Felipe Montana
Existe uma guerra interna que devemos lutar eternamente, a de sustentar a nossa direção e quem decidimos ser.
A Fac não é grupo de serviço social, mas também nao é a linha final de chegada do indivíduo.
É o início de uma nova jornada daquele que chegou à queda social sem nenhum direito à sobrevivência e recomeço.
Não é uma porta de entrada para o crime ou para e quada social, nem vulnerabilidade social.
É aqui a recuperação invisível e silenciosa que nem a própria sociedade consegue permitir e nela existir.
Não é sobre fortalecer bordões nem rivalidades e peso de força.
Não existe mais regras sociais, sim vários lugares de quedas onde nem mesmo os mais vistos tem a oportunidade de se alimentar ou se construir de forma digna.
Não existe recrutamento, nem disciplina social, nem uma abordagem rígida de disciplina física.
Sim um acolhimento desses que por sua própria permanência e existência recebe de seus (conselheiros) uma leitura digna da consciência, da humanidade, da sociedade, uma metodologia aplicável de reorganização de conduta e comportamento.
Em um período adequado - de lapidação para reintegração na sociedade.
Aqui É silencioso, mas não doloroso. É persistente e adequado pois vem da repetição e sustentação de comportamentos e práticas diárias de ações positivas e edificação do caráter e do ser.
Não é uma escola da vida, não é o final da sociedade, nem começo onde todos devem sonhar - aqui é sem mandato, mas com ordem, afinal onde não existe regra existe anarquia, más sem metas financeiras e sem brasão de referência.
Mas é um local de queda inevitável da sociedade onde o indivíduo inevitavelmente chegou forçado pelo próprio resultado gerado da humanidade que está em ruídos e corroída em feridas.
"O que você faz não define quem você é, mas o que você sustenta opera inevitavelmente no que você será amanhã"
Então sustente responsabilidade, verdade, lealdade, disciplina, humildade, compromisso...
Reconheça seus valores e se permaneça presente em seu ser e na sociedade.
