Nao estou Sozinha
Depois de tanto fazer tempestade estou branda novamente. É uma nostalgia maluca, que hora me deixa calma a pensar, e outrora desesperada a gritar socorro para quem tiver coragem de se aproximar. Hoje eu escolho o que é certo ao invés do que é fácil, hoje eu digo não pra tudo que não for de coração.
Estou renascendo de minhas dores ora pequeninas, ora gigantes. Dor que dói cada dia mais, mas sei que são vitais ao meu amadurecimento.
Quando estou longe
Quero ficar perto
Quando estou perto
Quero ficar dentro
Quando estou dentro
Quero ficar mudo
Quando estou mudo
Quero dizer tudo
Sempre estou sorrindo, algumas pessoas dizem que queriam ter a alegria que tenho, apenas sorrio e concordo. Se elas soubessem o que realmente acontece dentro de mim e do meu coração… não diriam isso.
Meu grande amor, a saudade invadiu meu coração nesse momento e estou aqui pensando como posso desperdiçar tanto tempo com coisas banais se o que realmente quero é estar contigo, olhar em seus olhos, ouvir sua voz, sentir teu beijo. Não imaginei que algum dia pudesse sentir algo tão intenso por você, que antes era apenas um bom amigo. Hoje estou aqui pedindo a Deus para que você me ligue, para que eu possa ouvir o sussurro de sua linda voz. Enquanto isso não acontece, fico aqui rezando em silêncio.
Estou amando você.
e se me perguntar porque
vou te responder;
é o teu olhar,
o teu sorriso, o teu abraço,
o teu cheiro,
resumindo amo-te cada detalhe seu,
sou tão sua que dentro de mim
só existe você,
você, e a melhor coisa que aconteceu
na minha vida.
Estou cansado de ver em filmes, ler em livros, ouvir em músicas, todos felizes e eu nessa bosta de vida.
Estou aqui para falar por todas as gerações que virão. Estou aqui para falar em nome das crianças que passam fome no mundo, e cujo choro ninguém escuta.
E eu estou de pé. Depois de uma virada em minha vida quem sabe, depois de uma chuva forte que caiu durante uns dois ou três anos. Aprendizados que agora caem em minhas mãos, como se fossem os pingos que ficaram no telhado, arrependimentos que batem em minha porta pedindo pra que eu os enxugue, vozes que me dizem uma mesma coisa o tempo todo como uma goteira caindo e fazendo o mesmo som. Coisas momentâneas. Coisas que vão passar quando eu ver o sol nascer amanhã. Minha previsão do tempo particular me diz que ainda vão vir algumas chuvas de verão, daquelas que logo passam... Mas nada que possa derrubar o abrigo que eu fiz essa noite. Um abrigo com o telhado e as portas de amor próprio, com janelas que são à prova de barulhos que possam me fazer querer sair lá fora, e com paredes que não deixam se quer o cheiro da chuva entrar. Mas sempre existe aquela frestinha como dizem, e se algum vestígio dessa chuva entrar... E não conseguir me conter com a vontade de sair lá fora, peço que me segurem. Não quero me molhar, eu sei que não vale a pena, não por essa chuva!
Outro amanhã
Estou arrumando as malas
Desfazendo os laços
Tecendo meu futuro com as linhas do presente
Estou limpando a poeira das minhas lembranças
Hoje estou arrumando as tristezas
Organizando o armário das recordações
Pintando de verde meu novo amanhã
Desfazendo-me da saudade
A luz de um dia novo
Reflete no espelho de minha esperança
A face renovada de um outro eu
A luz de um dia novo
Brilha e rebrilha no futuro que se espelha
Em um amanhecer de descobertas
"Tô aí pra alguns, pros meus. Tô aí e estou aqui. Estou atenta. Estou dentro. Estou me vendo. Estou tentando. Estou querendo. Estou a postos só para o mínimo, o máximo. Para o que importa mesmo. Para o mistério. A verdade. O caos. O céu. Essas coisas... No mais, tô nem aí."
❝ ...Se eu estou feliz? ... é claro que sim ... tenho paz ... harmonia .. tenho vocês que me acompanham todos os dias ... mesmo distantes compartilhamos sentimentos lindos ... intensos ... eu sinto Deus abençoando cada um de nós com muita fé .. muito amor ... uma esperança linda brilhando nos nossos corações ... e tenho gratidão ... esta que esta transbordando junto da minha felicidade ... ❞
Entre sonho e fantasias estou aqui, pensando em você;
O quanto te amei, entreguei me de corpo e alma...
Ah...quem dera tu fosse realmente o Homem que eu criei
Em meus sonhos e fantasia, não vou te julgar por não...
Ser quem eu queria, pois na verdade era só minha fantasia;
O homem real que existe, me recusei a ver;
Mas do sonho acordei, da fantasia me despi;
Arranquei de mim esta casca dor da desilusão
Renovei-me para a vida!
Hoje não busco sonhos nem fantasias!
Encontrei me na esquina da realidade;
Onde tem vários caminhos a escolher...
Eu preferi o da verdade, mesmo que doa...
Vanya* Witch
Hoje, acordei 8, e estou indo dormir 80. Ou melhor, deve ter sido ao contrário, maldita bipolaridade.
FIM
..Já estou acostumada a deixar pra trás os sonhos, partir carregando mais uma desilusão.
Minha sina, eu sei, não muda, é viver na solidão. Porque sempre quem eu amo, não me entrega o coração.
Estou indo, buscando não sei o quê. Pode ser que nessa procura, eu encontre alguém diferente de você, que foi a última razão da minha partida. Com você eu pensava que o amor estava sorrindo pra mim. Mas você cortou logo o barato. Mostrou-me a porta de saída. E antes de começar, me indicou que era O FIM..
Príncipe (nem tão) Encantado
Brinco sempre com meus amigos que estou esperando meu príncipe encantado. Reclamo que ele está demorando pra chegar, e que entendo que ele possa ter tido uns percalços pelo caminho. Vai que ele ainda nem tenha encontrado meu sapatinho?! Sei que parece bobagem de menina que vive no mundo da lua, ou melhor, num conto de fadas, mas também sei que no fundo todos procuram por alguém especial e merecem finais felizes.
Talvez meu príncipe nem seja tão encantado assim. Talvez não seja tão bonito e charmoso como nas historinhas infantis. Talvez ele esteja atrasado porque vem de longe e a pé. Talvez ele ronque, roa as unhas, tenha espinhas. Isso é o de menos. Também não importa se ele é alto, baixo, loiro ou moreno, desde que ele esteja disposto a me amar incondicionalmente e a me fazer feliz pra sempre todos os dias.
Não basta que ele me queira só um pouquinho. Quero alguém que adore a minha companhia, que ame cada minuto que passa ao meu lado, que goste de mim do jeitinho eu sou. Quero alguém que se entregue por inteiro sem medo de se machucar ou do que os outros vão pensar. Alguém que esteja sempre pronto pra me ouvir, me compreender e pra me dar colo quando a TPM bate e eu fico meiguinha demais.
Será que estou pedindo muito?! Não sei. As únicas certezas que tenho são as que vêm do meu coração. E esse me diz que meu príncipe existe sim, que ele está por aí e que mais cedo ou mais tarde vai me encontrar. Quando este dia chegar, eu vou ter certeza de que é ele. Aquele friozinho que percorre o corpo quando os olhares se cruzam nunca se engana.
Como é chato lidar com fatos, o cotidiano me aniquila, estou com preguiça de escrever esta história que é um desabafo apenas. Vejo que escrevo aquém e além de mim. Não me responsabilizo pelo que agora escrevo.
Estou amontoando todas as nossas saudades num lugar bem escuro e escondido da minha alma. Junto com todas as coisas feias do meu passado. As que eu separo pra tentar esquecer. As coisas colocadas lá, acabam se perdendo pra sempre no meio de tanta bagunça. É o que sempre nos resta fazer com histórias sem finais felizes. Amontoar numa caixa, jogar num canto, e esperar que o tempo faça o resto. Que o tempo nos dê a habilidade de enxergar somente um amontoado de tralha no lugar daquelas lembranças absurdamente felizes. Porque por mais que escondamos certas coisas em lugares bem escuros, no fundo a gente sabe bem que elas continuam existindo. Então na verdade, a gente nunca esquece que essas coisas existem. A gente só esquece de gostar delas. É isso que fazemos com as coisas que não podemos matar nem possuir: tentamos esquecê-las.
A Casa Branca Nau Preta
Estou reclinado na poltrona, é tarde, o Verão apagou-se...
Nem sonho, nem cismo, um torpor alastra em meu cérebro...
Não existe manhã para o meu torpor nesta hora...
Ontem foi um mau sonho que alguém teve por mim...
Há uma interrupção lateral na minha consciência...
Continuam encostadas as portas da janela desta tarde
Apesar de as janelas estarem abertas de par em par...
Sigo sem atenção as minhas sensações sem nexo,
E a personalidade que tenho está entre o corpo e a alma...
Quem dera que houvesse
Um terceiro estado pra alma, se ela tiver só dois...
Um quarto estado pra alma, se são três os que ela tem...
A impossibilidade de tudo quanto eu nem chego a sonhar
Dói-me por detrás das costas da minha consciência de sentir...
As naus seguiram,
Seguiram viagem não sei em que dia escondido,
E a rota que devem seguir estava escrita nos ritmos,
Os ritmos perdidos das canções mortas do marinheiro de sonho...
Árvores paradas da quinta, vistas através da janela,
Árvores estranhas a mim a um ponto inconcebível à consciência de as estar vendo,
Árvores iguais todas a não serem mais que eu vê-las,
Não poder eu fazer qualquer coisa gênero haver árvores que deixasse de doer,
Não poder eu coexistir para o lado de lá com estar-vos vendo do lado de cá.
E poder levantar-me desta poltrona deixando os sonhos no chão...
Que sonhos? ... Eu não sei se sonhei ... Que naus partiram, para onde?
Tive essa impressão sem nexo porque no quadro fronteira
Naus partem — naus não, barcos, mas as naus estão em mim,
E é sempre melhor o impreciso que embala do que o certo que basta,
Porque o que basta acaba onde basta, e onde acaba não basta,
E nada que se pareça com isto devia ser o sentido da vida...
Quem pôs as formas das árvores dentro da existência das árvores?
Quem deu frondoso a arvoredos, e me deixou por verdecer?
Onde tenho o meu pensamento que me dói estar sem ele,
Sentir sem auxílio de poder para quando quiser, e o mar alto
E a última viagem, sempre para lá, das naus a subir...
Não há, substância de pensamento na matéria de alma com que penso ...
Há só janelas abertas de par em par encostadas por causa do calor que já não faz,
E o quintal cheio de luz sem luz agora ainda-agora, e eu.
Na vidraça aberta, fronteira ao ângulo com que o meu olhar a colhe
A casa branca distante onde mora... Fecho o olhar...
E os meus olhos fitos na casa branca sem a ver
São outros olhos vendo sem estar fitos nela a nau que se afasta.
E eu, parado, mole, adormecido,
Tenho o mar embalando-me e sofro...
Aos próprios palácios distantes a nau que penso não leva.
As escadas dando sobre o mar inatingível ela não alberga.
Aos jardins maravilhosos nas ilhas inexplícitas não deixa.
Tudo perde o sentido com que o abrigo em meu pórtico
E o mar entra por os meus olhos o pórtico cessando.
Caia a noite, não caia a noite, que importa a candeia
Por acender nas casas que não vejo na encosta e eu lá?
Úmida sombra nos sons do tanque noturna sem lua, as rãs rangem,
Coaxar tarde no vale, porque tudo é vale onde o som dói.
Milagre do aparecimento da Senhora das Angústias aos loucos,
Maravilha do enegrecimento do punhal tirado para os atos,
Os olhos fechados, a cabeça pendida contra a coluna certa,
E o mundo para além dos vitrais paisagem sem ruínas...
A casa branca nau preta...
Felicidade na Austrália...
