Nao Gosto do que Vejo
O poeta não me deixou,
ele não é [tolo],
Apenas foi passear
no jardim da eternidade.
Ariano [vive]...,
Um poeta nunca 'morre',
morrer é coisa de humanos;
Os poetas são anjos.
O sertão ele me deixou
como [legado],
Agora sei como arde,
e que o significado de sertão:
- Se entende por saudade.
Não brinque com o meu fogo,
Sei brincar com a tua fantasia,
Não intente com o meu juízo,
Sei assumir com a grandeza
De ser diferente: sou poesia.
Não evite os meus beijos,
Sei buscar o melhor de ti,
Não invente [escapar...,
Sei farejar-te e irei atrás
Do aroma que eu senti.
Não disperso o desejo,
Sei salsear com a tua alegria
Não experimente esquecer,
Sei abraçar-te com jeito
De causar toda a energia.
No meu corpo tenho a sina,
Serei a tua sublime alcova,
Sou muito mais [alma
Do que você imagina:
Sou a loucura que fascina.
Sou gemido, sussurro e grito,
O incêndio mais elevado.
Eia, vulcão atrevido!
O meu corpo bem macio
É que te faz ainda menino.
Danço e rasgo o verbo,
A liberdade que me deste,
Peguei como um [laço,
Abraço com a vontade
De ter qualquer possibilidade.
Darei o meu melhor riso,
O meu inefável paraíso,
A liberdade que recebi;
O teu corpo terei a qualquer custo,
Na intensidade que me [atrevi].
Salve pra você que ‘trampa’e estuda, já tá separado o que é seu - não cai no conto que o crime compensa, quem caiu nessa tá preso ou morreu; ese falta dinheiro, falta escola, saúde e preparação; esobra o quê? Raiva, ódio e arma na mão? Evocê tem a cara de pau de dizer que armamento é a solução? Brasil, um país de todos, todos carentes de educação.
Quando encontramos alguém não precisamos continuar procurando. Se você continua procurando algo (ou alguém) significa que não encontrou ainda, principalmente no contexto religioso.
"Não existe tragédia maior do que uma população que financia e defende com fervor a estrutura que acabará por empobrecê-la."
As Canções que o Tempo Não Levou
Nos anos 60 e 70, eu ainda era um miúdo, um menino, um puto, como queiram chamar. Vivia na pequenina Resende, às margens do rio Douro, em Portugal. Foi ali, entre as quintas dos meus pais, o cheiro da comida que minha mãe preparava e o pequeno rádio de pilhas que meu pai havia comprado, que nasceu uma das grandes paixões da minha vida: a música.
Eu sempre me oferecia para ajudar minha mãe a preparar o almoço dos lavradores. Mas havia uma segunda intenção: queria estar perto daquele rádio. Naquela época, eu gostava de ouvir o programa “Discos Pedidos”, em que as pessoas escreviam cartas para oferecer músicas a quem amavam. Não havia celulares, internet ou mensagens instantâneas. Havia apenas uma carta, uma música e a esperança de que, algum dia, aquela canção chegasse aos ouvidos de alguém especial.
Talvez tenha sido ali que aprendi que música não é apenas música. Ela carrega sentimentos. Uma canção pode guardar um amor, uma saudade, uma amizade ou um momento que o tempo jamais consegue apagar.
Vieram os discos, os cartuchos, as fitas cassete e, depois, tantas outras tecnologias. Sempre que sobrava algum dinheirinho, eu comprava uma fita. Eu também tentava escrever as letras das músicas enquanto elas tocavam no rádio. Muitas vezes errava, porque não existia a possibilidade de voltar a canção. Mas eu tentava novamente. Eu queria guardar as músicas não apenas nos ouvidos, mas também no coração.
Foi através das músicas e dos bailes que me apaixonei pela primeira vez. Mas essa é outra história, que um dia talvez eu conte.
No final dos anos 70, vim para o Brasil. Meu primeiro dinheiro do trabalho me deu o prazer de comprar um radinho de pilhas. Ele se tornou meu companheiro inseparável. Estava comigo pela manhã, durante o banho, e à noite, antes de dormir. Anos depois, já casado, comprei o famoso aparelho “três em um”: vitrola, rádio e fita cassete. Para mim, aquilo era quase um tesouro.
Hoje, tantos anos depois, continuo apaixonado por música. Enquanto escrevo estas palavras, escuto baixinho uma música romântica pelo YouTube. E percebo como a vida é curiosa: aquele menino que um dia esperava ansiosamente uma canção tocar no rádio agora pode escolher qualquer música em poucos segundos. Mas o sentimento continua exatamente o mesmo.
Nas minhas caminhadas, a música ganhou um significado ainda maior. Ela me acompanha pelas estradas, pelas montanhas e pelas trilhas. Algumas canções me fazem lembrar do passado; outras me ajudam a compreender o presente; e algumas parecem falar exatamente aquilo que eu precisava ouvir naquele momento.
Às vezes, tenho a impressão de que não sou eu quem escolhe a música. É ela que me encontra.
Quando caminho ouvindo uma canção, sinto que ela conversa comigo. Faz surgir lembranças, desperta sonhos, acalma minhas preocupações e, muitas vezes, enxuga lágrimas que ninguém vê. É como se cada melodia carregasse uma pequena mensagem especialmente preparada para aquele instante.
Depois de tantos quilômetros percorridos, descobri que a música e a caminhada têm algo em comum: ambas nos fazem seguir em frente. A caminhada movimenta os meus pés; a música movimenta a minha alma.
Hoje, quando coloco meus fones e começo a caminhar, sinto que não estou sozinho. Levo comigo as lembranças da infância, meus amores, minha família, meus sonhos e todas as pessoas que fizeram parte da minha história.
E talvez seja por isso que continuo gostando tanto de música.
Porque algumas músicas simplesmente tocam os nossos ouvidos.
Outras tocam a nossa história.
E existem aquelas que, de tão bonitas e especiais, parecem caminhar conosco para sempre.
Peregrino Nino Carneiro
Tudo o que faço é falar sobre um grande jogo e parecer um figurão, quando não posso fazer nada! Eu nunca faço nada, mas posso reclamar como um profissional. Quem eu penso que sou?! É incrível que eu possa viver assim e não sentir vergonha!
(Subaru Natsuki)
Estou indo embora de nós
De uma história de sonhos
Estou indo embora
Se vou olhar para trás não tenho dúvida
Era tudo verdade
Mas preciso ir
Juntar meus pedaços ou o que sobrou
Estou indo embora de nós
Ainda não fomos
no Parcel do Esteves,
Só sei que teus flertes
provocam e pescam.
Do teu mar, sou a sereia.
Poetisa e peixe,
toda feita,
para a sua rede.
Mesmo que digam
que não vai dar praia,
e não dará em nada.
[Já nos vejo
no Parcel do Dada.]
"Ao trocar a liberdade individual pelo controle estatal, a sociedade não alcança a igualdade na riqueza, mas a democratização da fome."
Um garoto e uma garota,
Não destinados a juntos ficar,
Mas mesmo disso sabendo,
Eles resolveram tentar,
Pobre história que não daria certo,
Mas seus corações lhe diziam corretos,
No início tudo era só amor,
Mas todos sabemos que o fim,
Será apenas de dor,
Pelo menos felizes estavam,
Por enquanto em perfeita harmonia,
Até que um dia acabou a alegria,
É o destino que lhes veio cobrar,
E então os jovens começaram a brigar,
Eles queriam achar um culpado,
Da relação ter dado errado,
E foi assim que o predestinado fim se instalou,
Foi com eles brigados que esta história acabou.
Pense bem antes de dizer "Eu te amo". Não diga para qualquer um. Não diga se você não tiver certeza do que sente. Mas se tiver certeza que ama aquela pessoa. Diga todos os dias, diga com palavras, com ações, com olhares.
Ela é Ela
Ela é linda e intensa como a praia, mas calma como o som da chuva.
Ela não é minha, não é de ninguém.
É um pássaro livre, que não pode ser pego. Ela é aventura
E, ao mesmo tempo, é o sono que vem de noite.
Ela é simpática, mas, quando quer, sabe ser grossa.
Ela é animada, mas algo pequeno estraga seu dia.
Ela é linda como o luar.
É apaixonada como o coelho que habita a Lua.
E se agarra à ideia de que existem cores neon, mas também há as neutras.
Ela é feliz e radiante como o sol,
Mas intensa como o rock.
Ela é tudo e nada.
Até que ponto a gente é realmente livre pra ser quem é?
Não é uma pergunta simples, é algo complexo de se pensar, mas no meu ponto de vista, nós nunca somos nós mesmo, somos apenas um reflexo de como lidamos, com o ambiente, com as pessoas, com as situações felizes e tristes, e principalmente com a nossa família. Tudo o que nós somos, é aquilo que nós aprendemos a ser.
Agora falando sobre o “Até que ponto a gente é realmente livre para ser quem é?”, bem nunca somos, por que não somos um só, todas as pessoas são “duas caras”, por que quando estou sozinha eu sou uma pessoa, com a Gabriela eu sou outra, com a Julia outra, com a minha família outra, e é por isso que eu considero muito difícil reunir todos os meus amigos (de diferentes grupos) e a minha família em um só lugar.
Também abordaremos os principais assuntos sobre ser livre para ser quem é, até por que vivemos em uma sociedade recheada de críticas, onde tudo é criticado, se eu sou bom uns vão dizer que sou gentil, outros dirão que sou trouxa, e outros ainda que eu sou falsa, mas isso não diz muito sobre mim, diz mais sobre quem eles são, não acha? E nessa minha idade, não só, mas principalmente, tudo é julgado, muitas vezes pelo fato de que a tecnologia está expondo muitas coisas. Então tudo o que fazemos é seguir, não o que consideramos certo, mas aquilo que consideramos que todas as pessoas, ou boa parte delas, acharam certo, por que temos medo das críticas.
Respondendo finalmente à pergunta, “Até que ponto a gente é realmente livre pra ser quem é?” simples, nunca somos livres para ser quem somos, por que nunca somos apenas uma pessoa, somos tudo e ao mesmo tempo nada, com cada um somos diferentes, e sempre somos criticados, sempre, mas isso diz mais sobre o outro do que sobre nós.
O que é ser feliz de verdade?
Bem, ser feliz não é só ter um sorriso, no rosto, muitos consegue sorrir, mas não são felizes. Também não pode ser dinheiro como muitos acham, muitos tem dinheiro, mas ainda assim, não são felizes. O dinheiro pode até nos dar uma sensação momentânea de felicidade, mas isso é só sobre o tal “o tédio de ter e a ânsia de possuir”, depois que temos, a felicidade passa.
Acho que a felicidade está nas coisas simples, um milionário pode comprar muitas coisas, mas não pode comprar sentimentos bons. Ele até pode ser feliz, mas só se parar para refletir tudo o que ele já fez e tudo o que tem, assim ele pode viver uma boa vida. Uma pessoa, que é considerada pela sociedade “pobre”, pode ser feliz apenas por que tem uma família unida, muitos consideram isso muito pouco, mas não é ter uma família é ter uma base.
Cada um tem a sua felicidade, basta procurá-la. Uma a encontram em religião, uns na profissão, uns na família, uns nos amigos, uns em fazer o que gosta.
Ter a felicidade significa ser satisfeito em ter feito algo ou em possuir algo, e se sentir grato por isso.
O que é o suficiente?
Bem, eu tento ser o suficiente, mas acho que não consigo, meus 8 não são o suficiente para minha mãe, acho que eu ser simpática não é o suficiente para a sociedade, eu preciso ser perfeita. Preciso ser boa, mas não de mais, se não sou trouxa, mas também não de menos se não sou grossa, preciso ser magra, mas não de mais, senão estou doente, mas também não de menos, por que senão sou “gorda”, preciso ser madura o suficiente, senão ou, tenho muitos traumas, ou sou infantil, tenho que ser inteligente, mas não de mais, por que aí estou focando de mais nos estudos e esquecendo o restou mas também não de menos, por que sou burra, ou estou focando mais em outras coisas, preciso ser sociável, mas não de mais, se não sou sem noção, mas não de menos, se não sou tímida. Se não faço a coisas, que eles nem pediram, sou preguiçosa e se faço sou puxa saco.
Então o que é preciso para ser o suficiente para a sociedade? O que é preciso para estar dentro do padrão? Existe alguém que é TOTALMENTE dentro dos padrões que a sociedade espera? Se sim, essa pessoa é feliz consigo mesma? E se não, por que existe um padrão tão alto se ninguém o alcança?
Desde de que nascemos já temos que atingir as expectativas que esperam de nós. Quando somos bebês, toda vez que aprendemos algo novo, não podemos guardar em família e ficar feliz por isso? Eles querem que mostremos o que sabemos fazer. Aprendemos a falar “papai” e depois querem que repetimos mais 30 vezes para os outros saberem o que aprendemos. Isso é mesmo necessário?
Não podemos sair do padrão por que se não estamos errados, afinal, para que existe um padrão de aparência – loiro(a) e olhos azuis/ moreno e olhos azuis – se nós não podemos escolher com que aparência nascemos? Por que mudar quem você é, só por que o outro não gostou de você? Só por que apontam que você não deve ser assim? Por que todo mundo não pode só... conviver bem com nós mesmos?
Ainda nem cheguei da fala da cor da pele, né?! Por que o outro é considerado diferente, por alguns, só por que a pele é mais morena? Se o diferente está no outro, por que eu tenho que reclamar disso? A pessoa não escolheu ser mais morena, ou mais clara, então por que bater, xingar e desprezar essa pessoa? Só por que ela é diferente? Por isso ela não merece paz? Não merece conforto e amor? Não merece ser acolhida? Ser feliz?
Por que não podemos só acordar um dia e descobrir que não há padrões? Que não há racismo, que não há preconceito? Será que tudo não seria melhor?
Será que todos somos o suficiente, ou a palavra o suficiente não pode ser definida para a raça humana? Ou será que ela não tem um significado concreto, pode ser que seja relativa. Mas mesmo assim, não podemos só ser feliz com o que somos, e com o que o outro é?
Cadê As Cores?
O mundo não é preto e branco
Também não é só cinza
Ele tem cores
Cores vibrantes, claras e escuras, neons e pastéis
Mas sem você as cores se foram
Para mim cinza e branco se foram
Só restou o escuro
Mas e se eu abrisse os olhos?
Eu consigo abri-los?
Eu veria as cores?
