Nao Controlamos o que Sentimos
"Deus tinha pedido a Abraão a coisa mais preciosa em sua vida…não era Isaque que Deus queria, mas Abraão."
ADEUS
Eu sou frágil de tão forte
Como um vidro que o vento não quebra
Mas que trinca com uma pequena pedra
E se despedaça em seguida com um simples sopro
Como uma porcelana dura e pesada
Que se espatifa inteira numa só queda
Minha fortaleza é um estado mental
E minha fragilidade é um estado emocional
Meu coração não liberta meu espírito
Pois tem medo que ele não volte mais
Não quero voar tão alto, nem ir além disso
Só quero o que minhas mãos podem alcançar
Sem que com isso eu tire meus pés do chão
Meu corpo tem pavor de altura
Mas se preciso for que eu alce vôo
Este não será rasante
Não sei pra onde vou
Não sei nem se volto
Prefiro um adeus a um até logo
Se me quer por perto me segure
Não me deixe partir
Se eu for, vou longe, é melhor não ir
Capacidade eu tenho, ninguém sabe o quanto
Minha força é tanta que eu até me espanto
O que me falta é coragem de me abandonar
Porque se eu for, vou longe, quem vai me acompanhar?
Prefira minha fragilidade de menina
Não subestime a minha força de mulher
Agora vou seguir minha vida
O meu destino... Seja o que Deus quiser
Não, eu não vou mudar pra te agradar. Não quero que você goste de quem você quer que eu seja, quero que você goste de quem eu sou. Se não for pra ser assim, prefiro que nem goste de mim.
É sempre nos meus pulos o limite
É sempre nos meus lábios a estampilha
É sempre no meu não aquele trauma.
Não basta suplicar a intercessão aos bons, convençamo-nos de que a nossa renovação para o bem, com Jesus, é sagrado impositivo da vida. Não basta restaurar simplesmente o corpo físico. É inadiável o dever de buscarmos a cura espiritual para a vida eterna.
Ela está no passado, eu não me importo com o que está no passado... E o que está no futuro também não me importa mais. Eu só me importo com um minuto. Na batalha, é tudo o que temos. Um minuto de tudo, de uma vez só. Tudo o que veio antes, é nada... E tudo o que vem depois, é nada... Nada se compara com aquele minuto.
Pátria minha
A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.
Se me perguntarem o que é a minha pátria, direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.
Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias, pátria minha
Tão pobrinha!
Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho
Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligação entre a ação e o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!
Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma fé
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.
Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu...
Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
O não poder dizer-te: aguarda...
Não tardo!
Quero rever-te, pátria minha, e para
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.
Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra
E urina mar.
Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamen
Que um dia traduzi num exame escrito:
"Liberta que serás também"
E repito!
Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão...
Que vontade me vem de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.
Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha
Brasil, talvez.
Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
"Pátria minha, saudades de quem te ama…
Vinicius de Moraes."
É eu sei que a juventude atual mudou, infância não
Existe mais, acabou. É que o mundo tá revirado,
Coitado. É eu sei que a juventude atual mudou,
Infancia não existe mais, acabou. É que o mundo tá
Revirado.
Oração da maçaneta
Não há mais bela música
que o ruido da maçaneta da porta
quando meu filho volta para casa.
Volta da rua, da vasta noite,
da madrugada de estranhas vozes,
e o ruido da maçaneta
e o gemer do trinco,
o bater da porta que novamente se fecha,
o tilintar inconfundível do molho de chaves
são um doce acalanto,
uma suave cantiga de ninar.
Só assim fecho os olhos,
posso afinal dormir e descansar.
Oh! a longa espera,
a negra ausência,
as histórias de acidentes e assaltos
que só a noite como ninguém sabe contar!
Oh! os presságios e os pesadelos,
o eco dos passos nas calçadas,
a voz dos bêbados na rua
e o longo apito do guarda
medindo a madrugada,
e os cães uivando na distância
e o grito lancinante da ambulância!
E o coração descompassado a pressentir
e a martelar
na arritmia do relógio do meu quarto
esquadrinhando a noite e seus mistérios
Nisso, na sala que se cala, estala
a gargalhada jovem
da maçaneta que canta
a festiva cantiga do retorno.
E sua voz engole a noite imensa
com todos os ruídos secundários.
-Oh! os címbalos do trinco
e os clarins da porta que se escancara
e os guizos das muitas chaves que se abraçam
e o festival dos passos que ganham a escada!
Nem as vozes da orquestra
e o tilintar de copos
e a mansa canção da chuva no telhado
podem sequer se comparar
ao som da maçaneta que sorri
quando meu filho volta.
Que ele retorne sempre são e salvo,
marinheiro depois da tempestade
a sorrir e a cantar.
E que na porta a maçaneta cante
a festiva canção do seu retorno
que soa para mim
como suave cantiga de ninar.
Só assim, só assim meu coração se aquieta,
posso afinal dormir e descansar.
Jesus morreu de braços abertos pra você cruzar os seus?
não desista apenas por estar difícil,ruim,triste,afinal o que vem com dificuldade é impossível de ir com facilidade..
Não é de nenhuma ajuda mudar o ambiente ao seu redor. O obstáculo é a mente (a identificação com ela), que deve ser superada, seja em sua própria casa ou numa floresta. Se você pode fazer isso na floresta, por que não pode fazer o mesmo em sua casa? Portanto, por que mudar o ambiente?
Não maltrate quem faria de tudo pra te ver feliz.
O tempo passa, as pessoas mudam e tudo se transforma apenas na lembrança dolorida do "Eu podia ter dado valor."
Hoje, na cultura em que vivemos, não tem muita diferença para as pessoas entre fast-food e arte, é como se fosse a mesma coisa.
A promoção não é apenas o reconhecimento ao seu trabalho, mas a confiança da empresa na sua capacidade de assumir responsabilidades com esmero.
Escolhas, escolhas... dificilmente conseguimos fazê-las com alguma certeza de que não é a escolha errada! Sinto que algo tem mudado, dia após dia, tenho sido preparada para as milhões de mudanças que tem acontecido. Mudanças totalmente significativas pro meu futuro, chances de plantar para futuramente colher. Eu tenho errado! E me perdí porque não queria mesmo me encontrar, não queria mais tomar decisões e nem ver o que realmente andava acontecendo. Esvaziei meu coração, porque foi a única forma que encontrei de me defender, do amor bandido, amor ingrato, amor que dói ... eu não preciso mais desse amor. Eu deixei, que as pessoas que eu amo fossem embora, e tenho sofrido dia após dia com vossas ausências, mas tenho confiado plenamente na justiça que me alumia. Eu sonhei, e fui debochada pelos meus sonhos e vejo todos esses sonhos aqui, do meu lado, me dizendo que DEPENDE APENAS DE MIM! Ainda não escolhí o caminho que vou seguir, e não quero me firmar nessa escolha, quero seguir pelas curvas, passar nas lombadas, olhar pra frente! Tenho medo sim, mas tenho fé... fé que nada acontece por acaso, que o distanciamento é inevitável, que a vida é feita de fases, e que o mundo tem conspirado ao meu favor. Tenho acreditado piamente todos os dias, que mesmo que AS COISAS NÃO ESTEJAM COMO EU QUERO, ELAS ESTÃO COMO DEVERIAM ESTAR. Decidi me manter decidida, decidi fazer tudo o que eu preciso HOJE porque amanhã pode ser tarde demais. Fiz a escolha de demonstrar a quem amo o que eu sinto, sem medo! Escolhí dizer NÃO quando eu quero dizer não... poxa, eu tenho esse direito! Decidí ser JUSTA e não EMOTIVA... decidi ser EMOTIVA e não ARROGANTE... decidi ser ARROGANTE e não HUMILHADA... decidi levantar a minha cabeça e usei tudo de ruim que me aconteceu como impulso para transformar em coisas boas... reescreví os meus erros para transformá-los em acertos e me perdoei, por ter errado de novo! Levando fé que todo começo tem um fim e que todo fim existe pra recomeçar... TUDO DE NOVO! Eu mudei, e consequentemente, o meu mundo inteiro mudou junto comigo!
