Não Existe Dificuldades
Existe um cinzeiro em minha caixa de ferramentas,
no qual há guimbas que já não me recordo mais...
Plastico queimado, envelhecido; do qual bruto se mistura com minhas pontas...
Cinzas tomam contam de todo lugar.
Existe o que é para toda vida
e o que é apenas descartavel,
Confunda ambos e entrará em uma enrascada!
A pior prisão não é aquela feita de aço e concreto, não existe nada pior do que o medo que aprisiona suas vontades e os seus pensamentos.
Não existe nenhuma pessoa no mundo que esteja sempre bem,
claro que há dias que estamos tristes, desanimados, insuportáveis,
de repente tudo está bem novamente.
Não devemos julgar ninguém.
Como saber o que o outro tem passado se não sabemos de nós mesmos?
Vamos aprender a "criar o céu" para nosso irmão, sabemos o quanto esses
dias são terríveis, mas tudo passa, com sua ajuda tudo ficará melhor.
Às vezes o silêncio de uma pessoa é apenas um refúgio para o verdadeiro ser que existe oculto dentro dela.
Sobre distância
Entre a terra e o céu existe uma linha fininha que os separam. Os pingos mais fortes de chuva, quando machucam a pele, são prova disso. É por isso que Deus consegue escolher bem as coisas... Nesse palheiro chamado Terra as cabeças de agulha são fáceis de se achar. Passar a linha entre elas, é fazer com que ora ela permaneça no céu e ora na terra. Essa ideia de escolha, de lado, de divisão é o que conduz a vida. Entre grandes e pequenos, entre verdades e mentiras, medos e certezas, sorte e azar vivemos... A distância que separa essas coisas também é muito tênue, é impossível andar sobre a linha o tempo todo. Belos pingos grossos de chuva caem, e a grandiosidade de sua força nos empurra pra um lado ou outro, mesmo que depois voltemos ao que nos convém. Se o céu pode tocar a terra quando olho pro horizonte, porque teria que passear sempre por um lado ou outro? Uma criança quando está aprendendo a andar tem preferência por lados. Em sobriedade nos aproximados daquilo que consideramos opostos, mas só permanecemos ali enquanto estamos dispostos
A diferença existe em todas as coisas, convivendo em harmonia com ela, nós nos capacitamos a uma individualidade mais rica e consciente.
Os ombros são mágicos e quando existe disposição, amenizam a saudade, acalmam o coração e fazem parar o pranto.
como amar alguém que não existe?
como odia-lá ?
mas principalmente como saber que você esta vivo ou pelo menos já viveu?
como você sabe que eu existo?
No sótão da lua...
existe um poema que jamais foi lido.
Existe um canto, um hino, muito bem ocultado,
muito bem escondido, plasmado
na tinta indelével de um pergaminho.
Fino, tão fino!
Fala de brancas tardes, de infinitas estrelas.
Fala de nós meninos, de nós crianças,
de cordas d'amarras e de longas tranças.
Fala igualmente de ignotas rotas
e de uma epístola sagrada.
Fala de um rumo, de um áureo prumo,
de um pirata, de um corsário,
de um marinheiro… de um Mundo inteiro.
No sótão da lua, existe traçado, um beco
e, tal como o da rua, é quelho, solitário, ermo.
Esconsado, sombrio, covil sem fumo, furna
de marés e de rurais chaminés …
Magoada viela, igual aguarela.
E sobre o esconso, passam dispersos,
rimas, poemas, prosas, líricos versos.
E neles, todos os sons, todos os tons,
dos nossos passos, dos nossos abraços.
Do nosso cheiro. Da nossa história.
Dos nossos pés … calcorreados, doridos
de tão magoados.
Na greda e no sal, na lava e na cal.
No gelo e no sol.
Híbridos. Acasalados, colados,
de braços abertos!
No sótão da lua, inteiros, convictos,
de tão completos, percorrem-se lentos,
famintos, sedentos, de lés-a-lés.
Em troféus de fados, atravessam nuvens,
amam-se em glória, rezam-se afetos.
O oculto existe nos fatos e a grande maioria do povo caminha nas trevas da ignorância, na escuridão do espírito.
A Verdade nunca foi alcançada, nem será. Não existe uma verdade objetiva e total se esta, por sua própria natureza, sempre será relativa, subordinada a sistemas e a interpretações humanos.
O morto, um “ex-ilustre”, porque não existe dignidade na morte, pode virar tabuleta de logradouro e até de presídio, mas permanecerá esquecido.
No modelo de civilização a felicidade só existe pela coação dos desejos e pelo sofrimento, o que nem sempre é absorvido, mas que invariavelmente resulta em culpa e desta necessidade de autopunição vivem as religiões.
Não tenho palavras delicadas para traduzir o teu rosto, porque em teus olhos não existe doçura da menina que sonhei...
