Nao Conto Detalhes e muito menos

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O manual


Se tu és burro, sem imaginação e não suporta isso, escreve. E em quantidade. Lança um jorro de estupidez sobre o mundo através de muitas e muitas palavras. As pessoas vão ficar muito impressionadas. Quanto menor o conteúdo que o teu texto tiver, maior ele deve ser. Abusa das expressões “idiota”, “estúpido”, “inepto” e todos se identificarão contigo, pessoa da mais alta inteligência. Carrega nos paradoxos, eles não querem dizer nada, mas impressionam. Usa palavras vistosas para esconder a tua fraqueza mental. E o melhor: a autocrítica. Faz com que todos pensem que estás falando de ti, quando na verdade estás criticando os outros.

Amor


Há quanto tempo me desejo, mas tinha medo do desejo porque não me reconhecia. A solidão é quando estamos perdidos de nós mesmos. Compreendo o mundo, é como uma garrafa que jogamos no oceano, é a esperança de encontrar maior riqueza além de nós, naquilo que não viveríamos se não soubéssemos usar o desejo.

Essência


Não é maravilhoso termos chulé? A natureza nos deu essa dádiva ao criar os tênis apertados, os sapatos herméticos, o futebol e as longas caminhadas. É algo para nós, já que ninguém ousou cheirar as patas de um rinoceronte, de um leão ou de um elefante. Mais que o mau hálito ou o cheiro das axilas, o chulé é um odor que se destaca. Se estamos com os pés no chão não o notamos, mas quando chega a hora de repousarmos, naquela hora que nos livramos dos sapatos, que são os nossos algozes, surge aquele aroma queijoso, lembrando o mofo, e nos sentimos em comunhão com a nossa essência. Somos animais e as nossas vidas não poderiam ser melhores. Mesmo a nudez dos pés, tão feia, não interfere nesse banquete olfativo. Fingimos nos desagradar, lavamos os pés, mas esse cheiro é ancestral. O homem pode tentar renegar a sua natureza, mas isso não é possível. O aroma do chulé veio para ficar.

Da sabedoria


Não terá o sábio consciência da sua irresponsabilidade e da sua atitude temerária ao construir uma doutrina, verdadeira receita de vida, para cristalizar o que passou por um momento na sua mente?
Poderá ele criar fórmulas e receitas para influenciar os outros quando isso só se refere a si próprio e não tem valor quando aplicado a outras pessoas?
Correrá o risco de ser chamado de ser iluminado quando não tem certeza de que a sua comida é um veneno ou um alimento?
Acreditará ser a justa medida do mundo, sendo apenas mais um bobo e frágil ser humano?

A ponte do arco-íris


Visitamos em sonho o mundo das formigas, onde não há o sexo. As formigas se recolheram, mas daqui a dois anos vão voltar e, através da ponte do arco-íris, Bifrost, vão chegar à Terra e instalar um reinado de trilhões de seres, aniquilando toda outra forma de vida. Não há escapatória, mas os homens tentarão de tudo para descobrir um modo de sobreviver. As espaçonaves ainda não estão prontas, e a única maneira é lacrar a ponte com aço e lutar.

Pobre figura


Deus era um guri que vivia aqui em Porto Alegre. Era franzino e bobo e não imaginava o que era. Criar o universo era a sua diversão, mas não tinha ideia da profundidade e das consequências do seu ato. À medida em que o tempo passava, as coisas que criou foram se voltando contra ele mesmo. A inércia fazia com que os pensamentos malignos se acumulassem, e o mundo virou um inferno, graças à sua tendência negativa. Assim, sofreu por incontáveis eras, prisioneiro da realidade que criara. Quando ele percebeu que o mundo era apenas um reflexo dele mesmo, se viu na maior solidão que poderia haver. No entanto, como tinha criado o mundo por diversão, ele viu que era bom. Foi um empreendimento e tanto, as ideias presentes nas mais variadas formas, a repetição para que não se esquecesse da sua condição, impedindo que mergulhasse na ignorância do esquecimento, o passado construindo o presente, sempre atrasado, mas antevendo o futuro. Pobre Deus, uma criatura insignificante e perdida que já se achou o todo-poderoso.

Entidade fantasmagórico espectral


Não existe o lixo, existem coisas fora de lugar. O mundo pede que o coloquemos na ordem correta. A felicidade está em enxergarmos o conjunto que surge se nos detemos nas pequenas unidades. Alguém que eu não posso ver sorriu para mim atrás dos livros da estante.

“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.” (Perto do Coração Selvagem, 1944). Essa afirmação de Clarice traduz uma busca que não se contenta com o óbvio: é o desejo por algo que ultrapassa a calma aparente e rompe os limites da palavra. Quando pensamos em “emocionado”, percebemos que sentir é um gesto de libertação, um rompimento das barreiras sociais que tentam conter a alma e escondem sua vulnerabilidade.


Vivemos em uma época em que a eficiência se tornou medida de valor. A calma é exaltada como virtude, enquanto a emoção intensa é vista como desajuste, quase um erro contra a racionalidade. Nesse cenário, trocar a alma pela calma significa abrir mão da autenticidade, transformar o sentir em fraqueza e aceitar a serenidade como padrão imposto, mesmo que isso nos afaste de quem realmente somos.


Ao sufocar a emoção, o indivíduo se distancia de sua essência mais profunda. Clarice, em A Paixão Segundo G.H., mostra que o encontro com o indizível é doloroso, mas inevitável para compreender a própria existência. A calma pode oferecer estabilidade, mas também pode anestesiar, apagando o brilho da intensidade e transformando a vida em repetição sem surpresa, em rotina sem poesia. (@R_Drigos)


Pensar sobre essa tensão é admitir que viver exige equilíbrio. A emoção não deve ser reprimida, mas acolhida como parte inseparável da experiência humana. A calma, embora necessária em certos momentos, não pode se tornar prisão. Entre alma e calma, o desafio é permitir-se sentir sem se perder, encontrar intensidade sem descontrole e reconhecer que a vida se constrói justamente nos contrastes que nos atravessam.

Não Pertencimento


Essa angústia de ser sem pertencer
esse tormento que assombra o pensamento
essa agonia de ter que conviver
com esse sentimento causando sofrimento


Esse silêncio ensurdecedor
essa voz que cala por dentro
essa verdade causando dor
essa pausa necessária no tempo


E aquela felicidade que parecia infinita?
aquela vontade de ficar tão perto
aquela saudade bendita
aquele desejo de dar tudo certo


Aquela dúvida causando confusão
aquela sede insaciável
aquele contato em combustão
e aquele apetite inesgotável?


Uma vontade imensa de querer ser
mas um vazio enorme por não pertencer
um lamentável desprazer
colocando tudo a perder.

Realidade


— Pai, posso pintar o patinho de verde?
— Não, meu filho.
— Mas, pai, eu queria que ele fosse verde.
— Mas não dá, filho.
— Por que não dá?
— Porque não é real.
— Mas eu quero que seja real, pai.
— Filho, isso nunca vai ser real, tua ideia é irrealista.
— Mas o que devo fazer então, pai?
— Aceitar e pintar o patinho de amarelo.
— Mas dói e é difícil.
— Não importa, isso é real, você deve aceitar.
— Mas eu não quero aceitar.
— Você deve.
— Então não quero ser real.
— Você não pode deixar de ser real.
— Que saco.


O filho, então, que gostava de desenhar e imaginar, decidiu ser real e, então, futuramente viria a se tornar empresário. Foi infeliz, mas foi real.

“A pessoa certa não é ilusão”


Quando alguém diz “a pessoa certa não existe”, geralmente está partindo da ideia de que ninguém é perfeito, que sempre haverá defeitos e diferenças. E nisso há verdade. Mas dizer que não existe “a pessoa certa” é o mesmo que negar que exista encaixe, sintonia e propósito entre duas pessoas.
A pessoa certa não é aquela sem falhas, mas aquela cujos defeitos não anulam o amor, cuja presença multiplica a paz, cuja vida soma à sua e não subtrai.
Ela é “certa” porque desperta em você o que há de melhor, porque transforma o ordinário em extraordinário, e porque faz do caminhar juntos um lugar seguro mesmo diante das tempestades.
Se não existisse a pessoa certa, não existiriam histórias de casais que superaram décadas juntos, não haveria quem dissesse “eu não trocaria essa pessoa por nenhuma outra”.
Isso não é ilusão: é experiência real de quem encontrou alguém que fez sentido para a vida.

Poema:
Teu sorriso não chega,
ele acontece.
Como um amanhecer calmo
que invade sem pedir licença
e muda tudo de lugar.

Há uma luz no teu rosto
que não vem de fora,
vem de dentro…
como se teu coração
soubesse exatamente
como iluminar o mundo.

Teus olhos guardam um segredo bonito,
daqueles que a gente não entende,
mas sente e quando sente,
já não quer mais esquecer.

Teu cabelo cai leve,
como se o tempo tivesse aprendido
a ser gentil só pra te tocar.

E esse vermelho…
não é só uma cor
é presença,
é intensidade,
é o tipo de detalhe
que faz qualquer instante
parecer inesquecível.

Mas o que mais me prende
não é o que eu vejo
é o que você desperta.

Porque tem gente que é bonita…
e tem você,
que transforma o simples ato de olhar
em um motivo
pra ficar.

Amor não é sofrimento e viver perdoando chifres. Isso não é amor... É medo, desespero, carência, mas não é amor.
Essa ideia de aceitar tudo em nome do amor é totalmente errada...
Amar alguém tem que ser bom, tem que ser leve... O amor nos faz superar obstáculos, vencer juntos, conquistar juntos... Amor nunca é indiferença e desespero.
Amor é respeito, gentileza, reciprocidade.
Amor é ficar ao lado nos momentos difíceis, quando o salário atrasa, quando o desemprego bate na porta, quando alguém adoece... Amor é colo e abraço apertado.
Amor é tipo canja de galinha no frio para ajudar a curar o resfriado.
É muita gente nomeando o medo de seguir em frende de amor.
Quando alguém diz que "o amor tudo crê e tudo suporta"⁠ não é sobre infelicidade, é sobre vencer juntos os obstáculos que surgem durante a caminhada.
O amor é bom e se não te faz bem... Desculpa, mas não é amor.

O Nó da Gravata


Olhei para ele e não vi o homem, vi o nó da gravata. Estava ligeiramente frouxo, um milímetro de desespero pendurado no colarinho engomado. Aquele nó me dizia que ele tinha desistido de ser impecável no meio da tarde.
Havia ali uma fresta de humanidade, uma pequena asfixia que ele carregava com elegância. O nó não era de seda, era de medo. Um medo de que, se apertasse demais, a voz não sairia; e se soltasse de vez, o corpo desabaria em mil pedaços de carne inútil. O homem falava sobre lucros, mas o nó da gravata gritava que ele queria apenas deitar no chão e chorar até virar água. Eu não disse nada. A gente não interrompe o silêncio de um nó que luta para não virar forca.

TODO FILHO PRECISA DE UM PAI QUE ORA


De acordo com Platão, “não deverão gerar filhos aqueles que não querem dar-se ao trabalho de criá-los e educá-los”. Nesse sentido, todo filho necessita de um pai que lhe ofereça direção e proteção. A figura paterna exerce papel fundamental não apenas como provedor material, mas também como guia espiritual e moral. Ao se colocar em oração, o pai fortalece a própria fé e intercede pelo futuro de seus filhos. Essa prática representa uma ação de grande importância na vida de pai e filho, mesmo quando a história é marcada por experiências difíceis.


Em primeiro lugar, é necessário reconhecer que a presença paterna exerce influência direta na formação integral do filho. Mais do que prover recursos materiais, o pai que se coloca como guia transmite valores éticos e espirituais que moldam o caráter e fortalecem a identidade da criança. Essa orientação contribui para que o filho compreenda seu papel no mundo e desenvolva confiança diante dos desafios da vida. Assim, a figura paterna vai exercendo o papel de referência de responsabilidade e amor, fornecendo elementos indispensáveis para o crescimento saudável.


Além disso, a oração paterna representa uma prática concreta que reforça esse papel de guia e protetor. Ao interceder pelo futuro dos filhos, o pai demonstra que sua missão ultrapassa os limites do cuidado físico, alcançando a dimensão espiritual e emocional. Essa atitude evidencia que cada filho é portador de valor inestimável, digno de amor e atenção, mesmo quando sua história é marcada por dificuldades. Por exemplo, quando um pai ora pela saúde de um filho enfermo, pela sabedoria em suas escolhas acadêmicas ou pela proteção diante das influências negativas da sociedade, ele reafirma sua responsabilidade e amor. Dessa forma, a oração se torna expressão de hombridade e compromisso, fortalecendo os laços familiares e reafirmando a dignidade da pessoa.


Assim, também, “não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca” (Mt 18:14). Portanto, compreender o papel do pai como guia e intercessor é reconhecer que cada filho carrega dignidade e valor inalienável.
Valorizar essa prática é reafirmar a importância da família como espaço de proteção e crescimento, onde o amor e a responsabilidade se transformam em pilares de esperança. Autor: @R_drigos
Dessa forma, a oração paterna se revela como uma poderosa expressão de compromisso e fé, contribuindo decisivamente para a vida e o futuro dos filhos.
Autor: @R_drigos

O PORTA-VOZ


Onde quer que eu vá, meus lábios não cessarão de falar deste amor e da salvação.
Eu sou mensageiro, porta-voz do Senhor; seja em terra estranha ou aqui, falarei deste amor.


Onde quer que eu vá, farei soar no infinito a mensagem de amor, deste amor bonito de Cristo, o Senhor, que no alto da cruz Ele demonstrou.
Onde quer que eu vá, seja em terra estranha, distante daqui, falarei deste amor que vivo a sentir; de Cristo sou porta-voz, não posso me omitir.


Eu não vou me calar, Cristo me ordenou: ide ao mundo e pregai a mensagem de amor.
Eu sou mensageiro, porta-voz do Senhor; seja em terra estranha ou aqui, falarei deste amor.


Onde quer que eu vá, farei soar no infinito a mensagem de amor, deste amor bonito de Cristo, o Senhor, que no alto da cruz Ele demonstrou.
Onde quer que eu vá, seja em terra estranha, distante daqui, falarei deste amor que vivo a sentir; de Cristo sou porta-voz, não posso me omitir.


Cícero Marcos

Cabelos negros caracois ao vento,
livres como quem não gosta de prisão.
Olhos verdes que guardam mistérios,
brilhando forte em qualquer direção.


Tem um jeito rebelde de viver,
de não seguir o que mandam fazer.
Caminha firme, sem medo do mundo,
como quem nasceu para surpreender.


Mas por trás dessa alma indomada,
existe um coração cheio de emoção.
Que se perde nas palavras simples
de uma bela conversa sentada no chão...


Você pode não ser uma princesa da Disney
E talvez não acredite no amor
Mas você é o poema mais doce, puro e sincero
Jessica, você é princesa de Caçador

Fica comigo!


Fica comigo, você não precisa me amar
Você já é o suficiente para mim
Seja minha musa, meu desejo
Seja aquela a quem eu dedico minhas palavras, minhas poesias
Seja para mim o ar que eu respiro, os nutrientes que me sustentam
Quero me derramar em você, me perder em você
Mesmo que a versão que eu vejo, só exista na minha cabeça
Seu coração não há espaço algum para mim, mas vejo sua alma tal como ela é
Sou um louco e a cura para minha loucura só existe em seu coração
Mas como poderia eu, um covarde desde que nasci, implorar pela cura
Quando seu coração já existe alguém?
Então fique comigo, mesmo que distante
Não saia da minha vista, peço com todo o meu coração
Ou o pouco que resta dele depois de te amar

O Comandante e a Madrugada
Meus amores, cada quilómetro que me afasta de casa não é uma distância, é um passo que dou para manter o perigo longe de vocês. Enquanto o sol brilha, eu sou o mestre e o aprendiz; moldo a tropa, preparo o meu corpo e afio a mente, porque no terreno, o erro não pede desculpas.
O meu descanso é breve e estranho: durmo das 18h às 22h, quando o mundo ainda está a fechar os olhos, para que eu possa ser os vossos olhos quando a escuridão for total. Eu durmo para não ser surpreendido; eu vigio para que vocês nunca sejam acordados pelo medo.
Na solidão da minha tenda, o silêncio da mata não é vazio; ele é uma orquestra de sobrevivência. Aprendi a ler o chão pelo ouvido. Conheço o roçar de cada pata na folhagem seca. Distingo, sem hesitar, o rastro de uma centopeia ou o peso discreto de um escorpião. Eles são os meus vizinhos, e eu os respeito. Mas confesso: a cobra continua a ser o único mistério que não dominei — o seu deslizar é como a traição, silencioso e imprevisível.

Você tem personalidade forte
Suas respostas não são vagas
São um tremendo corte!
Imponente, perspicaz e rígida,
Uma guerreira Amazona que nunca é vencida!
Hoje te chamo de ogra, feiosa e Fiona,um horror
Mas na verdade no fundo queria chamar de... você ja sacou né!?
Brincadeira a parte, talvez você não acredite, mas para os meus olhos você não é Fiona , na verdade pra mim você é Arte!
J.C