Nao Gosto do que Vejo

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Te vejo, te sinto.
Me pergunto o que é real, no fundo te escuto.
Está tão linda, como eu pensei,
sempre te desejei.

Às vezes não te reconheço,
em certos momentos te esqueço.
Criei o meu delírio,
queria o meu próprio mistério.

E você era meu caso,
no fim nada tínhamos e tudo era raso,
tudo ocorreu por acaso.

Penso como pode ser feito um sistema funcional para a preservação dos bons costumes.

Vejo o exemplo de muitas igrejas que têm um culto de doutrina mais preponderante.

Vejo magia e verdade no brilho do seu olhar.

Quando eu vejo aquele sorriso,
Distante, num retrato,
Meu coração aperta,
Calado.
Eu começo a chorar,
Molhando o meu sorriso,
E num suspiro,
Eu me perco no que é amar.
Por ser perfeito, quando eu penso nele, eu sinto amor que não cabe em mim.

⁠Olhando o entardecer e o céu escurecer, vejo estrela aparecer, a lua surgindo numa noite de luar, milhões de estrelas a brilhar, mas tem uma que penso ser você, porque ela brilha mais quando me vê.

"Em teus olhos vejo a doce luz,
que meu peito em doloroso conduz.
Teus cachos e olhos são meu tormento,
ausente estás amor, e arde meu pensamento.


Ó saudade cruel que me consome,
no vazio do meu peito ecoa teu nome.
Se ao meu lado não estás, tudo é dor,
mas em teus olhos habita meu amor"

O engraçado que quando te vejo,
eu enxergo além da tua beleza física,
teus olhos sempre é um convite
para me chamando para explorar
tua beleza interior e também decifrar teus mistérios,
cada vez que mergulho dentro de vc,
me sinto renovado, é algo surreal.
É algo tão profundo que cada letra aqui
não consegue decifrar a fundo
o verdadeiro sentimento.


(05 de Setembro de 2025)

Às vezes vejo a vida com maus olhos.

Onde o viver é para servir e ser roubado, até o morrer.

Apesar de todo sofrimento que passei, eu vejo cada batalha travada como uma grande oportunidade de experimentação e por consequência amadurecimento. E acredite, mesmo tendo estado no fundo do poço sou extremamente grato por ter passado prlo que passe.

Às vezes me vejo pensando sozinho
Em qual sentido a vida pode me levar
Se choro, se rio, se brinco
Por onde eu devo andar


Cada um molda seu destino
E conquista aquilo que lhe convém
Cada um faz teu próprio rabisco
Formando o mais belo desenho aquém


Uns de maneira mais forte
Outros de forma suave
Porém cada um no seu tempo
Cada um respeitando a sua fase


Vejo no vento várias maneiras de ser feliz
Vejo em ti minha esperança
Pois onde os objetivos são traçados
Nenhum mal me alcança


Como as fivelas mais amarradas
Teus passos guiam sua trajetória
Como o mais belo jardim
Semeando a mais bela rosa.

Nossa cena




Te vejo entrar no vagão com seu estilo inconfundível.
Me pego pensando em nós dois em uma festa,
Uma dessas bem clichês de filmes teen
Dançamos no meio da pista
O holofote iluminando nossos passos


Nada mais importaria e tudo pareceria mágico
Te olho como se só os tivesse para ti ver.
Teu sorriso iluminando mais que os holofotes.
Seu cabelo levemente bagunçado da dança


Nós nos aproximamos e como no maior dos maiores clichês,
Finalizamos a cena com um beijo demorado,
Esse seria nosso momento
Seria meu sonho cafona de infância se tornando real.


Mas meu romance teen acaba,
Ao abrir os olhos e ver que nem se encontrava presente
Havia descido na estação passada
Nunca trocamos uma palavra
E provavelmente será só mais uma das minhas fanfics

Olhando para os jovens desta cidade
Vejo como é bom ter liberdade
Gritam "para tudo", sem pensar
Um eco vazio a ressoar
Mas é uma ilusão, esta miragem
Parecem estar de sacanagem
Com fumo nos olhos, riso forçado
Estão destruindo o meu mundo pintado.


Por isso cuida de mim
E não me faça sofrer
Eu sou apenas uma criança
Que precisa viver.
Por isso cuida de mim
Com tudo que há pra ter
Eu sou apenas uma promessa
Que quer florescer.


Eu quero saber onde é que vamos chegar
Com tanto barulho neste lugar
As cores das ruas a desbotar
Ninguém tem mais tempo para olhar
Promessas de festa e euforia
Que morrem com a luz do dia
Eu fecho os meus olhos e tento entender
O que eles procuram sem nunca se ver.


Por isso cuida de mim
E não me faça sofrer
Eu sou apenas uma criança
Que precisa viver.
Por isso cuida de mim
Com tudo que há pra ter
Eu sou apenas uma promessa
Que quer florescer.


Na minha imaginação, o céu é mais azul
Na minha imaginação, não há norte nem sul
Tudo é lindo se eu desenhar
Com um lápis de cor, posso recomeçar
Um sol que não queima, um rio a correr
Um mundo seguro pra eu poder crescer.


Cuida de mim...
Não me faça sofrer...
Eu só preciso viver...
Só preciso viver...
Cuida do meu mundo.

Longe do seu querer

Na rua, que é caminho da sua casa, te vejo andar com passos leves,
pois sabe que eu estou logo atrás— mas ainda longe.

Seus passos ficam lentos,
na esperança de que eu, alguém tão sem coração, te alcance.
Depois de nove passos longos, você desiste,
já se cansa de me esperar.

Seu olhar cansado se vira na minha direção.
Já meus olhos não vão ao encontro dos seus;
a tristeza te destrói, com minha boca, que não chama pelo seu nome.

Quando entra na sua casa e a porta se fecha,
agora sou eu quem sofre: peço perdão
para você, que não pode ouvir,
e olho para lugares onde não posso te ver.

Se as estrelas falassem, certamente diriam sobre meu amor por você, pois em cada estrela vejo seus olhos, neles encontrei a razão de viver.

Medusa


Vejo você chegar, cobrindo sua sina
Aquele ar de pacato mistério nunca me engana
Ouço suas palavras ecoando como o vento
Enchi meu pulmão, me enrolei na trama


Mirei diretamente no seu olhar
Em um instante fui petrificado
Não foi preciso nem os cabelos à me distrair
Escolhi ser amaldiçoado


O amor vem para mim como um veneno
Romeu e Julieta tiveram melhor sorte
Viveriam juntos ou morreriam juntos
Foi recíproco até na morte


O aconchego da medusa é avassalador
Sinto em plenitude, verdade acolho
Em contrapartida sou autodestrutivo
Não permaneço no colo, os olhos escolho


Meus olhos de pedra sangram
Flanela mergulhada em fantasmas
Meu sossego inquieto, desatino
Mesmo que for bom, transformo em nada


Só percebi quando abri a porta
Olhos de epifania em casa empoeirada
Como batuque de escola de samba
Não se esconde o que é visto de muitas calçadas


Acostumado a não variar a entonação
Altos e baixos vão se misturando
Nem mal, nem bom, proteção na monotonia
Perdendo de viver, mas caminhando


Vivi mil anos em uma semana
Consegui, por fim, contemplar as serpentes
Surpresa é que não me assustou o que eu vi
Infortúnio o reflexo da minha mente


De pedra sobre pedra, sobre pedra, sobre pedra…
Com olhos azuis avermelhados
Estátua não recebe impacto forte
Por um descuido, despedaçado.

Vejo projetos cancelados, sonhos dissolvidos; o caos nas estradas, Vejo panelas vazias, amigos distantes e intolerantes pela hipocrisia, Vejo os pobres sorrindo sem nada no bolso, mas com a alma lavada, Vejo que é justo servir a Deus na pobreza e não pactuar com as seitas que oferecem poder, Vejo o céu aberto para pessoas sem crédito recebendo alento. Os Vimos hoje, os mesmo de sempre, lamento quem se viu na glória da terrena, pois amanhã não os verei jamais.

Quanto mais eu reflito, mais longe do mundo eu fico e mais distante do infinito me vejo por compreender tamanha beleza e mistério, imensidão, na qual me encontro.
Eu não sei nada!

Sempre que a vejo sob os galhos desta àrvore
Seca e murcha como um cadáver
A aflição me consome como veneno
Pois, no cinza de teu olhar, vejo algo além de um céu carregado
Posso ver o olho do furacão, elevando sua fúria às auturas
Igualando o oceano ao purgatório.

Mas que aperto! Não basta apenas a agitação do mar
E nem a ira dos ventos,
Sobrevoam nuvens negras como a morte em sua cabeça
Transbordando não água, mas lágrimas,
Devorando o rubi de tua face,
Agora sob uma enchente de dores!


Eu imploro, pare de sangrar
Nesse mar tão linda alma não merece se afogar
E nem sobre uma lápide seu nome estará
Pois em meu barco hei-de te levar
Chore agora, para não se afogar depois.

Estou morrendo por dentro, aos poucos sinto tudo indo embora, vejo cinza até os dias mais ensolarados, sinto amargor na boca até ao provar um doce, o pior é que... Ninguém consegue ver, o sorriso é como uma carapaça dura que esconde e protege meu interior verdadeiro e a batalha já perdida dentro de mim, a solidão dos dias se torna parte de você e você começa a viver como um programa, mesma rotina, todos os dias são os mesmos e você não consegue sair desse círculo vicioso, apenas esperando chegar algo que ainda nem sabe o que é, mas está pronto para receber seja lá o que for.

Moooooooo,


Me perco toda vez que te vejo,
como o rio que esquece o caminho do mar.
Sem você, não há verso nem desejo,
a canção não aprende a rimar.


Você é o sopro que o tempo espera,
a brisa que volta só pra tocar.
Inspira meus sonhos, tempera a quimera,
ensina a saudade a dançar.


Há um azul em teus olhos, tão sereno,
que o céu se curva pra te imitar.
Mergulho nele, pequeno e pleno,
só pra esquecer de voltar.


E se amar for mesmo um risco incerto,
que o vento leve o que for razão.
Prefiro seguir de peito aberto,
com você no centro da canção.