Nao Esqueca q te Adoro
Outono
Obscuro tornou- se
Um chão de folhas secas
Tempo melancólico
Onde as flores
Não vivas
Ocultaram sua cor
acordei pensando que o trabalho estava feito
que eu não ia mais precisar de treino
fui ingênua por pensar que a cura era tão fácil
mas não há reta final
nem linha de chegada
a cura é trabalho diário
A roda gigante e a gangorra são dois objetos que definem bem a vida. Se você não tem firmeza, serenidade e humildade na parte de baixo dificilmente saberá lidar com as alturas!
Saudações´.´
Não é pecado querer ter mais do que já
se tem. Porém é bom ressaltar que se
desprezamos o pouco que temos,
dificilmente teremos o muito que desejamos.
Sacerdote Jushon´.´
TEM ALGUEM SONHANDO COMIGO
Ficar sem dormir não é nada fácil. Quando passo a "noite em claro", como se diz, ao raiar do dia meu corpo está pedindo socorro. Tudo dói. O corpo fica lento, a cabeça pesada, os reflexos pouco alertas. E ultimamente isso tem acontecido com uma certa frequência.
Sou uma canceriana típica, e assim, meu signo regente é a Lua, o que reflete diretamente na minha personalidade. Sou realmente uma mulher de fases, meu humor, minha vitalidade, minhas paixões e meu sono.
Passo por períodos onde literalmente durmo em pé. Não encontro problemas para adormecer, nem barulho, luz, travesseiro diferente, nada incomoda. Em outros períodos tento de tudo, de chá a músicas "new age", mas simplesmente, o sono não vem.
Alguns dizem, e esta teoria é fofa, que quando não conseguimos dormir é por que estamos acordados no sonho de alguém. Como eu disse, fofa, sem nenhum respaldo científico.
Já a ciência, não tão fofa, atribuí aos momentos de estresse como a causa da insônia, ou seja, preocupações, ansiedade e frustrações seriam os motivos para o sono sumir. Mas quem não tem problemas? o mundo todo estaria acordado, se lamentando, se isto fosse espelho da verdade.
Eu decidi acreditar na primeira teoria. Neste exato momento, estou acordada no sonho de alguem, e por isso, não durmo. Isso é meigo, afinal, alguém tem sonhado comigo insistentemente. Só posso me sentir lisonjeada.
O problema é que já estou com olheiras que me tomam o rosto, uma aparência de semana passada e uma energia quase extinta. Meu humor anda mais instável que os ministros da Dilma, e meu raciocínio pode ser apelidado de Barichello, de tão lentinho.
Logo, logo acabo perdendo o restinho de auto estima que me sobra, deixo de pentear os cabelos, vou andar de pijama o dia inteiro, não terei vontade de cruzar o portão e ver a rua. Vou ficar dodói por que acordada eu fumo mais, engordar muito pois o chocolate acaba me acompanhando a noite toda e ficar bem alienada, já que meu poder de concentração com tanta insônia está quase a zero.
Sou carente assumida, é uma delícia quando sei que alguem pensa em mim, gosta de mim, me dá um carinho... adoro um colo, um beijo, um mimo. Mas antes que eu vire um ZUMBI, por favor, parem de sonhar comigo!!!!
Preciso dormir, de verdade, esparramada, por longas horas, talvez dias...
Quero me enrolar no edredom, esquecer os ponteirinhos do relógio, abraçar meu travesseiro e me entregar ao sono. E sei que não vou impedir o adormecer de ninguem, pois estou tão cansada, que se eu sonhar, vou sonhar que estou dormindo.
Podemos plantar uma casa. Podemos construir uma árvore. Eu não ligo mesmo. Podíamos fazer todos os três.
Não há dúvida de que é inútil e prejudicial lamentarmo-nos perante o mundo. Resta saber se não é igualmente inútil e prejudicial lamentarmo-nos perante nós próprios. Evidentemente. De fato, ninguém se lamentará perante si próprio, a fim de se incitar à piedade, o que nada significaria, dado que a piedade é, por definição, o voluptuoso encontro de dois espíritos. Para quê, então? Não para obter favores, porque o único favor que um espírito pode fazer a si próprio é conceder-se indulgência, e toda a gente percebe quanto é prejudicial que a vontade seja indulgente para com a sua própria e lamentável fraqueza.
Resta a hipótese de o fazermos para extrair verdades do nosso coração amolecido pela ternura. Mas a experiência ensina que as verdades surgem apenas em virtude de uma pacata e severa busca, que surpreende a consciência numa atitude inesperada e a vê, como de um filme que parasse de repente, estupefata, mas não emocionada.
Cesare Pavese, in O ofício de viver
"O mundo contemporâneo inventou o impossível: a multiplicidade de diferenças que não fazem nenhuma diferença. "
Apesar de ser feita de silêncios, não me subestime. Com os faladores, aprendi que a inteligência mora no silêncio, onde muitas vezes, quando nos calamos, as palavras guardadas são mais bonitas do que as que palavras ditas da boca pra fora.
Não desista! Siga em frente sempre, pois:
Você está sim fazendo sua própria história, está deixando seu próprio legado, independente do plágio de pessoas "pequenas" de mente; "grandes" em falta de talento e com total "ausência" de criatividade!
Nossas experiências dolorosas não são para nos destruir, mas para queimar as nossas impurezas, a fim de que a nossa volta ao Lar seja apressada. Ninguém está mais esperançoso pela nossa libertação do que Deus.
Eu sou como um circo de lonas estragadas
Onde o palhaço já não faz mais rir
Onde o trapézio há muito está parado
porque o medo foi morar ali.
Eu sou como um circo de lonas estragadas
Em que a banda já não quer tocar
Onde as jaulas se restaram abertas
porque nem bicho se deixou ficar.
Eu sou como um circo de lonas estragadas
Sem ter mais público para aplaudir
Temendo aqueles que atiram facas
Temendo tudo que lhe quer ferir.
Eu sou como um circo de lonas estragadas
Sem alegria qualquer, sem emoção.
No entanto, existe aquela corda bamba
Onde balança o meu coração.
Eu deixo que passe reto,não me cobre o teto da preocupação.
Descomplico,arrisco,grito na cara da indecisão.
Sou alma florida,
Coração vibrante,
Que acorda pra vida...
Que sonha,que luta...
E não desiste dos sonhos por nada,nem ninguém.
Vivo a eterna capacidade de abraçar o bem !
O ser "Ateu" não deveria ter nenhum tipo de preconceito.
Até porque o ateísmo implica diretamente no ato da capacidade de compreensão da multiplicidade deste universo.
