Nao Entendemos nada mas Continuamos Insistindo
Se queres amar a vida, eu preferiria dizer, se queres apreciá-la lucidamente, não te esqueças que morrer faz parte dela. Aceitar a morte -a sua, a dos próximos- é a única maneira de ser fiel à vida até o fim.
Mortais e amantes de mortais: é o que somos e o que nos dilacera. Mas essa dilaceração que nos faz homens ou mulheres, também é o que dá a vida o seu preço mais elevado.
Se não morrêssemos, se nossa existência não se destacasse assim contra o fundo tão escuro da morte, seria a vida tão preciosa, rara, perturbadora? “Um pensamento insuficientemente constante sobre a morte, escrevia Gide, “nunca deu valor suficiente ao mais ínfimo instante de vida.”
Portanto é preciso pensar a morte para amar melhor a vida -em todo caso, para amá-la como ela é: frágil e passageira- para apreciá-la melhor, para vivê-la melhor, o que é uma justificação suficiente para este capítulo.
Aquele arrepio na espinha eu não queria sentir com você, por medo de me apaixonar, depois do seu beijo arrebatador senti e foi enlouquecedor. Venha beijar-me novamente desmanchando meu sorriso fazendo-me perder o juízo.
Mesmo quando leio um livro, já não sinto o mesmo que antes. Agora, é como se alguém estivesse sussurrando para o meu coração, dizendo que não posso continuar assim.
A justiça não se estabelece sob o discurso falacioso de que todos são iguais perante a lei, mas sim na comprovação de que a lei venha a ser igual perante todos!
Se não for o que imaginei, rasgo a folha e jogo fora. Viro a página e do início, risco e rabisco tudo novamente. Porque aí dentro há uma porção de histórias inacabadas.
Eu não procuro alguém pra pertencer e ter posse, só quero uma fonte segura de amor que não dependa das obrigações, das falas decoradas, dos scripts prontos. Se as pessoas estão sempre indo e vindo, eu só queria alguém minimamente eterno em sua duração, que me fizesse parar de achar normal essa história de perder as pessoas pela vida.
Você pode ensinar uma cobra venenosa a comer das suas mãos, mas não pode tirar dela seu gosto por morder.
Não é o poeta que cria a poesia. E sim, a poesia que condiciona o poeta.
Nota: Trecho do poema O poeta e a poesia.
...MaisEU SÓ QUERO SER QUEM SOU
Um grito de desespero
Porque não aceitam o meu jeito?
Tantos julgamentos passam pelos meus pensamentos
Inseguranças implantadas pelos outros
Eu quero viver, dane-se os outros, esse é meu desejo!
Mas o que os outros vão pensar? Como vão reagir?
O que será de mim?
Não quero ouvir mais, não quero mais tranças no meu coração
Quero liberdade e paixão
Não mais reclamações, sermões, opiniões, coisas que só me fazem me sentir menor
Quero me jogar no que sou!
Mas, como vou se os outros não me dão permissão?
Quero ser louca, sem ligar pras outras pessoas
Me sinto viva
Fazendo o que dizem que não devia
Tanta energia
Jogada apenas no que os outros querem da minha vida
E como fica, e que eu gostaria? Qual rumo EU quero? O que eu realmente desejo?
Somente os anarquistas haverão de saber que somos anarquistas e lhes pediremos que não se chamem assim para que não assustem os imbecis.
A vida nos surpreende, as pessoas também. Assim vamos vivendo, pra que nossa falta não seja somente percebida, mas sim sentida, não por um momento, mas por toda vida. Quando menos esperar, tudo pode mudar, um gesto, uma palavra, uma situação. Queremos sempre o melhor pra quem gostamos. O que não pode acontecer, é ficar olhando pra trás ou pra baixo, mas sim, levantar a cabeça e... EVOLUIR, assim que temos que viver!
Não tema a morte. A morte está sempre ao nosso lado. Quando mostramos medo, ela pula sobre nós mais rápido do que a luz. Mas, se não demonstramos medo, ela lança seu olhar suavemente sobre nós e, em seguida, nos orienta para o infinito.
Pessoas bem resolvidas não se ocupam em puxar o tapete dos outros porque elas sabem, que no momento certo haverá um tapete estendido para desfilar seus próprios méritos.
A criança, cujo desenvolvimento foi complicado por uma deficiência, não é menos desenvolvida que seus contemporâneos normais, é uma criança, mas desenvolvida de outro modo.
Perfeita não é a mulher que não tem estrias, celulite ou uns quilinhos a mais. É a que sabe conviver sem dramas com as pequenas imperfeições.
As palavras ditas sem reflexão, inspiradas pela cólera, não deitam raízes em parte alguma; porém quando sugeridas pelo ciúme alastram-se quais plantas parasitas, crescem e deitam ramagem sobre a árvore que é o coração, ensombrecendo-o.
