Nao Controlamos o que Sentimos
Sua maior força pode ser a fraqueza, porque ela o conduz à única força que não falha: Deus. (2 Co 12.9)
Se aquilo que te traz prazer não encontra o seu propósito último na exaltação de Deus, não é nada além de idolatria e mundanismo. Todo prazer legítimo deve ser, antes de tudo, um reflexo do caráter santo de Cristo; caso contrário, é apenas o coração humano curvando-se aos desejos da carne e aos padrões deste mundo caído.
Eu devia morrer, mas vivo; Ele devia viver, mas morreu. Porque o único Homem que não merecia a morte tomou sobre Si a morte que eu merecia, hoje tenho vida.
O perigo não reside apenas no fato do Estado tentar assumir uma paternidade que nunca lhe pertenceu — o que por si só seria um desastre existencial. A perversidade real é que essa pedagogia estatal não busca o bem das nossas famílias, mas sim a domesticação das próximas gerações para o serviço de seus próprios altares ideológicos.
Se abrimos mão de participar da vida pública por medo ou omissão, não é a política que deixará de existir; ela continuará moldando o mundo em que vivemos. E pode chegar o dia em que descubramos, tarde demais, que o silêncio dos cristãos ajudou a diminuir o espaço da própria liberdade de viver e testemunhar a fé. Não porque o Reino de Deus dependa da política, mas porque a omissão também produz história.
O ódio e a aflição da velha mídia marxista não se dirigem apenas aos conservadores. O verdadeiro alvo é o cidadão comum que ousou começar a pensar por si mesmo, sem a mediação de sua grade de programação ideológica. Eles não suportam essa independência intelectual porque perderam o controle sobre a mente das pessoas — e nada enfurece mais uma elite acostumada ao monopólio das ideias do que ver o povo escapar de suas mãos.
Quando os cristãos se omitem da vida pública, a política não fica vazia; ela apenas passa a decidir, sem nossa voz, até os limites da liberdade de viver a fé.
Somos a coroa da criação de Deus; por isso, o nosso coração não encontra descanso e propósito em nada menor que o Eterno.
A fé não anula o intelecto; ela abre os olhos para que eu creia de forma existencial e consciente. E é exatamente essa vivência da Graça que me leva a compreender o Evangelho com uma profundidade cada vez maior, tornando meu crer cada vez mais puro, simples e livre de dogmas e catecismos humanos.
O amor sabe suportar, mas também sabe discernir. Aceitar tudo indiscriminadamente não é amor; é ausência de responsabilidade.
O homem não foge da verdade por falta de evidências, mas pelo apego aos dogmas que sustentam suas ilusões.
Os cinco pontos do calvinismo não são a norma da fé protestante, nem o consenso histórico da cristandade. Mais que isso, não encontram respaldo suficiente nas Escrituras e, por isso, são estranhos ao Evangelho.
Toda vida que não principia em Deus e para Deus não se ordena é vaidade e vazio. Ainda que se prolonguem os dias e se multipliquem as obras, tudo será estéril, pois somente em Deus encontra o homem seu princípio, seu fim e sua verdadeira felicidade.
Se Deus não for o princípio, o centro e o fim de nossa jornada, toda a nossa existência terrena se perderá na mais estéril vaidade. Viver apartado do Criador não é vida; é um exílio de sombras, um sopro de futilidade e um abismo de perpétuo vazio.
O Evangelho não pacifica nossa carne; ele estabelece um confronto direto contra nossa soberba e egoísmo.
