Nao Controlamos o que Sentimos

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"A verdadeira paternidade não reside no discurso que educa, mas na conduta que silencia e acolhe. Um pai não apenas aponta a direção; ele se torna o farol."

O Jardim Secreto da Sua Essencialidade

A viveza de um jardim secreto para aqueles que não sabem amar;
cultivado pelo amor divino.
No seu âmago, uma flora verdejante
e a flor mais bela em destaque
e a luz do sol iluminando as suas pétalas.
Assim descrevo a sua essencialidade,
revestida pela arte da sua natureza —
atração feita de romantismo e intensidade
na composição da bênção que é a sua integridade.

“Aprenda a não desistir. Há caminhos que só revelam sua beleza a quem decide dar mais um passo.” - Os`Cálmi

Há pessoas que voltam iguais, mas nós já não as provamos com a mesma boca. O tempo muda o sabor de quase tudo.

“Não sou religioso, nem tampouco desejo ser. Procuro viver de acordo com os princípios bíblicos e me desviar do mal, para não sofrer as consequências da desobediência e da perversidade que as decisões erradas podem trazer. Faço isso também porque creio que Deus, ao se sacrificar na cruz, me proporcionou paz, vida em abundância e a esperança da vida eterna. E hoje tem me tornando uma nova criatura em Cristo Jesus.”

"Eu não busco a perfeição porque não sou um deus, mas busco a excelência porque eu sou um mortal".

Só percebemos nossa importância quando o tempo nos mostra que, na verdade, não temos importância alguma.


Benê Morais

"O USO DA IMAGINAÇÃO NOS TORNA INFINITOS" Albert Einstein
Usar a inteligência não é privilégio para todos.Mas devemos nos esforçar para fazer uso, viver melhor, e ser útil a sociedade" Ademar de Borba

A COROA DO ÚLTIMO EXILADO.
Não chames desventura o cárcere que abracei;
foi nele que, sem trono, meu destino coroei.
Os risos pereceram nas praças do verão;
restou-me o cetro austero da eterna solidão.
Os sinos emudeceram nos claustros da memória;
somente a sombra antiga conhecia minha história.
As luas, uma a uma, beijaram meu perfil;
nenhuma devolveu-me o jardim de abril.
Houve um tempo em que os lírios perfumavam meu caminho;
hoje florescem cardos onde outrora havia ninho.
Cada pétala tombada tornou-se oração;
cada espinho gravou teu nome no coração.
Quem contempla o precipício escuta outra linguagem:
não pertence aos ouvidos, mas à última coragem.
Ali o medo dissolve a máscara da razão,
enquanto a alma desperta na suprema provação.
Vi palácios sucumbirem ao cansaço das eras;
vi impérios converterem-se em esquecidas quimeras.
Todavia, tua lembrança permaneceu de pé,
como chama invencível sustentada pela fé.
Minha princesa... havia ouro na curva do teu riso;
bastava tua presença para inventar o paraíso.
Agora, cada alvorada parece funeral;
cada crepúsculo encerra um adeus monumental.
Procurei teu reflexo na vidraça do destino;
encontrei somente o rosto do silêncio peregrino.
Interroguei os astros sobre tua direção;
responderam com o idioma da constelação.
As montanhas envelhecem, os oceanos vão secar;
todo mármore dissolve, todo bronze há de tombar.
Entretanto, o sentimento que me deste por herança
não conhece sepultura, nem renuncia à esperança.
Se o universo apagar a derradeira estrela,
guardarei tua imagem onde ninguém pode vê-la.
Nem o tempo, soberano, vencerá semelhante ardor;
há eternidades nascidas do impossível amor.
Quando enfim meus olhos cerrarem o horizonte derradeiro,
não haverá lamento, nem adeus derradeiro.
Apenas tua lembrança, serena como um altar,
esperando meu espírito além do último mar.
Então, se Deus permitir que as almas voltem a florir,
hei de reconhecer teu olhar antes mesmo de sorrir.
Porque quem ama através da ausência, da saudade e da aflição,
já não pertence ao mundo: pertence à eternidade do coração.
E, caso nunca voltes...
Não chores por meu destino.
Procura-me na chuva que repousa sobre os telhados antigos;
na folha que abandona o galho sem protestar;
na estrela solitária que insiste em cintilar quando todas as outras adormecem.
Ali estarei.
Não como homem.
Nem como lembrança.
Mas como a parte do teu silêncio que jamais deixou de te amar.
Marcelo Caetano Monteiro .
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O planeta Terra
não é imortal.

Queres vir jantar
à minha casa hoje?
Olha, traz o vinho
e não te esqueças,
vem despida a rigor.

Tu


Tu és o poema que não ouso escrever, mas que o meu coração declama-o em segredo.


Tu és o segredo do meu corpo
quando ele pede mais.
Cada suspiro meu, tem a tua pele ,
cada gemido, a tua eternidade em mim.
Tu és o fogo que me devora
e a calma que me consome depois.
Quando tu me prendes ao teu corpo, sou infinito.
Dentro de ti, descubro que o amor
também sabe ser vulcão .
O teu calor envolve -me inteiro,
as tuas unhas riscam o meu desejo,
e dentro de ti, vagarosamente,
afundo-me cada vez mais fundo.
Não há palavra — só o choque,
o atrito, a explosão de nós dois,
quando o mundo se dissolve
no momento em que
juntos gememos um verso de fogo.

A espiritualidade não exige templos,
é a arte de habitar o agora,
a profundidade onde se
reconhece o mistério da vida.

Quando estou
dentro de ti:
não sou apenas corpo,
sou alma que encontrou o infinito.

Não ando sozinho,
carrego comigo a
humildade, sabedoria
e a proteção dos que
vieram antes.

Quem entende
a profundidade da
caminhada,
não teme o desvio.

Um coração
que rejeita
o outono
não aprende a
amadurecer a dor.

Bruxo/a
caminha
entre os ruídos
do mundo não físico
e escuta o que
não se diz:
a respiração
da Natureza.

O amor não é clausura — é voo que se faz a cada amanhecer.

Natal




Natal não é a data que aparece no calendário, mas o silêncio de alguém
que se aprende a escutar.
É pão repartido antes de ser explicado, é perdão antes de ser merecido, é a ética simples de um gesto pequeno que salva mais que discursos bem vestidos.
No ponto máximo da humanidade,
o sentido acontece.
Natal não termina à meia-noite.
Ele começa quando alguém escolhe ser luz num mundo mascarado de bondade, e o homem, por um instante, aprende que existir
é caber no outro.
Amar, depois do Natal,
é continuar o milagre de aprender
a partilhar quando o mundo grita.