Nao Controlamos o que Sentimos
Desconfia que a ambição não seja a cobertura do orgulho e que a modéstia não seja senão um pretexto para a preguiça.
Não se pode imaginar uma cor, fora das cores do espectro solar. Não se pode ouvir um som, fora da nossa escala auditiva. Não se pode pensar, fora das possibilidades da língua em que se pensa.
O livro é igual ao samba: pode até agonizar, mas não morre.
Amigos há de grande valia, que todavia não podem fazer-nos outro bem, senão impedindo pelo seu respeito que nos façam mal.
Os faladores não nos devem assustar, eles revelam-se: os taciturnos incomodam-nos pelo seu silêncio, e sugerem justas suspeitas de que receiam fazer-se conhecer.
Somos muito generosos em oferecer por civilidade o que bem sabemos que por civilidade se não há-de aceitar.
Perdemos uns aos outros:
Porque amamos, mas não expressamos nem por fala nem com atitudes.
Sentimos saudades, mas preferimos ser procurados.
A vontade de estar junto é grande, mas o orgulho é maior.
O desejo de dividir momentos esta ali presente, no entanto o ego nos acompanha a todo instante mostrando-se mais forte.
Pensar "eu quero muito" é fácil, o difícil é admitir isso, é correr atrás.
Somos frágeis até o momento em que não nos envolvemos com a fé. Não são as palavras que irão nos fazer chegar perto de Deus, mas sim, o que sentimos de amor, esperança, união e gratidão. Saiba que a sua força não está em seus músculos, está na sua oração.
Quando sentimos que não temos ainda nosso lugar no mundo, temos o mundo todo ao nosso alcance. É só sair e procurar.
