Nao Controlamos o que Sentimos
Há pessoas tão metódicas que deixam de comer pão apenas para não correr o risco de sujar as mãos com trigo.
Os esquecidos sempre arremessaram suas pedras, mas infelizmente não tiveram força suficiente para quebrar a vidraça do poder.
Arriar por necessidade os trajes de um peão para apreciar melhor o pôr do sol é não pensar em ratificar a verdade, mas procurar arrear no caso um asno, ora, é fazer emergir uma claudicante desvantagem: ele vai imergir seriamente na infância ao jogar pião. Essa cena acena para ele como algo peculiar. Não terá tempo para retificar seus erros, por estar nu e por colocar seus sentimentos a nu, poderá ficar preso em cela decadente e a verdadeira sela na qual poderia cavalgar como cavaleiro errante, é na verdade uma soma vultosa de bens que o aguarda como bem maior, numa consagração vultuosa como um herói.
***Exercício de engenharia linguística***
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Há vinte e quatro anos o Brasil não leva uma Copa do Mundo, tempo suficiente para estar adulto e não acreditar em análises de comentaristas esportivos.
Quem não está disposto a sujar-se na lama, tampouco estará preparado para inebriar-se com a fragrância do lótus.
Pessoas verdadeiramente corajosas não são as que alcançam o céu, mas as que, já perto de tocar a mão de Deus, resolvem saltar de paraquedas.
O pássaro conhece o equilíbrio: não voa tão alto a ponto de tocar os abutres, nem tão baixo a ponto de marchar com os javalis.
Uma sociedade que desperdiça o trigo ao fazer o pão, não está preparada para sentar-se à mesa para comê-lo.
O homem nunca aceitou descender dos macacos não por sua capacidade de subir em árvores, mas por sua incapacidade de dominar o próprio ego.
A sabedoria percorre o deserto ainda que seus passos não sejam ouvidos; a inteligência faz o mesmo percurso, mas se certifica antes se há um oásis à sua espera.
Estamos normalizando a ideia de que pessoas com graves desequilíbrios psicológicos não precisam de tratamento real, mas apenas de “aceitação” e liberdade irrestrita.
O resultado é previsível e perigoso: uma massa crescente de indivíduos emocionalmente imaturos, que se creem acima de qualquer limite, responsabilidade ou consequência, e que transformaram a vitimização em identidade e estratégia de poder.
