Nao Gosto do que Vejo
Eu vejo Deus na natureza, no sistema solar, na braveza do mar, na leveza do amor, e na beleza de uma flor.
A cada vez mais, vejo demais; pessoas que querem colher sem plantar, voltar antes de ir, com dificuldades de ouvir para concluir.
Na rosa vejo a beleza da flor, e no espinho a tristeza da dor. A vida é uma frequente busca de saída, com muitas portas na sua frente, mas somente a porta do amor te faz vencedor.
[Verse]
Desencoste do meu peito sem demora
Suas lágrimas já encharcam sem aurora
Nos olhos vejo o rímel a escorrer
Meu terno de linho branco vai sofrer
[Verse 2]
Mulher eu não necessito uma esposa
O que quero é bem diferente da prosa
Uma amante que entenda meus desejos
Pra viver da vida os doces e os segredos
[Chorus]
Não chore mais mulher chega de tristeza
A paixão não é sempre só certeza
Prefiro os momentos todos cheio de calor
Do que uma vida sem qualquer valor
[Verse 3]
Seu perfume no ar ainda me embriaga
Mas nosso destino não mais se alinha ou se emenda
Fomos faísca acesa numa noite sem fim
Agora preciso viver assim
[Bridge]
Aquela noite de verão que nos perdeu
Ainda queima no peito mas já morreu
Ficar unidos por obrigação não é querer
Deixe o amor verdadeiro florescer
[Chorus]
Não chore mais mulher chega de tristeza
A paixão não é sempre só certeza
Prefiro os momentos todos cheio de calor
Do que uma vida sem qualquer valor
Composição Valter Martins
[Verse]
Você achou que encontraria
A porta aberta como antes
Hoje há vejo como uma estranha
Poeira que o vento soprou
[Verse 2]
Em meus olhos trazendo lágrimas
E dor amarga como fél
Sinto sua boca na minha
Como um veneno cruel
[Chorus]
Gostava quando éramos um
Mas a magia se quebrou
Agora a noite é um breu
Onde o amor desmoronou
Encontrei só vazio e dor
[Bridge]
Os dias passam lentos e frios
Sem a luz que você trazia
Nossos sonhos viraram rios
Que levam a melancolia
[Chorus]
Gostava quando éramos um
Mas a magia se quebrou
Agora a noite é um breu
Onde o amor desmoronou
[Verso]
Eu vivo a dor que vejo em seu olhar
Você significou tanto pra mim
Eu nunca quis te desapontar
E hoje prefiro me afastar assim
[Verso 2]
Te ver chorar me parte ao meio
Escolhi minhas palavras feito um réu
Prefiro a tempestade no meu peito
Do que te fazer sentir-se um céu cruel
[Refrão]
Magoar-me ao invés de te ferir
Foi minha escolha doída demais
De longe eu prefiro assistir
A dor da ausência
Longe do teu cais
[Ponte]
No silêncio eu grito um adeus
Sem eco
Sem fim
Fico só
Perdi seus olhos
Perdi os meus
Fiz do vazio meu maior nó
[Verso 3]
Cada passo agora é um lamento
Cobrindo o rastro de amor que deixei
Sentimentos perdidos ao vento
Na distância o nosso "nós" findei
[Refrão]
Magoar-me ao invés de te ferir
Foi minha escolha doída demais
De longe eu prefiro assistir
A dor da ausência
Longe do teu cais
Composição Valter Martins
Vejo
Eu vejo
Eu vejo, a chuva caindo, e no chão se despindo
Vejo
A nuvem escura, sorrindo
Querendo ser meu amigo
Eu aceito, não recuso de peito aberto, saio de baixo da tapagem e vou de encontro ao mundo
Na esperança de quê...?
Na esperança !
Na falsa esperança ! ! !
De que virando amigo da nuvem, eu viveria sorrindo
Mas é ai que eu me engano.
Ao dançar com a chuva, tendo a nuvem escura, me olhando
Recebo então um "encanto".
Um feitiço maligno, que a nuvem em pranto.
Me passou esse terrível, medo.
De dizer que te amo.
Agora estou doente, e sempre em prantos.
Igual aquela nuvem escura sorrindo, no canto.
Eu preciso de um Sol, eu preciso de você !
Vem cuidar de mim !
Vem me socorrer !
Vem fazer comigo, o mesmo que o Sol fez com a nuvem, ao se ver.
Tira de mim esta escuridão.
Seca, essas falsas lágrimas de meu rosto.
Com o brilho do seu sorriso, com o brilho do teu olhar.
Me ajuda a superar !
Quando eu vejo uma ciclovia com os absurdos dizeres: "prioridade do pedestre"; eu fico imaginando uma calçada com os dizeres: "prioridade do ciclista".
Eu vejo a escrita como um trabalho que, independente de qualquer coisa, eu tenho que realizar. Inevitavelmente.
Às vezes eu me sinto estranho comigo mesmo, de estar sozinho, porque eu vejo o quanto a minha alma transborda coisas, e pensamentos, e sensações, e percepções do momento, que eu imagino que são além do normal. Mas, ao mesmo tempo, estar sozinho com essas coisas transbordando é bom, porque se as coisas transbordam, eu posso pegar nelas. Como tá transbordando essas coisas, eu consigo ver e pegar, e analisar e fazer alguma coisa com aquilo ali. Eu consigo pegar, analisar, e olhar e refletir.
Eu percebi como sozinho eu vejo as coisas transbordando de dentro de mim. Como transborda o que eu tenho de pensamento, de sentimento, e sensação e percepção. E com aquilo que tá transbordando, eu preciso fazer alguma coisa.
