Não Existe uma Pessoa Certa
Ainda lembro de você, mas não como antes.
A lembrança existe, mas já não me pesa. Você faz parte da minha história, não do meu presente. O que um dia foi forte, hoje é apenas rastro, eco distante que não me afeta mais. Lembro porque vivi, mas não porque ainda sinto. Você ficou no passado, e é lá que vai continuar morto e enterrado.
Existe um céu infinito, belo, magnífico a ser contemplado por todos nós. Não feche os teus olhos, não te esconda ante as dificuldades. Está vendo o tamanho deste céu? Bem maior é o tamanho de Deus em tua vida. Abra as portas do teu coração, porque Deus é contigo!
Não olhe para mim, sem que você liberte o amor que existe dentro de si!
Pois seus olhos são reflexos dos seus sentimentos. Olhe-me, então, da melhor forma que puder: deixe o amor de dentro, transbordar cá fora, livre da matéria. É onde tudo se transforma. Logo, posso ser eu também amor, quando você me vir.
O ZEN representa a solene paz de espirito, e um elevado estado de pureza onde não existe o reino da visão, audição, tato ou paladar... Apenas o intocável vazio, absoluto entre o céu e a terra.
Nunca existe uma resposta perfeita neste mundo perturbado e confuso. A perfeição está fora do alcance da humanidade.
Quem diria! Aquela história de príncipe encantado existe mesmo! Mas não, a verdadeira realidade não é tão perfeita quanto aquela que se imaginava nos contos de fadas. O príncipe vem, mas não a cavalo, ele pode estar bem vestido e cheiroso. Pode acontecer um lindo casamento também. Acontece que o amor não é um conto assim tão perfeito, mas tem lá muitas belezas, e com uma imaginação fértil, pode ser sim um conto de fadas, princesas, como preferir.
Só existe uma maneira de transformar o passado em algo construtivo: analisar tranquilamente nossos erros e tirar proveito deles – e depois esquecê-los.
A mente que se fixa somente nas provações esquece as graças recebidas ao longo da jornada. Existe escuridão na alma que não enxerga o bem, porém surge luz e força nos que cultivam gratidão pelas bênçãos, ainda que singelas.
Entre o medo de agir e a coragem de enfrentá‑lo existe um abismo assustador, e é nessa travessia que não apenas descobrimos quem realmente somos, mas também revelamos nossa determinação diante daquilo que desejamos.
De fato, não existe nada mais deplorável do que, por exemplo, ser rico, de boa família, de boa aparência, de instrução regular, não tolo, até bom, e ao mesmo tempo não ter nenhum talento, nenhuma peculiaridade, inclusive nenhuma esquisitice, nenhuma ideia própria, ser terminantemente “como todo mundo”.
Nunca devemos perder as esperanças nesta vida.
Pois é justamente quando só existe um pequeno fio, é que se faz um laço maior, bem apertado e mais bonito com Deus."
Só se reconhece e critica a acomodação dos que não lutam por bens, cargos e fama. No entanto, existem muitas outras acomodações, quase todas mais graves, e das quais geralmente são portadores os mais fartos, influentes e famosos. Há aqueles que se acomodam com a distância dos filhos, a mesquinhês, a falta de privacidade, a solidão, a pobreza de caráter... Muitos se acomodam com a obesidade, a falta de conhecimento, a insensibilidade, a arrogância, e uma profunda carência de humanidade. Caso ainda mais grave, existem aqueles que se acomodam com a violência que os cerca, julgando que ela não os atinge. Acomodam-se também com o incômodo sentimento de querer mais e mais aquilo que já possuem com fartura. No fim das contas, não existem pessoas não acomodadas, e sim, uma imensa variação de acomodações que se acomodam em criticar as acomodações mais previsíveis, talvez as menos nocivas.
