Nao Gosto do que Vejo
O que é amar?
Amar é saber ouvir outro...
Amar é soltar e não prender...
O ciúmes não é e nunca será uma forma de amar...
Amar é confiar no outro e acreditar no próximo, acreditar na vida e em Deus...
Amar é saber aceitar a vida do próximo sem pedir grandes mudanças...
Amar é fazer planos e construir juntos...
Amar é se doar de ambas as partes...
Amar é saber discutir a relação e admitir os seus erros...
Amar é aceitar a dificuldade do outro quando para você parece algo pequeno...
Amar é algo que começa muito antes de um beijo, e termina muito depois de uma noite de amor, muito além de arrumar a casa ou pendurar um simples quadro da sala, amar é respeitar próximo, acreditar, sentir falta, andar em uma simples praça ou estar em um hotel 5 estrelas, o verdadeiro amor é único e insubstituível, e acima de tudo.. Ame Deus e você em primeiro lugar!
Tinha sido apenas um sorriso, e nada mais. As coisas não iam se ajeitar por causa disso. Aliás, nada ia se ajeitar por causa disso. Só um sorriso. Um sorriso minúsculo. Uma folhinha em um bosque, balançando com o movimento de um pássaro que alça vôo. Mas me agarrei àquilo. Com os braços bem abertos. Porque, quando chega a primavera, a neve vai derretendo floco a floco, e talvez eu tivesse simplesmente testemunhado o primeiro floco que se derretia.
Erros?Eu não os acho ruins,prefiro chama-los de oportunidades.Oportunidades de aprender com eles e não comete-los mais.
Não existem limites para quem acredita e busca aquilo que almeja, o único obstáculo/limite do homem é ele próprio, é aquilo que ele pensa, tudo começa na mente.
Se...
Se todos os planos e projetos, por ventura ou quimera não deram certo, ainda assim valeu a pena acreditar!
Se os sonhos que sonhamos juntos, por capricho do destino, não se realizaram, ainda assim, valeu a pena sonhar!
Se promessas foram feitas, mas por motivos alheios a nossa vontade, não puderam ser cumpridas, ainda assim, valeu a pena ouvi-las!
Se o desejo de partilhar uma vida foi sonhado, mas as vicissitudes da vida não permitiram... ainda assim valeu a pena desejar!
Se o sonho de caminhar de mãos dadas ao entardecer, sem nada falar, apenas sentindo o prazer inenarrável da presença do outro, não foi possível, ainda assim, valeu a pena imaginar!
Se presentes foram prometidos (beijos, abraços, noites de amor, passeios ao entardecer), mas não puderam ser entregues, no dia combinado, ainda assim, valeu a pena esperar!
Se os momentos que passamos juntos, ainda que separados por uma tela fria do computador, não mais se repetirem, ainda assim, valeu a pena cada palavra dita, cada lágrima sentida, cada beijo desejado, cada momento vivido!
Se você, aí, do outro lado, sentiu, por um ínfimo instante, o desejo de me amar, me tocar, me beijar, me abraçar e me proteger, como eu senti por você, mesmo que a realização dos nossos desejos não se concretize...
Valeu a pena viver!
Valeu a pena amar!
ENTRELINHAS
São nas entrelinhas, naquelas finíssimas linhas entre o que existe e o que não existe, que escrevemos a nossa história. São sempre naquelas passagens que pouca gente entende, que pouca gente acredita e que muita gente imagina que nem acontece. Para alguns simples sonhos, para outros apenas impossibilidade. E justamente por ser impossível, por ser simplesmente sonho, por ser inacreditável que vivemos. Porque somos assim... dentro de nós. Acreditando no impossível e escrevendo nossa história. Escrevendo-a sempre... sempre nas entrelinhas; nas finas linhas do real e do imaginário que construímos e criamos os melhores cenários de vida... de verdades, de sonhos e fantasias. Para além de nós... para muito além dos nossos dias.
Ela não é o mais brilhante dos sentimentos, mas o mais sutil, delicado e penetrante. O mais independente, também. É raro ter afinidade. É muito raro. Mas, quando existe, não precisa de palavras para se manifestar. O que você tem dificuldade de expressar a uma pessoa não afim, sai facilmente diante de alguém com quem você tenha afinidade. Não importam o tempo, a ausência, os adiantamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
A afinidade é um sentimento singular, discreto e independente. Não precisa do amor. Pode existir quando ele está presente ou quando não está. Independe do amor, mas não independe da amizade. Pode existir a quilômetros de distância. É adivinhado na maneira de falar, escrever, de andar, de respirar. Há afinidade com pessoas a quem apenas vemos passar, com vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos. Há afinidades com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos, veremos ou falaremos.
Afinidade é uma espécie de linguagem secreta do cérebro humano, ainda não estudada. Está naquela parte da cabeça que os cientista dizem ser a maior e ainda não suficientemente explorada e usada por nós. Dessa misteriosa e grandiosa parte do cérebro sai a linguagem da afinidade, uma linguagem sem palavra. Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem para buscar a sintonia com pessoas distantes, com amigos a quem não vemos, com amores latentes, com irmãos de não-vivido?
A afinidade é singular, discreta e independente, repito, porque não precisa do tempo para existir. Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem você estabeleceu o vinculo da afinidade. No dia em que a vir de novo, vai prosseguir a relação exatamente do ponto em que parou. Sensível é a afinidade. É ficar de longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem. É ficar conversando sem trocar palavras. Afinidade não é temporária, não passa com o tempo e a distância. Aliás, é o único sentimento superior ao tempo.
Nota: Trecho de um texto do autor.
"Se fizesse tudo diferente não conheceria metade das pessoas, lugares, vidas, culturas e amores que conheci, mas certamente não estaria morto!"
Na incerteza se haverá ou não alguém próximo de mim, nos meus últimos suspiros, deixo registrado, desde já, minhas últimas palavras: Valeu a pena.
