Nao Gosto do que Vejo
A memória deste novo dia não pode morrer...
Deixe que um detalhe eternize,
Uma lembrança transborde,
E a composição divina da luz de hoje, seja um estigma, na história de quem sabe viver.
Eu não me escondi do sol, me expus ao universo como grão de areia no caos.
Nua e patente nada escondi, nem pôde, neste tempo, cozinhada em aflições, me dei conta: Agora sou
....................Pé
ro
la.
Leonice Santos 🕊️🎼🌷🦋🌿🫀
Lua minguante é sorriso...
Beijo quando está cheia...
Não há linhas, traços, corrosão, melancolia, ondas, portos, holofotes ou equações...
Sol e lua vivem em chamas, galanteio em pleno cosmos, tempestade é condimento e zomba dos muros.
(Leonice Santos)
Por um tempo me ausentei das pessoas. Não para que elas sentissem a minha falta, mas para que eu não sentisse mais a falta de mim mesmo.
Tudo tem o tempo determinado, não tente apressar o processo! É preciso ter paciência, cada momento deve ser apreciado respeitando o ciclo natural.
Não acelere o ritmo, relaxe!
Não podemos transferir nossas responsabilidades, nossos problemas, para os outros, culpando a terceiros pelas coisas estarem fora de controle.
Nossas escolhas geram consequências, a omissão delas também!
As águas de um rio não se tornarão potaveis, simplesmente por você deixar de despejar esgotos e lixos em seu leito. Do mesmo modo é o relacionamento!
Deixar de praticar maus comportamentos não vai restaurar a confiança e reacender a chama do amor. Para isso, é necessário remover os agentes tóxicos anteriormente lançados, e isso pode levar muito tempo.
Então se apresse! Assim como as águas, o relacionamento também pode morrer por sua negligência.
Disseram-me, "baixa a sua bola".
Respondi, não dá! Não posso me diminuir, pra caber dentro da sua mediocridade.
As opiniões alheias não moldam quem eu sou, pois: Elas não vestem minha identidade, não calçam meus passos e certamente não pagam minhas contas. Diante disso, que cada um guarde suas opiniões para si e as coloque onde melhor lhe convier.
A maturidade revela-se não apenas na capacidade de lidar com aqueles que nos amam, mas também na maneira como acolhemos aqueles que não nos apreciam.
Setembro Amarelo
Que setembro não seja apenas um mês,
Mas um abraço que dure o ano inteiro,
Pois a dor que se esconde em silêncios,
Precisa de um olhar verdadeiro.
Que a saúde mental seja mais que um tema,
Seja um lar para corações aflitos,
Onde palavras possam ser ditas,
E os sentimentos, compreendidos.
Que o cuidado não termine em outubro,
Nem a escuta se perca na pressa,
Que o acolhimento seja constante,
E a empatia nunca se esqueça.
Pois todo dia é tempo de ouvir,
De estender a mão ao que chora,
De lembrar que o amor é o caminho,
E a vida, um presente que aflora.
Que setembro pinte de amarelo,
Não só o mês, mas a consciência,
Para que todos sejam farol,
Na escuridão da indiferença.
E que cada palavra de afeto,
Seja um sopro de esperança e luz,
Para que ninguém se sinta só,
E a vida, enfim, reluza.
A liberdade nos dá asas, mas não nos ensina a voar. Nos dá caminhos, mas não nos diz qual seguir. Nos dá escolhas, mas não nos livra da culpa. E, no fim, estamos sozinhos com nossas decisões, encarando a vastidão desse nada onde tudo pode ser, mas nada nunca é o suficiente.
Não há muros altos o suficiente para nos proteger de nós mesmos. A liberdade é um espelho sem distorções, um reflexo cruel daquilo que escolhemos ser.
E talvez o verdadeiro inferno não seja a liberdade em si, mas a nossa incapacidade de vivê-la sem nos dilacerarmos por dentro.
O inferno não é fogo, não é tortura física, não é um castigo divino. O inferno é olhar para dentro e ver um vazio imenso, sabendo que somos os únicos responsáveis por preenchê-lo. O inferno é a consciência de que poderíamos ter sido mais, feito mais, sentido mais, mas muitas vezes escolhemos o conforto do conhecido, a ilusão do controle, a paralisia do medo.
O inferno não é um lugar distante, ardendo em chamas míticas. O inferno é a consciência de que poderíamos ter feito diferente — mas não fizemos.
Círculo pelo sistema e até me misturo, mas não me diluo. Porque minha essência é forte, minha identidade é clara e meu propósito é maior do que qualquer molde que tentem me impor.
Ela era poesia... Ele, não sabia ler
Ela era verso livre, dança de palavras ao vento, um livro aberto cheio de entrelinhas.
Tinha alma de outono, folhas caindo em promessas douradas, e um olhar que escrevia histórias sem precisar de tinta.
Falava com os olhos, sussurrava com os gestos, recitava amor em silêncio.
Mas ele... Ele não sabia ler.
Não enxergava as metáforas bordadas no riso dela, nem as estrofes ocultas nos suspiros entre uma conversa e outra.
Passava os dedos sobre sua pele sem decifrar as rimas que ali moravam, sem perceber que cada toque era um poema esperando ser sentido.
Ela declamava sentimentos na sutileza do olhar.
Ele ouvia, mas não escutava.
Ela escrevia epopeias com a alma.
Ele as tratava como rabiscos sem sentido.
E assim, ela seguiu sendo poesia.
E ele, analfabeto de amor.
