Nao Controlamos o que Sentimos

Cerca de 606984 frases e pensamentos: Nao Controlamos o que Sentimos

Essência

Demétrio Sena - Magé

Tenha o seu; pouco, muito, mas o seu;
não importa o que os outros conquistaram;
quem venceu no contexto de vencer
que plantaram na sua fantasia...
E não tome, não furte, não plagie
ou se aposse com este, aquele truque,
nem copie, releia ou dê roupagem
sem dar crédito à fonte ou à matriz...
Entre ser desonesto e falso astro,
deixe o rastro, conduza o seu destino;
tenha o seu arcabouço; a sua essência...
Porque sermos quem somos nos completa;
o poeta se faz do SEU poema;
um artista só É, com arte própria...
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Eu não sabia


Um dia, pelo caminho,
entre idas e vindas,
surgiu um amigo.


Eu não sabia
mas ele já me conhecia.


Tão bom, tão amável,
que nem percebi
que no mundo havia
alguém que me via.


Perdido, acreditava:
longe de casa,
ninguém me notava.


Eu não sabia
mas quem diria,
ele já me conhecia.

Ir adiante não é a fuga do presente, mas ofensiva contra ele. O “eterno agora”, superado contra o caminho percorrido, acontece dentro de nós.

Não se deixe levar por ira, ressentimentos, frustrações por causa da imaturidade emocional de algumas pessoas. Seja maduro, evite desgaste de energia e o envelhecimento precoce.

Epigrama

Bom é ser árvore, vento:
sua grandeza inconsciente.
E não pensar, não temer.
Ser, apenas. Altamente.

Permanecer uno e sempre
só e alheio à própria sorte.
Com o mesmo rosto tranquilo
diante da vida ou da morte.

Marly de Oliveira
Antologia poética. Rio de Janeiro: Record, 2025.

⁠Quando alguém deseja tirar a sua própria vida, é porque ainda não entendeu que alguém já morreu por ela. JESUS!

"Temos a mensagem mais louca de todos os tempos. Shakespeare não chega aos pés. O Titanic afundou. Mas Jesus, o Cristo, ao terceiro dia ressuscitou."

Olá, pessoas. E pessoos também, por que não?


Antes de qualquer coisa, acho justo avisar que este livro não tem a pretensão de virar um clássico. Não espero que ele seja estudado em escolas, citado em teses ou colocado ao lado de Kafka, Nietzsche ou qualquer outro sujeito que passou a vida tentando entender o mundo.


Na verdade, isso aqui é bem mais simples.
É só um lugar onde resolvi guardar um pouco dos meus dias. Das coisas que me fizeram rir, das que me fizeram querer dormir por uma semana inteira e das que, por algum motivo, achei que valiam a pena registrar.


Talvez, em algum momento, você aprenda alguma coisa comigo. Talvez não. Talvez eu aprenda alguma coisa comigo mesmo enquanto escrevo. Acho que essa possibilidade já é um bom motivo para continuar.


Não faço ideia de quem você é. Não sei seu nome, sua idade ou o motivo que fez você gastar seu precioso dinheiro neste livro. Aliás, obrigado por isso. Espero, no mínimo, que eu consiga fazer companhia durante algumas páginas.


E sim, eu poderia dizer que "o hábito da leitura expande a mente", "estimula a criatividade" e todo aquele blá-blá-blá que todo livro parece ter a obrigação de repetir. Mas acho que você já ouviu isso o suficiente.


Então chega de enrolação.


Se você decidiu continuar lendo, seja bem-vindo.
Hoje começa o diário de bordo de Sthelphen Hilburg, um sujeito completamente comum tentando sobreviver à maravilhosa e miserável vida real.




Capítulo 1
O começo menos épico de todos
Dia 1 de muitos que ainda virão.


Meu nome é Sthelphen Hilburg. Carrego na bagagem da vida aproximadamente vinte e cinco anos. Destes, uns dois foram gastos entre cigarros baratos, bebidas de procedência duvidosa e questionamentos existenciais durante o expediente. Afinal, alguém precisa fingir que está trabalhando enquanto tenta descobrir o sentido da própria existência.




Nunca fui o tipo de pessoa que escrevia diários, poemas ou passava horas lendo livros. Na verdade, sempre estive mais perto de quem compra um livro e o usa como apoio para uma mesa bamba do que de alguém que realmente o termina. Mas, por algum motivo que ainda não consigo explicar, escrever sempre me intrigou. Talvez porque seja mais fácil conversar com uma folha de papel do que com certas pessoas.
Então aqui estou eu, começando essa história. Ou, no pior dos casos, registrando uma coleção de abobrinhas que talvez façam sentido para alguém no futuro. Se não fizerem, pelo menos serviram de entretenimento para mim.


Acordo todos os dias às sete da manhã desde os meus treze anos. Não porque gosto de acordar cedo. Ninguém em perfeito estado mental gosta. Acordo porque a vida decidiu que esse seria o preço para continuar pagando as contas.


Meu trabalho consiste em enfrentar monstros muito mais perigosos do que dragões ou demônios. Os meus aparecem do outro lado do balcão e perguntam, com a maior naturalidade do mundo, se "não tem como fazer mais barato", mesmo quando a peça já está em promoção.
É nessas horas que começo a questionar se a minha saúde mental realmente vale o salário do fim do mês. Alguns dias parecem tão absurdos que fico convencido de que estou vivendo dentro de um filme de baixíssimo orçamento, daqueles em que nem os figurantes parecem acreditar no roteiro.


Mas, fazer o quê?
São os ossos do ofício. Sempre quis usar essa expressão. Ela tem um ar estranhamente elegante para dizer que a vida resolveu complicar as coisas de novo.


Bom, e se você está se perguntando por que, num dia completamente aleatório, eu resolvi começar a escrever um livro, a verdade é que essa é uma pergunta que eu também deixo em aberto.


Eu simplesmente não sei.


Não faço ideia do motivo de estar gastando tanto tempo com algo aparentemente banal. Escrever um livro não vai pagar minhas contas, não vai deixar minha comida mais barata e, muito provavelmente, também não vai mudar o rumo da humanidade. Então por que escrever?
Talvez a pergunta certa seja outra: por que não escrever?


Será que toda história precisa nascer de um grande propósito? Será que existe algum decreto dizendo que só pessoas extraordinárias podem despejar pensamentos em folhas em branco?


Eu espero que não.


Então vou fazer exatamente isso. Vou encher páginas com literatura barata, pensamentos mal resolvidos e frustrações que, de vez em quando, parecem fazer mais sentido no papel do que dentro da minha cabeça.


As folhas estão vazias. Esperam apenas que alguém escreva alguma coisa nelas. Acho curioso como elas se parecem comigo.


Nós dois estamos em branco, tentando descobrir o que merece ser registrado. E, quem sabe, transformar pequenos desastres cotidianos em algo bonito. Afinal, até as calamidades têm uma estranha forma de produzir boas histórias quando o tempo passa.


Eu não faço a menor ideia de como vão se desenrolar essas maluquices que o mundo resolveu chamar de dias úteis.


Também não sei quem eu vou ser daqui a alguns meses. Talvez eu continue exatamente o mesmo. Talvez mude completamente. A vida tem esse péssimo costume de alterar as pessoas sem pedir autorização.


Também existe uma boa chance de eu abandonar este diário no meio do caminho, como já abandonei tantas outras coisas ao longo da vida. Não seria nenhuma novidade. A diferença é que, desta vez, espero conseguir ir um pouco mais longe.


Enquanto esse estranho fogo pela literatura continuar queimando em algum canto da minha alma, eu prometo fazer o possível para manter você por aqui. Nem que seja contando pequenas tragédias cotidianas, pensamentos aleatórios ou histórias que só fazem sentido para mim.


Por hoje, acho que basta.


Se eu sentir vontade, volto a escrever mais tarde. Se não, deixo o problema para o meu "eu" de amanhã. Ele já está acostumado a resolver as pendências que a minha procrastinação insiste em criar.


Então, até amanhã.


E, caso você ainda esteja aí do outro lado da página, obrigado pela companhia.


Nos vemos no próximo capítulo, meu caro leitor. Ou melhor... meu companheiro de viagem.


Acho que não consegui ficar calado por muito tempo.


Ainda existem muitas coisas que eu quero escrever por aqui. E, sinceramente, não faço ideia de onde elas surgem. Talvez venham de lembranças que, quando eu era mais novo, pareciam completamente inúteis, mas que hoje voltam brilhando na minha cabeça, como se estivessem esperando a hora certa para fazer sentido.


É estranho pensar nisso.
Justamente quando somos crianças, na fase em que mais inventamos mundos, aparecem adultos dizendo o que é "besteira" e o que não é. Como se toda ideia precisasse fazer sentido.


Mas e se uma ideia não quiser fazer sentido?


E se ela só quiser existir?


Na minha opinião, uma criança deveria ter todo o direito de imaginar dinossauros comendo banana split enquanto dançam ragatanga. Ou qualquer outra maluquice que passe pela cabeça dela. A imaginação nunca precisou pedir licença para a lógica.


O curioso é que, olhando para trás, eu percebo que nunca fui muito bom nisso.


Lembro de um colega da escola. Não faço a menor ideia do nome dele, mas lembro perfeitamente da cena. Ele ficava sozinho, mexendo os dedos como se fossem personagens, fazia barulhos com a boca e parecia completamente mergulhado no próprio universo.


Na época, eu olhava para aquilo com estranheza. Talvez até com um pouco de vergonha alheia.


Hoje, porém, eu invejo aquela liberdade.
Ele não precisava de uma tela, de um videogame ou de um celular para viajar para outro mundo. Bastavam os dedos, alguns sons e uma imaginação que parecia infinita.


Eu nunca consegui fazer aquilo.


E talvez seja por isso que estou escrevendo este livro.


Talvez esta seja a minha forma de brincar de faz de conta, só que alguns anos atrasado.

Um indivíduo do qual não consegue perceber quem está à sua volta e só olha para si, é típico de um narcisista. A alienação impede um desenvolvimento intelectual socialmente; a fragilidade traz o medo do envelhecimento, onde a busca em sentir-se aprovado pelos demais é constante, típico de uma mercadoria e, consequentemente, o egoísmo estético o faz olhar apenas para o próprio umbigo, ao ponto do corpo se tornar o único horizonte relevante do sujeito, infelizmente.

Quem não está bem consigo mesmo, das duas uma: se isola ou acaba procurando guerra com alguém. Como diria Hobbes, "O homem é o lobo do homem".

A vida é curta demais para se perder em diálogos de superfície; o que é morno não aquece a alma, apenas consome o tempo.

Relações mornas são como estômagos cheios de nada: pesam, mas não alimentam. É hora de abrir espaço para o que ferve.

Amizade não é um cargo que se ocupa, é um cuidado que se exerce. Quem só aparece no ON e foge no OFF, nunca foi amigo.

A pior distância não é o afastamento físico, mas o desdém de quem está ao seu lado e não faz a menor questão de te enxergar.

Quem não valoriza o laço hoje, não deve se surpreender com o nó desfeito amanhã. O silêncio da ausência é a resposta para quem não soube ser presença.

A relação que desmerece é um fenômeno de ocultamento: o outro tenta apagar minha luz para não ter que lidar com a própria sombra. Meu valor próprio nasce no instante em que decido não mais me esconder atrás do desdém que recebo.

Bom dia!
Você nao pode deixar de gostar de você, nao diga que você é um nada, ou que nao tem sorte na vida, você ja é vitorioso por estar aqui... gratidão 🙌 ❤️

A véspera de natal e o ano novo, não é a data do feriado nacional, a véspera tinha comemorações para receber uma prosperidade do mês, a véspera de natal, traz um bom alimento da ceia, abençoando as pessoas, a oração e os nossos agradecimentos da ceia natalina. E que seja uma ótima véspera de natal e deseja um próspero de um ano novo, agradecendo com a nossa ceia de natal, e que seja um feliz natal e o ano novo também, para todos vocês.

"A coisa julgada não serve para eternizar o erro, mas para estabilizar a justiça. Se a realidade demonstra que a proteção integral da criança foi comprometida por um julgado anterior, a rescisão da sentença não é uma afronta à segurança jurídica, mas sua mais elevada expressão. Afinal, a estabilidade das formas jurídicas não pode sobrepujar a verdade que resguarda a infância."

"Tudo tem seu tempo, mas, para boas recompensas, não há atalhos.'