Nao Gosto do que Vejo
O grande professor indiano Nisargadatta Maharaj disse uma vez: “A sabedoria me diz que não sou nada. O amor me diz que sou tudo. Entre os dois, minha vida flui”. “Não sou nada” não significa que há uma árida terra de ninguém interior. Mas sim que, com estado desperto, estamos abertos para um espaço limpo, desimpedido, sem centro ou periferia — em nada separado.
Se somos nada, não há realmente nada para servir como barreira para nossa ilimitada expressão do amor. Sendo nada, assim, também somos, inevitavelmente, tudo. “Tudo” não significa auto-engrandecimento, mas um reconhecimento decisivo de interconexão; não somos separados.
Tanto o espaço limpo e aberto do “nada” quando a interdependência de “tudo” nos desperta para nossa verdadeira natureza. Essa é a verdade que tocamos quando meditamos, um sentido de unidade além do sofrimento. Está sempre presente; precisamos, meramente, ser capazes de acessá-lo.
Só por que eu te amo não significa que eu vou ser seu a hora que você quiser, não sou segunda opção.
Talvez, ao me ouvir falar em felicidade, você se pergunte se eu não
tenho problemas, se tudo dá sempre certo para mim, se nunca passei por uma
grande dificuldade que me tenha deixado marcas, como ocorre com a maioria
das pessoas.
É claro que sim, sou como todo mundo. Tenho angústias, fico estressado,
as pessoas às vezes me traem, mas eu procuro comer os morangos da vida.
Um sujeito estava caindo em um barranco e se agarrou às raízes de uma
árvore. Em cima do barranco havia um urso imenso querendo devorá- lo. O
urso rosnava, mostrava os dentes, babava de ansiedade pelo prato que tinha
à sua frente. Embaixo, prontas para engolí-lo, quando caísse, estavam nada
mais nada menos do que seis onças tremendamente famintas.
Ele erguia a cabeça, olhava para cima e via o urso rosnando. Quando o
urso dava uma folga, ouvia o urro das onças, próximas dos seus pés. As
onças embaixo querendo comê- lo e o urso em cima querendo devorá- lo.
Em determinado momento, ele olhou para o lado esquerdo e viu um morango
vermelho, lindo, com aquelas escamas douradas refletindo o sol. Num
esforço supremo, apoiou seu corpo, sustentado apenas pela mão direita, e,
com a esquerda, pegou o morango.
Quando pôde olhá- lo melhor, ficou inebriado com sua beleza. Então,
levou o morango à boca e se deliciou com o sabor doce e suculento.
Foi um prazer supremo comer aquele morango tão gostoso.
Deu para entender?
Talvez você me pergunte: "Mas, e o urso?"
Dane-se o urso e coma o morango!
"E as onças?"
Azar das onças, coma o morango! Se ele não desistir, as onças ou o urso
desistirão. . .
Às vezes, você está em sua casa no final de semana, com seus filhos e
amigos, comendo um churrasco. Percebendo seu mau humor, sua esposa ou
seu marido lhe diz: "Meu bem, relaxe e aproveite o Domingo!"
E você, chateado, responde: "Como posso curtir o Domingo se amanhã vai
ter um monte de ursos querendo me pegar na empresa?"
Relaxe e viva um dia por vez: coma o morango.
Problemas acontecem na vida de todos nós, até o último suspiro.
Sempre existirão ursos querendo comer nossas cabeças e onças a arrancar nossos
pés. Isso faz parte da vida e é importante que saibamos viver dentro desse cenário.
Mas nós precisamos saber comer os morangos, sempre. A gente não pode
deixar de comê- los só porque existem ursos e onças.
Você pode argumentar: "Eu tenho muitos problemas para resolver."
Problemas não impedem ninguém de ser feliz.O fato de ter que conviver com chatos não é motivo para você deixar de
gostar de seu trabalho. O fato de sua mulher estar com tensão pré-menstrual
ou seu marido irritado com o dia-a-dia não os impede de tomar sorvete juntos.
O fato de seu filho ir mal na escola não é razão para não dar um
passeio pelo campo.
Coma o morango, não deixe que ele escape. Poderá não haver outra
oportunidade de experimentar algo tão saboroso. Saboreie os bons momentos.
Sempre existirão ursos, onças e morangos. Eles fazem parte da vida.
Mas o importante é saber aproveitar o morango. Coma o morango quando ele
aparecer. Não deixe para depois. O melhor momento para ser feliz é agora.
O futuro é uma ilusão que sempre será diferente do que imaginamos.
As pessoas vêem o sucesso como uma miragem. Como aquela história da
cenoura pendurada na frente do burro que nunca a alcança.
As pessoas visualizam metas e, quando as realizam, descobrem que elas não trouxeram felicidade.
Então, continuam avançando e inventam outras metas que também não as
tornam felizes. Vivem esperando o dia em que alcançarão algo que as deixará
felizes. Elas esquecem que a felicidade é construída todos os dias.
Lembre- se: A felicidade não é algo que você vai conquistar fora de você. . ."
- Você é feliz?
- Não.
- Já tentou correr atrás da felicidade?
- Sim, mas desisti quando vi ela beijando outro.
Não espere de mim ser apunhalado pelas costas, tenho um defeito enorme, só consigo fazer algo olhando nos olhos.
Posso não ter tudo, mas tenho o maior tesouro que alguém pode ter neste mundo: o amor e a proteção do Deus Todo Poderoso!
Não há diferença entre comunismo e socialismo, exceto nos meios de alcançar o mesmo fim: o comunismo se propõe a escravizar os homens pela força, o socialismo – pelo voto. É apenas a diferença entre assassinato e suicídio.
O Perdão e a Promessa.
Se não fôssemos perdoados, eximidos das consequências daquilo que fizemos, a nossa capacidade de agir ficaria por assim dizer limitada a um único acto do qual jamais nos recuperaríamos; seríamos para sempre as vítimas das suas consequências, à semelhança do aprendiz de feiticeiro que não dispunha da fórmula mágica para desfazer o feitiço. Se não nos obrigássemos a cumprir as nossas promessas não seríamos capazes de conservar a nossa identidade; estaríamos condenados a errar desamparados e desnorteados nas trevas do coração de cada homem, enredados nas suas contradições e equívocos - trevas que só a luz derramada na esfera pública pela presença de outros que confirmam a identidade entre o que promete e o que cumpre poderia dissipar. Ambas as faculdades, portanto, dependem da pluralidade; na solidão e no isolamento, o perdão e a promessa não chegam a ter realidade: são no máximo um papel que a pessoa encena para si mesma.
Hannah Arendt, in 'A Condição Humana'
Hoje é meu aniversário.
Talvez alguém não saiba.
Hoje estou completando anos de vida e espero que eu tenha muitos e muitos anos pela frente.
Eu sou um homem muito simples. Não preciso de muito para me sentir satisfeito. Desde que eu tenha um teto sobre minha cabeça, uma TV, alguns discos, dinheiro suficiente para sair e encher a cara e botar umas tetinhas na minha boca, estou plenamente feliz.
Sempre soube que seríamos amigos, não só porque podemos falar de tudo, mas também porque sabemos calar juntos.
Demonstrações de amor podem parecer piegas aos olhos de quem não ama. Mas, aos meus, são como as cores do por do sol; renovam minha alma.
A mais linda das musas
Se eu digo que você é linda, não deve me agradecer,
Aos seus pais, sim, deve gratidão,
Se a vejo como uma linda, só prova o meu bom gosto,
E te digo, é muito bom poder ter o privilégio de te contemplar.
Ah! Se os outros poetas a vissem agora!
Só queria ver a face de espanto deles.
Eles a olhariam, olhar-se-iam, ficariam mudos.
Sim, você é tudo que um poeta quer.
Alguns poetas, invejosos que são, logo diriam:
Claro, com uma musa especial assim,
Qualquer pessoa faria obras-primas
Inspirados nos encantos seus.
Mas claro, não existem poetas invejosos.
Sim, eles têm razão,
Toda razão faz-se presente no que foi dito por eles,
É, você é o mais lindo de todos os poemas!
Ah, ainda bem que o poema acabou,
Eu iria me apaixonar
Não sinto mais impulsos amorosos. Posso sentir impulsos afetivos, ou eróticos - mas amorosos, sinceramente, há muito tempo. É estranho, e não me parece falso, mas ao contrário: normal. Era assim que deveria ter sido desde sempre. E não se trata de evitar a dor, é que esse tipo de dor é inútil, é burro, é apego à matéria. Sei lá. E não sei se me explico bem."
Há sempre algo pelo qual nos sentimos gratos todos os dias. Não importa se é algo substancialmente grande ou apenas um detalhe. Importa sim a nossa consciência das bençãos com que somos brindados a cada dia. Hoje sou grata por ter discernimento para analisar o que serve o meu propósito de vida e o que não deve fazer parte dela. Porque o nosso caminho é feito de escolhas que se refletem em toda a nossa vida. Porque as nossas vivências são fruto das nossas escolhas e quer sejam mais ou menos acertadas, devemos aceitá-las como parte da nossa aprendizagem e conhecimento.
