sua luz.
O vento sopra mansamente,
Acariciando os cachos do menino,
Enquanto o silêncio repousa
Sobre aquilo que um dia floresceu.
Mas, em seus olhos,
Ainda amanhece.
E o jardim, esquecido pelo mundo,
Desconhece a luz que abriga.
Talvez o menino não saiba
Da escuridão que o cerca.
Talvez a chama que carrega
Seja a última a se apagar.
Não importa o que a vida tem guardado pra você, o que importa é viver o hoje intensamente como se fosse o último
Amizade não tem hora nem lugar pra começar. Na verdade nada disso importa, o importante é que aconteça e que seja infinito
Faça da sua vida o que bem entender, só você pode responder pelos seus atos, mais ninguém! Não deixe que te digam o que fazer, pois ninguém coloca comida na sua mesa e paga suas contas! Porém preste muita atenção, pois todo mal que fizer ao próximo virá em dobro pra você.
A vida se torna perfeita quando estamos apaixonados, então porque o mundo não se apaixona, assim ele se tornaria um lugar melhor pra se viver!
Tudo faz parte de um ciclo de aprendizado, o importante é não desistir nunca, mesmo que seja difícil enxergar um acerto!
