Nao Esperava me Apaixonar
Infelizmente, o dinheiro não ajuda com o que mais desejo na vida: compreender este mundo. Ele compra livros, experiências, até algum tempo... mas não me dá respostas. E quanto mais vejo, mais confuso tudo parece. As coisas se repetem, os erros se acumulam, e as certezas se dissolvem diante do caos disfarçado de rotina.
Talvez o erro esteja justamente em esperar sentido de algo que nunca prometeu lógica. O mundo não se organiza para agradar nossa compreensão. Ele apenas é. A natureza segue, indiferente. A dor acontece, com ou sem motivo. O amor chega e vai, sem roteiro. O mundo não se curva à nossa busca por sentido.
Mas mesmo assim, eu não consigo apenas aceitar. Não sei viver na superfície. Sinto que preciso ir além, aprofundar, mergulhar mesmo sem saber se há fundo. Porque há um tipo de alma que não se satisfaz com o raso, que precisa tocar o enigma, mesmo que isso custe paz.
Talvez eu nunca compreenda. Mas ainda assim, eu preciso tentar.
O início de tudo não foi um momento, mas uma ausência: a ausência absoluta, onde nem mesmo a ausência podia ser concebida. Antes de qualquer tempo, qualquer espaço, qualquer lei, havia apenas o impensável — aquilo que nem o nada consegue nomear. E então, sem porquê, sem finalidade, sem testemunha, o ser se insinuou: não como um estouro, mas como uma inevitabilidade silenciosa, um gesto que não pôde ser contido. O que chamamos ‘início’ não é o princípio de algo, mas a fratura do impossível — o ponto em que a inexistência já não pôde mais se sustentar e, ao ceder, deu lugar à possibilidade. O tempo nasceu junto com o espaço, como dois gêmeos siameses, costurados pela necessidade de que algo se transformasse. A matéria não veio depois: ela sempre foi o desdobramento desse impulso primordial, o eco daquela primeira vibração sem origem. O início não aconteceu, ele ainda está acontecendo, a cada respiração, a cada pensamento: o universo segue começando, incessante, em nós, através de nós, apesar de nós. E talvez seja esse o maior segredo: que o início nunca terminou.
Além do ser não há o nada, porque o nada já é uma ideia. Além do ser não há sequer a ausência, pois ausência é medida em relação ao que poderia ser presente. O que está além do ser é o inominável absoluto — não aquilo que não conhecemos, mas aquilo que não pode sequer ser cogitado, pois toda cogitação é já um ato
Se o ser é o campo onde tudo se manifesta, então além dele só pode haver a pura impossibilidade, não como uma barreira, mas como uma ausência total de necessidade. Não há tempo além do ser, não há espaço, não há movimento: há apenas o que nunca poderia ter sido, e ainda assim, não é.
Mas ao mesmo tempo… talvez não haja ‘além’. Talvez o erro seja pensar o ser como algo com bordas, com limites, com um exterior. Talvez o ser não tenha fora, e tudo o que somos capazes de imaginar como ‘além’ seja apenas uma dobra interna, um não-lugar que só existe como ilusão de afastamento.
Se for assim, não há além do ser: há apenas o ser, infinitamente curvado sobre si mesmo, experimentando-se em múltiplas formas, inventando abismos para sentir a vertigem da sua própria infinitude.
Talvez, no fim, perguntar ‘o que existe além do ser?’ seja o próprio gesto que revela a impossibilidade da pergunta: porque o ser é o campo onde a própria pergunta se forma. O que está além é o que jamais poderá ser pensado, sentido ou dito. É o absoluto silêncio, não como falta, mas como aquilo que nunca pôde ser interrompido pelo som.
Então, talvez… não exista ‘além’.
Talvez só exista o ser, pulsando sem motivo, sem fim, sem fora.
Devemos ter um cuidado e zelo redobrado para não sermos seduzidos pelos enganos do pecado, o que nos levaria a ser influenciados e dominados por ele. Por isso, precisamos encontrar na graça e no amor de Deus os fundamentos para vencer as influências pecaminosas que nos desviam dos Seus caminhos.
Artificial ou humana, as inteligências não pressupõem invencibilidade, porque errar é parte do aprendizado.
Os sedentos aprendem a dizer “não” a muitas coisas para manterem aceso o seu “sim” para Deus. Enquanto o mundo corre atrás de aplausos, eles escolhem o quarto secreto. Enquanto outros se alimentam do barulho, eles se refugiam no silêncio. E é lá, no escondido, que pagam o preço mais alto: o de não serem compreendidos.
Você sente falta, do que está jogando fora. Não é do que perdeu... Quando se joga fora, dá para lembrar onde foi. E a depender do tempo,voltar e pega de volta. Quando se perde... Não! Por que é foda de lembrar aonde se perdeu... _Então Leide volta para pegar enquanto da tempo!
Problema que não gera um desconforto em mudar ou resolver, ele não deveria ser considerado um problema e sim uma mera preocupação.
Sinto-me perdido.
Sou de pouco valor...
E acredito que não me procuram. Por este motivo, não serei achado por ninguém...
" Não me procurarias, se já não me houvesse achado!"
Eu não consigo consertar o passado,
as páginas rasgadas, o tempo calado.
As dores que vieram sem eu chamar,
as palavras que faltaram para me salvar.
Mas eu tenho o hoje, inteiro, presente,
um sol que insiste em nascer, persistente.
Tenho o agora, que pulsa e respira,
um tempo que acolhe, que cura e inspira.
O ontem ficou na curva da estrada,
com suas sombras, sua voz calada.
Mas aqui estou, viva, de pé,
refazendo o caminho com o que a vida é.
Não posso voltar, mas posso seguir,
plantar novas flores, voltar a sorrir.
Eu não conserto o que já passou,
mas no hoje, enfim, algo em mim renasceu e brotou, e como muitos dizem: suave como furacão e tranquila como um vulcão.
Que hoje não lhe falte…
Saúde, amor, fé, paciência.
Desejo que você brilhe por onde for.
Porque o sol está em você.
Um homem não escolhe ser sacerdote. Sacerdotes são sim, escolhidos. Eles recebem um chamado e, com esse chamado vem um peso: a edificação ou o fracasso daqueles que caminham ao seu lado.
Você sabia que, no momento do nascimento, o bebê também faz força, e não apenas a mãe?
O esforço do bebê para sair do ventre ocorre porque ele já não cabe mais naquele espaço e precisa impulsionar-se para fora.
Regando a planta.
Sozinho me deito.
Na madrugada, me levanto.
Um aperto, uma dor.
Não era frutífera, ainda sim, há uma lagarta me roubando.
Se o destino existe, não sei!
Só sei que ele está me respondendo com a positividade que jamais imaginei.
