Nao Gosto do que Vejo
Meu céu desabou, e dessa vez não coube em mim, antes que acabace em tragédia meus olhos em aflição procurou enxergar o que não imaginava;
O pouco que ainda sobrou em mim não mais estabelece a razão que me convém;
Nunca escuto a verdade e nem sei mais quem sou sem o porquê de não saber se um dia voltarei;
Mas se eu não suportar talvez eu peça a ajuda ao meu coração com as certezas que o faz respirar;
Sei que a vida é sempre estranha no meu ver e entender, porém o meu pavor impede que eu enfrente os meus sentimentos;
Não me importo com minha imagem decadente, mas eu quis me despedir para que não nos alcançasse a tristeza;
Tento convencer a mim mesmo que não sou tão normal e também sei que não vale à pena;
Sem o devido controle de congelar o coração, transpassando o exagerado no vazio que emociona;
Toco em ferida ainda não cicatrizada para satisfazer prazeres alheios;
Debaixo das cobertas eu consigo até sorrir, sem competir com os meus sentimentos que estão em tormentos, e em uma confusão que atropela meu caos;
Tento não me ver perder o que nunca competi, mas no meu silêncio eu posso até sorrir sem machucar meu coração;
Não me peça tantas desculpas e sem ameaças ensaiadas na frente do espelho;
Não seja tão displicente com as palavras se esfregando a minha ferida, pois me vejo tão incerto e inseguro;
Dê uma chance pra vida de lhe mostrar como é bom amar e saborear o prazer sem lamentos;
Não escolha o caminho mais fácil, pois nem sempre é melhor do quê o da dor;
Eu tenho o direito de calar-me já que não tenho nada pra falar, mas não vivo só, e eu só não deixo à vontade alguém que possa me controlar com minha cabeça confusa e minhas incertezas.
Mesmo que eu esteja intocável em seus olhos, eu não tenho tanta percepção que se faz na sua vida imprevisível.
Nunca admitindo que você seja fraca suas verdades se perderam entre a lama e a desonra.
Eu já encontrei muito mais do que bons motivos para desfazer o meu laço com a tristeza;
Não quero mais viver com os olhos escondidos, me despedaçando por um ódio que não me pertence;
Derramarei o veneno que me cerca e intensificarei o ultimo gole de esperança diluindo a tensão que atrapalha meu caminho;
Não posso evitar todo o meu querer de amar você com toda pulsação de meu corpo;
Mas sem esperar nada, sem retribuição, caminho sem direção deslizando por um coração descrente;
Fecho os olhos para ver você em meus desejos que para conter toda minha imensidão choro em minha solidão;
Não se vendeu, pôs placa de aluga por gostar de quantidade e não de qualidade;
No caminho há altos e baixos, mas com atitudes impróprias haja o que houver o apanhar é o troco do preço que tem que pagar;
Não feche as portas e nem seus olhos para a sua rota riscada, pois tantas voltas não irão conter seus impulsos errados;
Ninguém poderá calar meus gritos, pois nem me lembro dos meus erros e nem dos meus acertos;
Não pegue pesado com as palavras, pois não poderão te proteger das escolhas manchadas;
E se desaparecer der repente não deslize em um fluxo inseguro que possam te ofuscar no resolver absurdo;
Dentro dessa história não sei se você me apagou ou se ainda me assiste no puro lamento com a voz alta no silêncio;
As caricias que enlouquece tua razão ensurdece minha sensatez de tal forma que não consigo me achar em teu prazer alucinado;
Seus gemidos incendeiam meu silêncio com exatidão que não consigo calar seu pudor;
Mas com um sedento desejo de possuir a maciez de sua pele, veludosa que excita meu querer;
Quero um dia ouvir a sua voz no limite do silêncio e não ter que sentir pena com a simplicidade das migalhas que a vida possa te oferecer;
O passado em vão não fincou raízes em um coração valente, porem carente que a mortalidade tentou apagar;
Chorei a ultima taça da ultima vez que de tão romântico fincou raízes no meu coração;
Não irei voar a beira do meu precipício mesmo que seja do meu princípio, pois minhas asas ainda não estão secas;
Procurei meus artifícios para não pensar em você sem imaginar que já havia te gravado em meus pensamentos;
Deitado em minha noite conto ao meu travesseiro meus segredos que me faz desafiar a vida;
Em meu silêncio consigo até sorrir sem brincar com o meu sentimento;
Você continuará sempre viver em meu coração remoendo as saudades que ficaram de você;
Não acho os meus perdidos quando não se tem fim assim como se contem o cansaço;
Meu discurso não cola na opinião do tanto faz, porém nem quando sabemos quem somos;
O não pode muitas das vezes ser melhor do que o sim, pois minhas descrenças não lembram que um dia amei;
Não tente enganar o meu coração, pois não vivo de migalhas jogadas ao caminho medíocre;
Mas se embala na esperança de um amor verdadeiro desatando toda mentira inventada;
Não perca o foco que insiste em se esconder e seu corpo sempre conseguirá seguir só sem priorizar outro alguém;
Não me peça desculpas nas minhas incertezas que tanto me fez sentir a dor, mas vai embora e leve com você toda sua displicência;
Com as suas ameaças ensaiadas esperando a despedida de uma vida que desfez o foco;
Não corra do que não possa te acompanhar, mas na verdade nosso prazo se extinguiu;
Palavras não nos bastam mais sem saber onde fica a saída ou nunca se sentindo a sós;
Sinto que você se esquece das importâncias parece que eu já sabia que o meu caminho escolhido foi uma bebida forte demais para nós;
Preso nessa linha do coração onde seus olhos se fortalecem em mãos vazias, mas segura no que deseja;
A face dura da arrogância se fez frágil em promessas não cumpridas e vendo-me perder os meus perdidos;
Eu não sou mais um de seus coadjuvantes para viver a vida que não me pertence;
Seu eu fosse o seu rei sempre haveria alguém para lhe coroar com olhares sedutores que risca seu reino;
Não preciso escolher em ter você quando for conveniente sem perder tempo em correr atrás de quem não quer se encontrar;
Nem quero apostar no seu futuro, pois tanto faz se você se esconde das minhas virtudes;
Vou deslizando pelos meus sonhos em artifícios sólidos no resolver sem a saída da vida que te dei;
