Nao Existe mal que Dure pra Sempre

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Só existe uma definição válida de negócio: criar um cliente.

Se existe um "deus amoroso", então ele destruirá primeiro os "fanáticos religiosos", pois são eles os que mais espalham ódio!

⁠Todo homem que sabe ler tem o poder de engrandecer a si mesmo, de multiplicar a forma como existe, de tornar sua vida plena, significante e interessante.

Ah Carla, talvez o nosso erro tenha sido buscar o divino onde só existe o barro. Dizem que somos imagem e semelhança de Deus, mas olho para o espelho e para o mundo e vejo outra assinatura. Se Deus criou os anjos para a luz, foi o silêncio de Lúcifer que moldou a humanidade. Fomos forjados no pecado original da rebeldia, e é por isso que pecamos com a mesma naturalidade com que respiramos.
Não há distinção entre nós e o abismo. O mal não é um invasor externo, ele é o dono da casa, o morador que escolhemos alimentar todos os dias com a nossa liberdade de escolha. E, quase sempre, escolhemos o caminho errado porque é o caminho que reconhecemos como lar.
Eu tentei te santificar nas minhas cartas, Carla, mas como posso fazer de você um anjo se as mãos que escrevem são filhas da queda? Estamos presos nessa herança de erros, e a minha maior falha foi acreditar que o meu amor poderia te salvar de uma natureza que já nasceu vencida.
O mal não está lá fora. Ele está no nós, que eu insisti em chamar de paraíso.


DeBrunoParaCarla

Existe um canto no mundo chamado Itaipuaçu,
onde nossos desejos se tornam orações atendidas.
É o nosso lugar de paz, o abrigo contra o caos do mundo,
onde cada onda traz a certeza de que ainda somos nós.
Ali, a esperança se renova e o amor volta a ter casa.


DeBrunoParaCarla

Entre Deus, anjos, demônios e humanos, existe uma verdade que ninguém gosta de admitir...O maior mistério não está no céu nem no inferno… está dentro do próprio homem.Deus não se esconde.
Os anjos não conspiram.
Os demônios não são tão poderosos quanto dizem. O problema nunca foi externo. O humano carrega em si o mesmo potencial de criação e destruição.
Ele ora pedindo luz, mas alimenta a própria escuridão. Ele pede paz, mas cultiva guerra dentro da mente. Ele clama por Deus, mas ignora a própria consciência. Os anjos apenas observam. Os demônios apenas sugerem. Mas é o humano que decide.
Esse é o segredo que ninguém quer aceitar:
não existe força maior controlando cada passo… existe responsabilidade.
A verdade não está escondida em templos, livros ou sinais do céu. Ela está nas escolhas pequenas, repetidas todos os dias. O céu não precisa provar nada.
O inferno não precisa se revelar.
Porque enquanto o homem não dominar a si mesmo, ele continuará sendo o próprio campo de batalha. E talvez seja isso que mais assusta...não é o medo de Deus…
nem o medo do inferno…é o medo de perceber que sempre foi você.


DeBrunoParaCarla

Revelação para Carla
Carla,
Existe uma coisa que eu demorei pra entender…
e talvez seja a mais importante de todas.
Entre Deus, os anjos, os demônios e nós…
ninguém manda mais no nosso caminho do que a gente mesmo.
Eu achei que precisava te proteger de tudo.
Do mundo, das pessoas, dos erros…
mas a verdade é que ninguém consegue proteger alguém das próprias escolhas.
Deus mostra o caminho.
Os anjos cuidam.
Os demônios tentam confundir.
Mas no fim…
quem decide somos nós.
Eu te amei tentando ser abrigo,
tentando ser força,
tentando ser tudo.
Mas aprendi que amor de verdade
não prende, não controla, não salva à força.
Amor de verdade caminha junto…
mas cada um ainda precisa escolher o próprio passo.
Se tem uma revelação que eu posso te dar é essa:
nem o céu nem o inferno decidem por nós.
A gente decide.
E mesmo entendendo tudo isso…
eu ainda escolheria você.


DeBrunoParaCarla

É racional dizer, que a vida é passageira, temporária, porém, existe a possibilidade dela ser estendida eternamente e isso, é emocionante.⁠⁠

Na maioria dos versos que faço...
Existe um pouco da minha trajetória...
Enfrentando vitória e fracasso...
Vou construindo minha história.

Existe muita merda de homem, como também muito homem de merda.

Em um passo que dou para frente, existe meio do passado.

Dentro de toda alma
existe um anjo.
Nele reside sua essência.

⁠Existe uma luxúria na autocensura. Quando nos culpamos, sentimos que ninguém mais tem o direito de nos culpar.

Oscar Wilde
O retrato de Dorian Gray. São Paulo: Via Leitura, 2020.

A realização é a contrapartida do desejo; ela só existe porque antes houve algo queimando em silêncio.
Um impulso. Uma vontade. Um corpo inquieto imaginando toque, presença, entrega.

Tudo que arde demais dentro da gente procura um jeito de existir fora.
O desejo provoca, percorre a pele antes mesmo das mãos, invade pensamentos, cria cenas, acende faltas.

E a realização…
ah, ela é quando aquilo que incendiava por dentro finalmente encontra corpo, boca, calor e coragem para acontecer.

Porque existem desejos que não nasceram para permanecer imaginados.
Nasceram para serem sentidos até o fim.

Existe uma diferença fundamental entre brilho e ofuscamento.

A mente que se fixa somente nas provações esquece as graças recebidas ao longo da jornada. Existe escuridão na alma que não enxerga o bem, porém surge luz e força nos que cultivam gratidão pelas bênçãos, ainda que singelas.

Entre o medo de agir e a coragem de enfrentá‑lo existe um abismo assustador, e é nessa travessia que não apenas descobrimos quem realmente somos, mas também revelamos nossa determinação diante daquilo que desejamos.

⁠Crônica: O Mapa dos Textos Inacabados


Existe uma tirania da página completa. A exigência de que o pensamento seja redondo, a frase, lapidada, a ideia, finalizada e assinada com um ponto inquestionável. Mas a vida, convenhamos, não é feita de tratados; é feita de sussurros interrompidos, de notas de rodapé que nunca chegaram ao livro e de rascunhos rasgados.
Aqui reside o poder dos pequenos textos inacabados e eficazes, intrépidos e vorazes que falam sobre você.
Eles são a nossa verdade mais bruta, a confissão não autorizada pelo censor interno. Pense nas listas de supermercado rabiscadas, que revelam não apenas a fome, mas a pressa, a desorganização charmosa, a prioridade daquele dia. Pense nas mensagens de texto digitadas e apagadas, aqueles dez segundos de fúria ou de amor inarticulado, que morreram no limbo digital, mas que continham a essência do que a sua alma gritava.
Esses fragmentos são eficazes porque ignoram a burocracia do bom-tom. Eles não têm tempo para introdução, desenvolvimento e conclusão. Vão direto ao ponto nevrálgico: o desejo, a dúvida, o pico de alegria. Um haicai mental que, por sua incompletude, nos força a preencher as lacunas, convidando-nos à intimidade.
São intrépidos porque ousam ser feios. Ousam ser mal escritos, gramaticalmente incorretos, ou até mesmo incompreensíveis para qualquer um que não seja o seu criador. Eles quebram a regra de que a arte deve ser perfeita. São a prova de que a vida é um borrão maravilhoso, e não uma aquarela de precisão cirúrgica.
E são vorazes. Devoram a máscara social. Enquanto o seu currículo, sua biografia e seus posts cuidadosamente filtrados buscam construir a imagem de quem você gostaria de ser, o texto inacabado revela quem você é. Ele carrega o cheiro da ansiedade que o fez acordar às três da manhã e o arrepio do insight que durou apenas um instante.
O Ser Humano, afinal, é um projeto inacabado. Somos a eterna promessa, nunca a realização total. E é por isso que esses pequenos textos, que não pedem licença e não esperam aplausos, são os mapas mais honestos. Eles são os vestígios da sua mente em estado de fluxo, a prova de que a maior poesia está no que não foi dito por inteiro.
Portanto, olhe para os seus fragmentos. Eles não são falhas. São o seu diário mais íntimo, a crônica mais verdadeira de quem você ousou ser, mesmo que por apenas um instante e meia linha. A incompletude é a sua assinatura mais autêntica.
Esta incompletude é também um ato de resistência contra o "culto do impecável". Vivemos na era da curadoria da vida, onde tudo deve ser filtrado, editado e exibido como uma peça de museu. O fragmento, no entanto, recusa o palco; ele reside na margem do caderno, no verso do guardanapo manchado, na nota de voz que é cortada pelo barulho de um carro. Esse é o seu território sagrado: o não-lugar da performance.
Nesses nichos de verdade, a clareza chega como um raio, intrépida, e se esvai antes que possamos vesti-la com palavras adequadas. O texto inacabado é o registro exato desse instante fugaz de lucidez, antes que a razão o domestique. Ele é um pacto consigo mesmo: a promessa de uma ideia que talvez nunca se concretize, mas que foi, no seu nascimento, absolutamente vital. É o seu código secreto, a sua língua franca com o seu próprio inconsciente. E é justamente por serem inacabados que eles permanecem vivos. Se estivessem completos, seriam memória; como fragmentos, são eternas possibilidades. Somos todos, no fundo, a soma voraz desses pequenos textos à espera de um final que, poeticamente, nunca chegará.
E é nessa espera, nessa promessa suspensa, que encontramos a liberdade mais pura. O texto completo é um corpo fechado; ele não pode mais mudar, não pode mais se contradizer. Sua verdade é finita. Já o fragmento, o pequeno texto voraz, mantém todas as suas portas e janelas abertas. Ele carrega consigo o peso do "ainda não", a energia do "e se". Essa incompletude nos obriga a voltar, a tentar de novo, a continuar o diálogo com a página, com a vida. No fundo, a crônica da nossa existência é apenas uma coleção de começos brilhantes e meios confusos. E o maior ato de autoconhecimento é amar esse caos, reconhecendo que a única forma de o Ser Humano não se tornar um objeto de museu, frio e intocável, é permanecer, para sempre, um rascunho apaixonado.
O nosso legado, quando partirmos, não será a obra terminada que deixamos sobre a mesa, mas sim a pilha de papéis a meio. Não é o livro publicado, mas a anotação na margem que revela a dúvida mais íntima do autor. O que fala verdadeiramente sobre nós é o conjunto de pontos de interrogação que não conseguimos resolver, as ideias que foram grandes demais para caber numa única frase. São esses fragmentos de pensamento, carregados de vida não vivida e intenção pura, que se tornam convites para quem vier depois. São a nossa maneira de dizer: "Continue, a história não é minha, mas nossa". E assim, nesse mapa voraz e intrépido de textos inacabados, encontramos a nossa mais profunda e mais humana imortalidade: a de sermos possibilidade até ao último suspiro.

⁠Existe lugares que é um privilégio ser expulso dele.
sfj,reflexões

Como sempre falo, o bem é a ausência do mal, portanto o mal apenas existe quando não há o bem.

Inserida por MariUrbanovick