Não Existe uma Pessoa Certa

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Não existe a possibilidade de reverter de forma rápida o isolamento social do ser com o TEA transtorno do espectro autista. Acredito, que a melhor forma, seja pedir sensivelmente autorização para entrar e passarmos a fazermos parte do isolamento particular, dentro dele. O primeiro passo deve ser sempre natural e igualitário a ele e ao mundo dele, para depois com alguma confiança, de forma leve estabelecermos suavemente uma nova conexão para a comunicação, de mais ouvir e respeitando a linguagem e o foco, dele.

O projeto universal contemporâneo, para enquanto sociedade, melhorarmos o mundo de hoje, só existe um caminho. E ele é acolhermos e aprendermos com as diferenças. Ouvirmos mais e falarmos menos, buscarmos nos outros diferentes e divergentes, pedacinhos honrados de nossos direitos de existência e da nossa tão sonhada liberdade. Por mais que cada um pense de uma forma.

O verdadeiro futuro do passado para a ciência como um todo, só existe realmente pelo estudo freqüente e pelas pesquisas constantes no ambiente prolixo das academias, mas provida com uma mente livre e novas opções abertas para possíveis reformulação de antigos conceitos, que podem hoje estar errados, equivocados, ultrapassados ou não visto pelo viés dos atuais novos saberes.

Sobre gravuras nas artes plásticas, existe uma antiga discursão acadêmica, sobre varias obras de grandes artistas e quanto seus valores. Para muitos, o que vale é a imagem gerada pela impressão e para outros o que vale é a matriz da qual elas foram tiradas. Isto acontece a vários anos, cito como exemplo as gravuras de Rembrandt Van Rijn (Leida, 15 de julho de 1606 – Amsterdam, 4 de outubro de 1669) que foi um pintor e gravurista holandês. As suas gravuras tiradas por ele no século XVII, tem um alto valor mas as tiradas das matrizes originais, pelos nazistas na década de 1940 tem valores irrisórios e muitas das vezes, maldosamente foram tiradas em papel ordinário. O que vale é a imagem ou a matriz.

No capitulo das Jóias de Crioula, existe um acessório usado pela mulheres negras, escravas e libertas que erroneamente acreditou se por muito tempo que advinham da própria cultura negra os renomados balangandãs mas na verdade foram adaptações originarias da moda das mulheres européias do século XVIII e XIX, o nome deste adereço era a "chatelain ", que era preso a cintura em uma combinação de adorno e ferramentas para o uso cotidiano, onde ficavam pendurados tesouras, dedal, chaves, agulhas, porta niqueis, caderninhos de dança com capas de madrepérola ou marfim e pequenas caixinhas de prata que continham uma esponja embebida em sais de amônia.

Tudo que existe na vida e é adquirido de forma natural tem em si, um espirito. No entanto tudo que passa por um sistema de industrialização para melhor conservação, morre e a freqüência da espiritualidade desaparece. O naturismo é a resposta infinita para a vida e cabe a humanidade atentamente observar para aprender com a natureza entre sopros, sons, movimentos e vibrações.

Riqueza sem responsabilidade social é aparente sucesso sobre fundações frágeis. Não existe ilha de prosperidade segura em um mar de privações.

Onde o Tempo Não Existe

E se o tempo nunca tivesse existido?

Se aquilo que chamamos de ontem,
hoje
e amanhã
fosse apenas uma maneira limitada
de organizar o infinito?

Talvez exista algum lugar
onde eu ainda tenha um ano.

Onde minhas mãos ainda sejam pequenas
e eu não saiba que um dia
vou aprender o significado da palavra saudade.

Nesse mesmo lugar,
eu tenho cinco.

Corro sem saber que estou correndo
para longe de uma infância
que passarei o resto da vida tentando encontrar.

Tenho dez.

Ainda existem pessoas ao meu redor
que, em outra parte dessa linha,
já não estão mais aqui.

Eu olho para elas,
converso com elas,
e não faço ideia
do privilégio que é poder ouvir suas vozes.

Tenho quinze.

Acredito que a vida está começando.

Tenho vinte.

Acredito que tenho tempo.

Tenho trinta.

Começo a perceber
que algumas portas se fecharam
sem fazer barulho.

Tenho quarenta.

E talvez já olhe para os vinte
como quem observa uma pessoa
que um dia conheceu muito bem.

Tenho cinquenta.

Sessenta.

Setenta.

Cem.

E se todas essas versões de mim
não estiverem esperando para acontecer?

E se elas já existirem?

Agora.

Todas juntas.

Talvez em algum lugar
o menino esteja sentado ao lado do velho.

O menino pergunta:

“Quem é você?”

E o velho responde:

“Sou aquilo que aconteceu com você.”

Mas talvez o velho também pergunte:

“E você, quem é?”

E o menino sorria:

“Sou aquilo que você perdeu.”

Então os dois ficam em silêncio.

Porque nenhum deles está realmente no passado.

Nenhum deles está no futuro.

Somos nós que atravessamos a vida
acreditando que deixamos versões nossas para trás.

Mas e se ninguém tiver ficado para trás?

E se a criança ainda estiver brincando?

Se o adolescente ainda estiver sofrendo
por algo que hoje parece pequeno?

Se aquele dia perfeito
ainda estiver acontecendo em algum ponto
que nossos olhos já não conseguem enxergar?

Se as pessoas que perdemos
ainda estiverem sentadas naquela mesa?

Se aquela porta ainda estiver aberta?

Se aquela voz ainda estiver dizendo nosso nome?

Talvez o tempo seja apenas uma parede
que nos impede de ver tudo de uma vez.

Porque seria insuportável.

Imagine olhar para uma pessoa que você ama
e enxergar simultaneamente
o bebê que ela foi,
o adulto que ela é
e o último dia em que você poderá abraçá-la.

Imagine olhar para si mesmo
e ver todos os seus rostos.

O primeiro.

O de agora.

E o último.

Talvez seja por misericórdia
que enxergamos apenas um instante de cada vez.

Talvez o presente seja uma pequena janela
aberta sobre algo infinitamente maior.

Mas às vezes…

em certos sonhos,
em certos cheiros,
em certas músicas,
em certos silêncios,

parece que alguma coisa quebra.

Por alguns segundos,
temos cinco anos outra vez.

Dez.

Quinze.

Vinte.

E não estamos lembrando.

Estamos lá.

Talvez seja por isso que algumas lembranças doem tanto.

Porque talvez a memória
não seja exatamente olhar para trás.

Talvez seja tocar, por alguns segundos,
um lugar onde aquilo ainda está acontecendo.

Um lugar onde ninguém envelheceu.

Ninguém foi embora.

Nenhuma despedida aconteceu.

Onde todas as nossas idades
estão sentadas na mesma sala,
esperando umas pelas outras.

E talvez, quando tudo terminar,
não exista um fim.

Talvez apenas descubramos
que nunca estivemos caminhando por uma linha.

Estávamos dentro de algo eterno.

E então veremos:

o primeiro choro,
o primeiro passo,
os amores,
os erros,
as perdas,
os reencontros,
a juventude,
a velhice,

todos acontecendo
no mesmo instante.

E talvez finalmente entendamos
que o tempo nunca levou nada.

Nós é que só conseguíamos enxergar
uma parte da eternidade por vez.

Não adianta pedir silêncio ao mundo
quando existe uma guerra acontecendo dentro da própria mente.

Não basta falar sobre paz.

É preciso tornar-se paz.

Você quer paz no mundo?

Então existe um lugar onde essa transformação precisa começar:

DENTRO DE VOCÊ.

Um brinde à vida,
que nos ensina a recomeçar.
Mesmo entre lágrimas e desafios,
sempre existe um novo amanhecer para alcançar.
Um brinde aos sonhos,
que nos fazem seguir em frente.
À esperança que renasce todos os dias
e fortalece a alma da gente.
Helaine machado

Por isso existe tanta sabedoria na frase:

“Você colhe aquilo que planta.”

Aquilo que você alimenta dentro de si influencia aquilo que entrega ao mundo.

Não existe opinião mais construtiva do que a formação da sua consciência.🤝🏻

"Existe uma praga destruindo o Brasil, mais nociva do que um milhão de Coronavírus mutantes. Chama-se: A Estupidez Polarizada."

Deus existe. Essa poderia ser a sentença ideal para iniciar um livro. Ou talvez: Deus não existe.
Qual delas prenderia mais a atenção do leitor?
Nada é simples assim. Nem uma, nem outra. Ambas são complexas, teses de difícil comprovação. No campo da fé, a primeira frase pode convencer com facilidade, sobretudo pessoas crédulas. Já a segunda talvez encontre terreno ainda mais fértil se o leitor for cético, agnóstico ou mesmo religioso sem convicção profunda. Em ambos os casos, não se trata de verdade ou mentira imediata, mas do lugar íntimo de onde o leitor parte. A frase inicial não prova nada; apenas revela quem lê.
Seguindo por esse caminho, este será o meu livro mais inquietante. Não porque eu nunca tenha tratado desse tema. Ao contrário, como filósofo, escrevi muitos livros que, de uma maneira ou de outra, trabalharam com essas duas possibilidades. Mas este é diferente. Ele nasce do lugar em que me encontro agora.
Para um leitor curioso, este livro será uma janela aberta para dois abismos. Duas escolhas, duas teses, duas possibilidades. Ainda assim, creio que será um trabalho penoso. Habitar o espaço entre esses dois polos, descer ao mais tenebroso caos para investigar, sob uma perspectiva dialética, questões que há milênios retiram a paz de homens e mulheres de alma profunda, exige coragem.
Se Deus não existe, estamos perdidos. Revoltados, em desespero total, sem nenhuma base para a esperança. Com essa afirmação, Deus não existe, enterramos a metafísica e já não necessitaremos buscar sentido nessa ciência frágil. Então, comamos e bebamos, surtemos e executemos todos os desejos carnais, certos de que não haverá julgamento nem punição moral após a morte, apenas o retorno ao pó.
Contudo, antes de concluir qualquer uma dessas afirmações, é preciso investigar a história de ambos os lados. As pessoas que acreditaram em cada uma dessas posições, o que as levou a sustentar tais teses e quais foram os resultados morais, sociais e históricos dessas escolhas.
Mas de onde partiremos, na corrente do tempo? Em que lugar cultural fixaremos nosso ponto de partida? Que história ou mito serviu para determinar o princípio de tudo? Seria ideal partir de uma crença específica, de uma tradição particular, ou isso seria um argumento frágil, sem credibilidade universal?
Se eu escolher o óbvio, o mito de Adão, não lograrei êxito com aqueles que não creem na tradição oral ou escrita dos judeus. Talvez, se optar por outro cerne, como a cultura africana, ainda assim enfrentarei sérios problemas para resolver essa questão inicial. O impasse persiste.
Contudo, é preciso definir um ponto de partida e seguir adiante. O atraso excessivo também é uma forma de recusa. O que me ocorre agora é outra possibilidade. Sugerir várias origens, vários mitos, várias tradições, e deixar a critério do leitor qual delas melhor lhe servirá.
Talvez não caiba a este livro impor uma origem, nem eleger uma tradição soberana, mas oferecer caminhos. Permitir que cada leitor escolha de onde olhar para o abismo. Afinal, a pergunta sobre Deus talvez diga menos respeito à resposta correta e mais à coragem de sustentar a pergunta.
Então, antes de fixarmos a mente no homem como ser racional ou como criação divina, levantemos os olhos. Olhemos para as estrelas.
Comecemos com um pouco de ciência. Observemos o universo não como metáfora, mas como fato. Sabemos hoje que ele não é estático. Expande-se. Galáxias afastam-se umas das outras, o espaço se dilata, o tempo carrega consigo a memória de um início violento e incompreensível. Houve um momento inaugural, que a ciência chama de Big Bang, no qual matéria, energia, espaço e tempo surgiram juntos, sem testemunhas, sem linguagem e sem propósito declarado.
A ciência descreve o como com rigor crescente. Fala de inflação cósmica, de forças fundamentais, de partículas elementares, de um universo que lentamente se organiza a partir do caos primordial. Mas permanece silenciosa quanto ao porquê. Ela mede, calcula, observa, mas não confere sentido. Talvez não seja essa a sua função.
É nesse ponto que a pergunta por Deus reaparece, não como afirmação, mas como hipótese extrema. Onde Deus caberia nesse projeto? Antes do início, como causa primeira? Como princípio organizador? Ou como invenção tardia de uma consciência assustada diante da vastidão e do silêncio?
Olhar para cima é um gesto filosófico. Diante da imensidão indiferente do cosmos, o homem percebe sua fragilidade e, ao mesmo tempo, sua singularidade. Somos poeira que pensa, matéria que pergunta, universo tentando compreender a si mesmo. Se Deus existe, talvez não esteja nos detalhes morais imediatos, mas nesse espanto original diante do infinito. Se não existe, o espanto permanece, talvez ainda mais cruel.
Todo evento, afirma a ciência, necessita de um observador, pois acontece em um ambiente, no espaço e no tempo. Essas condições são frágeis, mas reais. É dentro delas que algo pode ser reconhecido como acontecimento. Essa probabilidade científica, instável e limitada, talvez seja tudo o que temos para buscar algum sentido no estado das coisas físicas, materializadas. Fora disso, restam apenas hipóteses, silêncio e a vertigem de tentar compreender um universo que existe independentemente de nos perceber.

"A ciência explica o que vê, o que não vê ela faz de conta que não existe"

A caixa de música da boneca de porcelana quebrada.




Existe uma coreografia exaustiva que aprendi a seguir: curvar os lábios em um sorriso perfeito como se a vida fosse apenas um cenário de filme onde tudo da certo sempre. É um ensaio diário onde a regra principal é dizer 'sim'. Eu digo sim para as demandas, sim para os papéis que esperam que eu interprete, enquanto, sob a superfície, meu corpo inteiro grita um 'não' desesperado.


Eu me afogo em um oceano chamado expectativa. É uma maré que sobe silenciosa, mas implacável. O 'estou bem' tornou-se a minha rotina, uma resposta automática que esvaziou de significado, enquanto a sensação de estar de fato bem virou uma memória longínqua, quase um sonho de outra pessoa.


Vou aceitando o peso de cada cobrança, uma camada sobre a outra, engolindo em seco o que deveria ser dito, o que deveria ser gritado. Mas o mar não respeita o silêncio. Ele sobe, ele pressiona, ele invade. E quando o fôlego acaba, o que eu guardei transborda, não em palavras, mas em lágrimas que carregam tudo o que me sufocou por dentro.


Contudo, a tempestade é breve, e a engrenagem é implacável. O choro é apenas uma pausa técnica antes que o mecanismo interno volte a girar. Com um suspiro que ninguém ouve, limpo o rosto, ajusto a postura e sinto a chave girar nas minhas costas mais uma vez.


O sorriso volta a se curvar, milimetricamente ensaiado. A música começa a tocar — aquela melodia doce, repetitiva e mecânica que todos esperam ouvir. Eu volto para o centro da caixa, pronta para a próxima rotação, dançando com a leveza de quem não tem escolha, enquanto, lá no fundo, a boneca de porcelana apenas observa, imóvel e partida, o mundo que continua a girar sem ela.

Os pássaros de Brasília


Certo dia, eu caminhava pela mata virgem que existe cerca da minha casa. Pássaros tamborilavam em ritmo de uma canção desconhecida de roça. Um deles, aparentemente o líder, separou-se do grupo e voou até uma árvore distante, pousando no mais baixo dos galhos. Ele parecia não gostar da canção que seu bando entoava; talvez ela fosse simples demais para seus ouvidos modernistas, ou exacerbadamente complexa a seus olhos de Brasil contemporâneo. Sentada em um banco florido de madeira desgastada pelo tempo, eu não conseguia retirar do meu campo de visão aquele interessante ser, que devagar começava a assobiar uma nova canção. Foi então que enxerguei nele um espírito renatista, russo-brasileiro, transbordando os enlouquecidos pensamentos sobre uma certa geração coca-cola. O trovador solitário se juntou a outros pássaros loucos como ele, formando uma Legião que pairava em cada alma revolucionária deste país da Brasília que não muda.

Il existe des différences structurelles entre les bijoux contemporains et les bijoux d'art signés au sein de l'histoire moderne de la joaillerie. Les bijoux contemporains sont des créations réalisées ou dessinées par des designers à partir de pierres précieuses et de métaux nobles, généralement de l'or. En revanche, les bijoux d'art signés sont des créations d'auteur réalisées par des artistes-joailliers utilisant des gemmes brutes ainsi que des matériaux organiques ou naturels rares ; ils peuvent être façonnés à partir de métaux précieux ou ordinaires, mêlant par exemple l'or, l'argent, le cuivre, l'acier chirurgical et d'autres métaux moins nobles.

📌 "Não existe liberdade e não existe determinismo. Isso foi criado pela humanidade. Existe a pura realidade — uns têm recursos, outros não. Devemos viver a realidade como ela é, sem criar dogmas. E a partir dela, cada um cria o seu próprio conceito de realidade."