Nao Existe o Belo e o Feio
Compartilho apenas o que acredito ser belo e útil.
Se todos pudessem agir desta forma, as redes sociais seriam uma maravilha, ao invés de publicações de gente assassinada, políticos corruptos e muitas tantas imagens nocivas ao nosso dia.
Café da Manhã
Um belo domingo para um café ao ar livre. O céu azul, quase sem nuvens, revela um sol de um horário inadequado para se levantar, entretanto, é domingo!
Com o café ao leite e um grande e redondo pão-de-queijo fui buscar alento sob um enorme abacateiro em frente ao jardim, para alimentar meu desejo poético de viver.
Uma daquelas cenas cômicas que costumam desabar em série a personagens patetas em filmes de categoria B veio abarcar o poeta.
Da árvore, a sua raiz exposta no chão torna-se cadeira. No súbito movimento de sentar-me, percebi um emaranhado de teia de aranha envolta ao rosto. Enquanto desvelava com uma das mãos ocupadas, a teia sem fim, a cadela inquieta espreitava o momento de acercar-me com seu focinho apurado o meu pão-de-queijo.
Prevendo o perigo, com uma das pernas procurei espantar a cachorrinha, sem sucesso. A outra perna, uma formiga, tipo cabeçuda, fez o favor de aplicar uma picada certeira, provocando meu desequilíbrio e consequente desperdício de um pouco de café, escorrido pela perna.
Um quarto de minuto, talvez... Bastara um quarto de minuto para decidir-me pelo retorno a uma cadeira rotineira com minha xícara e pôr fim ao café, inspiravelmente desastroso.
Você é tão belo como um lírio. Como o orvalho de todas as manhãs, como o céu límpido, como o nascer-do-sol..
Aprende menina que saudade é um sentimento belo que vale a pena ser lembrado e guardado. Guarda ela no coração e mostra para o causador que você é forte e capaz de suporta-la somente por amor, amor ao outro.
" Recordo teu sorriso
que minha alma tanto se encantou
teu belo corpo
e os dias que vivemos
recordo de ti
e amo tua presença
mesmo que em pensamentos
e com um pouco de lágrimas
já que partes sempre
sem dizer me adeus...
"" Tudo que foi
Tinha que ir
E vai voltar
tudo que for ficar
E vai ser assim
Belo e formoso
Dentro de mim
E vai ser com ardor
Do beijo a flor
Do sonho a dor
Tudo que for
Amor...""
É belo ver alguém sorrindo,chorando,que errou,que é sincera,que sabe ser divertida,simplista e inteligente.[…]Não existe nudez mais sedutora.
"Orquestrada é sua voz
E como os acordes do amor
O som mais belo e puro
Que tal rio corre a me levar
Rumo ao teu oceano
Onde me deságua o amor
Venha, mergulhe fundo em mim
E descubra as nossas riquezas
Nas carícias molhadas dos teus corais
Eu sou teu descobridor
O teu leito eu estou
Sou como os peixes que só podem respirar
No seu mar do amor
Sim, beijo em você como um coração
Que encontra um refúgio pra bater latente
Como se gritasse o amor dentro da tua alma
Eu moro, só assim existo
Como dois sendo um
E sem você eu nem existiria
Afinal, toda existência pra mim
É você quem cria
Não há mais divisão, corpos separados
Almas distintas, agora somos
Uma fusão de só amor
Não há mais nada além de mim e você
Sim, encontrei você
Não posso te perder
Ou deixaria de existir
Se te perder, eu me perderia
Seja em mim o que o amor tem de melhor
Pra nós oferecer, então que seja
Em mim e em você, um
Pra sempre, pra sempre
Transcendendo a realidade
Que nunca nos alcança
Além do tempo, que não existe
Nosso amor não pode ser explicado
Só nos resta experimentá-lo"
Este poema foi composto por
Marcio melo e a inteligência artificial
Meta ai(carinhosamente)
Um corpo sarado sem santidade é como um altar profanado - belo aos olhos humanos, mas vazio diante de Deus.
Benê Morais
O Almejo Do Céu Noturno.
"Do alpendre, contemplo o céu, seu belo resplendor e com uma vasta gama de cores. Sua imensidão me torna insignificante, pequeno, sem importância. Mas isso tudo acaba quando o Sol nasce, ofuscando a beleza que me abraçava há noite. Por culpa dele, só na próxima noite terei o céu que tanto almejo."
A noite estrelada, um espetáculo celestial,
Com estrelas brilhantes, e um céu tão belo.
Mas você passou, como uma estrela cadente,
Deixou um rastro, de sonhos desfeitos.
A lua cheia, um sorriso irônico,
Ilumina a noite, e os meus erros.
As estrelas cintilam, mas não me guiam,
Pois segui o meu coração, e me perdi.
A noite estrelada, que antes era mágica,
Agora é um lembrete, de uma lição aprendida.
Que às vezes é preciso, perder para crescer,
E as estrelas continuam a brilhar, para quem sabe aprender.
Uma conversa estranha.
Em um belo dia de verão pairou no céu uma forma estranha, totalmente amorfa, jamais vista. Logo, tal aparição gerou as mais profundas especulações. Pessoas se amontoavam para ver a tal forma e dar um jeitinho de registrar e emitir opiniões. Se a curiosidade era tamanha, grande também era a gritaria em torno do fato. Mas tudo que é estranho, é estranho somente no início. Após, torna-se mais um elemento da paisagem. E assim aconteceu.
A forma estranha, começou a fazer parte da paisagem e quando todo o frisson inicial já havia se dissipado, a forma falou: “A verdade que os homens defendem, são mentiras repetidas a si mesmo.” O caos se estabeleceu novamente, o que a forma quis dizer com isso? Como um ser amorfo que, demonstrou ser senciente e consciente se julga capaz de julgar a humanidade, estando a tão pouco tempo entre nós?
Houve intensa discussão sobre a fala. Mas tudo que é massificado, logo perde o valor, e assim aconteceu.
Quando a calmaria se estabeleceu, nova fala: “O homem nasceu para ser escravo. Seja das suas vontades, seja das vontades alheias, seja das suas vãs necessidades criadas, seja das suas ilusões. Escravo de si, escravo dos outros, preso em si, acorrentado nos outros; acredita ser livre.” Neste momento, entre os homens, a ordem natural foi perturbada. Como algo que nem conhecemos diz-nos sermos escravos? Não podemos ficar ouvindo tais impropriedades e ficarmos inertes ante tais desaforos. Matemos a forma!
No entanto todos os esforços foram em vão, e após desistirem do intento assassino, eis que a forma novamente se manifesta: “O homem acredita que matando o tirano é capaz também de matar a tirania, ledo engano. O homem aceita a tirania de braços abertos porque possui a mente fechada e os joelhos dobrados. Só lhe abre a mente se partir teu corpo.” Os homens após ouvirem estas palavras sentiram-se novamente ofendidos. Se não havia como destruir a forma, tentariam destruir a ideia. Mas não se destrói aquilo que não foi criado, e ao tentar fazê-lo, a ideia criou forma e nascedouro em seus opostos. Se queres acabar com os deuses, basta não orar por eles. Em toda negação existe uma afirmação.
Como o ser humano cultua aquilo que não consegue destruir, nasceu aos pés da forma um novo culto, e a forma, ao perceber isso disse: Oh! Hipócritas! Por que prosternais diante mim, acaso sou digno de reverência? Me confundes com teus Deuses? Esperam de mim iluminação ou milagres? Saiam daqui! Porém antes, anotai o que direi: “O homem não consegue enxergar e nem viver sua própria verdade porque se oculta em seus pecados, seus pensamentos impuros o atormentam, sua pequenez é a si conhecida. E se envergonha. O homem age como um animal em eterno cio por bajulações e reconhecimentos, orna-se de títulos e alfaias e é despido de clareza de espírito. Paga-se para alimentar a vaidade, vive-se na miséria da razão. Se coisifica, se vende e se compra pelo melhor preço ofertado. Tu, homem, é um produto ruim em uma prateleira enfeitada. Quem não te agrada não lhe presta, como se tu prestaste! A tua própria covardia, tu nominas como humildade, prudência ou até tolerância. Hipócrita é a tua essência! Em tua falsidade, fazes o bem para barganhar com o Eterno. Se a tua covardia não o faz punir o mau, deixa à mercê de um castigador alheio que quiçá nunca virá. Tu és fraco e se ampara nos braços de quem lhe abre. Um fraco sendo conduzido por outro fraco. Tu és acostumado à chibata e aos grilhões, porque sendo incapaz de produzir um único pensamento, vive das ideias alheias e mesmo sendo incoerentes, as defende. A tua solução final você já a carrega desde o nascedouro, o cordão umbilical rompido é ligado a uma sociedade rica em absurdos e pobre em valores. Tu não consegues sequer enxergar a si mesmo, consertar o que está em ti quebrado, e quer colar os cacos dos males alheios. Oh! Raça perdida! Tu, homem, em sua importância nada és senão um pó que anda, fala e geme, e nem peso tu fazes a este planeta. Seus pensamentos são puros, como o ar puro de uma montanha, cujo solo está contaminado pelos mais diversos excrementos, mas tu dizes: Puro! Incapaz de enxergar o óbvio, aplaude de pé as obviedades, como iluminação recebida. Tenho pena de ti! Escravo de roupas bonitas.” E ao dizer isso, a forma partiu.
As pessoas que ali estavam e a tudo ouviram e anotaram, fizeram um ato de humanidade. Queimaram as anotações e foram se embriagar.
Massako.
Você existe, por isso, pensa.
O LUXO DA MORTE LETAL
Subi ao topo de um belo lugar,
o luxo brilhava, tentava enganar.
Piscina serena, mulher a nadar,
mas algo escondido tentava avisar.
O céu era escuro, a noite calada,
por trás da beleza, eu via a cilada.
Sentia no corpo, pulsava no ar:
a cobra me via, queria chegar.
Do nada, um grito cortou o sossego,
senti que era tarde, cedi ao meu medo.
Olhei novamente, um sangue vermelho,
flutuava na água, cruel pesadelo.
Sem uma perna, a moça jazia,
enquanto algo no teto se escondia.
Não tinha um rosto, nem forma exata,
mas sua presença era fria e ingrata.
A cena mudou, fui ao jardim,
duas torres brilhavam no fundo de mim.
Fontes, sorrisos, descanso aparente,
mas a paz mentia, era só de repente.
Segurava um bebê no meu colo cansado,
tão puro, tão doce, tão despreparado.
Minha amiga, aflita, queria saber
de algo que o mundo tentava esconder.
Um homem subiu, com olhar vazio,
parecia humano, mas era sombrio.
Seguiu um casal até o elevador,
e o que veio depois foi puro terror.
Os gritos vieram, som rasgado e cruel,
um chamado da morte sem gosto de mel.
Quis descer correndo, fugir da visão,
mas lá no térreo: apenas vermelho escarlate e destruição.
O jardim virado em sangue e ruína,
rastros enormes em cada esquina.
E eu com um bebê, sentindo o final,
com o peito em brasa e um medo mortal.
A cobra cresceu, tornou-se gigante,
sorrateira, escura, sempre distante.
Não a vejo, mas sei — ela sabe também,
que volto ao seu mundo, vez ou outra, além.
Acordo ofegante, suor na mão,
com a sensação presa no coração.
A cobra me observa — ainda me quer,
espreita no escuro... e sabe quem é.
