Nao Gosto do que Vejo

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Você parece desses que, mesmo triste, tenta não despejar suas dores nos ombros errados. Isso é maturidade espiritual. Nem santo consegue sorrir o tempo inteiro, mas existe uma enorme diferença entre sofrer e transformar sofrimento em veneno coletivo.
Os antigos já sabiam: palavra tem axé.

O Rio não permite soberba por muito tempo. A paisagem é divina, mas a vida cobra pedágio. Entre o mar e o morro, entre o cartão-postal e a sirene, o povo aprende cedo que ninguém controla tudo. E talvez seja daí que nasça essa mistura tão brasileira de fé, superstição, respeito e sobrevivência.

Morar no Rio de Janeiro é aprender que coragem não é ausência de medo; é vestir o medo e mesmo assim pegar o ônibus, atravessar a rua, abrir a porta de casa e seguir vivendo.

Difícil não é odiar; difícil é continuar humano depois das pancadas.
>E como tem pancada…

Existe um tipo de gente que o mundo quase nunca percebe direito.
Não faz alarde, não bate no peito dizendo que é bom,
Não transforma gentileza em propaganda.
Apenas segue vivendo — tentando não ferir ninguém enquanto atravessa os próprios temporais.

Há quem ache fraqueza não devolver insulto.
Há quem confunda educação com covardia e respeito com submissão.
Só que segurar a própria explosão exige muito mais coragem do que espalhar estilhaço por aí.

A vida é algo que não sabemos explicar, muito menos definir. Ela é algo que sabemos que irá ter um fim e, mesmo sabendo disso, nos apegamos a ela com unhas e dentes, como se fosse a coisa mais importante da vida.

Mas, para mim, a vida não é o nosso bem mais importante, e sim as lembranças, pois elas sempre serão eternas. Elas nos acompanham eternamente. Quem nunca se arrependeu de ter feito algo? Ou lembra de um doce especial da infância, ou daquela música do dia em que conheceu ela? E nem estou falando do cheiro do primeiro abraço.

Por mais que revivamos isso, esses momentos jamais serão os mesmos, pois, para você, essas lembranças sempre irão lhe afetar eternamente.

Porque aquela decisão da qual você se arrepende faz o peito doer, trazendo a angústia do mesmo momento. Aquele doce sempre será melhor na sua infância, independente de quão bom ele realmente era. Aquela música nunca mais será a mesma coisa, pois você não está mais naquele dia e nem com aquelas pessoas. A música não perdeu o sentido, ela apenas lembra você de como se sentiu ao notar que ela marcou o início de tudo.

E o cheiro… como falar de algo que jamais terá o mesmo significado? O toque dela, ou o sorriso que ela dava ao te abraçar, ou a paz que aquele cheiro lhe trazia, por mais simples que fosse. Ou como o seu dia melhorava ao vê-la.

Então, ao meu ver, as lembranças sempre serão eternas.

Não siga a vida pensando em como gostaria de viver ou em como deveria vivê-la. Apenas viva. Siga em frente. Teremos o mesmo fim, sendo especiais ou não, pobres ou ricos, lindos ou, às vezes, feios.

Mas viva, seja você mesmo e crie lembranças especiais das quais nunca mais esqueça, pois o que vale não é ser esquecido, e sim ser lembrado. Porque, depois que eu partir, eu sei que, por mais que seja pouco, você irá lembrar de mim. E isso, para mim, é o que mais importa.

Eu já larguei o amor, pois sei que isso não é algo para mim. Então, passo meus dias pelo menos arrancando sorrisos das outras pessoas.

Não sei se um dia voltarei a ser feliz ou a amar novamente, mas decidi que sempre farei o possível para animar e tornar a vida das pessoas mais feliz.

Pois, por mais que eu não sorria como antes, vale mais a pena tirar um sorriso de alguém do que partir mais um coração, como outrora já fizeram comigo.

⁠O diabo adora segredos não contados. Especialmente aqueles que apodrecem na alma.

Não somos mais do que grãos, poeira.

Dizem que só desejamos aquilo que não possuímos. Talvez seja verdade. Mas o que realmente se torna inesquecível não é, necessariamente, o que foi mais intenso, e sim o que terminou cedo demais. Porque o tempo não teve a chance de transformar encanto em rotina, nem promessas em decepções. Restou apenas a dúvida que nunca encontra resposta: e se tivesse dado certo? Às vezes, não é o amor que sobrevive... é a possibilidade que nunca morreu.

Meu segredo, escrevo-te como quem confessa ao teclado aquilo que a boca não ousa dizer, pois há em mim uma chama que nunca se apagou desde a juventude, quando teus olhos foram o primeiro altar onde depositei meu coração. O tempo passou, as estradas se multiplicaram, mas em nenhum lugar encontrei descanso igual ao que encontro na lembrança de ti. Talvez sejamos apenas dois prisioneiros de uma memória, talvez sejamos promessa suspensa no tempo, aguardando o instante certo para florescer outra vez. Não sei. O que sei é que, mesmo no silêncio, continuo sendo guardião do invisível que nos une. Há noites em que sinto teu perfume escondido no vento, como se a vida me lembrasse que ainda és a fonte capaz de saciar a minha sede. E se um dia este amor não passar de lembrança, que seja uma lembrança eterna, pois prefiro ser condenado à saudade de ti do que absolvido de te amar.

O que é a saudade, se não o amor que perdura?


Ela nasce quando o corpo se afasta, mas o coração permanece. É a chama que não se apaga mesmo diante da distância, o eco de um abraço que ainda vibra na memória, o perfume que insiste em morar na pele mesmo depois da ausência.


Saudade é o amor vestido de silêncio, é o olhar que procura no vazio um reflexo que já não está ali. É o diálogo que continua dentro de nós, ainda que os lábios do outro não respondam. É a eternidade escondida em pequenos instantes que nunca se repetem, mas que insistem em viver dentro da alma.


Se o tempo tenta levar, a saudade guarda. Se a ausência tenta apagar, a saudade escreve em letras de fogo. Porque, no fundo, ela é apenas a prova de que o amor é maior do que a presença... é a sobrevivência daquilo que o coração não permite que morra.


E talvez seja isso: a saudade não é dor apenas. É também o privilégio de ter amado tanto, a ponto de sentir falta. É a lembrança que acaricia por dentro e nos faz entender que amar é, inevitavelmente, também saber esperar.

Era uma vez um quase-amor... Intenso, confuso, bonito, mas mal vivido. Não faltava sentimento — faltava coragem. Ela amava com presença, ele respondia com ausência. E nesse vai e vem, perderam um ao outro sem nunca terem se tido por inteiro.

Ela foi embora pra se proteger. Ele ficou, tentando disfarçar saudade com distrações. No fim, o que restou foi silêncio onde havia conexão, e um “poderia ter sido” que pesa mais que qualquer adeus.⁠

Não tenho, e justamente por não ter é que desejo... É a falta que me move, é a ausência que me consome e dá forma ao meu querer. Se eu tivesse, talvez o amor adormecesse na segurança da posse; mas é no vazio que ele se acende, como chama teimosa em meio à noite. Amar, para mim, é isso: sentir a ferida aberta da falta e, ainda assim, agradecer por ela, porque é dela que brota o fogo do meu desejo.

⁠Em 42 anos, meu coração só soube de amor uma única vez. Não há passado onde ela existe, pois o tempo, diante desse sentimento, perde o sentido. A lembrança de seu sorriso se confunde com o presente, como se estivesse aqui, ainda agora, acendendo em mim algo que o mundo não apaga.

Você foi, e ainda é, o que define o raro. Em meio a tantas vidas que cruzei, foi no seu olhar que encontrei o infinito. E por mais que os anos tenham desenhado sua ausência, meu amor não conhece o esquecimento. Amar você foi como encontrar a essência de todas as minhas buscas — e mesmo que o destino tenha seguido seu curso, você sempre será minha verdade mais profunda.

O que é raro nunca se desfaz, apenas se eterniza em silêncio.

A vida não é como nos filmes. Embora, a vida inteira, todos conspirem para lhe dizer que é assim... seus pais, professores, pastores... todo mundo! Dizem que sonhos se realizam, o bem vence o mal e as pessoas vivem felizes para sempre! Toda essa bobagem! Até que um dia você acorda e percebe que a sua vida deveria ter sido diferente. No meio do caminho você se perdeu e, quando percebe, os anos se passaram, já é tarde demais! Corremos atrás de coisas e desperdiçamos as pessoas... a vida passa... a vida é gasta.

⁠E se um dia este amor não passar de lembrança, que seja uma lembrança eterna, pois prefiro ser condenado à saudade de ti do que absolvido de te amar.

⁠Te amar e não te ter é uma forma lenta de morrer um pouco todos os dias.


(Ítalo do Couto Ferreira)

Há dores que não gritam... apenas ecoam no silêncio. Há corações que não batem... apenas cumprem o rito de estar vivos. E há almas que, de tanto sangrar invisivelmente, aprenderam a viver em estado de ausência.

Morrer? Como se mata o que já morreu por dentro? O que foi despido de esperança, esvaziado de fé, consumido pela saudade? O que vagueia entre os vivos, mas pertence ao território dos fantasmas?

Talvez morrer seja um luxo reservado aos que ainda têm algo a perder. Aos que ainda amam, aos que ainda sonham, aos que ainda acreditam. Porque há quem não morra... apenas continue existindo, arrastando o corpo onde a alma já não habita.

E é aí que mora o verdadeiro fim: não no instante em que o coração para, mas no momento em que a vida deixa de pulsar dentro do olhar.