Nao Gosto do que Vejo
Se as estrelas falassem, certamente diriam sobre meu amor por você, pois em cada estrela vejo seus olhos, neles encontrei a razão de viver.
Medusa
Vejo você chegar, cobrindo sua sina
Aquele ar de pacato mistério nunca me engana
Ouço suas palavras ecoando como o vento
Enchi meu pulmão, me enrolei na trama
Mirei diretamente no seu olhar
Em um instante fui petrificado
Não foi preciso nem os cabelos à me distrair
Escolhi ser amaldiçoado
O amor vem para mim como um veneno
Romeu e Julieta tiveram melhor sorte
Viveriam juntos ou morreriam juntos
Foi recíproco até na morte
O aconchego da medusa é avassalador
Sinto em plenitude, verdade acolho
Em contrapartida sou autodestrutivo
Não permaneço no colo, os olhos escolho
Meus olhos de pedra sangram
Flanela mergulhada em fantasmas
Meu sossego inquieto, desatino
Mesmo que for bom, transformo em nada
Só percebi quando abri a porta
Olhos de epifania em casa empoeirada
Como batuque de escola de samba
Não se esconde o que é visto de muitas calçadas
Acostumado a não variar a entonação
Altos e baixos vão se misturando
Nem mal, nem bom, proteção na monotonia
Perdendo de viver, mas caminhando
Vivi mil anos em uma semana
Consegui, por fim, contemplar as serpentes
Surpresa é que não me assustou o que eu vi
Infortúnio o reflexo da minha mente
De pedra sobre pedra, sobre pedra, sobre pedra…
Com olhos azuis avermelhados
Estátua não recebe impacto forte
Por um descuido, despedaçado.
Vejo projetos cancelados, sonhos dissolvidos; o caos nas estradas, Vejo panelas vazias, amigos distantes e intolerantes pela hipocrisia, Vejo os pobres sorrindo sem nada no bolso, mas com a alma lavada, Vejo que é justo servir a Deus na pobreza e não pactuar com as seitas que oferecem poder, Vejo o céu aberto para pessoas sem crédito recebendo alento. Os Vimos hoje, os mesmo de sempre, lamento quem se viu na glória da terrena, pois amanhã não os verei jamais.
Quanto mais eu reflito, mais longe do mundo eu fico e mais distante do infinito me vejo por compreender tamanha beleza e mistério, imensidão, na qual me encontro.
Eu não sei nada!
Sempre que a vejo sob os galhos desta àrvore
Seca e murcha como um cadáver
A aflição me consome como veneno
Pois, no cinza de teu olhar, vejo algo além de um céu carregado
Posso ver o olho do furacão, elevando sua fúria às auturas
Igualando o oceano ao purgatório.
Mas que aperto! Não basta apenas a agitação do mar
E nem a ira dos ventos,
Sobrevoam nuvens negras como a morte em sua cabeça
Transbordando não água, mas lágrimas,
Devorando o rubi de tua face,
Agora sob uma enchente de dores!
Eu imploro, pare de sangrar
Nesse mar tão linda alma não merece se afogar
E nem sobre uma lápide seu nome estará
Pois em meu barco hei-de te levar
Chore agora, para não se afogar depois.
Estou morrendo por dentro, aos poucos sinto tudo indo embora, vejo cinza até os dias mais ensolarados, sinto amargor na boca até ao provar um doce, o pior é que... Ninguém consegue ver, o sorriso é como uma carapaça dura que esconde e protege meu interior verdadeiro e a batalha já perdida dentro de mim, a solidão dos dias se torna parte de você e você começa a viver como um programa, mesma rotina, todos os dias são os mesmos e você não consegue sair desse círculo vicioso, apenas esperando chegar algo que ainda nem sabe o que é, mas está pronto para receber seja lá o que for.
Moooooooo,
Me perco toda vez que te vejo,
como o rio que esquece o caminho do mar.
Sem você, não há verso nem desejo,
a canção não aprende a rimar.
Você é o sopro que o tempo espera,
a brisa que volta só pra tocar.
Inspira meus sonhos, tempera a quimera,
ensina a saudade a dançar.
Há um azul em teus olhos, tão sereno,
que o céu se curva pra te imitar.
Mergulho nele, pequeno e pleno,
só pra esquecer de voltar.
E se amar for mesmo um risco incerto,
que o vento leve o que for razão.
Prefiro seguir de peito aberto,
com você no centro da canção.
Vejo hipócratas orarem e falarem tanto em Deus, mas esquecem que Ele se revela mais nos gestos do que nas palavras. Que um dia suas atitudes encontrem a mesma luz que suas vozes proclamam.
Te vejo e t(m)e reconheço, te vivo, inundado de ti e me afogando no desejo insano de te viver incessantemente, na alma e na carne, dois inteiros que se entregam sem pudores, em verdades absolutas e nunca caladas, êxtase inédito e singular a cada intersecção, amor recriado, renovado, justo e forte, nossa sorte, amor que se realiza e potencializa através e além de nós dois...
Hoje vejo que a escrita é minha vitamina,
Eu vou chegar ao sucesso com trabalho e disciplina.
No ringue eu deixo sangue, lágrimas e suor,
Rima corre no meu sangue em busca de uma vida melhor.
Acordei e contemplei o que construí.
Há pouco tempo, vejo-me ainda colocando tijolos à frente, um após o outro, sem pressa, mas sem pausa.
Às vezes retorno, observo o caminho, mas mesmo assim coloco mais um.
E quando olho o que já ergui, percebo: Estou bem.
A MINHA JANELA
Deixo sempre aberta
Assim vejo o Sol nascer
O tempo correndo
Até o escurecer.
Posso ver a noite de luar
Na imensidão da minha janela
Vejo toda a natureza
Pintada em aquarela.
Com minha janela aberta
Entra cheiro de flor
O vento sussurrando
Espantando o calor.
Posso ver o mundo tão belo
Até onde minha vista alcança
A saudade de um balanço
No meu tempo de criança.
Ouço o canto de passarinhos
A estrada e a cancela
A brisa que passa trazendo
Cheiro de cravo e canela.
Olho e não me canso
Esse mundo de magia
Um mundo de paz e canção
Salpicado de poesia.
Irá Rodrigues.
Às vezes a vida pesa, o cansaço chega e o coração se entristece, mas quando olho ao redor, vejo o quanto sou abençoado. Mesmo entre lágrimas, há sempre motivos para agradecer e seguir com fé.
LEMBRANÇA
meu problema
minha vida amorosa
no fundo do poço
sem solução
quando o vejo
lembro do primeiro amor
e logo me arrependo de lembrar
meus sentimentos mudaram
ele também
não somos mais os mesmos
e nunca mais seremos
viramos estranhos de novo
com corações que já se amaram
ele eu nunca vou esquecer
não importa o que acontecer
o primeiro amor
não é de esquecer
Minha trajetória tem sido desafiadora e já enfrentei diversas dificuldades. No entanto, vejo cada uma das experiências negativas do passado como oportunidades de aprendizado que me tornam mais corajoso e determinado. Opto por sorrir, mesmo diante das adversidades, e nunca permiti que meus problemas me desmotivassem. Os desafios que encarei contribuíram para meu fortalecimento e crescimento pessoal. Assim como o sol, posso proporcionar calor ou intensidade; isso depende da forma como sou tratado.
A cada tentativa das pessoas em me derrubar, vejo que o alicerce que construi durante a minha vida foi forte o suficiente para me manter firme e confiante na minha capacidade de contornar os obstáculos, conseguir meus objetivos e deixar pra trás o que na minha vida era só peso. Foco,força e fé. Sempre
