Nao Gosto do que Vejo

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Publicamos para não passar a vida a corrigir rascunhos. Quer dizer, a gente publica um livro para livrar-se dele.

O mentiroso não se lembra das mentiras que profere.

O escritor original não é aquele que não imita ninguém, mas sim aquele que ninguém pode imitar.

O homem não é nem anjo nem animal, e a infelicidade exige que quem pretende fazer de anjo faça de besta.

As maiores desgraças são aquelas que a si próprias não podem perdoar.

A poesia não nasce das regras, a não ser em parte mínima e insignificante; mas as regras derivam das poesias; e, no entanto, são tantos os géneros e as espécies de verdadeiras regras, quanto são os géneros e as espécies de verdadeiros poetas.

Não existe deleite sem um misto de tristeza.

Nem sempre sou bonita e sou meio nerd. Não sou perfeita.

O valor do casamento não está no fato de que adultos produzem crianças, mas em que crianças produzem adultos.

A caridade fingida do rico não é, nele, senão um luxo a mais: ele dá de comer aos pobres, como aos cachorros e aos cavalos.

Confesso que o gênero humano não é tão mau como certas pessoas o apregoam na esperança de o governar.

Uma coisa não é justa porque é lei, mas deve ser lei porque é justa.

São precisos 60 anos e não 9 meses para fazer um homem.

Sem os males que contrastam os bens, não nos creríamos jamais felizes por maior que fosse nossa felicidade.

Não é difícil ser infeliz; o difícil é ser feliz, o que não é razão para não se tentar.

O homem é o único animal que não aprende nada sem ser ensinado: não sabe falar, nem caminhar, nem comer, enfim, não sabe fazer nada no estado natural, a não ser chorar.

maravilha sem par
a televisão
só falta não falar

A prosperidade é apenas um instrumento para ser usado, não uma divindade para ser adorada.

Nada é tão fácil que, feito de má vontade, / não se torne difícil.

Se um tanto de sonho é perigoso, não é menos sonho que há de curá-lo, e sim mais sonho, todo o sonho. É preciso conhecer totalmente os nossos sonhos, para não sofrermos mais com eles.

Marcel Proust
À sombra das moças em flor. In: À procura do tempo perdido, vol. 2 (1918).