Nao Gosto do que Vejo
Será que devo te olhar,
ou finjo não vê-la?
Sei lá,
esse teu olhar,
me inspira tocá-la!
E se vai me enfeitiçar,
que seja perfeito.
Pois saiba!
Se deixar-me tocar,
será sem nenhum respeito.
Age com retidão para com todos, mas não te fies facilmente deles. Desconfia das gesticulações e te comporta mais ou menos de acordo com o que se acha por trás delas.
Não tenha medo de correr riscos. Se você não agir, nunca vai saber se aquilo iria valer a pena ou não.
Quando não acreditava mais no amor
Ele me faz uma surpresa
Coloca alguém na minha vida de onde eu menos imaginava
E me mostra o quanto posso ser feliz apenas por saber que você existe
Não nós tocamos, não nós beijamos, não sentimos ainda o calor do nosso abraço
Mas meu coração dispara apenas de imaginar esse momento tão mágico
Conto os dias, conto as horas..
Apenas para olhar nesses olhos lindos e dizer
EU AMO MUITO VOCÊ.
Não sei se foi você, ou se foi eu. Eu só sei que preciso de você agora, como nunca precisei, preciso de um abraço, da sua voz porque eu estou caindo cada vez mais e ninguém percebe.
Eu só vim me despedir. Finalmente aceitei que chegamos ao fim. Não se preocupe, eu não vou mais te atrapalhar. Meu coração está muito machucado, mas ele vai se recuperar. Sei que isso vai passar e um dia seremos felizes de novo, mesmo separados.
Não dá mais para crer na solidariedade humana. O mundo está tão egoísta que, com certeza, quando alguém "compra a briga" do próximo, é para revender mais caro depois.
Esse ponto de contato interior, apesar de toda a sua importância, não é, entretanto, mais do que um ponto. Após o longo período de materialismo de que ela está apenas despertando, nossa alma acha-se repleta de germes de desespero e de incredulidade, prestes a soçobrar no nada. A esmagadora opressão das doutrinas materialistas, que fizeram da vida do universo uma vã e detestável brincadeira, ainda não se dissipou. A alma que volta a si permanece sob a impressão desse pesadelo. Uma luz vacilante brilha tenuemente, como um minúsculo ponto perdido no enorme círculo da escuridão. Essa luz fraca é apenas um pressentimento que a alma não tem coragem de sustentar; ela se pergunta se a luz não será o sonho, e a escuridão a realidade. Essa dúvida e os sofrimentos opressivos que ela deve à filosofia materialista distinguem nossa alma da alma dos primitivos. Por mais levemente que se a toque, nossa alma soa como um vaso precioso, que se encontrou rachado na terra. É por isso que a atração que nos leva ao primitivo, tal como o sentimos hoje, só pode ser, sob sua forma atual e factícia, de curta duração.
Salta os olhos que essas duas analogias da arte nova com certas formas de épocas passadas são diametralmente opostas. A primeira exterior, será sem futuro. A segunda é interior e encerra o germe do futuro. Após o período de tentação materialista a que aparentemente sucumbiu, mas que repele como uma tentação ruim, a alma emerge, purificada pela luta e pela dor. Os sentimentos elementares, como o medo, a tristeza, a alegria, que teriam podido, durante o período da tentação, servir de conteúdo para a arte, atrairão pouco o artista. Ele se esforçara por despertar sentimentos mais matizados, ainda sem nome. O próprio artista vive uma existência completa, relativamente requintada, e a obra, nascida de seu cérebro, provocara no espectador capaz de experimentá-las, emoções mais delicadas, que nossa linguagem é incapaz de exprimir.
quatro
escolheria você ainda que
não soubesse da sua existência:
daria conta de te inventar só pra me sentir
mais seguro no mundo.
Deus faz tudo no momento certo. Se for de ser, vai ser. Se não, Deus muda, planeja e faz outros planos.
OS DIAS PARA NÃO SER AMADO.
Há dias em que o amor não nos visita.
Não porque tenha morrido, mas porque se recolheu à sua disciplina invisível.
São os dias em que o olhar atravessa o espelho e não se reconhece digno de ternura.
Dias em que a memória pesa mais que o corpo e a consciência se torna tribunal.
Dias em que a alma, fatigada de esperar, aprende a silenciar-se para não implorar.
Não ser amado, nesses instantes, não significa ausência absoluta de afeto.
Significa estar submetido à uma intimidade severa do próprio espírito.
É a experiência crua de depender menos do aplauso e mais da retidão interior.
O amor humano, quando condicionado, afasta-se diante da fraqueza.
Mas o amor verdadeiro, aquele que participa da ordem moral do universo, não abandona. Apenas observa.
Ele aguarda que nos tornemos novamente habitáveis para ele.
Há dias para ser celebrado.
E há dias para ser provado.
Os dias para não ser amado são provas silenciosas.
São o crisol onde o caráter se depura.
São o deserto onde a dignidade aprende a caminhar sem plateia.
Neles, o coração compreende que o amor não pode ser mendigado.
Ele deve ser merecido pela integridade, sustentado pela coerência, mantido pela nobreza.
Se ninguém nos ama hoje, resta-nos amar.
Amar com discrição. Amar com honra. Amar sem espetáculo.
Porque, no rigor da existência, o homem que continua amando quando não é amado torna-se maior que a própria ausência que o cerca.
E é nesse silêncio austero que se forja a verdadeira grandeza para esses dias para não ser amado.
"E se insistirmos em não aceitar, em brigar, em nos rebelar, em nos revoltar... conseguiremos tão somente mais dor... e menos amor. Aceite que você não tem o controle, que você não pode decidir sozinho, que o universo tem seu próprio ritmo. Faça o que está ao seu alcance; faça a sua parte... e bem feito; da melhor maneira que puder... E o que não puder, entregue e espere... porque embora diga sabiamente a música "quem sabe faz a hora, não espera acontecer", tem ocasiões nesta vida em que quem sabe espera acontecer e respeita a hora de não fazer... até que um dia, o amor de repente acontece... porque seu coração estava exatamente onde deveria estar para ser encontrado!"
