Nao Conto Detalhes e muito menos
Quero ser médico, não o médico como todos os médicos.
Quero ser o doutor da alegria da tristeza e da solidão, curar a dor do passarinho do cão e do gato. Curar a dor daquela criança do outro lado do mundo.
Dor da fome, da tristeza e solidão.
Fome não apenas a fome do abdômen fome esperança, fome de sonhos fome de futuro fome de paz.
Quero ser médico para curar a alma, trazer de volta a paz que todos querem, a paz que há no olhar do velhinho sentado vendo o horizonte.
A paz do passarinho solto de sua gaiola.
Quero ser médico, não médico como todos os médicos.
Flores que não florescem.
E, de repente, mais uma vez eu sinto necessidade de você, vida. Ao acordar, e
tudo me lembrar: a brisa da manhã, alta velocidade e ipês floridos, a sua alegria
e beleza ao vê-los retratados, além de tudo de mais bonito que avistava e
admirava. Tudo só não é mais bonito que nossa paixão louca, estridente e
incandescente. O pior que lembrar é ter a certeza que ela não voltará para ele.
Miguel e Jade se conheciam há bastante tempo. Ele, um rapaz da cidade grande; e
ela, uma bela mocinha do campo. A forma que se conheceram foi um pouco inusitada:
Miguel trabalhava com vendas. Um dia de inverno, Miguel precisava vender móveis por
aquela região. Se sentia um pouco perdido, o tempo escurecido e sem sinal de vendas, até
que começou uma tempestade. Era uma região pequena, pouquíssimas casas a compunha.
Em meio àquela grande chuva, Miguel bateu na porta de uma casa. Um senhor o recebeu e
lhe disse que passasse a chuva lá. O que esse senhor não sabia é que aquele dia mudaria
a vida de sua querida filha, Jade, sua maior riqueza.
Sr. Henrique, pai protetor, mas distante emocionalmente, pediu que alguém
trouxesse um chá quente, para que o rapaz se aquecesse. Sempre obediente às ordens de
seu pai, Jade o atendeu e levou o chá para o mocinho.
Ao chegar na sala em que estavam, a jovem Jade se sentiu encantada por aquela
beleza: um homem diferente, alto, forte, moreno, olhar de anjo caído e misterioso. Miguel
carregava um mistério no olhar. Ao avistar a mocinha, ele também se sentiu atraído, avistou
em Jade uma pureza, uma beleza extraordinária e um olhar de luz, a luz que poderia clarear
sua vida ou escurecê-la de vez. Estremeceram por alguns segundos se olhando, até que o
senhor Henrique tossiu e Jade entregou a xícara ao rapaz e voltou em seguida ao seu
quarto, onde permaneceu até o fim da tempestade.
Ao terminar a chuva, Jade voltou à sala. Lá só encontrou seu pai. Tentou perguntar
quem era o moço que estava em sua casa. Senhor Henrique, desconfiado de tanto
interesse da filha em um desconhecido, apenas retrucou que não sabia o nome do infeliz e
que só o recebeu por causa do temporal. Jade, aborrecida, não o questionou mais. Depois
daquele dia, Jade e Miguel ficaram presos em pensamentos.
Passaram muitos dias, mas nenhum dos dois haviam esquecido aquela maravilha
de encontro. Jade, como costumava ir para a escola todos os dias de manhã cedinho,
estava no caminho admirando as árvores. O ipê amarelo que tinha ali era seu favorito,
quando viu alguém se aproximando. Não recuou e continuou caminhando. Ao se aproximar
mais, viu que era Miguel em sua linda moto cor de vinho e um capacete meio estranho. Os
dois se olharam fixamente e riram timidamente.
— Que bom te ver novamente — disse Miguel.
Jade, sempre tímida, apenas riu faceiramente. Conversaram pouco, tão pouco que não
tiveram chance de perguntarem seus nomes. Logo o caboclo subiu na sua moto e
rapidamente, em grande velocidade, desapareceu naquela estrada deserta. Depois daquele
dia, a mocinha não tirou Miguel de sua cabeça. Era seu primeiro pensamento do dia, e em
silêncio, pois os pais de Jade eram conservadores e não aceitariam a filha apaixonada por
um rapaz de tão longe e que não conhecessem. Mesmo em segredo, a garota só pensava
em Miguel e pensava em quando o veria novamente. E assim continuou, na espera de seu
misterioso. As esperas sem sucesso fizeram com que Jade acreditasse que não veria mais
seu amado, pois de repente Miguel se distanciou da região, mas poderia ser por conta do
seu trabalho.
Muito tempo depois, a família de Jade precisou ir embora dali, para cuidarem de
familiares que viviam adoecidos. Jade não sabia que agora viveria na mesma cidade que
seu grande amor. Depois de uns dias tentando se adaptar à vida longe do campo, lá estava
a jovenzinha dentro de uma biblioteca lendo seu livro favorito de romance, quando viu
alguém com a mesma fisionomia de Miguel brincando com uma mulher e uma criança na
praça, em frente. Jade apenas tentou observar de longe, não tinha certeza de quem era.
Ficou pensando, foi para casa, mas aquilo era sua única preocupação. A garota sempre
voltava ali, era seu lugar favorito. Um dia, ao sair lendo seu livro, não percebeu e esbarrou
em alguém. Quando levantou para pedir desculpas pelo descuido, viu o belo rosto de
Miguel rindo para ela. A alegria de Jade estava estampada em seu semblante, igual era a
expressão de Miguel. Logo ele a chamou para entrarem na biblioteca, mas nunca, jamais
conversaram na praça. Jade não questionou nada. A felicidade dela era tão grande que ela
não se importava em lhe perguntar nada. Ficaram juntos ali por um tempo, agora se
sentiam mais próximos. O rapaz lhe perguntou se ela podia lhe acompanhar a um lugar. A
mocinha não hesitou e foi com ele. Lá ficaram a tarde toda, em uma casinha afastada, que
não morava ninguém. Conversaram muito, até que a menina perguntou se aquelas pessoas
que ela viu se tratava dele. Logo ele a olhou com uma expressão assustada e lhe disse que
sim, que estava com sua irmã e sobrinha. Jade, tão ingênua, acreditou. Logo voltaram para
a realidade. Ali era o lugar de fuga do casal, mas Jade precisava voltar para casa e Miguel
para sua vida verdadeira.
Os jovens viveram bons momentos. Eles batizaram esses momentos de refúgio,
fuga e descanso, onde se sentiam bem e longe dos problemas. Ali era um lugar mágico,
não havia preocupação, apenas o amor importava. Era sempre no mesmo lugar, na casinha
abandonada e afastada. Miguel sempre trazia presentes para sua amada, trazia belíssimas
fotos de ipês floridos, representações de rios, riachos, de belezas naturais. Ele sabia que
ela amava. Depois de um tempo, Miguel se afastou, havia algum problema.
Certo dia, Miguel escreveu para Jade que precisava vê-la. Logo se encontraram no
refúgio, mas agora era diferente, existia um problema ali, e Miguel se dispôs a contar para a
garota. Lhe contou que não poderiam continuar se encontrando e que existia uma parte em
sua vida que ela não conhecia. Miguel lhe disse que a mulher e a criança que estavam com
ele eram sua esposa e seu filho. Jade não poderia acreditar e jurou ser blasfêmia dele. Ele
ainda disse que a amava, mas não podia abandonar sua família e que não poderia a
envolver em problemas da sua vida.
Os dias de Jade mudaram completamente. Pensava que Miguel não poderia tê-la
enganado de tal maneira. Passou a viver dias tristes e doentios. A família de Jade não sabia
que tristeza era essa da garota, tentavam ajudá-la, mas era impossível. Ela sabia da
ignorância de seu pai e como ele não a compreenderia. Eles não sabiam da história de
amor que a filha viveu. Se passaram muitos dias e semanas. Jade não levantava da cama.
Com tanta tristeza, a menina não sentia necessidade, nem vontade de nada. Ela só
pensava em Miguel, como tudo isso não significava nada para ele. Com tudo isso em sua
cabeça e em silêncio, a dor silenciosa de Jade culmina em sua morte: suicidou-se.
Suicidou-se por não aguentar viver tudo isso sozinha, carregando a culpa do amor, da
confiança, por ter se entregado a alguém que não a queria em sua vida.
Senhor Henrique sofreu muito, por ter perdido sua riqueza tão precoce, tão jovem,
tão linda. Miguel também sofreu ao saber do acontecimento, e se culpou muito. Mudou de
cidade para tentar esquecê-la e conseguir viver com sua família.
A sua vida importa! Converse com sua família ou alguém próximo, não sofra em silêncio. A
sua dor merece ser ouvida, você é maior que ela.
Você dá poder demais aos seus pensamentos, Aza. São apenas pensamentos. Eles não são você. Você pertence a si mesma, mesmo quando seus pensamentos não pertencem.
– Mas os nossos pensamentos somos nós. Penso, logo existo, não é assim?
– Na verdade, não. Uma demonstração completa da filosofia de Descartes seria: Dubito, ergo cogito, ergo sum. “Duvido, logo penso, logo existo.” Descartes queria descobrir se era realmente possível saber se determinada coisa é real, mas acreditava que duvidar da realidade já era uma prova de que, enquanto a realidade talvez não fosse real, ele era. Você é uma pessoa de verdade tanto quanto qualquer outra, e suas dúvidas a tornam ainda mais real, não menos.
Não sou mais uma menina...
Minha pele não é mais de porcelana e nem meu cabelo a cor natural.
Meus olhos necessitam de ajuda e meu corpo não obedece mais a disposição cerebral.
Não sou mais uma menina...
Conheci muita gente,
Poucas vieram e ficaram.
Outras deixei ir e outras passaram.
Não sou mais uma menina...
Prefiro enxergar detalhes.
Apreciar momentos com louvor.
Valorizar o presente, o futuro não me pertence e lembrar do passado como grande professor.
Não sou mais uma menina...
Vivi alegrias e realizações.
Vivi também tristezas e decepções.
Disse : Obrigada! Quando acertei.
Disse : Perdão! Das inúmeras vezes que errei.
Não sou mais uma menina, pois tenho aprendido a contar meus dias para alcançar sabedoria
Amadureci e se Deus me permitir, continuarei neste processo progressivo dia a dia.
Talvez era pra ser, ou não era.
Talvez seja melhor assim para um de nós, ou para nenhum.
Talvez seja somente talvez, outalvez seja uma incerteza relutante de que um dia sejamos felizes...
Talvez algum dia nos encontremos nessas idas e vindas da vida, desprendidos das dores, dos dramas, das neuroses, dos fardos, dos medos, das incertezas, das impossibilidades.
Talvez um dia a gente entenda, talvez um dia eu saiba o porquê das perguntas sem respostas.
Talvez um dia a gente encontre a razão dos acontecimentos, talvez nossos propósitos ainda se cumpram, talvez, talvez, talvez...
A ordem do tempo
O tempo que tenho já não meço por extenso
Então invento uns pedaços
Fragmentos costurados
Que já não sei se vivi.
O tempo que tenho já não meço como tempo
Eu meço como espaço.
O que posso a cada passo,
qual caminho irei seguir.
O tempo que tenho não divido pelas horas,
por presente ou por passado,
calendários, liturgia.
Prefiro o tempo da poesia.
O tempo que tenho já não meço por extenso:
início, meio e fim.
Porque não existo no tempo,
O tempo é que existe em mim.
Não creio que Deus seja
demasiadamente narcisista
ao ponto de querer ser idolatrado a todo instante.
Pois se assim fosse,
onde estaria Sua divindade?
O narcisismo é humano,
e Deus não é como os homens.
Ele não exige adoração por carência,
mas porque sabe que nós precisamos adorá-Lo
para sermos livres de nós mesmos.
Resiliência nasce do caos.
Não é pedra parada: é rio que se curva sem perder a força e a correnteza.
E rio não avisa como o mar que mostra a onda.
Rio engole em silêncio sem ninguém notar.
Èsú ensina: caranguejo não morre na lama.
Quem se adapta não quebra.
Quem acolhe a mudança encontra a chave.
Os teus olhos
Que estejam vivos em algum lugar
Os teus olhos –
Não importa onde se demorem,
Que coisas afaguem, que outras molestem,
Importa que estejam vivos e curiosos
Esses olhos
E olhem para dentro alguma vez
E o que vejam
Seja alguma força de sequóia
Presa à terra desde o império
De outros tempos
E seja ainda uma fonte de pedra,
Sejam águas correntes e o privilégio
De uma calma repleta
(O regozijo da sombra
Passado o terror das guerras)
Que dessa multidão, desse rubor de sumo
E segredo de floresta
Se encham os teus olhos,
E só então se esfumem, e só então se fechem.
Treva Alvorada
Absurda leveza que te faz afundar
E não é a morte.
Cumpres tua descida calado
(Uma palavra por descuido
Seria amputar a verdade).
Náufrago do tempo,
Tuas horas transbordam.
Dentro da lágrima,
Imensidão, já não choras.
Estrelas e estrelas,
Copulam a sede e o engenho
De que te alimentas
Como nunca te alimentou
O gosto da carne.
Tua face atónita
Se existisse uma face,
Tuas costas nuas,
Se a nudez fosse do corpo.
Um sorvedouro
Onde a paz dos contrários,
Treva alvorada.
Fecundado, flutuas.
É a lei da graça.
O Mar das Ilusões
Dizem que existe um lugar além do tempo, onde não há terra firme nem horizonte. Um lugar que não se encontra em mapas, mas na essência da alma. Chamam-no carinhosamente de Mar das Ilusões.
É nesse mar que muitos despertam após o último sopro de vida. Não há barulho de ondas, não há vento forte, apenas um fluxo suave que conduz cada ser sem pressa, como se o próprio mar guardasse um segredo que ninguém ousa revelar.
O despertar
Você se encontra ali, deitado sobre a água, incapaz de mover-se. Não há esforço que faça sentido, não há direção a seguir. Apenas o flutuar... e o silêncio.
Ao redor, dezenas — talvez centenas — de pessoas também deslizam, algumas serenas, outras inquietas, mas todas com o mesmo olhar perdido: “O que estou fazendo aqui?”
A primeira coisa que descobre é simples, mas pesada:
a cada lembrança amarga de sua vida, você afunda um pouco.
Não há juízes, nem vozes condenando. Apenas sua própria memória, sussurrando o que foi deixado para trás.
O mergulho
E então, você começa a descer. O azul da superfície torna-se turvo, depois escuro, e o escuro transforma-se em silêncio profundo. Cada erro, cada palavra dura, cada arrependimento não resolvido... tudo pesa. O mar não castiga — apenas devolve.
Mas, ainda que o fundo o chame, seus olhos insistem em olhar para cima.
E lá, entre a claridade distante, algo se move: pássaros.
Eles sobrevoam o mar, pairando com asas que não se cansam, levando consigo alguns daqueles que conseguiram permanecer na superfície. Ninguém sabe para onde vão. Ninguém jamais voltou para contar.
A revelação
Uma voz suave, não de fora, mas de dentro, ecoa na sua consciência:
"Você gostaria de ir com os pássaros? Então não afunde."
Mas como não afundar, se o peso já o arrasta? A resposta não vem de fora.
Logo, você percebe: o mar não é feito apenas de água, mas de sua própria consciência. Ele não o engole; ele apenas reflete quem você foi.
Não lhe falta tempo. Ali, o tempo é eterno, elástico, feito para que percorra os corredores de sua mente quantas vezes forem necessárias. Pode subir, pode descer, pode revisitar cada lembrança, como se andasse em uma casa sem portas.
E então, a verdade se revela com clareza:
se sobe ou desce, já não é escolha sua.
São apenas as consequências da vida que levou.
O destino
No Mar das Ilusões, não há punição, nem recompensa. Há apenas reflexo.
A aceitação torna-se, portanto, o último aprendizado.
Você respira fundo, mesmo debaixo da água, e finalmente entende:
o que prende não é o mar, mas as correntes invisíveis que você mesmo construiu em vida.
E, quando esse pensamento se instala, você percebe algo diferente.
O peso começa a diminuir.
A luz acima torna-se mais próxima.
E, pela primeira vez, você sente que talvez... só talvez... as asas dos pássaros também possam vir buscá-lo.
Porque, no fim, o Mar das Ilusões não é uma condenação, mas um espelho.
E quem aprende a se olhar de frente, descobre o caminho da leveza.
O dinheiro, por si só, é inerte não tem alma, mas revela a nossa.
Ele não transforma quem somos, apenas amplia.
Nas mãos de uns, vira ponte
nas de outros, muro.
Pode ser libertador quando é meio, mas vira prisão quando se torna fim.
O valor do dinheiro não está no que ele compra, mas no que ele custa — em tempo, em escolhas, em princípios.
No fim, ele é apenas uma ferramenta útil, perigosa e, sobretudo, reveladora.
28/09/25
É como se uma bola de neve cheia de sentimentos, desabafo, o próprio fato de não querer estar assim, quisesse sair de uma vez de dentro de mim.
Há um mês, antes da crise que tive hj fiquei quase umas 4 horas chorando desagradavelmente sem um pingo de vontade de ser consolado...
A parte boa é quando finalmente vc consegue encher os pulmoes completamente de ar e soltar, dando a sensação de que aquela crise já passou...
Em fim um grande alivio!
Boa noite,vou escrever tudo oque estou sentindo e não sei o quão grande vai ficar kkkk,faz um tempo que eu ando me perguntando oque a gente virou,quando a gente parou de apenas sentar e conversar?ultimamente todo mundo me diz que tenho que apenas deixar você de lado e seguir mas eu não ando conseguindo kkkk,todo dia que eu acordo,penso no nosso primeiro "término" e me culpo toda Santa vez por apenas ter dito ok e ter ido embora,talvez eu apenas esteja tentando tudo dessa vez por conta disso mas toda vez que eu olho em seus olhos,consigo ver ainda a menina que chorou aquela vez,a mulher por quem eu me apaixonei e aquela pessoa que me pedia filhos . Não entendo como alguém que me olha do mesmo jeito, fala que não me vê como namorado. Eu não sei oque houve para chegarmos a esse ponto mas acho que não é tão importante agora. Por isso venho dizer coisas que eu me arrependo de não ter dito para você, eu te amo,amo muito e amo cada detalhe desdo momento em que te conheci,amo quando você começa a falar sobre um assunto e só para quando percebe que falou demais KKKK,amo o seu jeito com animais,amo a sua voz quando canta(apesar de sempre pedir pra parar,eu apenas não conseguia escutar sem ficar bobo),amo a sua concentração enquanto toca o violão,e me arrependo de não ter dançado uma última vez com você,confesso que eu apenas sentia vergonha kkkk. Você foi a razão da minha constante melhora e agradeço por isso.
As pessoas andam me dizendo para dar tempo ao tempo,eu francamente odeio isso,odeio o fato de ter que imaginar voce olhando para outro alguem com os olhos que me olhava,odeio o fato de que não irei mais ter a ligação enquanto a via dormir,odeio o fato de estarmos nos distanciando depois de tanto tempo esperando um pelo outro.
Dizem que se for para ser,vai ser,que apenas nós separamos para mais tarde voltarmos com mais maturidade. Eu nao quero isso, porque mais tarde?porque aguardar mais doque ja esperamos?.
Eu não sei oque está acontecendo com você,como alguem que queria resolver as coisas,desistiu do nada?porque essa mesma pessoa,não pode me olhar nos olhos e dizer a verdade? Eu tento apenas aceitar tudo mas sempre penso que você também lutou,mudou por mim e continuou melhorando por minha causa, e sinto que se eu não fizer absolutamente tudo,estaria desrespeitando tudo oque fizemos ate agora,não somos perfeitos,mas se você falar que não somos loucos um pelo outro é a maior mentira que ja me falaram. Sempre discordamos sobre tudo,você nem sempre é fácil de se lidar,ainda mais quando tem certeza de algo, mas me falar que não nos damos bem?como isso é possível? Você sente na pele o quanto nós damos bem,seja quando brincamos um com o outro,quando nós beijamos ou ate mesmo quando discutimos, eu pecava em algumas coisas,não irei dizer que não tive culpa,mas eu iria me desculpar e melhorar,porque eu quero você,eu desejo você,e não digo que seria fácil,não mesmo,mas eu faria de tudo pra ter você.
Bom,acho que ja deu kkkk. Irei te bloquear de tudo. Pois eu não aguento acordar e esperar a mensagem de bom dia,ou ficar acordado esperando uma mensagem que talvez nunca chegue. Eu espero que se saia bem na faculdade, e caso não queira seguir,mete o fodase e vira aeromoça kkkk.
Irei seguir com minha vida e agradeço por tudo.
Novamente eu me pego pensando se vale a Pena tudo isso, Porque eu não consigo seguir em frente?porque as imagens de nossos tempos me assombram toda Santa vez que eu fecho os olhos? Costumávamos ansiar pelo tempo que passaríamos juntos e agora fazem meses que ainda busco aquele calor.
Porque temos que ser assim? Pessoas ligadas desde o momento que se conheceram,mas que o mundo insiste em separar? Porque eu não posso apenas fingir que tudo vai ficar bem e seguir? Ao mesmo tempo em que eu me arrependo de ter te conhecido,eu agradeço por ter sido capaz de amar alguém de forma tão genuína e ser amado da mesma forma,mesmo que por pouco tempo.
Eu odeio essa distância,eu odeio esse teu cheiro impregnado em minhas memórias,eu odeio essa sua falsa felicidade,eu odeio as mentiras ditas pela sua boca,eu odeio a tristeza escondida em seus olhos,eu odeio a mim mesmo por simplesmente não seguir em frente.
Porque não pode me dizer qual é a merda da verdade?
Não quero outra além de você,
Não quero nada além de você,
Não quero ser anarquista se eu não puder ter você,
Não quero ser punk se eu não puder ter você,
Se eu não tiver você então não poderei ser nada,
Não posso ser contra a hierarquia se você manda em meu coração,
Não posso ser contra o fascismo se você me domina,
Não posso ser contra as religiões se você é minha Deusa,
Eu quero você mais do que qualquer coisa,
Quero você mais do que o fim do patriarcado,
Quero você mais do que uma revolução,
Quero você mais do que o fim do capitalismo,
No final quero você mais que tudo,
E não te quero longe nem por um segundo.
Tatuagem Invisível
Jamais tatuei meu corpo — não foi medo,
Mas por respeito à pele e ao seu clarão.
É nela que o silêncio se faz imensidão,
É nela que se oculta o meu segredo.
Quem sangra e não soluça, busca cedo
Marcar na carne a dor, sua prisão.
Mas minha dor gravou-se em dimensão
Que foge ao ferro, ao traço, ao frio enredo.
Só tenho uma inscrição — Iranete, amor —
Cravada em mim no osso e na retina,
No vão da alma onde o tempo se desfaz.
E o mundo, ao me olhar, vê esse fervor:
Um nome eterno em luz, sem tinta,
Que só se lê no corpo feito em paz.
Por Evan do Carmo
O Último Grito do Velho Mundo
(ensaio lírico-profético)
O mundo não acabou de súbito.
Ele se gastou.
Como um círio queimando por dentro.
Como a esperança que vira cinza
sem ninguém perceber.
Não foi a bomba,
não foi o vírus.
Foi o ego.
Foi a pressa.
Foi a mentira repetida até virar fé.
As nações marcharam para o abismo
de olhos bem abertos.
Brindaram com vinho podre
à vitória de um rei sem rosto,
de um deus sem alma,
de um futuro sem ternura.
O homem construiu muralhas,
mas esqueceu a casa.
Construiu máquinas,
mas esqueceu os filhos.
Construiu impérios,
mas esqueceu a si mesmo.
O céu chorou.
Mas ninguém levantou os olhos.
Estavam ocupados demais
com as telas.
Com as senhas.
Com os ídolos de carne e marketing.
Veio o colapso.
Mas não foi tragédia —
foi revelação.
A Terra cuspiu os venenos.
O mar devolveu os corpos.
As árvores negaram seus frutos.
E mesmo assim,
houve quem risse.
Houve quem vendesse ingresso
para assistir ao fim.
O último grito não foi de dor.
Foi de desespero.
Foi de quem percebeu tarde demais
que já não sabia amar.
Que já não sabia parar.
Mas —
no ventre da escuridão,
um resto de luz ainda tremia.
Era uma criança.
Era uma canção.
Era uma palavra esquecida
na boca dos justos.
Aqueles que não negaram o coração,
aqueles que enterraram os seus mortos com lágrimas,
aqueles que ouviram a dor do outro
como quem ouve a própria mãe.
Esses não morreram.
Dormiram.
E o paraíso,
em segredo,
começou a sonhar com eles.
Como te direi quem eu sou, se nem eu o sei?
Não por falta de atitude, eu já tentei.
Me disseram para buscar a plenitude, mas o que encontrei?
Descobri que o conceito de plenitude é vago, uma indecência.
Somos parte, metade, somos vapor, essência...
Como saberei quem sou de verdade?
Se alguém que sabe me ler, ainda não encontrei?
Sozinho
Até hoje não sei dizer
O que lhe fiz pra te perder
Sozinho, sozinho..
Eu pensei só no amor
E um castelo de papel
Sozinho, sozinho...
Como eu fui te perder?
Não quis ficar sem você
Jurei não me apaixonar
Sozinho, sozinho
Eu me apaixonei
Minha palavra eu quebrei
E ela me deixou
Sozinho, sozinho...
Eu quase não pensei
O que eu irei dizer
Quando eu já tinha dito, me apaixonei
Entre tantas coisas, eu não pude explicar
O porquê de te amar assim, sozinho..
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