Nao Gosto do que Vejo
Os faladores não nos devem assustar, eles revelam-se: os taciturnos incomodam-nos pelo seu silêncio, e sugerem justas suspeitas de que receiam fazer-se conhecer.
Somos muito generosos em oferecer por civilidade o que bem sabemos que por civilidade se não há-de aceitar.
E eu gosto de escrever sem destinatários,
gosto de escrever para quem se identifica...
E vejo eu que muita gente acaba se achando aqui no
meu status!
Gosto da dor que sinto quando te vejo
do ardor que flama-me até o interior da alma.
Gosto do despeito que faço à amargura
da violência que condiciono à solidão.
Gosto do deslumbramento que exita as minhas retinas sempre que te vejo, sempre que te sinto, sempre que te amo.
Enide Santos 06/04/16
"Eu sei o quanto gosto de você, porque quando vejo suas fotos, sempre estampadas nas minhas telas, seja de pintura ou de celular, eu nem preciso olhar seu rosto por mais que uma fração de segundos. Meus olhos já acostumados do tanto que te admirei quando nos conhecemos é parte do motivo, a outra parte é o fato de saber quem você é... Eu já sei que você é linda, mesmo quando coloca uma nova fotografia nas redes sociais. Seu interior é belo, dispensa a necessidade da aparência, como uma suculenta fruta, aos que há conhecem, dispensa a aparência da casca. Encerrando esse discurso com uma hipócrita afirmação, não sei o que seria de mim se nunca tivesse guardado a imagem desse sorriso no lugar mais seguro da minha alma."
Gósto
Em cada canto do teu sonhar
Vejo méritos meus, até no teu sei lá
O fascínio de conquistá-la é o que
me traz gosto a torná-la parte do meu já.
FALEI (soneto)
Falei tanto de dor!... de sofrência
Ilusão e solidão. O tempo e bagaça
Ou os amores, que vem e que passa
No trovar em que veio de aparência
Falei tanto de má sorte, vil desgraça
Chorei no suplício, de áspera essência
Fechei o horizonte para a existência
E, vi o tempo, passar pela vidraça...
Não pude olhar nos olhos. Sozinho
Blasfemava! e ainda tenho infernais
Conflitos, em querer apenas carinho
Quando sofro, sofro por demais
No silêncio. Ali me calo e definho
Infeliz poesia... não poeto mais!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Fevereiro de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
POEMA NÃO TENHO
Poema não tenho, para te dar a poesia
temo, gesto, ardo em fogo, peço apelo
ao coração, e aguardo pelo poético dia
de sentimento atraente, sem contê-lo
Liberto, os versos se abrem, ó alegria
escolhe o sentido, e assim escolhê-lo
dando causa, cheiro, amor e cortesia
criando canto com terno verso singelo
Agrada, a mim mesmo, ter requisitado
pois, em cada sensação, então, cortejo
sinto-me, vejo com emoção, doce hora
Afeto me apraz, e versejo, afeiçoando
sonho sonhando, nas asas do desejo
quero viver, e ter mais que um agora.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
31/10/2024, 18’45” – Araguari, MG
AMOR QUE NÃO TEM PREÇO ...
Depois que ti vi, só depois, razão na medida
Notei que sentiria amor que não tem preço
A poética maior do mundo, poesia da vida
E, se já apreciei algo igual, eu desconheço
Ardor feliz e casto, sentimento espesso
Abraço e a sensação na emoção diluída
No fiel olhar, cujo o bem e único apreço
É ser, sonhar, numa harmonia incontida
Depois que ti vi, só depois, eu entendi
Como é bom ter o coração na ventura
Invadido pela paixão, depois que ti vi!
De ter, junto a ti, o tal desejo que aporá
A felicidade, os beijos e a doce ternura
Na simpatia do amor amplo que me dá! ....
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/01/2021, 07’56” – Triângulo Mineiro
No silêncio barulhento do meu quarto
Em um longo tempo prévio
Vejo tudo passar rápido
Em um curto tempo
Quando acordo
O tempo já não é o mesmo
Tudo mudou,
Só eu que não mudei.
Paciência, me deixe com menos estresse , se há uma crise de histeria o sujeito não é obcecado por sua fantasia?
