Nao Conto Detalhes e muito menos
Dos meus momentos mais felizes, não me lembro de algum em que esteja sozinha. Quando os dias se mostravam tristes demais para meu coração, tinha alguém ao meu lado pra segurar minha mão, quando a felicidade era imensa, estava lá pra sorrir comigo e registrar os momentos. Quantas vezes as gargalhadas ecoaram pelos cômodos da casa e quantas outras ninguém nos ouviu chorar baixinho no colo de um amigo? Realmente fui feita de metades, poucos e pedaços de cada, que se completam com essas pessoas especiais que estão a meu redor.
E nós sabemos Deus. E o que precisamos Dele, extraímos. (Não sei o que chamo de Deus, mas assim pode ser chamado.) Se só sabemos muito pouco de Deus, é porque precisamos pouco: só temos Dele o que fatalmente nos basta, só temos de Deus o que cabe em nós. (A nostalgia não é do Deus que nos falta, é a nostalgia de nós mesmos que não somos bastante; sentimos falta de nossa grandeza impossível – minha atualidade inalcançável é o meu paraíso perdido.)
(...) numa ilha do norte onde não sei se por sorte ou por castigo dei de parar por algum tempo que afinal passou depressa como tudo tem de passar e hoje me sinto como se agora fosse também ontem, amanhã e depois de amanhã, como se a primavera não sucedesse ao inverno, como se não devesse nunca ter ousado quebrar a casca do ovo, como se fosse necessário acender todas as velas e todo incenso que há pela casa para afastar o frio, o medo e a vontade de voltar.
Não há nada de exausto, nada de caduco, nada de perigoso para a vida, nada que calunie o mundo no reino do espírito, que não tenha encontrado secretamente abrigo em sua arte; ele dissimula o mais negro obscurantismo nos orbes luminosos do ideal. Ele acaricia todo o instinto niilista (budista) e embeleza-o com a música; acaricia toda a forma de cristianismo e toda expressão religiosa de decadência.
Tem gente que insiste em negar isso, mas não há nada que o tempo não cure, ou no mínimo amenize. Pois com o tempo a gente muda. Conhecemos pessoas novas, nossos gostos mudam, nossa aparência muda, nossas ideias mudam, nossos objetivos mudam, nossos focos e nossas metas também mudam. Ou seja, com tudo mudando é meio improvável que suas dores do passado sejam tão fortes quanto eram antes.
Não se prenda aos problemas, busque sempre soluções. Problemas todo mundo tem, o que diferencia você dos demais, é como você lida com eles. Tudo é possível e você é mais capaz do que imagina ser. Apenas siga sempre em frente… Não se abaixe diante das pedras do caminho. E se você cair, levante-se… Mais uma vez.
Não sou perfeito. Nunca fui. E também não sou bom exemplo pra ninguém. Mas se quiseres pensar sobre as palavras que digo, procure tirar delas bom proveito, por que foram escritas com o coração, por uma pessoa igual a você, e que teria errado menos, se machucado menos, e vivido melhor, caso tivesse ouvido estas mesmas palavras de outrem.
Só queria pedir uma coisa, acho que não é difícil, é só isso, uma coisa bem simples: quando você voltar outra vez veja se você me traz uma maçã bem verde, a mais verde que você encontrar, uma maçã que leve tanto tempo para apodrecer que quando você voltar outra vez ela ainda nem tenha amadurecido direito.
Agora não dá mesmo pra ser feliz, é impossível. Mas quem disse que a gente precisa ser sempre feliz? Isso é bobagem. Como Vinícius cantou “é melhor viver do que ser feliz”. Porque pra viver de verdade, a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder.
Aprendi que o tempo não é algo que possa voltar para trás,apesar que um relógio parado trabalha correto duas vezes ao dia. Por tanto plante seu jardim e decore sua alma, em vez de você esperar que um príncipe encantado que lhe tragará flores, porque isso só acontece em contos de fadas e se acontecer na vida real é pura sorte por isso não deixe escapar e seja feliz.
Nota: Trecho adaptado e adulterado de poema de Veronica Shoffstall.
Não sei como me defender dessa ternura que cresce escondido e, de repente, salta para fora de mim, querendo atingir todo mundo. Tão inesperada quanto a vontade de ferir, e com o mesmo ímpeto, a mesma densidade. Mas é mais frustrante. Sempre encontro a quem magoar com uma palavra ou um gesto. Mas nunca alguém que eu possa acariciar os cabelos, apertar a mão ou deitar a cabeça no ombro. Sempre o mesmo círculo vicioso: da solidão nasce a ternura, da ternura frustrada a agressão, e da agressividade torna a surgir a solidão.
“Eu não fumo, eu odeio cigarro, eu odeio atravessar a festa inteira pra chegar até lá fora, eu odeio a amizade instantânea das rodinhas de fumantes que não se conhecem, eu odeio festas em geral, eu odeio papos de festa, eu odeio conhecer gente que não tem nada a ver comigo, e sorrir para os papos mais furados do mundo. Eu sei, eu deveria beber. Mas pra quê? Pra achar essas pessoas legais? Pra suportar o insuportável? Sou cínica demais pra dar esse gostinho ao mundo.”
Não era amor. Aquilo era solidão e loucura, podridão e morte. Não era um caso de amor. Amor não tem nada a ver com isso. Ela era uma parasita. Ela o matou porque era uma parasita. Porque não conseguia viver sozinha. Ela o sugou como um vampiro, até a última gota, para que pudesse exibir ao mundo aquelas flores roxas e amarelas. Aquelas flores imundas. Aquelas flores nojentas. Amor não mata. Não destrói, não é assim. Aquilo era outra coisa. Aquilo é ódio.
Não precisa procurar no meio da multidão, coisas acontecem quando você desiste de procura-lás, posso me aproximar sem invadir seu espaço, mas posso me aproximar tanto que seja impossivel de não o invadir. Não há como garantir que não possa me esforçar em ser interessante sendo que o que eu quero é ser o melhor que você merece.
O outro te olhará com seus olhos vazios, não entendendo que teu ritmo acompanha o desenrolar de uma paisagem interna, absolutamente não-verbalizável, desenhada traço a traço em cada minuto de vários dias e tantas noites de todos aqueles meses anteriores, recuando até a data, maldita ou bendita, ainda não ousaste definir, em que pela primeira vez o círculo magnético da existência de um, por acaso banal ou pura magia, interceptou o círculo do outro.
Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. […] Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir. […] Me rapte! Se nada disso funcionar, experimente me amar.
Nota: Versão adaptada de Link
Não percamos a poderosa dádiva do raciocínio com futilidades, imoralidades, iras, invejas, cobiça e tudo aquilo que nos aprisiona, prejudica o próximo e conduz a antivida. Utilizemos bem as memórias engenhosamente fabricadas para colocar em nossa memória o que produz o verdadeiro bem - a compreensão e manifestação da beleza de Deus e a nossa felicidade.
O ser humano não consegue viver sem paixão. E a paixão é o estado no qual todos os seus sentimentos e ideias se encontram no mesmo espírito. Tu podes pensar, quase ao contrário, que é o estado em que um sentimento se torna todo-poderoso, um único sentimento que atrai a si todos os outros - um arrebatamento! Não, não querias dizer nada? Seja como for, é assim. Também é assim. Mas a força de uma tal paixão é imparável. Os sentimentos e as ideias só ganham continuidade quando se apoiam uns nos outros, na sua totalidade, têm de se orientar no mesmo sentido e arrastam-se uns aos outros. E o ser humano tenta por todos os meios, pela droga, pela ilusão, pela sugestão, pela crença, pela convicção, por vezes apenas recorrendo ao efeito simplificador da estupidez, criar um estado semelhante àquele. Acredita nas ideias, não por elas às vezes serem verdadeiras, mas porque tem de acreditar em alguma coisa. Porque tem de manter os afectos em ordem. Porque tem de tapar com alguma ilusão o buraco entre as paredes da vida, para não deixar que os seus sentimentos se espalhem ao vento. O caminho certo seria o de, em vez de se entregar a estados ilusórios, procurar pelo menos as condições da autêntica paixão. Mas, feitas as contas, embora o número de decisões que dependem do sentimento seja infinitamente superior ao daquelas que se podem tomar com a pura razão, e todos os acontecimentos decisivos para a humanidade nasçam da imaginação, só as questões da razão se mostram ordenadas de forma suprapessoal; para o resto, nunca se fez nada que mereça o nome de esforço comum ou que sugira sequer a consciência da sua desesperada necessidade.
Não existe nada melhor do que conseguir acalmar o coração e ter paciência de esperar tudo acontecer no tempo certo. É, não existe nada melhor e mais difícil. A ansiedade de saber, de fazer, de viver logo tudo de uma vez, se torna tão forte, que chegamos muitas vezes a sofrer pelo que talvez nem exista, ainda. Aquela resposta tão aguardada, o momento há tempos esperado... O coração aguarda ansiosamente, pois deposita suas esperanças em acontecimentos, em pessoas, em sentimentos. Algumas vezes, impossível controlar. É uma vontade intensa, imensa, de se encontrar, de fazer acontecer, de se entregar, de ser, de fato, feliz. Amplamente, feliz.
Meu lado quinta série ri mentalmente de algumas palavras. Meu lado orgulhoso não gosta de dar o braço a torcer. Meu lado chato gosta de tudo do "meu" jeito. Meu lado fofoqueiro repara que a vizinha recebeu visita tarde da noite. Meu lado vadio gosta de curtir uma preguiça em dias frios e chuvosos. Meu lado gentil segura a porta do elevador e ajuda pessoas mais velhas com sacolas de compras. Meu lado pentelho se irrita com quem quer parecer sempre legal. Meu lado ruim não gosta de gente simpática demais, fofa demais, solícita demais, efusiva demais. Ou seja: em alguns dias nem eu sei quantos lados tenho.
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