Nao Existe o Belo e o Feio
NÃO PROCRIE, A HUMANIDADE AGRADECE.
Filhos do meio
Filhos das “selfies” de um fim de semana
Filhos de quinze em quinze dias
Filhos bastardos de pais vivos
Filhos de pais de um futuro próximo
Filhos do tempo e do medo
Filhos do próprio destino e desamor
Filhos da sede, da fome e do sono
Filhos das esquinas e de roupas maltrapilhas
Filhos da ignorância e da hipocrisia
Filhos do abandono de todos os dias
Filhos e irmãos de um legado sem fim
Pais desses filhos: Não mais procrie!
A humanidade agradece
Escrever é superar
Transpor aquilo que a voz não fala
Desatar o nó da goela
Expressar, perpetuar
Embriagar-se de si mesmo
Compartilhar emoções
Palavras belas e sinceras
Protestar e inquietar
Suas tristezas e lamúrias
Frustrações e angústias
Viajar e não sair do lugar
Criar, inovar
Renascer em versos e prosas
Construir e desconstruir
Conhecer-se e desconhecer-se
Descobrir, imaginar
Sonhar, concretizar
Uma busca incansável e interminável
De novos horizontes, sabores
Amores e desamores
A busca interior exteriorizada
Uma “voz” que não se cala,
Talvez, cala-te.
Eu quero contigo sempre estar
Surgiu para mim como num romance
E desde então, não paro de sonhar
Moço bonito de olhar excitante
Eu quero contigo sempre estar
Seu jeito manso me acalma, me acolhe
E o seu abraço me enche de paz
A sua voz viola os meus ouvidos
Eu quero contigo sempre estar
Sua presença alegra o meu dia
Colore o branco, que a vida me dá
Sua ausência retira o meu fôlego
Eu quero contigo sempre estar
Seu beijo doce, molhado e suave
Arrepia minha pele e me faz viajar
Meu coração acelera e palpita
Eu quero contigo sempre estar
Seu carinho me rouba os sentidos
Transporta a minha alma para um outro lugar
Minha vida é linda ao seu lado
E eu quero contigo sempre estar
Aos poucos fomos nos afastando
A distância já não é insuportável
Com o passar fui me acostumando
E vejo um mundo antes inimaginável
Renasce em mim um novo olhar
Cheio de anseios e outros sonhos
Deslumbrando-me onde quer que eu vá
Com novos sabores e outros encantos
Contemplo hoje, a beleza da vida
Minha alma perdida, já se encontrou
Caminhando na minha própria companhia
Reinventando a fórmula do amo
Inundo o meu mundo
Em Instantes inseguros
Petrifico uma lágrima
Retraída, sufocada
Ela não escorre pelos cantos
Aprisionada e acanhada
Se esconde na alma
Sofrida, pungente
Num sorriso fraco
Sem entusiasmo
Numa alma adormecida
A dor sorria
Alimentando a nostalgia
De uma lágrima contida
Ter certeza e não ter é melhor procurar ter para tomar as decisões cabíveis e evitar os erros futuros!
Some!
Não! Ah, Não!
Pegue toda essa hipocrisia e todo esse seu sarcasmo.
Some! Some! Some!
Some, para bem longe de mim
Não me contamine com todo esse veneno
Que escorre nessa boca ardilosa
Cheia de maledicências e vergonha
Tua moral corrompe a minha moral
Seus valores, são carregados nas solas dos seus pés.
Eu não te admiro! Eu não te respeito!
Você não faz mais parte do meu caminho
Tomei as rédeas da minha vida
Eu faço as minhas escolhas! Eu traço o meu destino!
Livre! Nesse imenso horizonte cheio de novos sabores
Anseios, cores e amores
Sigo assim, desfrutando de mim mesmo.
Sigo em paz.
AUTOPOESIA
Eu não me chamo liberdade
Mas a anseio como necessidade
Meryellen, é apenas um detalhe
Que me nomeia na sociedade
Esse nome incomum de grande significado
Pássaro negro, voa e voa, o mais alto
Buscando horizontes sem medo
Até em dia nublado, cinza e fechado
Gosto tanto dos que são de verdade
Porque os de mentira, são pura maldade
Carrego o bem, sem olhar a quem e admiro a lealdade
Nem anjo e nem demônio, mas tenho dignidade
Olho por vários ângulos, mudo de opinião
Principalmente, se eu não estiver com a razão
Sou um ser em constante mutação
Sou eu mesma em busca de evolução
De várias formas, sou carinhosamente chamada
Maria Helena para os bilíngues e Mery para os de longa data
Me chamam até de Merica, onde na infância fui apelidada
Não me importa como me chamam, só quero ser respeitada
Eu sabia!
Que se me envolvesse
Me machucaria
Se eu confiasse
Eu sofreria
Mas e se eu não me entregasse?
Aos poucos eu morreria.
Podemos até querer demonstrar ser aquilo que não somos mas, toda máscara um dia cai e a oportunidade perdida de ser humilde e progredir, torna-se vergonha e gordura intelectual e espiritual dentro de nosso tecido mais profundo.
TOLICES
Não se atenhas nas vãs tolices
onde o valor é de mero acaso
e que no fado imprime atraso
e na lucidez pascácias burrices
Não tenhas pelo juízo descaso
só bons intuitos trazem ledices
pois futilidades são só sonsices
e na vida se tem um curto prazo
Sê sensato, saia das mesmices
não gaste o tempo criando caso
nem tão pouco com tagarelices
Tudo é precioso, e o mérito é raso
pra desperdiçar com parlapatices
pois o banal pode virar compraso
Luciano Spagnol
agosto, 2016
Cerrado goiano
Não tenhas pelo juízo descaso
só bons intuitos trazem ledices
pois futilidades são só sonsices
e na vida se tem um curto prazo
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Aí papo reto, sem essa de dizer que tá tudo bem, mas não está. Agente até tenta ser forte mas é cada medo que agente tem.
Agente tenta ser forte como um diamante mas nos tornamos tão frágeis como um cristal.
As vezes agente troca dia pela noite e noite pelo dia,na esperança que algo diferente aconteça mas sem sucesso.
Ai agente se pergunta: Onde está erro?
Em mim?
No outro?
Ou no mundo?
Vai saber! Dizem que o senhor de todas as respostas é o tempo.
Mas que tempo é esse que nunca chega? Onde ele está sendo cronometrado?
Portanto no se agarre ao tempo, haja conforme as circunstâncias estas te levam a um destino mas só VOCÊ poderá escolher o seu caminho.
