Não Existe uma Pessoa Certa
A vida literalmente não existe, porque a verdade que nós não aceitamos é que ela nem sequer tem uma razão.
Existe um nível de liderança que quase ninguém te ensinou.
Um nível onde comunicação flui e resultados acontecem.
Sabe que nível é esse?
Heteroconhecimento!
Às vezes acreditamos que seguimos a trajetória adequada, mas é importante lembrar que não existe apenas um único caminho certo. Por isso, é prudente evitar julgamentos a quem está optando por uma rota diferente, pois, no final, todos podem chegar a destinos semelhantes.
CICLO DA RAZÃO (I — Sentidos)
Agilson Cerqueira
Antes da ideia
existe o mundo.
A luz derrama-se nos olhos
como um rio silencioso,
o vento escreve na pele
sua caligrafia invisível,
e os sons se espalham no ar
como círculos sobre a água.
Tudo começa assim:
Em uma delicada invasão.
O corpo recolhe sinais,
mínimos fragmentos do universo,
sementes dispersas
de um saber ainda sem nome.
Cada cor,
cada textura,
cada rumor distante
é um sussurro da realidade.
E pouco a pouco
a consciência desperta
como um amanhecer
dentro do ser.CICLO DA RAZÃO (I — Sentidos)
Agilson Cerqueira
Antes da ideia
existe o mundo.
A luz derrama-se nos olhos
como um rio silencioso,
o vento escreve na pele
sua caligrafia invisível,
e os sons se espalham no ar
como círculos sobre a água.
Tudo começa assim:
Em uma delicada invasão.
O corpo recolhe sinais,
mínimos fragmentos do universo,
sementes dispersas
de um saber ainda sem nome.
Cada cor,
cada textura,
cada rumor distante
é um sussurro da realidade.
E pouco a pouco
a consciência desperta
como um amanhecer
dentro do ser.
Dentro de cada um de nós existe uma força extrema para ferir; a complexidade humana está em saber que essa mesma força também pode curar.
Existe uma distinção entre zelar pela saúde e pela aparência e se tornar um item produzido em centros cirúrgicos. Muitas pessoas estão utilizando tantos recursos artificiais que parecem ter saído de uma linha de produção. Valorize a sua beleza; ela será verdadeira se for autêntica, caso contrário, poderá se transformar em mais um item de produção em massa.
O luto e suas faces
Existe uma sensação boa que vivenciamos no luto e nem nos damos conta quão é boa a vida cotidiana, aquele dia que nada demais acontece, só um dia normal.
Quando estamos num processo de uma doença em casa, o normal é a correria de hospital, a espera dos diagnósticos, o medo dos exames, a lista de coisas que viram rotina.
Quando tudo acaba, você olha ao redor e apenas contempla o simples.
A pressa acaba, o medo cessa e a expectativa é apenas viver .
Por mais difícil que seja perder alguém, o dissabor dos hospitais nos mostra que, nada mais especial que apenas acordar e fazer coisas corriqueiras.
O luto tem esse lindo efeito colateral, apenas um dia comum.
Existe uma diferença silenciosa entre querer alguém e não aceitar perdê-lo.
E você vive exatamente nesse lugar.
Deus e o diabo são a mesma entidade.
Isso é monoteísmo.
Se existe somente uma divindade então não pode existir diabo separado de deus pois não seria monoteísmo.
Existe uma guerra interna que devemos lutar eternamente, a de sustentar a nossa direção e quem decidimos ser.
"existe um homem de quarenta anos, ainda bebendo a mesma cerveja barata, ainda fumando os mesmos cigarros, ainda escrevendo sobre a mesma merda. enquanto eu, só consigo pensar nas rugas do tempo e nas promessas quebradas, enquanto a vida continua a me socar na cara, sem piedade."
“Ainda Existe um Filho Aqui”
Ele disse que mudou…
E eu quis acreditar.
Disse que agora era diferente,
que o tempo o ensinou,
que a vida o moldou,
que hoje se orgulhava
do homem que eu me tornei.
E por um momento…
meu coração descansou.
Mas então,
como um eco antigo voltando pelas paredes da memória,
vieram os mesmos gestos,
as mesmas palavras,
os mesmos erros
que um dia me quebraram por dentro.
E eu fiquei me perguntando…
Foi ele que mudou?
Ou fui eu?
Talvez ele ainda seja
o mesmo homem de antes,
com as mesmas falhas,
as mesmas feridas,
os mesmos monstros silenciosos
que ele nunca conseguiu vencer.
Mas eu…
eu não sou mais o mesmo.
O que antes me destruía,
agora apenas me fere.
O que antes me derrubava,
agora só me balança.
E então percebi…
Talvez eu não tenha visto
um monstro virar anjo.
Talvez eu só tenha aprendido
a não ter mais tanto medo.
Talvez eu tenha crescido
o suficiente
para enxergar que até os monstros
às vezes só são homens
que nunca aprenderam
a amar direito.
E mesmo assim…
ainda dói.
Porque não importa
o quão forte eu me tornei,
existe uma parte de mim
que ainda é filho…
Esperando,
em silêncio,
que um dia
ele realmente mude.
Existe duas maneiras para enfrentar os problemas: uma é fica em um canto chorando e lamentando e a outra é colocar um sorriso no rosto e acreditar que é possível superar cada obstáculo que encontrar no caminho.
Existe alguma droga que consiga me viciar,
para, aos poucos, sem pressa, me apagar?
Enquanto a vida, em dor, não cansa de me atravessar…
