Nao Gosto do que Vejo
*Nossa Música*
A música que me traz sofrimento
Não é a mesma que te alegra
A sua toca lembrança
A minha toca ferida aberta
Mas hoje a gente escolhe
Outra melodia pra tocar
Sem passado nos acordes
Só presente pra dançar
Vamos ouvir a nossa música
Juntos, no mesmo tom
Esquecer tudo que magoou
E fazer do peito um som
Que seja violão ou silêncio
Que seja grito ou oração
Desde que a letra seja nós
E o refrão seja perdão
Esquecer outrora não é apagar. É só parar de dar replay.
(Saul Beleza)
*Meu amor,*
O meu amor não envelheceu.
Só você envelheceu, e eu vi cada linha nova no seu rosto virar parte da minha história favorita.
O tempo tentou fazer de você passado. Tentou te colocar no pretérito perfeito, resolvido, encerrado.
Mas não conseguiu. Você ficou no imperfeito comigo. Nesse tempo que não acaba, que ainda dói, que ainda ama.
Eu não te esqueci de vez porque o tempo não deixou. E eu também não quis.
Tem gente que passa. Você ficou.
Se um dia a gente se encontrar de novo, o meu amor vai estar igual. Só mais vivido.
E se não, ele continua aqui, sem envelhecer.
Com todo o amor que o tempo não apagou,
Eu...
(Saul Beleza)
*Pretérito Imperfeito*
O meu amor não envelhece
Só envelheceu quem eu tanto amei
O cabelo branco, a pele marcada
Mas o sentir? Esse eu guardei
E o tempo não quis que eu te esquecesse
De vez, por inteiro, pra sempre
Mesmo que isso fosse pretérito imperfeito
Eu te conjugo no presente
"Eu amo"
"Eu amava"
"Eu amarei"
Todos os tempos cabem
Quando o amor não sai
Não virou passado resolvido. Virou história que ainda respira.
(Saul Beleza)
*Menina Vieira,*
Você não deixa ser amada.
É como fruta madura, pronta, doce, na hora certa de ser colhida.
Mas se esconde entre as folhas.
Com medo da mão, com medo da queda, com medo de não ser guardada direito depois.
Menina, não precisa se esconder mais.
Eu não quero te arrancar do pé com pressa.
Quero te colher com cuidado. Te esperar amadurecer no meu tempo, no meu peito.
Quero ser cesto, não faca. Quero ser casa, não fome.
Se entregue.
Deixa eu te amar do jeito que você merece: sem susto, sem pressa, sem ter que se esconder entre as folhas pra se proteger.
Você já tá pronta. E eu já tô aqui.
Só falta você acreditar que pode ser colhida sem ser machucada.
Deixa eu te amar, Menina Vieira.
Só isso.
(Saul Beleza)
*Raízes e Asas*
Um sorriso que não esconde a tristeza,
um olhar que busca o infinito
e uma lágrima que escorre
para molhar a semente plantada.
Um futuro que ainda não chegou
e um passado que se faz presente,
raízes e asas no mesmo peito,
esperando a hora de florescer.
Saudade que virou solidão,
palavras que perderam a chance de serem ditas
e promessas que o dia vai nascer
mesmo que a noite insista em não ter fim.
(Saul Beleza)
*Fora de Época*
Não te ofereço flores por ser primavera,
te ofereço flores por te querer bem.
Não é o mês, não é o costume,
é a vontade que floresce em mim.
Se fosse inverno, eu acharia jeito
de te esquentar com pétala e cor.
Se fosse outono, eu juntaria as folhas
só pra te lembrar que cair também é uma estação.
Te quero bem sem motivo marcado,
sem feriado pra justificar.
Meu calendário tem teu nome
e todo dia nele é dia de te lembrar.
(Saul Beleza)
“Manifestar não é obrigar a vida a obedecer ao ego; é tornar a consciência compatível com aquilo que a alma está pronta para receber.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“Aquilo que não encontra lugar dentro de nós dificilmente permanece quando chega às nossas mãos.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
"Não desperdice alimentos, pois existem tantas pessoas passando fome!"
OTÁVIO ABADIO BERNARDES
Itumbiara, 28 de maio de 2026.
“A manifestação mais alta não é conseguir tudo o que se quer, mas tornar-se alguém capaz de receber sem se perder.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A fé não elimina o mistério, mas impede que o medo seja a única voz dentro dele.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A cena mental mais poderosa não é a mais grandiosa, mas aquela que a alma consegue habitar com verdade.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
Não há ondas hoje.
Só o silêncio e leve brisa.
A correnteza conduz a água serena,
o mar não parou para ser olhado.
Que não deixa de ser admirado!
#bisissym
Não virei aqui desejar o óbvio e o ordinário! Desejo realmente que procures ser alguém melhor a cada dia e que este constante superar a si mesmo possa ser a fonte de todas as mudanças positivas que tanto almejas em tua vida.
Há lembranças que não envelhecem, permanecem intactas dentro da alma, como feridas preservadas pelo próprio tempo.
Bom dia
Em um mundo de leões não seja somente um gatinho . levante a cabeça e imponha-se. assim eles os respeitarão"
A consciência, em sua raiz mais antiga, não nasce apenas como um saber individual. Conscientia significa “saber junto”, compartilhar conhecimento, reconhecer-se diante de algo maior que o próprio ego. O ser humano não está separado da centelha primordial da consciência universal, apenas adormecido dentro da ilusão de uma identidade construída pelo mundo.
Desde o nascimento, somos ensinados a vestir máscaras. Recebemos nomes, crenças, medos, desejos e limitações. Chamamos isso de “eu”. Mas aquilo que pensamos ser talvez seja apenas um reflexo condicionado da matéria, uma personalidade moldada para sobreviver dentro de estruturas que aprisionam a percepção. O homem acredita possuir consciência, quando muitas vezes apenas reage mecanicamente aos impulsos, ao medo da rejeição e à necessidade de pertencimento.
É aqui que surge o discernimento.
Discernere é separar, peneirar, filtrar o joio do trigo. Compreende que discernir não é julgar superficialmente o mundo, mas separar dentro de si aquilo que é essência daquilo que é programação. Cada pensamento herdado, cada crença imposta, cada verdade aceita sem questionamento deve passar pela peneira da consciência desperta.
A luz não conforta o ego; ela o desnuda. Ela mostra que grande parte da humanidade vive identificada com uma personagem, enquanto a verdadeira essência permanece soterrada sob camadas de medo e ilusão.
A maioria pergunta: “Quem sou eu?”
Mas poucos suportam destruir aquilo que acreditavam ser.
Despertar a consciência é doloroso porque exige morrer simbolicamente antes da morte física. Exige abandonar falsas certezas, romper correntes invisíveis e perceber que a prisão mais poderosa nunca esteve no mundo exterior, mas dentro da própria mente condicionada.
O discernimento é a espada silenciosa do iniciado.
A consciência é o fogo interno que ilumina o caminho.
E talvez a maior tragédia humana seja esta: passar toda uma existência acreditando ser apenas aquilo que foi ensinado a representar, sem jamais descobrir a vastidão oculta que existe além do personagem.
