Nao Controlamos o que Sentimos

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Amor não se procura não se encontra e nem se acha...
Quando menos se espera ele surge e em nosso coração esbarra
cria raízes e se instala e a gente nem percebe quando nele se entrelaça...

Doe coisas que não precisa mais de voce.
Ato de amor nesse ato de estender...
Desapegue-se da matéria. Faça essa faxina interna!

"Me cobram coisas que não posso oferecer, também sou incompleta e preciso de coisas para me preencher..."

Pelo sim ou pelo não, vou fazendo um zigue zague com uma cordinha chamada “talvez” e nessa linha imaginária e pueril ela fica flutuante como pipa conforme o vento sopra…
Onde?
- No meu coração!

PENSAMENTO OFF...

Não é que a gente esquece e sim o nosso pensamento que dá um tempo e adormece, porque também cansa de esperar aquilo que nunca acontece…

TERRAS SEM FRESTAS
(A arquitetura que o desejo não atravessa)

Não construa sonhos onde as muralhas do castelo já foram alicerçadas. Há solos que não aceitam novas sementes, pois as pedras antigas sufocam qualquer tentativa de jardim.

Lu Lena / 2026

A JAULA


Ele inerte seguiu no canto. O cadeado enferrujou, o carcereiro partiu e ele já não lembrava como caminhar sem bater nos muros. A grade caiu.


Lu Lena / 2026

​EQUILÍBRIO DO INVISÍVEL

​Não tenho segurança do nada, mas Deus me sustenta no tudo.

Lu Lena / 2026

​TERRITÓRIO ESTRANGEIRO
​(Quando a extensão oscila...)

​A maior solidão é quando não se consegue alcançar a sua própria extensão; vivemos num território limitado. Somos estrangeiros de nós mesmos. É um estado de hibernação, tentando puxar para dentro de si, novamente, aquele cordão umbilical que se esvaiu... E parece que sempre fica oscilando.

​ Lu Lena / 2026

​O MALABARISMO
(​A arte de não soltar o céu)

​Com uma mão eu toco o céu e a outra eu toco o chão,
e assim vou seguindo fazendo esse malabarismo chamado vida.
​Suspensa pelo fio da esperança
e ancorada pela corda da realidade.

​Lu Lena / 2026

PROTEÇÃO DIVINA

​Às vezes, o que nos mantém de pé não é o que as mãos alcançam ou o que os olhos veem. É a força silenciosa que nos acolhe quando o chão parece faltar.

​Segurança não é sobre ter todas as respostas, mas sobre saber Quem nos segura em cada detalhe. No vazio das certezas, o sustento e a fé é real.

Lu Lena / 2026

Sou o que não digo, mas o que escrevo.

Lu Lena / 2026 ✍️

​A ARQUITETURA DO TEMPO
(​Encontrando-se no silêncio do agora)

​Nem sempre o que não deu certo antes é o fim da linha. Muitas vezes, é a culpa do passado que dita nossa perspectiva de vida e alimenta a ansiedade de hoje. O antes e o depois estão mais conectados do que imaginamos, pois essa incerteza é o que nos torna vulneráveis na expectativa do amanhã.
​Vivemos habituados ao isolamento da ausência de ontem e nos acostumamos com nossa própria presença, que se reconhece no silêncio do agora.

​Lu Lena | 2026

​CAMINHOS IMPREVISÍVEIS

​Nada foi do jeito que um dia foi, então não se atormente se não deu certo o agora. O amanhã trará caminhos de espinhos e flores... Só o simples fato de você passar por ambos e colher as pétalas já valeu o esforço. E, sobre os espinhos, lembre-se da Coroa Sacra... Ele venceu o mundo e você também pode!

​ Lu Lena / 2026

​CHORO DE OUTRORA

​A gente não volta ao fundo do poço quando consegue subir a nado através das próprias lágrimas. O esforço nos faz flutuar até a luz.

Lu Lena / 2026

​MÃE ESPECIAL

​Ela não pode viver a vida do filho neurodivergente, mas é a extensão dela.

​Lu Lena / 2026

​LUZES DA ALMA
(​O silêncio das lágrimas que não caíram.)

​O brilho nos olhos nem sempre é sinal de felicidade, também pode ser lágrimas represadas indicando uma perda ou rompimento de algum laço afetivo ou um luto de ente querido...

Lu Lena / 2026

A maioria das pessoas não teme a ignorância.


Teme o desconforto de pensar profundamente.


Pensamentos rasos oferecem respostas rápidas, certezas imediatas e pertencimento coletivo.
Já o pensamento verdadeiro exige solidão intelectual, dúvida constante
e coragem para abandonar convicções antigas.


Poucos suportam esse processo.


Porque pensar de maneira genuína
não é acumular informações.
É permitir que a própria mente seja desmontada, reorganizada
e reconstruída inúmeras vezes ao longo da vida.


O conhecimento real raramente produz arrogância.
Produz consciência da imensidão do que ainda permanece desconhecido.

Agora, quando já era tarde demais e as lojas da vida estavam fechadas, ele lamentava não ter comprado certo livro que sempre desejara, não ter jamais passado por um terremoto, um incêndio ou um desastre de trem; não ter visto jamais o Tatsienlu no Tibet, nem ter ouvido nunca as gralhas azuis parlando em salgueiros chineses; não ter jamais falado com aquela colegial errante, de olhos impudicos, que encontrou, certo dia, numa clareira solitária; não ter rido da anedota contada por uma mulher tímida e feia, quando ninguém riu na sala; ter perdido trens, alusões e oportunidades; não ter dado a moeda que tinha no bolso para aquele velho violinista de rua, que tocava tremulamente para si mesmo, certo dia gelado, numa cidade esquecida.

‘Um dia eu também vou morrer.’ Acontece com você, não? Ódio do mundo, que muito alegremente continuará sem você. Uma sensação básica de que todas as coisas do mundo são bagatelas, fantasmagorias comparadas à sua agonia mortal, e portanto à sua vida, pois, como você mesmo diz, a vida em si é a agonia antes da morte.